Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro

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ELELO



elelo


Fim de tarde Pintor



Arquivo Histórico de Moçambique

   2005



    
   
 
    


Índice



 
 
ELELO  
 
Índice   
 
Aritmética Ardente  1 a 44
 
As nove ratoeiras   
 
Intervenções   
 
I - Diário 
   
 Diário - Ano 20051 a 365
   
 Diário - Ano 20061 a 365
 
II - Epístolas postais1
 
III - Epístolas eletronicas1 a 20
 
IV - Livros que já li1363
 
V - Peças de teatro de que gostei1 a 13
 
VI - Filmes que me interessaram1 a 9
 
VII - Telenovelas que me entusiasmaram1 a 37
 
VIII - Programas seguidos com regularidade1 a 8
 
IX - Nota do Feitor: Países visitados 
   
 Países visitados46
   
 PostaisÁfrica
Europa
América
 
Excursos   
 
Actualizações   
 




    
 

 
    






Introdução




Aritmética Ardente






Arquivo Histórico de Moçambique

   2006






Esquema 3 paixões

Esquema elaborado entre Chur e Zürich

Ver o original



  
A mensagem evangélica foi, é, sem dúvida, a minha grande paixão, ao menos a partir de 1940, ano em que me decido ser missionário. Estava no quarto ano do liceu e tinha quinze anos. Não me deixaram entrar no seminário missionário de Cucujães e tive de me resignar (?) a entrar no diocesano. Comprei um tapete com o desenho de um leão, e, quando me levantava, ao toque da sineta– aquele momento heróico como diriam mais tarde os seguidores de Escrivá– relembrava a minha verdadeira vocação: ajudar a evangelizar a África (e não só, verifiquei mais tarde).1
Boa Notícia
A urgência de ser missionário ganhava terreno em mim, o exemplo de Teresa de Lisieux, padroeira das missões, apesar de contemplativa, ou exactamente por ser contemplativa, entusiasmava-me. Fundo uma liga eucarística dentro do seminário e faço propaganda, junto dos meus colegas, das grandes ordens religiosas. Quem sabe se entre eles não haverá casos parecidos ao meu! Quanto a mim, tinha a certeza de não ter vocação para pároco, por mais bela que ela se me afigurasse. Quanto a mim, fascinavam-me, acima de todas, as ordens puramente contemplativas: a Cartuxa e a Trapa. Opto por esta última, mas, sendo menor, nem o meu futuro podia escolher. Peço emancipação nos meus dezoito anos, mas é-me negada.2
Cister
Que a minha vocação era a de missionário, não tinha dúvidas. Seria, porém, e simultaneamente, a de celibatário? Eis o grande equívoco. Nesse tempo, ao menos em Portugal, nunca se ouvira falar em missionários leigos (este rótulo de leigo, ainda hoje existe). A minha saída do seminário, que a todos espantou (tão místico era eu considerado!), escondia, bem fundo, uma opção: missionário sim, celibatário não! Vencia a coerência. E a prova real está nos meus cinquenta e seis anos de África. 3
Contradição
A minha passagem por Vilar e pelos Grilos motivou-me uma outra grande paixão, embora, evidentemente, a outro nível: a da chamada filosofia perene. E uma consequente opção: a linha aristotélica com repúdio da platónica, não deixando, porém, de me fascinar pela beleza e pelos fragmentos de verdade que existem em todas as filosofias. Esta opção, sendo das mais radicais, foi também das mais eminentemente práticas em todos os momentos da minha vida.4
Aristotelismo
Não é que Aristóteles não tenha dito muitas asneiras e Platão muitas verdades: trata-se, sim, do núcleo central, essencial, de cada uma dessas filosofias. E, quanto às consequências, basta ver o desastre dos catecismos que não seguem a linha aristotélico-tomista, não obstante as recomendações do Vaticano. Ou, no campo científico, ver as aberrações médicas, quando a linha cartesiana ainda impera.5
Consequências práticas
Sempre nesta linha evangélica e, depois, filosófica, outra paixão me surge em África: a filosofia banta. Afinal, existia uma outra filosofia, ainda mais humanista, que os encobrimentos portugueses tentaram fazer sumir. Desconseguiram, apesar de cinco séculos de crueldades e cinismo, que eu, pessoalmente, ainda testemunhei, de 2 de Outubro de 1950 a 17 de Setembro de 1974.6
Filosofia banta
A arder pelo anúncio da alegre notícia, a refletir no verbo escrito do neotomismo e oral dos bantos, como poderia eu não entrar em ação? É assim que se agudiza em mim, ainda mais do que no primeiro quarto de século da minha existência, a paixão por intervir na história. 7
Intervir na história
Nos arredores da Beira, aprendo dos Missionários de África, sociedade de padres seculares fundada por Lavigerie, deixo os Sindicatos e vou para Quelimane iniciar uma livraria diocesana, promovo sete semanas de estudos missionários a nível nacional, procuro que os moçambicanos não se fiquem pelo ensino rudimentar (como queriam os tais encobridores), mas atinjam o liceal e universitário, trabalho com casais e possíveis futuros líderes, dou o primeiro abraço às guerrilheiras e guerrilheiros, quando, na manhã de 17 de Setembro de 1974, na Cerâmica, nos encontrámos. E não foi sem euforia que, logo em seguida, acompanhei as Forças Populares de Libertação Nacional, na sua entrada oficial e triunfal em Quelimane. 8
do encobrimento ao descobrimento
Intervir, ajudar a intervir na história, eis a minha terceira paixão. Contemplativo, sim, mas sem deixar de ser criativo. No princípio era o verbo não exclui no princípio era a ação. O verbo se fez carne e o espírito sopra onde quer. 9
Estudando e intervindo
  
+ + +
  
Por ridículo que possa parecer, por muito de contraditório que os meus hábitos de vida possam evidenciar, desejei sempre, eficaz ou ineficazmente, optar pelos pobres, a começar pelos sem abrigo. A falta de um teto, o dormir ao relento, mas também a falta de um ombro amigo, um coração acolhedor, uma mão que não nos nega Apoiar os EMAÚS pareceu-me o melhor que poderia fazer para não cair numa autêntica hipocrisia. 10
Emaús
Depois foram as prostitutas, as filhas da noite, as profissionais do sexo– chamem-lhes como quiserem. Nunca lhes dei dinheiro a ganhar, mas, em Quelimane, com uma delas, na qualidade de líder, proporcionei-lhes um salão de costura, minimamente equipado, não para que necessariamente trocassem de profissão, mas para lhes proporcionar um apoio amigo e económico, uma alternativa, uma saída da fatalidade, uma possibilidade de escolha, um salto para a liberdade.11
Ninho
Foi de pouca dura, fracassei, mas, depois, noutras latitudes, encontrei o NINHO, confiei nele, dei-lhe algum apoio, e muito mais lhe destinei. Anos de espera por um simples acusar de receção, por respostas prometidas, e sempre adiadas, sinais eloquentes de desinteresse, novamente me empurram para o isolamento e fracasso.12
Comunicação deficiente
Mesmo assim, não o deixei de lado. E alguma cousa de concreto lhe comuniquei. Confio no NINHO e nas prostitutas que querem (e não são assim tão poucas!) mudar de profissão. Exatamente como os EMAÚS e os mendigos que se esforçam por sobreviver com o próprio trabalho, organizando-se para isso. 13
e ultrapassada?
Finalmente, os órfãos, friamente tratados por instituições que os separavam por sexos, irmãos de sangue que fossem. os fardavam com uniformes, sem o mínimo respeito pelo perfil e gostos de cada um, os faziam desfilar ao som da sineta, os tratavam em série. A primeira ALDEIA S.O.S., fundada pelo Dr. Hermann Gmeider, em 1949, numa colina acima da cidadezinha de Imst, no Tirol austríaco, veio mesmo ao encontro do que eu mais desejava graças à Maria Ester e à Maris Stela, com as quais travei conhecimento nos últimos anos de seminário. 14
Aldeias S.O.S
Nunca se tendo conhecido nem por ouvir falar nem por qualquer noticiário, é surpreendente esta coincidência Oxalá o espírito do fundador seja respeitado, o que nem sempre é fácil. Para já, e talvez a par de adoções criteriosas, ainda me parece um dos melhores encaminhamentos para órfãos. 15
Coincidências
Estas três paixões continuam a arder dentro de mim: não sei se o meu proceder confirmará a sua autenticidade.16
E a coerência?
  
+ + + 
  
Como cheguei a estas opções? Lendo, escrevendo, convivendo. 17
Meios:
Paixão pela leitura, pelo estudo e pela contemplação, pela ciência e pela arte, pela verdade e pela beleza. No princípio eras o verbo 18
o verbo
Talvez por dificuldade de fala (lembro-me, por exemplo, que só pelos vinte anos, deitado, à hora da sesta, na cela n.º dos Grilos, tomei consciência de já ser capaz de pronunciar o z e não apenas o c) , talvez por estímulos da minha professora Ema no quarto ano do Liceu Alexandre Herculano: falas de amor como se já tivesses amado, talvez por qualquer condicionamento genético (mãe e pai escritores), a verdade é que, desde a puberdade, me apaixonei por escrever (e não apenas pela gramática). 19
Condicionamentos
E pensar eu que, pouco antes do meu exame de admissão ao liceu (nunca fiz a então habitual quarta classe), ainda dava uns vinte e tal erros ortográficos num simples ditado. (Não sei se hoje ainda se fazem ditados.) E o Dr. Cobeira, que testemunhara esse meu fracasso nos ditados, é o mesmo a apreciar, quatro anos depois, a minha prosa, por acaso a ironizar as fúrias com que, por vezes, nos mimoseava nas suas aulas de português.(Pedacinho de asno!– berrava-nos ele, quando algum de nós asneirava.)20
Dr. Cobeira
Escrever, a par do pedestrianismo e um pouco do ciclismo, escrever foi das minhas atividades preferidas. No princípio era a ação. E o espírito sopra onde quer Não é condicionado por vestuário nem anda ao toque de sinetas ou clarinetes. É anárquico. 21
Praxis
Se não cabia em estruturas ditas familiares, nem, depois, conventuais, todas elas muito respeitáveis (e muito perigosas, diga-se de passagem), outra paixão tinha de surgir: a de conviver.22
Claustrofobia saudável?
Comer o caldo verde à lareira com os caseiros, comer batatas cozidas à mesa dos mesmos, partilhando o mesmo prato de azeite e vinagre, ali no meio– era delícia que um pai extremoso desconseguia proporcionar. 23
À lareira
Eu saía, sem dúvida, àqueles adolescentes que, décadas depois, no Alto Molócue, ou em Milevane, se escapavam da saborosa mesa dos Maristas do Rio Grande do Sul, e se sentavam com os negros, no chão, a partilhar da sua farinha, milha ou de mandioca que fosse, e do caril de peixe seco (Os pais saem aos filhos, não é?) 24
A quem saímos?
As minhas delícias consistem em viver entre os filhos dos homens lê-se, salvo erro, no livro da SABEDORIA. Por isso, lhe chamaram Emmanuel.25
Delícias de Emmanuel
Felizmente não fui para um colégio de meninos bem, mas para o liceu, onde nos misturávamos com rapazes da rua, e fui para um seminário onde era raro o menino rico.26
Liceu:
não colégio
No liceu fundo o Clube Mestre de Avis, no seminário, a Liga Eucarística, na Manga (arredores da Beira), promovo reuniões à volta da Biblioteca da Missão de S.Benedito, em Quelimane, grupos para as mais diversas atividades (ação católica, casais, visitas à temba, estudo de línguas bantas, alteração de métodos missionários, promoção de futuros líderes, revitalização da vida religiosa, intervenção política). 27
Élan
Sem convivermos, sem nos organizarmos, como poderíamos intervir na história?28
Eficaz?
  
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Na Ilha do Sal, parece que dei nas vistas. Logo, no aeroporto, tive tratamento de nikolo: não dava para disfarçar! Até me sentia na África austral. Uma caboverdiana veio ao meu encontro e as formalidades fronteiriças foram sumaríssimas. Enquanto esperava pelos outros passageiros, caboverdianos, numa simplicidade enternecedora, iam-me contando: -- Os que vêm do exterior têm um mês de férias: nós [finalmente,] um mês de trabalho . 29
Afinal: nikolo?
O motorista reservou-me sempre o melhor lugar. No hotel, porém, dito de quatro estrelas, a receção foi sempre pouco simpática, até o desastrado último momento. 30
Antipatia
para variar
Talvez por ir só, talvez pelas minhas vistosas capulanas, talvez por estar sempre a estudar, escrever ou contemplar, talvez por mim próprio (por que não?), de novo comecei a ser alvo de atenções, primeiro, por parte dos barmen e de uma barwoman, depois, por parte de grupos de turistas.31
Íman das capulanas?
Bebidas partilhadas, conversas animadas. Quiseram saber o porquê do meu olhar sempre alegre, da minha vida, do meu trabalho. Estranho não estar reformado!32
Interrogações
E eu, em termos parecidos aos da minha prosa nesta aritmética ardente, ia explicando todo o meu entusiasmo. Ia aos poucos mas uma das minhas interrogadoras queria sempre mais: -- Isso ainda não explica o fundo dessa tua jovialidade. E eu avançava mais, sempre aos poucos, mas sempre com toda a sinceridade e autenticidade. Ela, porém, queria mais: -- Há alguma cousa que ainda não revelaste. 33
E respostas
Feliz ou infelizmente, o tempo não deu para mais, e a heterogeneidade dos circunstantes talvez não tivesse ajudado. As férias delas e deles, e a minha etapa de trabalho no Sal, terminavam. Talvez tenha dito o importante: o mais profundamente humano, porém, ficou por revelar.34
ainda incompletas
Se ela um dia me ler, ficará com a resposta. E talvez exclame: -- Ah! Agora sim, com esta última achega, já fica explicada a tua alegria!35
Agora, sim!
Além daquelas 3 paixões multiplicadas por outras 3, há mais 3: é preciso afirmá-lo sem rodeios. Nem a minha transparência o poderia ocultar: pelo menos é o que me tem sido dito até em cafés, e até por desconhecido com quem nunca tinha falado e em quem nunca tinha reparado.36
Sem rodeios
Aprendi, em pequeno, a dizer: -- I love you. E, oito décadas depois, o meu inglês quase se ficou por aí. Ouvi falar em amores platónicos, e fiquei sempre desagradado. O verbo se fez carne: amor entre cônjuges ou é carnal ou não existe. O ser humano não é um composto de alma e corpo, como rezavam catecismos em má hora reeditados, mas animal racional, como os seminários foram obrigados a ensinar. Platão ou Aristóteles? Agostinho ou Tomás?37
Idealismo ou realismo?
Muito recentemente surgiram-me comportamentos aberrantes de pseudo-amizades e de não menos falsas gratidões. A par de amores platónicos, de que me falavam no antigamente, agora tive de suportar na minha própria carne aquilo a que poderia chamar amizades platónicas e, pior ainda, gratidões platónicas. Amizade, ou é concreta ou não existe. Semelhantemente, gratidão, ou se traduz em obras ou não existe.38
Platonismo:
até nas amizades?
Também sempre distingui amigas / amigos e simples conhecidas / conhecidos.39
Conhecimento não é
igual a amizade
Sim, minha possível (ou futurível?) amiga que, numas tuas férias na Praia, me chamaste para o teu grupo: o amor político, que abrange todos os seres humanos, mesmo todos (bastaria excluir um só para ser falso, inexistente), o amor político, que não se limita a casos pontuais, mas exige a luta pela mudança estrutural do mundo, o amor político, que, para ser autêntico, tem de abranger todo o universo, sim, minha possível, futura ou futurível amiga, esse amor holístico nunca explicaria toda a minha alegria de viver. 40
Insuficiência do
amor holístico
Nem mesmo as amizades, essas amizades forjadas sobretudo (mas não só) na luta não violenta pela justiça estrutural em todas as vertentes e aspetos da vida. Essas amizades que nascem também em plataformas, as mais diversas: o estudo, as leituras, o trabalho profissional ou voluntário, as viagens, o contemplar a natureza, o saborear a arte, ou até à volta de uma simples chávena de café ou de uma outra bebida. De qualquer cousa em comum pode, eventualmente, surgir uma amizade. 41
e até da amizade
Sim, minha querida, uma vez que me viste alegre, mas só (pensavas tu, porque talvez não conheças TRÊS que me habitam), e quiseste saber o motivo da minha jovialidade (a contrastar com a sensibilidade?) e não te contentaste com parcialidades, e muito menos te contentarias com rodeios 42
Curiosidade profunda?
Sim, é verdade: nem o amor holístico nem as amizades profundas explicam tudo. Não houve tempo, não houve condições. Agora sim, num expresso transalpino, no rápido mais lento do mundo, de St. Moritz para Chur / Coire, às 13.00 horas de sexta feira, 8 de outubro de 2010, aqui vai o que faltava: o amor sucessivo (nunca simultâneo, é bom notar-se) por 3 mulheres, não senhoras, que eu não gosto de senhoras, o amor conjugal, carnal, não platónico. Em cada ponto do nosso corpo está o todo maravilhoso do nosso ser (também espiritual, é óbvio). Sem elas nunca seria possível manter o entusiasmo, continuar a luta pela liberdade, que só existe na verdade, testemunhar a ALEGRE NOTÍCIA. 43
Amor sem platonismos
O fascínio das montanhas (sem excluir vales e planícies, rios, lagos, mares e oceanos): o Marão, primeiro, Arouca, depois, os Alpes, na plenitude.44
Explicação profunda
  
Últimos retoques,
uns cinco anos depois,
lá para os lados da outrora Quinta da Macieirinha,
terça feira, 2 de Agosto de 2011.
  
    
 

 
    






As nove ratoeiras




original



Esquema das ratoeiras



Esquema das ratoeiras
    
 

 
    






Intervenções




Primeira professora de ginástica do Liceu da Beira


Liceu Pêro de Anaia - Beira


Medalha que sumiu e repentinamente reapareceu


Medalha da Nachingwea
    
 

 
    






Diário



Júlio na varanda do seu quarto no Vilar




    
 

 
    


Diário 2005



Sábado, 01 de Janeiro de 2005 - Saí da casa da Eunice, do Pedro e do Tiago à 1.30 da noite. O Pedro tinha ido buscar-me às 22.30 de ontem, 31 de Dezembro de 2004. É uma nova amizade que surge e que me redobrou as forças. O Miguel também me havia convidado para a ceia da véspera de Natal e eu até gostaria do convívio com ele, a Eunice, o Bruno e o Mauro, e também com o Jerónimo (outro convidado: este quase de casa). Mas não é verdade que o sangue algema enquanto que a amizade liberta? E o que teria mais influência neste convite: os liames de sangue e de afinidade ou uma possível amizade?1
  
Domingo, 02 de Janeiro de 2005 - O Contardo, uma das últimas visitas que fez a Moçambique, à despedida recomendou-me -"Não esquecer o Diário". No momento, eu relacionei o recado com um livro que eu fiquei de escrever de colaboração com o João Baptista, o que nunca passou de esquemas pormenorizadamente elaborados numa viagem a Trento, a Convite dos Capuchinhos. Depois quase confundia Diário com Memórias. Só hoje, quando a Lara me ofereceu uma Agenda, tomei consciência de que talvez, de facto, fosse de concretizar a recomendação do Contarda.2
  
Segunda-feira, 03 de Janeiro de 2005 - Comecei a estudar os sonhos, recorrendo ao livro de MICHEL JOUVET - "Porque sonhamos? Porque dormimos? Onde? Quando? Como?13
  
Terça-feira, 04 de Janeiro de 2005 - Lá estou a resvalar para memórias, mas a leitura bíblica trouxe-me à recordação de uma viagem que fiz de carro com a Risete, para esta visitar os hospitais do Malawi. As missões acolhíamo-nos com delicadeza e até carinho, mas enquanto umas, ao anoitecer, nos despediam... porque no mato não é bom conduzir de noite, os Padres Brancos, esses ainda o sol nos permitia algum tempo de ver, e já estavam a propor-nos pernoitar com eles. E partilhavam a ceia, e só depois de nos terem proporcionado cama, quarto, a certeza de não dormir fora no mato. No dia seguinte, depois do pequeno almoço, então sim, despedíamo-nos.4
  
Quarta-feira, 05 de Janeiro de 2005 - Continua a ser-me difícil reter as lágrimas, quando recordo, ao entrar em casa ou rever certos lugares, aquela com quem vivi mais de meio século e com quem tanto desejei viver em pleno ao menos na velhice.5
  
Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2005 - Valerá a pena digitalizar este Diário? E que nome darei a esse "file"? ELELO26
  
Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2005 - Segui na Panthera Azul, com o Domingos, taxista, para Sudwala Caves.37
  
Sábado, 08 de Janeiro de 2005 - Hoje completei 80 anos + 9 meses - é claro! A brincar a brincar ia dizendo que estava a fazer um estágio para adquirir o estatuto de "octogenário". E consegui! Como? Agindo como se tudo dependesse de mim (contar com as próprias forças - não era uma das palavras de ordem de Samora?), relacionando-me como tudo se dependesse dos outros (não dizia Marco Júlio Cícero que "tirar a amizade da vida é tirar o sol do mundo"?) e confiando naquela inefável comunidade // Comunhão da Vida, e da Verdade e do Amor personificados (para que serve a fé?).8
  
Domingo, 09 de Janeiro de 2005 - Vindo da Bélgica e a caminho do Maputo, passou aqui no Pierre's Mountain Inn, o Filipe acompanhado da mulher e dos filhos. Já no ano passado nos encontramos aqui e até aproveitei a boleia dele para regressar a Maputo. Sempre falador e simpático e enternecido pelos filhos. No ano passado até prolongou a estadia quando viu os filhos encantados pela piscina panorâmica.9
  
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005 - Chuva, baixa de temperatura dos 30º para 23º dentro de casa, corte de energia eléctrica das 7.40 às 9.40. Ontem almoçaram aqui vinte e tal franceses e hoje quarenta e tal. Foi-me proposto pelo Pierre e, hoje, pelo Richard servir-me desse buffet logo que os franceses se retirassem. De facto, eles sabem quanto me custa ter de me submeter sempre ao menu da casa, relativamente variado para quem passa aqui um ou dois dias, mas fastidioso para quem permanece semanas. Fiquei contente com o alvitre de Pierre, mas fiquei triste por não se ter lembrado disso no tempo de Maria Ester. Como ela ficaria contente!10
  
Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005 - Finalmente, hoje, pouco tempo antes do pôr-do-sol, comecei a ver macacos na piscina, a saltar de telhado em telhado e de ramo em ramo, sempre desconfiados, porque os gajos da "lodge" têm o mau costume de usar fisgas "como se fosse um grande prejuízo as peças de fruta de que nos servimos....". O Domingos , que só esteve aqui do dia 7 para o dia 8, não conseguiu ver nenhum com grande pesar dele, é claro! E deles, também?11
  
Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2005 - Apesar da minha absoluta impreparação bioquímica, teimo em continuar a estudar aquilo em que passo mais um terço da minha vida: O Sono/E O SONHO - também de MICHEL JOUVET412
  
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2005 - Ao constatar, nos fins da primeira metade do século XX, a desproporção entre o avanço das ciências físicas e das biológicas, já sem falar na Psicologia, preocupava-me com o aparente marcar passo da humanidade. Hoje vejo apreensão a liberdade da investigação condicionada pela falta de meios económicos, por vezes até reprimida por ideologias, e a especialização desintegrada, tornando-se, por isso mesmo, e frequentemente, criminosa.13
  
Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2005 - EPICURE (Point 7) Lembra muitas vezes o macaco de galho em galho, a procurar a melhor sombra, a observar os ângulos mais interessantes, a saborear os mais apetitosos frutos. Com a abelha a escolher os mais salutares néctares. Ao tratar a personalidade da Raquel, sempre com aquele sorriso de quem está deliciada com o que melhor tem os entrevistados no programa "Entre - nós" da Universidade Aberta, nada me surpreendeu deparar com a deliciosa Raquel no ponto 7 do Eneagrama.14
  
Sábado, 15 de Janeiro de 2005 - No programa de ontem da RTP Internacional "Portugal no Coração", em grande parte dedicado ao signo do "Capricórnio", não deixou de ser emocionante o telefonema daquela "Virgem" que revelava ser ter sido salvo o seu casamento por começar a compreender o seu marido, capricorniano. Oxalá a Beca não tenha deitado tudo a perder ao restaurar o modelo patriacal do lar com o marido no topo da hierarquia, reduzindo a mulher a coadjuvadora numa evocação bíblica nada científica nem profética, e até desprezando o actual código civil Português. Da parte da espectadora que telefonou ainda houve uma intervenção mas a palavra foi-lhe cortada a pretexto do tempo de antena ter terminado, mas da parte do Malato nenhuma atitude, nem a rir que fosse!...15
  
Domingo, 16 de Janeiro de 2005 - Desceu de 30 para 20ºC no quarto nº1 (outrora nº3) desta estalagem a uma altitude de 1000m - 3300 pés, latitude de sul 25º37', longitude Este 30º69'. Ontem, durante alguns minutos uma tempestade ao vivo com música do vento, da chuva e dos trovões, e os efeitos luminosos dos relâmpagos, raios - faíscas a contrastar com as nuvens cinzentas com imensas variações para o escuro. Pouco depois a bonança e um silêncio a ambientar o canto dos pássaros. Só é pena que as nuvens, embora tão lindas e de formas infindáveis, não dêm, ao menos de quanto em vez e ao anoitecer, umas aberturinhas que permitissem contemplarmos a lua nova a caminho do quarto crescente.16
  
Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2005 - "Je suis fou!" 80 anos e sinto-me renascer Antonieta Preta, que hoje a Raquel Santos me deu a conhecer no ENTRE NÓS da Universidade Aberta da RTP Internacional, abriu-me uma nova perspectiva: possibilidade de ver ficcionadas algumas daquelas mensagens que eu, de forma em testemunho a muitos poucos conseguirei fazer chegar. Fantasias projectos: - A curto prazo: contactos virtuais - A médio prazo: encontro em SERPA - a longo prazo: ver ao menos uma das minhas mensagens universalizada pela ficção. 17
  
Terça-feira, 18 de Janeiro de 2005 - Estou a terminar o segundo livro "O sono e os Sonhos", e antes do fim desta semana já vou começar o terceiro ( e devo ficar por aqui sobre o assunto): SOLIATAN SUN - O Significado dos Sonhos518
  
Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2005 - Testei a personalidade de 24 personagens da telenovela "Nunca digas adeus". É interessante como todos os vértices do eneagrama estão ali representados, coincidindo em dois terços dos casos com o tipo de personalidade na vida real, o que significa que só em um terço é que os actores tiveram que incarnar no desempenho do seu papel, um tipo diferente daquele de que ele ou ela própria é na vida real.19
  
Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2005 - A irmã do Pierre esteve cá uns dias, indo ao almoço e ao jantar a casa dele. É farmacêutica e casada com um farmacêutico. O Pierre e a família tinham estado em casa deles na Cidade do Cabo algumas semanas. Fiquei com pena que ela não tivesse falado mais comigo mais tempo e se tivesse abalado sem se despedir, tanto mais que eu lhe tinha dado o meu contacto no Maputo e até lhe tinha posto a minha casa à disposição. O marido gostaria de visitar Moçambique na época da pesca do MANTA RAIE.20
  
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005 - Hoje, das 9.30 até às 11.30 estive no gabinete da Aurora Pereira do FNB em River Sich. É o terceiro encontro com ela. Nunca mais a poderei esquecer, pelo gesto de simpatia que teve para com a Maria Ester, indo ela própria, alto quadro daquele Banco, ao quarto do Hotel para que ela assinasse uns documentos sem necessidade de se deslocar.21
  
Sábado, 22 de Janeiro de 2005 - ESTALAGEM Para mim seria esta a classificação exacta do Pierre's Mountain Inn. Duas placas na recepção têm, porém, o seguinte escrito: AA QUALITY ASSURED RECOMMENDED ACCOMMODATION - GUEST HOUSE * * * Tourism Grading Council of South Africa - Como se escreverá estalagem em inglês e em francês? É que como hotel será de terceira, mas como estalagem seria fora de série, ímpar. Como contornar a globalização oficial na esfera turística?22
  
Domingo, 23 de Janeiro de 2005 - Mais uma vez fico sozinho durante esta noite. Os assomos de tempestade, com toda a beleza da chuva, dos trovões, das faíscas, dos ventos já se esvaíram. Os poucos momentos de sol e chuva não deram para saborear um belo arco-íris. Agora as nuvens vão-se afastando, o sol quase a esconder-se e a lua, essa, quase cheia, rompe lá no alto. Uma empregada e dois empregados asseguram a hospitalidade. O Pierre já foi para casa. Esta noite devo ser o único hóspede. O silêncio das montanhas Mankele realçam o canto dos pássaros. A fé na Beleza Tripersanificada garante o sentir-me em comunidade.23
  
Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2005 - O Pierre telefonou ao PHILIPPE de MAYER a ver se no próximo fim de semana vinha com a mulher e os dois filhos buscar-me. Mas ele disse que até Março lhe era impossível ausentar-se de Maputo.24
  
Terça-feira, 25 de Janeiro de 2005 - O Pierre sugeriu que o Jerónimo me viesse buscar, um dia a marcar a Komatipoort. Ele levar-me-ia até lá e almoçaríamos juntos no Hotel da fronteira - BORDER COUNTRY INN - mas o Jerónimo não se disponibilizou embora lhe tivesse proposto vir com qualquer amigo ou amiga e utilizando os serviços do táxi do Sr. Domingos.25
  
Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005 - Terminei a minha estadia em Sudwala Caves. O Pierre levou-me à garagem às 11.00, mas a Panthere Azul só chegou às 12.00 para partir: - 12.20 - Nelspruit - 13.00 - Malalane - 13.30 - Komalipoort - 14.10 - Ressano Garcia - 15.30 - Maputo. O assistente de bordo era meu conhecido de há muito. Serviu-me logo um lanche e, depois, já em território nacional, outra bebida. O taxista Domingos esperava-me no terminal e o Jerónimo em casa já preocupado.26
  
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005 - Na minha ausência sem que eu tenha pedido, o Jerónimo gravou-me as duas telenovelas brasileiras: Da cor do Pecado e As filhas da Mãe. Fiquei radiante sobretudo pela sensibilidade dele, e, assim, folguei mais uma longas e agradáveis horas com uma certa apreensão no entanto, por estar sempre a dias certos em serviço no A.H.M.27
  
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005 - A Sofia é um encanto de mulher. Como no mês passado não escrevi a pedir-lhe o extracto da conta, agora envia-me ume email a saber de mim. Pela primeira vez, na CGD do Porto, que frequento há umas 7 ou 8 décadas, encontro um relacionamento humano a esquecer a frieza dos números.28
  
Sábado, 29 de Janeiro de 2005 - Estou a ver alguns episódios anteriores da telenovela brasileira "Da Cor do Pecado", e hoje fiquei encantado com uma expressão que o autor (ou o realizador?) coloca na boca daquele, tão cheio de ternura - GENTE MUITO NORMAL É GENTE SEM GRAÇA -.29
  
Domingo, 30 de Janeiro de 2005 - Estou quase a regressar ao Maputo. Estudei bastante mas desconsegui tudo quanto projectara trabalhar no COMPAQ. Continuo muito cru em informática. Desmoralizo ao menor problema. Contornei a crise dedicando-me a outros trabalhos. O essencial é ocupar bem o tempo. Para desculpas, pelo menos menos, sou bastante fértil.30
  
Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2005 - Os automóveis próprios como os computadores prórios dão-nos "personalidade", com eles sentimo-nos "alguém". Quando funcionam. Quando não funcionam logo nos sentimos abatidos, frustrados, impotentes. Desde o dia 6 de Janeiro que não abri o meu computador da Coop. Abri, hoje, o programa INCREDIMAIL. Vou ao INBOX e quase meia centena de e_mails me aguardavam. Começo a responder, o SENT ITEMS regista as mensagens, mas logo aparece no ecran: SUA MENSAGEM DE E_MAIL NÃO PÔDE SER ENVIADA PORQUE O SEU SERVIDOR A REJEITOU.31
  
Terça-feira, 01 de Fevereiro de 2005 - A Isabel embora tenha sido transferida do Super-Luz para o Super-Marés, regressa aquele supermercado todas as tardes de 3ªs e 5ªs feiras para ajudar a Amélia na decoração (suponho eu). Hoje veio falar comigo quando eu estava a tomar café - aquele maravilhoso café que a Gina me prepara. Algum tempo antes de mim, também sofreu um choque tremendo com a passagem da sua filha, devido a um cancro na boca. E qual foi o meu espanto ao confidenciar-me que eu a tinha ajudado imenso com as minhas ideias: deixou de ir ao cemitério todos os dias como fazia, recobrou forças e recomeçou a viver.32
  
Quarta-feira, 02 de Fevereiro de 2005 - Hoje foi um dia aflitivo para mim. Alguém se abria dizendo-me estar com receio de se encontrar com SIDA. Uma leve virose e algumas inflamações nas pernas, logo leva as pessoas a lançarem-se nas mãos da Medicina Alopática e a começarem a viver aterrorizadas. Como poderiam viver mais tranquilas e felizes se não tivessem preconceitos contra a Medicina Naturopática e o diagnóstico pela radiestesia!33
  
Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2005 - Continuei triste. Antigamente era a Hierarquia Católica a aterrorizar-nos com o inferno no além. Hoje, são os meios de comunicação social aterrorizar-nos com a SIDA - o inferno no aquém. O sexo é sempre o grande mal a combater. Quando nos convenceremos de que o sexo, como expressão do amor conjugal, é a base de toda a harmonia e felicidade? Se o casal está unido pelo amor conjugal, a família é libertadora. Se está unido pela lei ou por convenções sociais, a família é opressora, não tem razão de existir e só cinicamente é que poderemos apelidar de base da sociedade.34
  
Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2005 - Continua a existir um Ministério chamado da Juventude e Desportos. Que sentido tem conotar os desportos com a juventude e não com a sociedade em geral, se um dos nossos grandes males resulta exactamente das outras camadas etárias deixarem de praticar o desporto adequado a cada caso?35
  
Sábado, 05 de Fevereiro de 2005 - A mulher conotada com os carentes! Será isso que se pretende com os nomes atribuídos ao seu Ministério? Ministério da Mulher e Acção Social36
  
Domingo, 06 de Fevereiro de 2005 - Cruzava-me muitas vezes no A.H.M. com Maria Regina Fernandes Arouca, mas nem sequer sabia o nome dela. Agora temo-nos encontrado na Super-Luz, já tomamos o café juntos e falamos longamente. É formada em Germânicas e, salvo erro, em História. Nos anos 60 dirigiu o A.H.M., mas foi despedida quando o marido foi preso. Nessa altura, eu visitei-a, acompanhado por uma missionária que trabalhava no Dispensário S.Filomena, no combate contra a tuberculose, que estava instalado na Avenida agora denominada Eduardo Mondlane.37
  
Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2005 - Tenho pensado muito no motivo pelo qual não nos deixaram, a mim e à Maria Ester, gozar a nossa vida a dois, aqui na Coop, no PH8 - 6º andar - Flat 4, quando mudamos de Quelimane para Maputo em Julho de 1994. Todos os filhos lançados, com sucesso, na vida, bem poderíamos agora ser felizes, vivendo momentos cujas preocupações com a numerosa prole impediam de ser devidamente saboreados. Seria um reencontro no fim de uma tarefa magnífica, mas sem dúvida trabalhosa. Mas o lobi foi mais forte que o projecto. Nos bastidores iminências pardas podem alterar um desfecho feliz para um fim trágico.38
  
Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2005 - Agora é um MERCEDES BENZ MMH-47-14 a ocupar o meu lugar no parque de automóveis do PH8.39
  
Quarta-feira, 09 de Fevereiro de 2005 - Ontem foi Lua Nova. E hoje, como habitualmente - um dia depois da lua nova e um dia antes da lua cheia - cortei as unhas. E fiquei muito contente por ainda poder cortar as unhas dos pés, sem auxílio de ninguém. Embora não esteja comprovado científicamente, quando temos as unhas fracas, parece que se evita que eles quebrem cortando-as quando a lua está a crescer e nunca quando está a diminuir.40
  
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2005 - Hoje, para o fim da tarde, o Engenheiro Vieira Dias, da TV Cabo, telefonou-me por duas vezes, fez vários testes comigo, computador aberto e telefone em simultâneo, e chegou à conclusão de que não consigo enviar e_mails pelo programa INCREDIMAIL por se ter introduzido no meu computador a chamada LAGARTA (em português) WORM (em inglês). Afirmou-me que enviaria um técnico para resolver o problema.41
  
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005 - Hoje, pouco depois das 12.00 horas e ontem, pouco depois das 15.00 horas, técnicos da TV Cabo subiram ao 6º andar e tocaram na Flat 4, sem que os guardas, ou melhor, o guarda de serviço nos perguntassem pelo intercomunicador se autorizávamos. Ontem, como estava só, nem sequer fui à porta. Hoje, como estava acompanhado fui abrir. Mais uma prova que nada valem as decisões da Assembleia Geral dos Moradores nem as determinações da Comissão de Moradores se os guardas não estiverem de acordo.42
  
Sábado, 12 de Fevereiro de 2005 - às 17.45, ao sair para a missa da Polana ouvi estridentes risadas de guardas, serviçais e não sei, se de outros moradores do PH8, e também o choro alto e aflitivo de uma criancinha agarrada não sei se à mãe ou à criada, esta também a rir desalmadamente. O guarda do parque automóvel, devidamente fardado e com um ar até nada agressivo, dirigia-se vagarosamente para a referida criança e esta redobrava em choro à medida da aproximação desse guarda. Como é possível atormentar uma criança com a presença de uma pessoa cuja função é exactamente proteger-nos a todos contra possíveis malfeitores? Como é possível que a própria mãe ou criada que deveria manter em segurança, se risse daquele choro aflitivo?43
  
Domingo, 13 de Fevereiro de 2005 - Ontem ao sair da missa vespertina da Polana, veio ao meu encontro a João Paiva Nazaré, que não via há bastantes meses. Fiquei muito contente, mas ou mesmo tempo surpreso: - não sabia que frequentavas estes lugares - Depois da morte da minha irmã, a Nely, venho sempre. - Ficámos tão entretidos a falar no meio da rua, que até demos fé de estar a impecilhar o trânsito...44
  
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005 - Além do ELELO estou empenhado em 8 livros: EKUMI, MOLUKU, OVETEKULA, MUTHIYANA, NZU, IHATITI, OTHELANA, OVILELELA. Continuar a digitalizar os textos anteriores, agora a enquadrar nestes filões e continuar a produzir novos textos ou terminar as notas e excursos incompletos em todos eles? 45
  
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005 - Resolvi alugar uma caixa postal na baixa. Foram delicados e deixaram-me escolher a que me parecesse mais cómoda. Fiquei com o nº 694. Os códigos postais de Moçambique mudaram. Agora o meu endereço postal passa a ser C.P. 694 MZ - 1100 Maputo.46
  
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005 - Pelas 17.17, quando ia para o Super-Luz, cruzei-me com a Patrícia, filha da Tila e do Bugalho, uma neta de eleição - e afeição - após o casamento da Tila com o Paulo. Cumprimentou-me com o seu jeito meigo, disse-lhe que não me tinha esquecido do aniversário dela, mas no momento, nas Mankele Mountains não tinha fácil acesso à Internet. No decorrer da conversa disse-lhe que os colegas dela a consideravam verdadeiramente profissional... mas não lhe disse que contava que me aparecesse para me ver pois me prometera da última vez que haviamos conversado em 29-09-2003!47
  
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005 - Estava já a sair quando a Matilde me chama. Estava a separar a correspondência e eu, já há semanas não recebia nada, tinha agora ali, bom número de cartas e revistas. Por quê toda aquela acumulação? A caixa postal estava trancada porque a anualidade - que deve ser paga de 1 de Dezembro a 15 de Janeiro - ainda não tinha sido paga! Isto um ou dois dias depois de eu ter aalugado uma caixa postal individual, exactamente por me estar a faltar imensa correspondência. Não me poderia a Matilde ter esclarecido do motivo da falta da correspondência sempre que eu lhe preguntava por ela?48
  
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005 - Vai ser muito difícil manter este Diário regularmente. Há dias em que até apetece escrever, mas há outros em que as preocupações são tantas, que nem dá para pensar nele. Valerá mesmo a pena continuar?49
  
Sábado, 19 de Fevereiro de 2005 - De novo violaram o meu espaço no parque automóvel do PH( da Coop. Desta vez foi a viatura MLS-89-85. Encontrei-a às 17.45 quando queria estacionar lá o carro e, depois, às 19.06.50
  
Domingo, 20 de Fevereiro de 2005 - Fui almoçar com o Pedro, a Eunice e o Tiago. Não quis que eu viajasse sem voltar a estar com eles. Vai deixar o Hotel Moçambique e trocar de casa.51
  
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005 - Às 9.00 fui ao Centro de Formação Fotográfica para o Ricardo Rangel mandar executar um slide ou negativo da Medalha "Nachingwea" que a Assembleia Popular, por Resolução nº 13/89, em 22 de Setembro de 1989, concedeu à Maria Ester.Custou 281000.00 MZM6. O cartão que acompanha a medalha tem o nº 069 e está assinado por Marcelino dos Santos. A lei que regula os deveres e direitos dos titulares é a nº6/81, de 17/06/1981.52
  
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005 - Com a invasão de um "worm" (lagarto) no programa do "email" compliquei toda a minha vida. Já não respondo às mensagens atempadamente, perco o controle da correspondência, não agradeci a quem me enviou parabéns quando completei 80 anos, enfim, desprogramei-me como já há muito não acontecia. Computador avariado é como carro avariado: fica o amargo e frustração da impotência.53
  
Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005 - Aproxima-se a data do meu embarque para a Suíça e tanto o meu escritório de casa como o do A.H.M. estão abarrotados de documetos fora do sítio, papelada sem o devido tratamento.54
  
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005 - O Mark continua sem escrever, o meu site sumiu, o computador portátil necessita de assistência. Já nem sei se o levo na viagem. Tenho muitas outras coisas para fazer, podendo assim prescindir dele. Mas não deixa de ser uma frustração.55
  
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005 - Seleccionei o GRANDE LIVRO DA RADIESTESIA de Marc Auzine7 para estudar durante a viagem. Mas não será dispersar-me com prejuízo dos meus planos de produção?56
  
Sábado, 26 de Fevereiro de 2005 - Já tenho o endereço da Antonieta Preta, mas ainda não consegui tranquilidade para lhe escrever - coisa que tanto anseio desde 17 de Janeiro. Certamente só o farei da Suíça.57
  
Domingo, 27 de Fevereiro de 2005 - No Domingo passado, dia 20, tive dois convites para almiçar. Primeiro, foi o Pedro. Depois, a Ivone. É claro que tive de declinar este último. Hoje, pelo contrário, ninguém me convidou para o almoço. Como refectir sobre a coincidência? As felizes, as menos felizes, as infelizes... Qual a essência da coincidência?58
  
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005 - Encontrei o Professor Monteiro, que já não via há muito e desejava vivamente apoiá-lo na sua concepção de paz expresso à cerca de um ano num Forum realizado no Hotel Tivoli. - Como é que , tão conservador te revelavas e sais-te com uma intervenção tão verdadeira? - A esperiência dos anos que vão passando abriu-me os olhos. (não é textual, mas o sentido é claro.) Deixar a Caritas Internacional e passar a trabalhar na comissão JUSTIÇA e PAZ com sede no Arcebispado.59
  
Terça-feira, 01 de Março de 2005 - Fui almoçar em casa da Qudgiah. Já no dia da última consulta ela me convidara para almoçar. Assim, em vez de marcar a primeira hora (8.30) das 3ªs ou 6ªs feiras, marco a última (11.30). E temos mais tempo para ficar inteirado do andamento da naturapatia em Moçambique. E também da guerra dos médicos alopatas, que, como sempre, se consideram os autênticos... e não recuam perante os meios mais ignóbeis para conseguirem impor-se. É uma questão de dinheiro, poder, prestígio. 60
  
Quarta-feira, 02 de Março de 2005 - Num destes dias encontrei mesmo em frente ao A.H.M. uma das antigas alunas da Maria Ester, chamada salvo erro, Beatriz. É sempre com grande alegria que as torno a ver, que ouço o sucesso das suas vidas, que sinto quanto elas estimam a Maria Ester e se sentem contentes por falarem comigo.61
  
Quinta-feira, 03 de Março de 2005 - O opúsculo de 88 páginas editado pelas Paulistas - África e da autoria de Dominique Nothomb M.Afr. E com o título CARATAS A NOJI e o subtítulo TORNAR-SE CRISTÃO SEM DEIXAR DE SER AFRICANO, que já comprei, mas ainda não li, deixa-me previamente triste só por ler o subtítulo. Como é possível, ao fim de tanta luta exactamente neste ponto, ainda ser preciso voltar ao assunto?62
  
Sexta-feira, 04 de Março de 2005 - Às 8.30 fui cortar o cabelo à CREATION como habitualmente faço de 3 em 3 meses, numa altura em que a lua esteja a decrescer, para que os cabelos não cresçam muito rapidamente. Também os camponeses do Brasil, Itália e certamente de outros Países, só plantam as hortaliças quando a lua decresce para que não espiguem antes do tempo. Pelo contrário, se se trata de batatas, que ficam debaixo da terra, já se plantam quando a lua está a crescer. Empírico? Mas não valeria a pena dedicar algum tempo à experimentação científica?63
  
Sábado, 05 de Março de 2005 - Só ontem fiquei a saber que a cabeleireira da CREATION (que sucedeu à Elsa quando esta trocou a arte pelos maiores e mais fáceis lucros de um restaurante) é norueguesa (filha de marinheiro da Escola Náutica) e não sul-africana, como eu pensava. Agora já fala português e começa a falar da sua vida. Quando o marido a largou e ela ficou só com a filha, tornou-se triste, e eu notei, e disse-lhe. Agora fala muito comigo.64
  
Domingo, 06 de Março de 2005 - A Socorro e o Fernando Mouzinho sempre estiveram a meu lado e me abriram as suas portas para conversar, beber e comer nas aflições de Setembro de 2003, talvez fossem os únicos vizinhos verdadeiramente sensíveis. Agora, sabendo da minha ausência durante dois meses já me convidaram para um almoço ou jantar (prefiro almoço) antes da minha partida.65
  
Segunda-feira, 07 de Março de 2005 - Fui almoçar a casa do Miguel para comemorar os 38 anos do Jerónimo. Ao fim da tarde é que é propriamente a festa, mas, seu aparecesse, como sucedeu no ano passado, alguém deixaria de aparecer para evitar encontrar-se comigo. Mesmo assim o Jerónimo vincou bem que eu seria sempre o seu primeiro convidado. Apenas gostaria de saber se eu apareceria ou não. De facto, eu sempre fui muito imprevisível nesta questão de aparecer ou não nas festas.66
  
Terça-feira, 08 de Março de 2005 - Não entrei em stress mas foi cansativo, ou melhor, tem sido cansativo estes dias de preparação da viagem que programei à Suíça e "arredores" du rante dois meses. Embora ainda tenha deixado muita desordem, já tudo ficou um pouco melhor de que das últimas vezes. Quando regressar, poderei retomar o trabalho com mais facilidade e prazer tanto no meu gabinete do A.H.M. como no da Coop.67
  
Quarta-feira, 09 de Março de 2005 - Levantei-me às 5.15, às 6.30 com o Domingos tomar café ao Hotel Moçambicano. Às 8.00 partia na Panthera Azul, às 9.50 já tinha passado as duas fronteiras e às 11.00 estava em Nelspruit. O Pierre apareceu às 11.18 e fomos imidiatamente para Sudwala Caves onde quarto nº1 já me esperava com as minhas 2 habituais malas.68
  
Quinta-feira, 10 de Março de 2005 - Pouco depois das 9.30 fui muito bem recebido pela Aurora Pereira no seu gabinete do First National Bank em River Side. Tratou dos meus assuntos e tomámos café ali mesmo. Sempre que me reencontro com ela relembro a primeira vez em que a conheci e fez questão de ela mesma ir ao quarto do hotel para que a Maria Ester assinasse uns documentos sem necessidade de se deslocar ao Banco. Profissionalismo humanizado...69
  
Sexta-feira, 11 de Março de 2005 - Faz hoje um ano! Os espanhóis relembram a tragédia da Atocha. Prestam homenagem às vítimas, mas logo correm para o trabalho. Se fosse em Moçambique? Um ou dois dias de tolerância de ponto. Alguns iriam - talvez forçados - às cerimónias. A maioria aproveitaria para ficar em casa ou ir passear... nem trabalho... nem reflexão!70
  
Sábado, 12 de Março de 2005 - Ontem, pela primeira vez, ao fim de perto de uma dezena de anos de conhecimento, fui convidado pelo dono do SUDWALA DINOSAUR PARK - Philip Howen - para ir a casa dele, para apreciar umas obras de arte do escultor sul-africano (de origem francesa) EBEN CILLIERS que, além do inglês e do africans, também fala espanhol. Sintonizamos em breve. Ofereceram-me chá ou café. E uma das guias de Sudwala Caves, também ali presente, até me agradeceu por tudo quanto eu lutei pela igualdade de direitos da mulher. Mas eu luto... porque não sei fazer outra coisa! - retorqui.71
  
Domingo, 13 de Março de 2005 - Às 12.15 fui com o Pierre até ao Aeroporto Internacional de Nelspruit, onde chegámos às 13.00. A distância da cidade até ao aeroporto pela estrada de Whitetersiver(') é de 28,4Km. O Pierre ficou comigo no bar e a passear até à minha entrada na sala de embarque.72
  
Segunda-feira, 14 de Março de 2005 - Tinha saído de Zurich Fluyhaten às 8.43, chegando a Lousanne às 11.45. Cinco minutos depois parto para Montreux, onde chego às 11.39. Às 11.45, estou a iniciar a linha férrea de Golden Pass e às 13.01 estou em Rougemont. Instalei-me no quarto 16 do Hotel Valrose ( * * * ) em Rougemont nos Alpes Vandoises. A Damaris estava a ser operada no Hospital de Lassen. Fiquei triste e apreensivo... A Paula ausenta-se muito para tratar da patroa.73
  
Terça-feira, 15 de Março de 2005 - Fui almoçar ao Hotel de Commune, da Família SAMBALE, onde ainda se lembravam de mim. E continuaram a tratar-me muito bem. É um ambiente popular, mas muito agradável.74
  
Quarta-feira, 16 de Março de 2005 - Aqui está um pequeno nada que ajuda à minha felicidade. Um expresso curto (antecedido por um pequeno chocolate) tirado habilmente duma pequena máquina electrónica LAVAZZA. É a primeira vez que consigo, na Suíça, saborear um café assim. Onde? Num restaurante, numa aldeia nas montanhas, intitulado: LE COMPTOIR D'ENHAUT PATRICK & SANDRA LE VILLAGE - 1659 Rougemont. Ambiente artístico e nada elitista (como o Café du Cerf, quase em frente). Comida requintada. Música de fundo leve e agradável. Tratamento pessoal.75
  
Quinta-feira, 17 de Março de 2005 - Uma das coisas que me encanta nesta aldeiazinha dos Alpes Vadoises é possuir cinco alternativas para as refeições: Hotel Rougemont Hotel Valrose Hotel de Commune LE COMPTOIR D'ENHAUT Le CERF. Só é pena que o primeiro não serve almoços. O quarto é muito irregular na abertura e de inverno também só abre às 17.30. O quito tem uma patroa nem sempre simpática. 76
  
Sexta-feira, 18 de Março de 2005 - Para ficar mais tranquilo (tanto eu como o dono do Hotel) e também para conseguir as máximas vantagens nas condições da minha estadia aqui, resolvi efectuar um "payement d'avance" bastante generoso. E não é que, por coincidência (sei que foi mesmo por coincidência), pela primeira vez, duas coisas me desagradaram: 1) A Paula não arrumou o quarto durante o meu pequeno almoço, como estava combinado. 2) A Sandra, à noite, serviu-me uma aguardente local, que deveria ter 47% de alcool, mas ... de facto, não deveria ter mais de 31%...77
  
Sábado, 19 de Março de 2005 - O Michel telefonou-me depois do jantar a convidar-me para almoçar no sábado, 26, em Fribourg, para confraternizar também com Anton. Bem poderia ir na sexta-feira e ficar até segunda, pelo menos, ficando com eles, portanto, no Domingo de Páscoa. Só prometi ir no sábado de manhã, regressando no Domingo à tarde, mas talvez ficasse até segunda-feira, podendo assim tratar de alguns assuntos em Fribourg.78
  
Domingo, 20 de Março de 2005 - Depois do almoço o Armando serviu-me, no hotel comunal, o célebre digestivo da aldeia aqui vizinha chamada GENTIANE. Aqui não há dúvida que tinha 47% de alcool. Nem foi preciso fazer o teste: saboreei 2 cl (num grande balão) durante um bom e fecundo quarto de hora. Repensei e aprofundei, fascinado, o esquema do meu "site".79
  
Segunda-feira, 21 de Março de 2005 - O Jacques enviou-me um E_mail a dar as boas vindas e a aceitar o meu convite para um almoço em Rougemont, dizendo que só estará livre na próxima sexta-feira.80
  
Terça-feira, 22 de Março de 2005 - O sol escondeu-se, a temperatura baixou e até chuviscou. As cores alteraram-se, os ânimos também. A beleza manteve-se.81
  
Quarta-feira, 23 de Março de 2005 - Pela primeira vez fui a GSTAAD, já no cantão alemão de Berne. São doze minutos de comboio.Comprei: um dicionário do CADONAU Papeterie,.00 0,70l de CHARTREUSE, GRUEN no P.PERNET AG, e, 1 tesoura de unhas na Apotheke dr.Kropt. Depois alterei a data do aviãopara 13 de Abril na REISEBURO ECGENBERG AG, onde fui muito bem tratado pela JULIA RAAFLAUB. Finalmente, por sugestão da menina da Farmácia, fui almoçar ao POST HOTEL, ROSSLI. Por volta das 13 já estava em Rougemont, donde tinha saído por volta das 10.82
  
Quinta-feira, 24 de Março de 2005 - De novo a Paula não me arrumou o quarto enquanto eu tomava o pequeno almoço.83
  
Sexta-feira, 25 de Março de 2005 - O Jacques veio almoçar comigo e ensinou-me muitas coisas no campo da informática. Convidou-me para ir a Bienuse na próxima quarta-feira, dia de semana em que normalmente tanto ele como a Beatrice almoçam em casa. Estivemos juntos das 11.53 até à 15.55 - hora que teve que regressar a Bienuse sempre de comboio- via Montreux.84
  
Sábado, 26 de Março de 2005 - Fui para Fribourg a convite do Michel, e almoçamos em casa dele, sendo convidados ainda o Anton e uma activista da América Latina.85
  
Domingo, 27 de Março de 2005 - Passei o Domingo de Páscoa em casa do Michel. À tarde, por iniciativa da Margerita, fomos passear na floresta que fica ao pé da casa deles.86
  
Segunda-feira, 28 de Março de 2005 - Regressei a Rougemont. O Michel e o Anton acompanharam-me até Montbavon. Depois eles voltavam a Bulle a pé, pelos atalhos. Ainda me convidaram, mas eu não me senti muito motivado, embora talvez até apreciasse. Mas não sabia o ritmo do passo deles, ambos treinados nessas andanças.87
  
Terça-feira, 29 de Março de 2005 - O cartão do 1/2 preço que dura uma ano e custa CHF 150.00 e a carta mensal que custa CHF 550.00 proporciona-me uma mobilidade enorme em comboios, autocarros, embarcações e teleféricos. É a primeira coisa que compro mal desembarco no aeroposrto de Zurich ou de Genève.88
  
Quarta-feira, 30 de Março de 2005 - Fui almoçar a Biènne, com a Beatrice e o Jacques. Depois, à tarde, fui com este percorrer lojas de computadores, para escolher um notebook mais leve do que o meu.89
  
Quinta-feira, 31 de Março de 2005 - A Família Cottier, proprietária do Hotel Valrose é muito simpática e é constituída por 6 pessoas: o Alexis, suíço desta mesma aldeia e a Damaris, natural da República S.Domingos, a Andreina filha dela, o John-Kelchin filho, o Paul Albert e o Anxel, estes dois últimos filhos do casal.90
  
Sexta-feira, 01 de Abril de 2005 - O pessoal do hotel também, no geral, é bastante simpático: Ana, portuguesa de Viseu onde tem uma filha, e Sylvia, espanhola, no serviço geral. Paula, Cabo Verdiana da ilha de São Vicente, trata dos 17 quartos nos 2 andares. Sandra, portuguesa salvo erro de Famalicão trata do buffet de la Care. Alex, o patrão, Darys, dominicana como a patroa, e Sérgio, português, encarregam-se da cozinha91
  
Sábado, 02 de Abril de 2005 - João Paulo II de um "choque séptico" e de um "colapso cardiovascular circulatório irreversível" nos seus aposentos do Vaticano, pouco depois das 21h37.92
  
Domingo, 03 de Abril de 2005 - No ano passado, no serviço da sala de jantar havia uma francesa muito espevitada, cujo nome me não ocorre. Para a substituir, veio a Sílvia, também atraente e talvez mais simpática e competente. Foi ela que me recomendou GENTIANE ALPESTRE quando lhe disse que me apetecia uma bebida forte da região. Mal sabia ela que alguém lhe tinha acrescentado água93
  
Segunda-feira, 04 de Abril de 2005 - "1920 - 2005 Morreu o papa que mudou o mundo" - É este o titulo a 6 colunas na primeira página do “Notícias nº 26267 do Maputo de 2ª feira, 4 de Abril de 2005. Pena que não tenha acrescentado, ao menos com o mesmo destaque PARA MELHOR OU PARA PIOR?94
  
Terça-feira, 05 de Abril de 2005 - Fui a Fribourg comprar um roupão branco, felpudo, de algodão puro, para ter sempre no quarto 16 da estalagem onde habito em Rougemont. Por volta das 9.05 um pouco antes de chegarmos a Bulle, um funcionário dos caminhos de ferro pôs-se a varrer o chão da carruagem onde eu e outros passageiros viajávamos.95
  
Quarta-feira, 06 de Abril de 2005 - Aldeia tem um mini mercado PRIMO a poucos metros da gare e isso é muito cómodo sobretudo para comprar fruta fresca e fruta seca. No Valrose, além dos sumos ao pequeno-almoço e de ananás como sobremesa, nunca vi fruta nem fresca nem seca.96
  
Quinta-feira, 07 de Abril de 2005 - Finalmente, hoje o Cura de Chateaux L' Oex M. CLERC BENOIT veio almoçar comigo, foi muito agradável e ate me convidou para o acompanhar numa viagem pela Suiça e para aparecer na sua casa para uma refeição. Infelizmente, desta vez não tenho tempo. Depois do almoço, ele seguiu no seu carro para Chateaux L' Oex e eu passado algum tempo, resolvi ir a Bulle levantar 1 station méthéorologique 25x19x2,2 que havia encomendada para oferecer à Damaris e ao Alex. Estava a chover97
  
Sexta-feira, 08 de Abril de 2005 - Fui almoçar com a Socorro e Fernando Mouzinho. O Alexa tem-me autorizado a utilizar o seu computador para receber e enviar emails, mas de facto, o seu escritório é tão pequenino que só comporta uma pessoa sentada. A solução do acesso à Internet ainda não pode ser esta, a não ser em casos excepcionais.98
  
Sábado, 09 de Abril de 2005 - A Paula não veio arrumar o quarto mas tive uma grande surpresa: na varanda higrómetro a 100% e termómetro a 0 (zero) graus. Olhei para a montanha fronteiriça e estava toda branca. O dia quase não tinha rompido. Eram umas 7h. Fixei a olhar num edifício do lado de lá da estação, e comecei a ver claramente os flocos de neve, contínuos e abundantes. O espectáculo durou todo o dia. Deve ser a ultima nevada da época e já não esperada a Damaris atribuiu a mim a mudança meteorológica, fingindo censurar-me.99
  
Domingo, 10 de Abril de 2005 - A Margarite e o Michel chegaram ontem ao meio dia e ficaram comigo até hoje às 16h. Foi um fim-de-semana maravilhoso. Só foi pena surgir uma forte constipação à Margarite que a obrigou, passar toda a tarde na cama. Hoje rompeu um lindo sol. Antes do almoço passei pela aldeia com o Michel e, depois do almoço, com os dois. à partida o Alex conversou muito com os dois, revelando muitos factos históricos da família Cottier. Também hoje a Paula não arrumou o quarto.100
  
Segunda-feira, 11 de Abril de 2005 - As belezas naturais e mesmo arquitectónicas desta aldeia enchem de alegria qualquer pessoa sensível mas se faltar o TUTUYER, até toda essa beleza parece esmorecer.101
  
Terça-feira, 12 de Abril de 2005 - Embora já não tenha assuntos tão graves como no ano passado para tratar na grande Ibéria, tenho necessidade de me deslocar aquela península do extremo ocidente da Europa. Tenho de interromper esta estadia na Suíça. Aliás, também lá tenho amigas e amigos importantes para a minha vida e a minha profissão. E quem não sabe se novas amizades não surgirão?102
  
Quarta-feira, 13 de Abril de 2005 - Mediante o pagamento de CHF 100,00 antecipei o voo de Genève - Lisbon que estava marcado para a data limite de 1 de Maio de 2005. Parti de Genève às 12.55, chegando a Lisboa às 14.20, isto é, depois de uma viagem de 2.25 (duas horas e vinte e cinco minutos).103
  
Quinta-feira, 14 de Abril de 2005 - O Alípio começou a ajudar-me na escolha de um novo computador portátil - instrumento indispensável para o meu trabalho. Mas está a ser difícil conciliar todas as funcionalidades de que preciso com um mínimo de peso, outra condição para a eficiência das minhas viagens.104
  
Sexta-feira, 15 de Abril de 2005 - Desta vez instalaram-me num quarto com vistas para Sintra. Fiquei muito contente.105
  
Sábado, 16 de Abril de 2005 - A Maria João levou-me a jantar em casa dela e trouxe-me a Caneças à meia-noite. Foram dos momentos mais felizes da minha viagem.106
  
Domingo, 17 de Abril de 2005 - Estou a ver que ainda não é desta vez que compro o notebook de que preciso. Mas pelo menos, graças ao Alípio, já tenho o novo site garantido.107
  
Segunda-feira, 18 de Abril de 2005 - Entrei na Livraria Portugal: pedi que me mostrassem todos os livros que tivessem o sobre ENEAGRAMA. Era à volta do meio.dia. Ninguém quer trabalhar: só se pensa no almoço, pela vez de cada um. E é natural. Mas porque se há-de insistir em dizer que está aberto ao público? Resultado ( ou será assim a qualquer hora do dia?): - Não temos! Pedi que vissem bem, talvez houvesse algum exemplar, quem sabe se fora do sítio. - Não temos! Pedi, então, que fosse consultado o computador... e lá estava um exemplar e, por sorte, de uma obra que eu não conhecia. Comprei-o logo.108
  
Terça-feira, 19 de Abril de 2005 - Ontem comprei dois exemplares de "Chovem cabelos na fotografia" de Antonieta Preto - um na Bertrand do Chiado e outro na Ed. Notícias do Rossio.109
  
Quarta-feira, 20 de Abril de 2005 - Hoje a Maria José Bertão Carvalho da Cunha faz sessenta e nove anos, mas, por descuido meu, de novo não a contactei. A Maria José foi das pessoas mais importantes para mim nos tempos em que missionava na Zambézia.110
  
Quinta-feira, 21 de Abril de 2005 - Fui à Biblioteca Nacional renovar o meu cartão, pelo qual paguei 7,00.111
  
Sexta-feira, 22 de Abril de 2005 - Depois de muitas voltas, lá consegui localizar a livraria LER DE VAGAR.112
  
Sábado, 23 de Abril de 2005 - Fui ao Seixal com a Maria João.113
  
Domingo, 24 de Abril de 2005 - Fui ao Ribatejo com a Maria João e o Costa.114
  
Segunda-feira, 25 de Abril de 2005 - Fui ao Parque das Nações com a Maria João e regressei ao Porto, embarcando no Alfa na Gare do Oriente em Lisboa.115
  
Terça-feira, 26 de Abril de 2005 - Há muitos episódios da minha vida de missionário leigo ainda não registados no meu site. Sempre que me recordo de algum, ainda que na dúvida de estar ou não registado, vou recordá-lo neste Diário. Afinal, um diário não é só para dizer o que se fez naquele dia, mas sobretudo o que se pensou ou sentiu.116
  
Quarta-feira, 27 de Abril de 2005 - A Jéssica completa hoje trinta e quatro anos. Onde estará? Na Rússia a trabalhar na sua tese ou já nos Estados Unidos? E o Eric e Alina? Casal amoroso de uma cristã com um judeu!117
  
Quinta-feira, 28 de Abril de 2005 - Faz hoje 80 anos que fui baptizado na Igreja de Novogilde da Foz do Douro, às escondidas do meu pai, que não queria semelhante cerimónia, porque nela estava incluída uma parte em que o celebrante humedece os seus dedos com saliva própria e, assim, toca os lábios do baptizando. E parece que o meu pai tinha razão, tanto assim que, muitos anos depois, tarde e a más horas como sempre, a Igreja Romana baniu esse gesto. Também nisto Jerónimo Caetano Ribeiro foi precursor.118
  
Sexta-feira, 29 de Abril de 2005 - Fui almoçar à Ribeira e depois fui ao Pestana Porto Hotel, ali mesmo junto ao rio Douro, tomar o café. A "Bar Women" de serviço era a Sandra Koeger, filha de uma portuguesa e um alemão. Falamos durante muito tempo e com algum entusiasmo. Os clientes estavam fora, na esplanada, e poucas vezes nos interroperam. Vivia na Foz com a mãe e navegava na internet.119
  
Sábado, 30 de Abril de 2005 - Fui jantar ao Guaramy e, depois, regressei a Vilar de táxi, já bastante tarde. Tinha ido almoçar com o José Capela, e à tarde fomos à missa vespertina, em Cedofeita, celebrada pelo Orlando, que eu havia conhecido em Quelimane, quando ele acompanhava o Manuel Vieira Pinto, a pregar o Movimento do Mundo Melhor. A homilia foi toda a exaltar o novo Papa e terminou por nos apelidar a todos de surdos e mudos.120
  
Domingo, 01 de Maio de 2005 - Fui conhecer o Aeroporto Sá Carneiro e, no regresso fiquei a almoçar na Churrasqueira Central Freixieiro, na Rua Oriental 1133 Pt-4460 FREIXIEIRO. Fui o último cliente (como era Domingo deveriam fechar mais cedo) e, à sobremesa, oferecida, até me convidaram para a mesa dos donos, filhos e empregada. Bolo, café e aguardente foram oferta da casa. Foi um bom ambiente, que me levantou bastante o ânimo.121
  
Segunda-feira, 02 de Maio de 2005 - Um dos encantos do Vilar é ficar perto do Palácio de Cristal, onde posso, na Biblioteca Municipal, ter acesso gratuito à Internet durante uma hora por dia.122
  
Terça-feira, 03 de Maio de 2005 - Desta vez só fiquei em Vilar de 2ª feira 25 de Abril até amanhã 4ª feira 4 de Maio de 2005. À chegada não tinha a reserva do meu quarto preferido com a varanda para o Douro. Reclamei mas sem resultado:o quarto 308 (salvo erro) não podia ser ocupado por mim. Tive de ceder pelo menos por uma noite. Qual foi o meu espanto quando cheguei ao quarto que o Carlos que me tinha reservado, salvo erro o 327, o penúltimo do corredor, muito melhor do que o 308, muito mais perto do Rio Douro e igualmente com ampla varanda! Fiquei radiante com a surpresa, só com pena de tão poucos dias a poder gozar.123
  
Quarta-feira, 04 de Maio de 2005 - Parti do Porto (aeroporto Sá Carneiro) às 10.45, chegando a Genève as 13.45, isto é, duas horas de viagem.124
  
Quinta-feira, 05 de Maio de 2005 - Hoje, amanhã e depois, isto é nos dias 5-6-7, o Jacques e o Michel viajam juntos. Por isso já não os vejo antes de regressar a África.125
  
Sexta-feira, 06 de Maio de 2005 - Fui à GSTAAD, já no cantão de Berne, almocei no Café Pernet, e, depois, fui comprar uma garrafa de litro CHARTREUSE verde no Supermercado PERNET (56,30 CHF).126
  
Sábado, 07 de Maio de 2005 - Fui, como de costume, ao Turismo, para ter acesso à Internet.127
  
Domingo, 08 de Maio de 2005 - Tomei café em Chateau d'Oex e fui à gare pedir o itinerário para SCHILTHORN. Saindo de Chateau d'Oex às 7.44, chegaria a SCHILTHORN às 11.42, tendo de mudar de transporte 4 vezes. São portanto 03h58m ao todo. Passa-se por: ZWEISIMMEN - INTERLAKEN OST - LAUTERBRUNNEN - LAUTERBRUNNEN BAHNHOF = BUS = STECHELBERG - SCHILTHOMBAHIV STECNELBERG SB21. Já lá fui uma vez sòzinho, quando estava em Bienne, mas gostava muito de voltar lá, Mas acompanhado de preferência. Os bons momentos, partilhados, redobram em prazer e alegria.128
  
Segunda-feira, 09 de Maio de 2005 - Hoje fui tomar café ao Buffet de la Gare de CHERNEX (ch 1822). Passava nesta estação muitas vezes e muitas vezes pensei descer e conhecer mais este recanto desta linha panorâmica. Também quis experimentar o comboio classic, recentemente estreado, e aí almocei... com talheres de plástico. Haverá coisa mais clássica? A televisão, que não tardou em aparecer na 1ª classe disse-me que era um pequeno detalhe! Será possível, na Suíça, tal mentalidade?129
  
Terça-feira, 10 de Maio de 2005 - Fui a Fribourg, almoçando no ELVETINE. 130
  
Quarta-feira, 11 de Maio de 2005 - Amanhã tenho de partir sem ter realizado nem metade do que precisava tanto na Suíça como na União Europeia. Da próxima vez tenho de vir com mais tempo.131
  
Quinta-feira, 12 de Maio de 2005 - Desiste do voo Genève-Zurich. Preferi ir de comboio de Rougemont a Montreux, e, daqui, a Zurich. Fui logo para o aeroporto, comprei uma garrafa de Chartreuse verde e embarquei para Joanesbourg.132
  
Sexta-feira, 13 de Maio de 2005 - Mal cheguei a Joanesbourg fui logo para o local onde partem os voos internos. O Pierre logo apareceu no aeroporto internacional de Nelspruit, e fomos para a sua estalagem, em Sudwala Caves. O Pierre nunca me falhou nestes transportes, apesar de ser tudo combinado como meses de antecedência.133
  
Sábado, 14 de Maio de 2005 - No quarto nº 1 (outrora nº 3, isto é, antes da estalagem ter sido aumentada de 3 para 7 quartos), encontro sempre as minhas duas malas (uma verde, outra vermelha). Nelas tenho: o roupão azul, o fato de treino (oferecido pela Maristela), o tapete do banho, o quispo castanho, o pijama (que nunca uso), o fato de banho, uns calções, umas calças compridas, camisas, cuecas, lenços, meias, umas calochas, um guarda-chuvas, um impermeável.134
  
Domingo, 15 de Maio de 2005 - Mas não é só roupa que deixo no Pierre's Mountains Inn: Abre-latas, balança de cartas, bússula, calculadora, cola, elásticos, 2 fichas eléctricas, furador, lápis e borracha, lupa, martelo e pregos, mata-moscas, molhadeira de dedos, papel, sacos de última hora. Ali é verdadeiramente a casa de serra a complementar a residência da Coop no Maputo.135
  
Segunda-feira, 16 de Maio de 2005 - Para variar (ou para não variar?) hoje está a custar-me iniciar o trabalho. Um confortável morno - quente - morno a tender para o quente - embalou-me toda a noite, num misto de sono, sonho, vigília, penumbra agradável talvez, e cheia de erotismo bem definido, artístico, terno, criativo. Que significa este estado de espírito ou simplesmente este tom afectivo destas primeiras horas do dia, que eu pensava seriam concretamente produtivas? Será que poderei fazer feliz alguma mulher? Será que me reconhecerão esse direito e talvez dever? Ou terceiros liquidar-nos-iam, à partida, com sorrisos ou mesmo risos e ditos a ridicularizar-nos?136
  
Terça-feira, 17 de Maio de 2005 - Fui com o JOHNY JACQUES a KAAPSEHOOP MOUNTAIN RETREAT. Almoçamos no GUEST HOUSE SILVER MIST, depois de termos ido a pé ao Canyon do lado de cima , onde se encontra um posto metereológico.137
  
Quarta-feira, 18 de Maio de 2005 - Todas as tentativas de boleia para eu regressar a Maputo foram infrutíferas.138
  
Quinta-feira, 19 de Maio de 2005 - O Pierre fez questão de levar-me de carro ao Maputo. O Piter, salvo erro primo da Maria, foi connosco para acompanhar o Pierre e talvez até guiar na volta. Levei-os a almoçar no Holiday Inn. O Pierre há muito desejava conhecê-lo. Depois demos a volta pela Costa do Sol, à qual o Pierre estava ligado por antigos projectos, e depois fomos para o meu apartamento. Mostrei-lhes tudo e disse-lhes que podiam dormir nele sempre que viessem ao Maputo. E o tempo não chegou para mais. O Pierre, embora eu me contentasse só com os regressos, garantiu que me viria buscar sempre que eu quisesse e que não precisaria mais da Panthera Azul.139
  
Sexta-feira, 20 de Maio de 2005 - Fiquei contente por regressar à base e logo comecei a tratar de arrumar toda a papelada acumulada desde os maus momentos, desfazer-me de todos objectos supérfluos e tornar o apartamento mais funcional, cómodo e atraente.140
  
Sábado, 21 de Maio de 2005 - Continuei no ritmo anterior: de manhã trabalhar no A.H.M. e de tarde em casa, mas é claro, sempre ao serviço daquele.141
  
Domingo, 22 de Maio de 2005 - Não descuido a vida social: de manhã, nos dias de semana, vou tomar café ao Hotel Moçambicano e de tarde ao Supermercado Luz. Às vezes vou ao Polana, ao Cardoso ou ao Pestana, e continuo a ser muito estimado, apesar de nunca ter dado nenhuma gorjeta. Ou será exactamente por isso que se mantem um relacionamento tão humano ao longo destes 11 anos em que resido no Maputo?142
  
Segunda-feira, 23 de Maio de 2005 - Cerca das 20.00 o Johny telefonou-me de Nelspruit a informar do acidente de automóvel mortal do Pierre, hoje mesmo, depois de ter deixado as filhas no Colégio. Foi um profundo golpe na rede das minhas amizades e um grande abalo na minha mobilidade naquele país de alta taxa de criminalidade.143
  
Terça-feira, 24 de Maio de 2005 - Fui almoçar com a QUDJIAH e o SABPATHY. É revoltante que se tenha de auto-intitular de curandeiro para que a deixar trabalhar em par.144
  
Quarta-feira, 25 de Maio de 2005 - Fui à Murraça, pela primeira vez no início dos anos cinquenta. Cheguei lá de comboio, de manhã cedo e dirigi-me logo ao templo onde pouco depois Charles Poulet começaria a celebrar a Eucaristia. Ficou agradavelmente supreendido por ver um branco no meio dos pretos e dirigir-se à mesa da comunhão na altura própria. No fim da missa veio cumprimentar-me e convidar-me para entrar em casa. Depois de SBenedito na Manga passagem de nível, deve ter sido a primeira missão dos Padres Brancos que conheci, e bem de perto.145
  
Quinta-feira, 26 de Maio de 2005 - Outra missão e que fiquei muito ligado, embora a visitasse menos vezes, foi a da Gorongosa cujo Superior era André Brouchoud. Com este, assim como com Charles Polet, sintonizamos logo! Cada um à sua maneira, indignavam-se - e eu com cada um deles - perante as injustiças dos portugueses. E não ficavam passivos.146
  
Sexta-feira, 27 de Maio de 2005 - Todas as missões de Padres Brancos que conheci tanto em Moçambique como nos diversos países então colónias de África subsateriana, eram de uma hospitalidade extrema. Se o sol esta a baixar, não se limitavam a um reconfortante lanche e conversa ainda mais reconfortante: logo nos convidavam a pernoitar. No dia seguinte, depois do pequeno almoço continuaríamos viagem. E isto tanto se dava quando eu aparecia sozinho, como quando viajavamos com amigas e companheiras de trabalho.147
  
Sábado, 28 de Maio de 2005 - Das missões de Padres Brancos que tenho que destacar pela sua hospitalidade, é odo Bárue, onde conheci Manuel Morte e Klein. Quantas vezes lá fiquei com a Maria Ester e a numerosa prole! Felizmente, quando mudamos de residência e fomos estabelecê-la na Zambéza, Capuchinhos, Debonianos e Maristas não ficaram nada atrás, e até nos convidavam para férias alargadas: casal e também alargada prole...148
  
Domingo, 29 de Maio de 2005 - Uma das grandes diferenças que havia entre as amizades surgidas em Sofala e na Zambézia foi a das nacionalidades: enquanto que os Capuchinhos eram todos italianos (um do norte:Trento, outro do sul:Bari), entre os Debonianos eram todos italianos do norte principalmente, entre os Maristas todos brasileiros, entre os Irmãos de S.João de Deus, todos portugueses (e salazaristas, por sinal!), entre os Padres Brancos, um Bertulli era italiano, mas um Brouchard já era suíço, um Klein era alemão, um Morte era espanhol, um Boulet era belga, um outro era luxemburguês. Foram eles os meus grandes mestres para a vida missionária que, em breve, iria iniciar.149
  
Segunda-feira, 30 de Maio de 2005 - Apesar de salazaristas, uma recordação muiti grata me ficou dos Irmãos de S.João de Deus que trabalhavam nos arredores do Alto-Molocué. A primeira vez que os visitei foi com Francisco Nunes Teixeira, numa das suas visitas pastorais, em 1956 ou 1957! Foi o primeiro contacto físico que eu tive com uma gafaria. A minha gratidão para com aqueles religiosos inteiramente dedicados aos leprosos era santidade em todo o meu ser. Mas essa gratidão tomou ainda maiores proporções (se tal é possível) quando eles me começaram a acolher ( e à Maria Ester também) sempre que eu passava por lá.150
  
Terça-feira, 31 de Maio de 2005 - Às 7.50, dentro do taxi, ouvi no Café da Manhã da Rádio Moçambique, orientado por Emílio Manhique, o Dr ALBERTINO DAMASCENO afirmar: - Estamos a lutar contra as multinacionais de tabaco. Os políticos querem resultados a curto prazo. O tabaco aumenta o rendimento dos camponeses dentro do seu mandato. Que lhes importa que as mortes também aumentem, se isso se dará já no mandato dos seus sucessores?151
  
Quarta-feira, 01 de Junho de 2005 - Há mais uma década que deixei a Zambézia, mas as recordações afloram frequentemente de dia e de noite: É bom, porque assim posso testemunhar melhor o que vivi no passado. Mas não deixa de ser perigoso, porque acima de tudo devo viver o momento presente e preparar o futuro. É deste que na verdade tenho saudades: não do passado, mesmo dos momentos exaltantes.152
  
Quinta-feira, 02 de Junho de 2005 - A vida missionária, mesmo que me obriguem ao adjectivo pejorativo leigo, marcou-me para sempre. Mas a verdade é que para evangelizar não é forçosamente necessário o mandato episcopal, seja de um Sebastião, um Francisco ou outro qualquer. E assim continuo o rumo iniciado nos anos cinquenta. Estou feliz pelo que fiz, pelo que faço e pelo que projecto fazer.153
  
Sexta-feira, 03 de Junho de 2005 - Este dia necessariamente me traz à memória os Mártires do Uganda, o Padre Lourdel e toda a evangelização dos Grandes Lagos. Penso ter sido o primeiro a difundir em Moçambique a sua devoção. Estava eu um dia na Tipografia Lusa, lá pelos anos 57 ou 58, para imprimir umas estampas de Carlos Luango em uma das línguas da Zambézia, Pessoa e Costa, funcionário da Cª da Zambézia, quae me salta em cima, furioso, e gritar: - Alguma vez se viu um santo preto?154
  
Sábado, 04 de Junho de 2005 - Quando ia passar alguns dias à Murraça, gostava de levar um livro para ler a passear lentamente ao longo da estrada na margem direita do Rio Zambeze. E notava que os africanos que iam de bicicleta se apeavam umas boas dezenas de metros antes de me cruzarem ou ultrapassarem e só só depois de afastados de mim, outras tantas dezenas de metros é que voltavam a montar a bicicleta. O caso intrigava-me. E um dia soube o porquê. Era por respeito ao branco - assim os ensinara o Administrador...155
  
Domingo, 05 de Junho de 2005 - Naqueles anos 50, na Gorongosa administrador havia muito zeloso pelos bons costumes, e assim obrigava as mulheres ir comprar calcinha na Cantina e ele prórpio se prontificava a verificar se elas as tinham comprado e sobretudo se as usavam.156
  
Segunda-feira, 06 de Junho de 2005 - Hoje Malangatana Valente Ngwenya completa 69 anos. Nasceu no ano em que eu entrei para o liceu. Nunca lhe fui apresentado, nem sequer participamos juntos em qualquer evento cultural. Mas sempre que, ocasionalmente, nos encontramos, começamos a conversar entusiasticamente. É das pessoas com quem gostaria de conviver mais.157
  
Terça-feira, 07 de Junho de 2005 - Ao sair do Supermercado, à tardinha, notei uma profunda tristeza no semblante de Carolina. Mas conseguia sorrir com ternura: - Que se passa? - É a vida! - Mas a vida é alegria. Sempre a sorrir, murmurando qualquer outra coisa, que se me escapou. É comovente ver uma pessoa a sofrer sem deixar de sorrir, com ternura, para quem a aborda. E se essa pessoa é uma mulher, e logo uma carioca, a comoção toca-me até o mais íntimo.158
  
Quarta-feira, 08 de Junho de 2005 - Ontem, a convite do Miguel, fui almoçar à casa dele. A Eunice fazia 42 anos (24 disse-lhe eu). Para a noite não fui convidado. Mas o Jerónimo telefonou-me a avisar de que não viria jantar a casa.159
  
Quinta-feira, 09 de Junho de 2005 - Vito Valler, que completa hoje 81 anos, foi dos companheiros mais queridos que tie nas lutas da evangelização, muito embora nem sempre vivêssemos próximos, foi muito fortes os momentos e os tempos em que estivemos lado a lado. Recordo, por exemplo, o tempo em que ele trabalhou no Catequistado de Coalane, e as reuniões na Beira do grupo de não violência activa. Sim, porque a evangelização, se por um lado é proposta aos expoliados, por outro lado, é compromisso com esses mesmos, é solidariedade, é intervenção.160
  
Sexta-feira, 10 de Junho de 2005 - Foi sem dúvida muito duro para o Miguel, pelas 3 horas da manhã, ser acordado por dois ladrões com armas de fogo apontadas, depois do mesmo ter sido feito ao Bruno no quarto ao lado. Todos têm direito à própria privacidade.161
  
Sábado, 11 de Junho de 2005 - A Maria Ester daquilo de que mais gostava era, evidentemente estar com os filhos e, de modo especial, com as filhas. Mas também apreciava viajar. Ter-lhe proporcionado uma estadia prolongada no Extremo Ocidente e outra no Extremo Oriente, duas idas lá para os lados do Pólo Norte para ver o sol à meia-noite - uma na Noruega e outra na Filândia, um Cruzeiro no Índico e tantas outras viagens - é para mim uma grande alegria. Quantas vezes daria à missita: - Que tristeza sentiria se ela se fosse sem, primeiro, lhe ter proporcionado este prazer.162
  
Domingo, 12 de Junho de 2005 - À vezes ia passar com a Maria Ester algumas horas ao Hotel Polana. Uma manhã estavamos relaxados, a contemplar a piscina e, mais ao longe, a baía, e ela disse-me: - nunca pensei que um dia pudêssemos gozar isto! Fiquei feliz. De facto, mal terminaram as nossas obrigações para com a prole - toda ela já bem sucedida - começamos a viajar de tempos a tempos o que, anteriormente era raro podermos fazê-lo, e às vezes tinha de ser um de cada vez.163
  
Segunda-feira, 13 de Junho de 2005 - No A.H.M. fui encontrar a caixa dos Boletins da República - I série - 2002 toda remexida, com os boletins fora do sítio, uns virados, para um lado, outros para o outro, alguns machucados, o envelope que os segurava todo rasgado. Comuniquei com indignação ao chefe da biblioteca e hemeroteca, Simões Jaime, o sucedido.164
  
Terça-feira, 14 de Junho de 2005 - 165
  
Quarta-feira, 15 de Junho de 2005 - 166
  
Quinta-feira, 16 de Junho de 2005 - 167
  
Sexta-feira, 17 de Junho de 2005 - 168
  
Sábado, 18 de Junho de 2005 - 169
  
Domingo, 19 de Junho de 2005 - 170
  
Segunda-feira, 20 de Junho de 2005 - 171
  
Terça-feira, 21 de Junho de 2005 - 172
  
Quarta-feira, 22 de Junho de 2005 - 173
  
Quinta-feira, 23 de Junho de 2005 - 174
  
Sexta-feira, 24 de Junho de 2005 - 175
  
Sábado, 25 de Junho de 2005 - 176
  
Domingo, 26 de Junho de 2005 - 177
  
Segunda-feira, 27 de Junho de 2005 - 178
  
Terça-feira, 28 de Junho de 2005 - 179
  
Quarta-feira, 29 de Junho de 2005 - 180
  
Quinta-feira, 30 de Junho de 2005 - 181
  
Sexta-feira, 01 de Julho de 2005 - 182
  
Sábado, 02 de Julho de 2005 - 183
  
Domingo, 03 de Julho de 2005 - 184
  
Segunda-feira, 04 de Julho de 2005 - 185
  
Terça-feira, 05 de Julho de 2005 - 186
  
Quarta-feira, 06 de Julho de 2005 - 187
  
Quinta-feira, 07 de Julho de 2005 - Fui ao gabinete da Suzana, anteriormente da Maria José Fournasini, pedir a máquina de escrever Olympio, única de tamanho suficiente para as minhas pastas da correspondência, por acaso exactamente igual à que usava em Quelimane. Cedeu-me para o meu gabinete, porque jamais a usa e nem sabe trabalhar com ela. Depois comprei 3 exemplares de "Os suíços em Moçambique". Perguntei-lhe se os poderia levar, pagando no dia seguinte. O seu silêncio falou bem alto.188
  
Sexta-feira, 08 de Julho de 2005 - O Irmão António, sempre afável, mandou-me entrar e até me ofereceu um café. Conversámos bastante e disse-me (já não é a primeira vez) que um dia me convidaria para almoçar. Fiquei contente, mas será, de facto, desta vez que o almoço se concretiza? Como eu sempre apreciei sentar-me à mesa de missionários! Mas aqui no Maputo não é como nos tempos em que trabalhei em Sofala e na Zambézia.189
  
Sábado, 09 de Julho de 2005 - 190
  
Domingo, 10 de Julho de 2005 - 191
  
Segunda-feira, 11 de Julho de 2005 - 192
  
Terça-feira, 12 de Julho de 2005 - 193
  
Quarta-feira, 13 de Julho de 2005 - 194
  
Quinta-feira, 14 de Julho de 2005 - 195
  
Sexta-feira, 15 de Julho de 2005 - 196
  
Sábado, 16 de Julho de 2005 - Fui almoçar ao Holiday Inn com a Sílvia e a Adriana, que já não via há perto de 2 anos, isto é, desde fins de Setembro ou inícios de Outubro de 2003. O que fizeram por mim não tem paga possível e todo o meu reconhecimento seria pouco. Gostei de ter estado com elas. E gostaria de o fazer mais vezes. Mas uma dúvida persiste: a Adriana sentirá qualquer simpatia ou tudo que fez foi só para cumprir o mandamento evangélico?197
  
Domingo, 17 de Julho de 2005 - Às 11.00 desci ao supermercado para tomar café e não só. No fundo, no fundo, talvez como mendigo de conviv~encia. Encontrei um dos habituais apreciadores de um bom expresso com quem falei bastante tempo sobre __________ daquele recanto. Pagou-me o café , agradeci e despedimo-nos: até à próxima. depois apareceu-me sempre afável, o João Carneiro Gonçalves, a protestar poe eu não aparecer há muito no seu apartamento. Só que... não deu jeitinho nenhum para eu subir ou ir passear com ele e com os filhos... Fiquei só!198
  
Segunda-feira, 18 de Julho de 2005 - 199
  
Terça-feira, 19 de Julho de 2005 - A minha colecção de 1999 - I Série - do Boletim da República apareceu toda em desordem e em parte deteriorada.200
  
Quarta-feira, 20 de Julho de 2005 - 201
  
Quinta-feira, 21 de Julho de 2005 - 202
  
Sexta-feira, 22 de Julho de 2005 - 203
  
Sábado, 23 de Julho de 2005 - 204
  
Domingo, 24 de Julho de 2005 - 205
  
Segunda-feira, 25 de Julho de 2005 - 206
  
Terça-feira, 26 de Julho de 2005 - 207
  
Quarta-feira, 27 de Julho de 2005 - Fui almoçar ao Restaurante Chinês.208
  
Quinta-feira, 28 de Julho de 2005 - 209
  
Sexta-feira, 29 de Julho de 2005 - 210
  
Sábado, 30 de Julho de 2005 - 211
  
Domingo, 31 de Julho de 2005 - Fui almoçar a casa do Miguel.212
  
Segunda-feira, 01 de Agosto de 2005 - 213
  
Terça-feira, 02 de Agosto de 2005 - Fui cortar o cabelo à CREATION.214
  
Quarta-feira, 03 de Agosto de 2005 - 215
  
Quinta-feira, 04 de Agosto de 2005 - 216
  
Sexta-feira, 05 de Agosto de 2005 - 217
  
Sábado, 06 de Agosto de 2005 - 218
  
Domingo, 07 de Agosto de 2005 - Eram 20.00 locais. A RTP I transmitia o programa "Timor Leste Contacto". A locutora/apresentadora, com Portugal no coração, eufórica, exclamava: Brilhante ideia! Uma escola de Timor Leste que ensinava a língua portuguesa multava os alunos por cada palavra que pronunciassem em língua TETO (Timorense). E assim, aos 10 centavos de cada vez, lá se ia enchendo o mealheiro - símbolo, e mais que símbolo, do colonialismo e neocolonialismo português. Brilhante ideia! Brilhante... porque, assim, é que não vamos esquecer mesmo.219
  
Segunda-feira, 08 de Agosto de 2005 - 220
  
Terça-feira, 09 de Agosto de 2005 - 221
  
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2005 - 222
  
Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005 - 223
  
Sexta-feira, 12 de Agosto de 2005 - 224
  
Sábado, 13 de Agosto de 2005 - 225
  
Domingo, 14 de Agosto de 2005 - 226
  
Segunda-feira, 15 de Agosto de 2005 - 227
  
Terça-feira, 16 de Agosto de 2005 - 228
  
Quarta-feira, 17 de Agosto de 2005 - 229
  
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2005 - 230
  
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005 - 231
  
Sábado, 20 de Agosto de 2005 - 232
  
Domingo, 21 de Agosto de 2005 - 233
  
Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005 - 234
  
Terça-feira, 23 de Agosto de 2005 - 235
  
Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005 - 236
  
Quinta-feira, 25 de Agosto de 2005 - 237
  
Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005 - 238
  
Sábado, 27 de Agosto de 2005 - 239
  
Domingo, 28 de Agosto de 2005 - 240
  
Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005 - 241
  
Terça-feira, 30 de Agosto de 2005 - 242
  
Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005 - 243
  
Quinta-feira, 01 de Setembro de 2005 - 244
  
Sexta-feira, 02 de Setembro de 2005 - 245
  
Sábado, 03 de Setembro de 2005 - 246
  
Domingo, 04 de Setembro de 2005 - 247
  
Segunda-feira, 05 de Setembro de 2005 - A água do ar condicionado do gabinete do meu vizinho alastrou e atingiu uma caixa muito pesada colocada directamente no chão. Às 10.30 limpei o melhor que pude, desloquei 2 caixas em perigo e deixei uma aviso junto do tele-comando do ar condicionado.248
  
Terça-feira, 06 de Setembro de 2005 - 249
  
Quarta-feira, 07 de Setembro de 2005 - 250
  
Quinta-feira, 08 de Setembro de 2005 - 251
  
Sexta-feira, 09 de Setembro de 2005 - 252
  
Sábado, 10 de Setembro de 2005 - 253
  
Domingo, 11 de Setembro de 2005 - 254
  
Segunda-feira, 12 de Setembro de 2005 - 255
  
Terça-feira, 13 de Setembro de 2005 - 256
  
Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005 - 257
  
Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005 - 258
  
Sexta-feira, 16 de Setembro de 2005 - 259
  
Sábado, 17 de Setembro de 2005 - 260
  
Domingo, 18 de Setembro de 2005 - 261
  
Segunda-feira, 19 de Setembro de 2005 - 262
  
Terça-feira, 20 de Setembro de 2005 - Nova inundação no gabinete do meu meu vizinho, que insiste em ligar o ar condicionado, mesmo sabendo do problema. Às 9.00 deixei novo aviso escrito. Que vai acontecer quando me ausentar?263
  
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2005 - 264
  
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2005 - 265
  
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005 - 266
  
Sábado, 24 de Setembro de 2005 - 267
  
Domingo, 25 de Setembro de 2005 - 268
  
Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005 - 269
  
Terça-feira, 27 de Setembro de 2005 - 270
  
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005 - 271
  
Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005 - 272
  
Sexta-feira, 30 de Setembro de 2005 - 273
  
Sábado, 01 de Outubro de 2005 - 274
  
Domingo, 02 de Outubro de 2005 - 275
  
Segunda-feira, 03 de Outubro de 2005 - 276
  
Terça-feira, 04 de Outubro de 2005 - 277
  
Quarta-feira, 05 de Outubro de 2005 - 278
  
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2005 - 279
  
Sexta-feira, 07 de Outubro de 2005 - A Ivone Roberts esteve esta tarde a arrumar os recortes de jornais acumulados nos últimos meses.280
  
Sábado, 08 de Outubro de 2005 - 11.00 De novo água no gabinete do meu vizinho. Não tive tempo de limpar, mas deixei pedido escrito para que ele mandasse enxugar o chão.281
  
Domingo, 09 de Outubro de 2005 - 282
  
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005 - 283
  
Terça-feira, 11 de Outubro de 2005 - 284
  
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005 - 285
  
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2005 - 286
  
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2005 - 287
  
Sábado, 15 de Outubro de 2005 - 288
  
Domingo, 16 de Outubro de 2005 - 289
  
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2005 - 290
  
Terça-feira, 18 de Outubro de 2005 - 291
  
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2005 - 292
  
Quinta-feira, 20 de Outubro de 2005 - 293
  
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005 - 294
  
Sábado, 22 de Outubro de 2005 - 295
  
Domingo, 23 de Outubro de 2005 - 296
  
Segunda-feira, 24 de Outubro de 2005 - 297
  
Terça-feira, 25 de Outubro de 2005 - 298
  
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005 - 299
  
Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005 - 300
  
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2005 - 301
  
Sábado, 29 de Outubro de 2005 - 302
  
Domingo, 30 de Outubro de 2005 - 303
  
Segunda-feira, 31 de Outubro de 2005 - 304
  
Terça-feira, 01 de Novembro de 2005 - 305
  
Quarta-feira, 02 de Novembro de 2005 - 306
  
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2005 - O Bispo Manuel Martins apareceu hoje na Praça da Alegria e, ao deparar com a Picolé ostentando uma enorme mitra, contou como a sua mãe se aterrorizara com a notícia da sua nomeação para bispo. Temia vê-lo afastar-se do povo e, pelo telefone, pediu-lhe que nunca usasse aquela coisa na cabeça - a Mitra.307
  
Sexta-feira, 04 de Novembro de 2005 - Hoje, às 11.45, fui advertido por um dos seguranças que proliferam no supermercado Luz de que era proibido ler o jornal. De facto, tinha acabado de ler o Savana no balcão onde servem o café. E, de facto, também eu não gostava que convertessem a minha Livraria de Quelimane em mera sala de leitura. e, de facto, não comprei o dito Savana (porque o tenho no A.H.M.) nem comprei os muitos produtos alimentares, como costumo fazer, apesar de mais caros, naquele Super-Luz.308
  
Sábado, 05 de Novembro de 2005 - 309
  
Domingo, 06 de Novembro de 2005 - 310
  
Segunda-feira, 07 de Novembro de 2005 - 311
  
Terça-feira, 08 de Novembro de 2005 - 312
  
Quarta-feira, 09 de Novembro de 2005 - 313
  
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2005 - 314
  
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005 - 315
  
Sábado, 12 de Novembro de 2005 - 316
  
Domingo, 13 de Novembro de 2005 - 317
  
Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005 - 318
  
Terça-feira, 15 de Novembro de 2005 - 319
  
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005 - 320
  
Quinta-feira, 17 de Novembro de 2005 - 321
  
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2005 - 322
  
Sábado, 19 de Novembro de 2005 - 323
  
Domingo, 20 de Novembro de 2005 - 324
  
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2005 - 325
  
Terça-feira, 22 de Novembro de 2005 - 326
  
Quarta-feira, 23 de Novembro de 2005 - Ainda mais esta: fui à caixa do Boletim da República de 1989 e estava vazia. Dirigi-me ao responsável da biblioteca do A.H.M.. Prometeu-me tomar providências. Como poderei acreditar. Sabem quem comete estes desmandos, mas ninguém quer tomar medidas eficazes. E assim sumiu o ano 1989 da I Série do "Boletim da República de Moçambique". Para cúmulo suponho que A.H.M. apenas dispõe desse ano na minha colecção. E ninguém toma providências...327
  
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2005 - Levantei-me às 5.15, às 6.45 fui com o Domingos tomar café ao Hotel Moçambicano. Às 7.15 estavamos no terminal da Panthera Azul, e às 8.00 partimos. O Domingos não se afastou sem que o autocarro arrancasse. Às 11.45 (com um atraso de meia hora provocada na fronteira sul-africana por um passageiro que levava contrabando) chegamos a às bombas da SASOL, em Nelspruit, onde o John me esperava. Levou à mansão dele, onde a Ive pintava, e eu comprei-lhe 2 quadros por ZAR 250 cada. Em Sudwala Caves a Mari recebeu-me muito bem.328
  
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005 - A mansão do John onde ontem fui pela segunda vez (a primeira tinha ido com o Pierre) é maravilhosa. O pequeno parque privativo tem uma piscina e uma paisagem surpreendente para a reserva comunal. Respira-se ali natureza, arte e conforto.329
  
Sábado, 26 de Novembro de 2005 - Uma das grandes alegrias que tive foi encontrar recuperado e com a habitual expassividade o OUPA NGOBE, responsável pelo DINOSAUR PARK. Da última vez que o tinha encontrado estava desfigurado, com feridas no rosto, sem alegria - ele que ria sempre e se desfazia em afabilidades. Parece que os retrovirais lhe estão a prolongar a vida e restituir-lhe a boa disposição.330
  
Domingo, 27 de Novembro de 2005 - A Mari mantém-se triste, mas está a cuidar muito bem do hotel. Deve estar muito bem informada dos meus gostos, porque encontrei tudo ou quase tudo como eu costumava pedir ou o Pierre me costumava proporcionar. Só não conseguiu que os técnicos viessem reparar a máquina do café, mas teve o cuidado de me mandar avisar antes da minha chegada.331
  
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2005 - À hora combinada, a Mari levou-me ao River Site e foi também pontual a ir-me buscar ao Centro Comercial, como sempre, no EXCLUSIVE BOOKS.332
  
Terça-feira, 29 de Novembro de 2005 - O John levou-me ao aeroporto e disse que ele ou a Mari ali me iria buscar em 16 de junho de 2006, no meu regresso da Suíça.333
  
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005 - mal desembarquei do avião em Genève, comprei o passe dos caminhos de ferro e cheguei a Rougemont pelo meio dia. Encontrei a Sandra ao telefone e informou-me que tinha sido despedida do hotel (o que nada estranhei) e que a família Cotier estava de férias em S.Domingo e o hotel só abria em 7 de Dezembro, mas que podia falar com a irmã da Damaris. Assim fiz: a Fiorbela pôs-se em comunicação com o cunhado, o Alexis, e logo me foi abrir a porta, conduzir-me ao quarto 16, e entregar-me uma chave de livre trânsito. Fiquei feliz.334
  
Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2005 - Não por precaução, mas por necessidade, enverguei "plover" e "kispus", quando na verdade raramente o faria: uma coisa ou outra me chegava perfeitamente. Mas hoje senti mesmo necessidade de ambos os agasalhos e não deixei de me apoderar de uma certa apreensão: será que terei perdido o prazer de enfrentar o frio da montanha? Pelo sim, pelo não, atravessei a rua e fui verificar a temperatura num termómetro em ferro forjado, no exterior da única livraria - papelaria da aldeia. Marcava onze graus centígrados negativos e já eram nove horas da manhã. Tranquilizei-me: estava explicada a minha dupla protecção do frio...335
  
Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2005 - Fui de comboio a Fribourg e regressei antes de anoitecer. Encontrei o Alex a limpar da neve os degraus da entrada do Hotel. Devia ter chegado com a família da República de S. Domingo, pátria da Damaris. Tive a sensação de chegar a casa e senti-me feliz ao entrar no quarto 16 já arrumado à minha maneira: precianas abertas e vidros sem cortinas para abarcar o mais possível a paisagem alpina.336
  
Sábado, 03 de Dezembro de 2005 - Devia ter eu uns 10 ou 11 anos quando meu pai construiu na parte mais alta do quintal da casa onde vivíamos (na Rua da Alegria, 646, do Porto) um coberto para nos abrigarmos da chuva e do sol, e um ringue de patinagem relativamente amplo, com o respectivo corrimão à volta e completamente descoberto. Hoje nevou e tive dificuldade em subir e descer as rampas de Rougemont, muito embora diversas máquinas se esforçassem por desobstruir as ruas da aldeia. Foi, então, que me lembrei de quando aprendi a andar de patins, muito embora nunca tivesse passado principiante: joelhos levemente em flexão e tronco um pouco inclinado para a frente. E assim me safei...337
  
Domingo, 04 de Dezembro de 2005 - Quando vinha de tomar o café no Hotel de Commune, deparei com a Damaris, a sair do Hotel Valrose e a dizer-me adeus e perguntar jovialmente por mim. Fiquei feliz por ver que me tratava tão sorodialmente, mas, ao entrar no quarto, não deixei de me sentir triste por não se ter proporcionado uma comunicação menos fugidia. Tantas coisas gostaria de lhe perguntar sobre a viagem, a família, as férias...338
  
Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2005 - O canal MEZZO da Conservatória de Paris proporciona-me uma música de fundo que completa o ambiente de trabalho que procuro manter neste quarto nº 16. Foi só aqui que dei pela existência deste canal. Além de música de fundo, tenho aproveitado momentos de extraordinária beleza teatral, coreográfica e musical.339
  
Terça-feira, 06 de Dezembro de 2005 - As duas portas da varanda e os dois postigos abertos na parede sul do meu quarto proporcionam-me uma paisagem exaltante sobre este pedaço dos Alpes Vadoises. Foi a Ana que, quando andava eu com a Arcénia, a escolher o meu quarto do futuro, ao ver-me a hesitar entre a paisagem do Norte (sobre a aldeia montanhosa) ou a Sul, penetrando-me bem, logo me tirou de dúvidas: - Opta pelo 16, não pelo 17.340
  
Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2005 - À medida da chegada dos patrões e, depois, do pessoal (a Paula perdeu o avião em Londres), foi aparecendo: - o roupão turco que logo vesti para a Damaris ver como me fazia falta, - o aquecedor da água para o chá e o café, - a chávena castanha, - o balão grande para os digestivos. De facto, só me senti bem instalado quando, à maneira sul-africana, comecei a poder fazer chá e café no próprio quarto, e a qualquer hora do dia ou da noite. 341
  
Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2005 - De manhã ao pequeno almoço tomo um bom chá verde, que me liga à China (e não só), mas às 5 da tarde sinto-me ligado à Inglaterra e à Índia (e não só) por um bom chá preto, com um pouco de leite-creme e um biscoito ou bolacha (doce, mas integral).342
  
Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2005 - A Paula passou as férias em Bristol, onde a Sylvia, agora, trabalha. Bristol é uma linda praia a oeste de Londres, onde eu já estive.343
  
Sábado, 10 de Dezembro de 2005 - Vim para esta estalagem perdida nos Alpes Valoises para me concentrar no meu trabalho. E não é que logo me distraio, e não resisto ao ver que a biblioteca instalada numa estante de 7 prateleiras embutidas na parede do 1º andar e protegidas por duas portas de vidro e de correr, e bem fechadas, nem sequer tinha um inventário dos livros! Pedi para os ver, levar para o quarto aos poucos, consoante o que estivesse estabelecido. E logo adivinhei que, embora os não fosse ler de momento, não resistiria sem analisar cada livro e anotar a sua existência.344
  
Domingo, 11 de Dezembro de 2005 - 6 familiares do Avo materno da Maria João vivem em: SCHAFFHAUSEN/SN, 3 vivem: NEUHAUSEN am - RHEINFALL/SH e 1 vive em: STEIN am RHEIN/SH. Penso visitar cada uma dessas cidades.345
  
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2005 - A Damaris tem dois filhos do Alexis. O Paul A. Cottier nascido em 07 de Fevereiro de 2002 e o Axel Cottier nascido em 27 de Setembro de 2004, mas, antes, já tinha tido uma filha a ANDREWA CESPEDES nascida em 28 de Agosto de 1993 e um filho o IDEN LE ROUDAR nascido em 10 de Agosto de 1994. Todos eles têm uma conta bancária na AGENCE À ROUGEMONT de la BANQUE RAIFFEISEN DU PAYS - D'ENHAUT. Têm sido tão simpáticos que penso, ou pelas festas de natal ou de aniversário, dar-lhe uma pequena recordação.346
  
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005 - Às 3ºs feiras a Estalagem fecha, mas os donos proporcionam aos hóspedes o pequeno almoço exactamente como nos restantes dias e, ao fim da tarde, para os que desejarem, um "fondue" de queijo. Aproveito sempre, até porque é difícil de encontrar restaurantes que o sirvam para uma só pessoa. E também porque, estando o pessoal de folga, é uma ocasião de contactar mais de perto os donos.347
  
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005 - Novo encanto na montanha fronteiriça ao meu quarto: as cabines (de quatro pessoas) começaram a navegar.348
  
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005 - Um dia destes, depois do café da manhã, pedi à Ana que me apresentasse o seu novo marido - um galego de nome David - que também estava sentado numa mesa do "buffet de la Gare". Conversamos por um bom quarto de hora. O da Paula, o André, é que, desta vez, ainda não encontrei. 349
  
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005 - Só desta vez comecei a gozar, de facto, o corredor do 2º andar. Sair, obriga-me a um mínimo de precauções no vestuário quer por motivos climatéricos quer por preconceitos sociais ( e na Suíça abundam). Então, esta cerca de 20 metros são magníficos quando apetece andar, amadurecer um pensamento, reflectir, ou simplesmente contemplar o que nos vai no interior... e não só. O meu quarto dá para o Sul ( o meu querido Sul), e no corredor, pela parte da varanda, posso espreitar o Poente, pela janela das escadas e do WC, o Norte, e, se tenho a sorte do quarto nº10 não estar fechado, o Oriente dos meus encantos.350
  
Sábado, 17 de Dezembro de 2005 - A Paula, uma destas manhãs, quando a surpreendia absorvida na arrumação dos quartos ( e até se assustava com a minha aparição: a bela e o monstro?), corrigiu-me dizendo que não eram 19, mas apenas 17, os quartos da estalagem. De facto o quarto 12 é só de arrumações e, embora a numeração vá até 19, há um salto do nº12 para o 14. Motivo? Não me soube explicar. Será que ninguém gosta aqui na Suíça, ou pelo menos, no Cantão de Vaud, do número treze?351
  
Domingo, 18 de Dezembro de 2005 - Acabei à noite de catalogar sumariamente os livros do 1º andar. Autor, título e subtítulo, tradutor (se for o caso), elementos extrínsecos (cidade, casa editora, ano) e intrínsecos (páginas e ilustrações). Encontrei páginas cortadas com o dedo ( e não com a faca )e notebook? não deixei de chamar atenção. 171 fichas que podem permitir escolher o livro certo sem necessidade de os percorrer um por um. Será que o Alexis vai apreciar o trabalho? Será que vai proceder à sua digitalização, que eu não fiz, por, de momento, não ter o 352
  
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - às 23.30 fui acordado pelo telefone. Era a Maria João a saber de mim e a contar mil coisas. Fiquei tão contente, que nem conseguia conciliar, de novo o sono. Só o saber notícias dela e que tinha o meu problema logístico - e afectivo - resolvido durante a minha estadia em Lisboa, redobrou a minha felicidade.353
  
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005 - Um dos encantos para mim, desta estalagem, era o jantar das terças-feiras. O estabelecimento hoteleiro fecha neste dia da semana, mas os hóspedes podem, avisando, não almoçar, mas ao jantar, deliciar-se com um fondue de queijo. O Aleixo, como tinha de cozinhar para a família, também se prontificava a servir aos hóspedes. Era um gesto bonito que me alegrava. Quase sempre era só eu e mais um ou outro turista. Agora tudo mudou. Na semana passada ainda fui servido, mas não vi mais ninguém, além da Damaris. E hoje, logo de manhã, ao pequeno almoço, avisou-me da impossibilidade, uma vez que ia ao médico em Lousanne e não sabia a que horas regressava. 354
  
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005 - Hoje, assim como ontem, o sol rompeu. Quando subi ao 2º andar, onde estou instalado, deparei-me com o evaporar dos poucos flocos de neve que ainda restavam no parapeito da minha varanda. Se, exaltados pela sublimidade das montanhas, não reparamos nos pormenores, perdemos momentos de beleza irrepetíveis.355
  
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005 - Mais um desencanto: televisão do quarto 17, para onde tenho de mudar até ao dia 02/01/2006, só tem 29 canais e não 42. Mas o desencanto não está tanto na quantidade de canais. O que logo me chocou foi entre os 29 canais não se encontrar nem o MEZZO nem o PLANÈTE.356
  
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005 - Finalmente organizei-me para lavar a roupa sem me aproveitar da boa vontade de amigas e amigos, na passagem pela casa delas e/ou deles. Fui ao minimercado aqui da aldeia PRIMO, e comprei 400gr de GENI/LAVABO, e o problema foi resolvido em poucos minutos, e durante a noite tudo ficou seco. Mais um acto de libertação.357
  
Sábado, 24 de Dezembro de 2005 - O quarto 17 não deixa de ter encantos que não se encontram no 16. Virado ao Norte, não recebe os raios do sol, mas toda a aldeia fronteiriça, na vertente do monte, cheiinha de sola reflectir-se (refractar-se?) na brancura da neve dos telhados e da encosta, e dar uma tonalidade maravilhosa ao castanho das construções. E à noite as luzinhas acendem-se e as janelas fazem-nos adivinhar o calor da vida humana e as bordas dos telhados a quadra festiva. A casa da família Cottier, aqui mesmo em frente, não tem essas gambiarras e já lhes fiz sentir essa falta.358
  
Domingo, 25 de Dezembro de 2005 - Ao jantar, uma senhora idosa, que se encontrava numa longa mesa com filhos e netos, olhou para mim, levantou-se e foi ter comigo a cumprimentar-me e falar um pouco. À saída, despediu-se, dei-lhe o meu endereço electrónico e disse-me que vivia em Chateau d'OEX e haveria de me contactar.359
  
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005 - Hoje foi ao pequeno almoço uma inglesa de 84 anos. Passava o tempo de espera a ler um romance francês. Eu pensava: - Esta é de poucas falas! Enganei-me. A propósito de chávenas pré-escaldadas quer para o chá quer para o café, começamos a conversar sobre temas elevados, e mostrou vontade de nos voltarmos a encontrar, dando-me o endereço no Reino Unido; chamando-me a atenção para o facto de ter nome francês: Mrs DENISE SWALLOW - Falbourn - Cambridge.360
  
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005 - Hoje, às 18.00, a Damaris serviu-me o habitual fondue das terças feiras.361
  
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005 - Fui a Fribourg a convite do Michel, devendo ficar lá durante cinco dias. À tarde fomos comprar as célebres botas para a neve. Há anos que me falam delas, mas eu, sozinho, não saberia comprar. Agora sinto-me mais seguro a andar pelas ruas e rampas, quando neva.362
  
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005 - O almoço foi animado pelo discurso político e histórico constante do Anton - ora em espanhol ora em francês. O Jacques também veio de Biènne. Fiquei muito contente. A Béatrice, como sempre, passa o ano em Marselha com uma amiga.363
  
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2005 - Vir a Fribourg é muito importante para mim para aferir ideias, actualizar-me sobre a situação política e conviver. Mas o tempo é pouco e não chega para todos os contactos que parecem indispensáveis.364
  
Sábado, 31 de Dezembro de 2005 - Passei o ano com o Michel, o Jacques, o Paul e a Alica. A Margarita trabalhou todo o dia, mas chegou uns minutos depois da meia noite. Eu, como sempre, fiz questão de acompanhar os australianos na passagem do ano através da CNN e BBC, às 14.00 (13 no Reino Unido, 15 na África do Sul). Sinto-me cidadão do planeta Terra e tenho pena de não encontrar companheiros/companheiras para esse emocionante momento - aquele em que a Terra festeja a passagem do ano.365
  





MICHEL JOUVET - "Porque sonhamos? Porque dormimos? Onde? Quando? Como?" - Instituto Piaget, Colecção Epigénese, Desenvolvimento e Psicologia - Av.João Paulo II, lt 544 - 2 PT - 1900 726 Lisboa - Depósito legal: 169950/2001 - ISBN: 972 771 457 9 - 116 páginas

ELELO advérbio que significa hoje?

8.00 - 11.30 Temperatura dentro do autocarro 22ºC

MICHEL JOUVET - 0 SONO / O SONHO - Instituto Piaget, Nº 14 da Colecção Epigénese, Desenvolvimento e Psicologia - Av.João Paulo II, lt 544 - 2 PT - 1900 726 Lisboa - Depósito legal: 89013/95 - ISBN: 972 82 45 19-x - 214 páginas

SOLIATAN SUN - O Significado dos Sonhos - tradução de Maria Graça Lima Gomes - LITEXA . Portugal Av Rainha D Amália 22 - A 1978 Lisboa - 1978 - Título original: El Significado de los Soños - 1975 - 160 páginas.

O custo das provas é: cms MZM 10x15 - 84000.00 13x18 - 105000.00 20x25 - 223000.00 24x30 - 281000.00 30x40 - 585000.00

Marc Auzine - GRANDE LIVRO DA RADIESTESIA de col. Portas do Desconhecido das Publicações Europa - Américas de Outubro de 2001 e com 296 páginas.



    
 

 
    


Diário 2006



Domingo, 01 de Janeiro de 2006 - Estes 5 dias passados em Fribourg foram maravilhosos pela amizade com que fui aculhido. Como norma, só o almoço era em comum. Ao pequeno almoço e ao jantar, se exceptuarmos o de fim do ano, cada um tratava de si como quisesse e às horas que quisesse. Com uma dispensa e uma geleira bem fornecidas, não deixava de ser interessante.1
  
Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2006 - Michel e Marguerite acompanharam-me à estação. Tomamos um café enquanto esperávamospelo comboio. E levaram-me até à carruagem. Foram de uma delicadeza extraordinária. A Marguerite frisou bem que eu era sempre bem vindo. Em Montreux tomei o Classic que me proporcionou a habitual refeição nada classic. E cheguei feliz ao meu quarto 16 em Rougemont.2
  
Terça-feira, 03 de Janeiro de 2006 - às 7.00 da tarde, para o "fondue", Damaris reservou-me, no bufet de la Gare, uma mesa próxima de um cura também hospedado no Valrose, por sinal no quarto 17, em frente do meu. Pensou ela que, estando próximos, falaríamos muito. Apareceu agarrado a um grande livro e, embora o tivesse cumprimentado delicadamente, só consegui ouvir que estava de férias e que havia apanhado uma gripe. Ainda lhe disse que era de África, mas interessou-lhe mais o livro.3
  
Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2006 - Hoje ao almoço, no sotão do hotel, também se sentou numa mesa próxima da minha. Perguntei-lhe se estava melhor. Respondeu que sim. Também vinha com o livro.4
  
Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2006 - Hoje, finalmente, o cura falou comigo antes e depois do almoço. É padre diocesano belga, de Namur, e trabalha no Luxemburgo. Como tem 74 anos já só colabora na pastoral. Em Fevereiro vai a Lourdes como assistente espiritual, numa peregrinação no aniversário das ditas aparições.5
  
Sexta-feira, 06 de Janeiro de 2006 - Em Portugal onde vivi de 1925 a 1950, havia 3 consuadas: 24 de Dezembro, 31 de Dezembro e 5 de Janeiro (esta apelidada de menor). As Rabanadas não podiam faltar. Para mim era o principal: o bacalhau era secundário. Nunca me esquecia disto, e, para mim a do dia 5 até era a principal.Mais tarde vim a saber que para os espanhóis o dia 6 de Janeiro até é feriado nacional. Em __________, no ano _________, experimentei essa euforia, e até desci da janela de um quarto de um hotel para o meio da multidão.6
  
Sábado, 07 de Janeiro de 2006 - No princípio desta época alta, em que esquiadores, e não só, enchem o hotel, além da Sandra, francesa (dos arredores de Paris), também foi admitida uma portuguesa residente em França ( em EVIAN ) junto ao lago LEMAN: é a Verónica, muito jovial, sempre disposta a escaldar-me a chávena do café e em esmerar-se a tirá-lo a meu contento.7
  
Domingo, 08 de Janeiro de 2006 - O Michel e o Anton apareceram às 11.00 como combinado. Afinal sabiam que eu fazia anos e trouxeram-me 2 tabletes de chocolate - 85%cacau. Combinámos ir a Videmanete almoçar - a 2200 metros de altitude. Rougemont fica a 1000 metros e assim, metidos numa cabine de 4 lugares, subimos os 1200 metros que faltavam. Todos os dias vejo, da minha varanda, esse cume gigantesco e essas cabines a subirem e descerem. Mas esperava, há anos, alguém que lá quisesse ir comigo. E o dia chegou: o dia em que completei os 81 anos, sem falar dos anteriores 9 meses, porque continuo sem saber o momento em que eu comecei a ser eu.8
  
Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2006 - Mário Soares também já (?) / só (?) tem 81 anos e canditatou-se à presidência da República Portuguesa. Eu digo que só tinha 81, mas é claro que os outros dizem já. No meu caso, que sentido pode ter a existência com esta idade? Continuar a vida profissional? Manter e talvez alargar e aprofundar as amizades? Ainda conseguir fazer feliz uma mulher? Riam-se do meu ridículo ( o amor conjugal não se exprime de um modo sempre ridículo?). Eu defenderei sempre os direitos da vida montante.9
  
Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006 - Desta vez subi para a 2ª classe para conversar com um francês - de la Provence - que tinha conhecido ao pequeno almoço e regressava à sua terra - Saint Troppé. Foi impossível não recordar os gendarmes e Louis Funée. Era agricultor de vinhas e olivais e tinha vindo prestar qualquer serviço ao seu patrão, em férias por estes lados. Tem uma filha escritora a trabalhar em Bruxelles, na União Europeia. Pediu-me o meu endereço electrónico e disse que me ia enviar uma foto minha referente a essa viagem. Em Montreux, separamo-nos. Ele ia almoçar e continuar para Genève Aeroport. Eu segui logo para Genève-Ville.10
  
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - Ontem, fui ao meu bar preferido em Genève, e fiquei triste por já lá não estar a Manes nem, sobretudo, a Maria Augusta, que tanto tinham contribuído para eu ultrapassar os maus momentos de 2003.11
  
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - Como nas ementas do hotel, pouco existe de fruta fresca ou seca, muito frequentemente faço uma refeição no quarto com as mais variadas espécies frugívoras, diversas qualidades de queijos, pão ou tostas, vinho ou sumos, chocolate negro (com 70% de cacao: 85% já não me agrada tanto), café e um digestivo a gosto.12
  
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006 - Hoje, dia 13, voltou a colocar-se-me a questão do motivo pelo qual neste hotel não existe um quarto com esse número. De facto, a numeração neste 2º andar, passa do 12 ( de arrumação) para o 14.13
  
Sábado, 14 de Janeiro de 2006 - O Turismo só tem um computador para uso dos visitantes. De manhã ainda consegui utilizá-lo durante uma hora (CHF 10,00), mas à tarde esteve sempre ocupado. E assim não tive acesso à Internet.14
  
Domingo, 15 de Janeiro de 2006 - Quando o canal MEZZO transmite música JAZZ, mudo logo para outro. Mas hoje, ao ver e ouvir BARBARA HENDRICKS, fiquei curioso. Cantava em inglês, e mais uma vez tive pena, mais uma vez, de não saber essa língua, que tanta falta me faz. No final, porém, ela disse umas palavras de dignidade e intervenção em francês, e, se já estava entusiasmado, mais entusiasmado fiquei. Por fim, das flores que a plateia lhe tinha enviado, ela foi distribuindo uma a uma por cada pessoa que integrava a orquestra. Todo eu fui invadido por uma alegria e um prazer que só a verdade, a arte, a beleza podem provocar.15
  
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006 - Fui à Montreux comprar: 1 protector de colchão (45,00), 1 tapete de banho anti-derrapante (20,00), 2 toalhas 1,32X0,70 - 14 (28,00), 6 toalhas 0,92X0,47 - 6 (36,00) para o quarto 16 e para me sentir mais confortável, uma vez que é nele que trabalho e durmo durante grande parte do ano, e uma vez que, quando o hotel está cheio, sinto a insuficiência de toalhas. Quando ao entardecer, desci do comboio, estava a nevar suavemente, o que a cerca de uma semana não acontecia.16
  
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006 - Não é só a programação da RTPI que vem errada nos guias da televisão. Até a MEZZO! Segundo a TV Guide nº3, du 14 au 21 Janvier 2006, hoje, das 10 às 12 horas, assistiríamos a Musiques au Couer. BARBARA HENDRICKS à l'Olympia: homenage a GEORGE GERSHWIN. Sem qualquer pedido de desculpas, ao menos que tenha conseguido perceber, lançam-nos um concerto de 1979 (fantástico, aliás) com e numa solene de de BEETHOVEN. Imprensa que engane, minta ou falseie, que interesse pode ter?17
  
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006 - Ontem foi dia de fondue, desta vez à 18.30. Além de mim, estava um grupo de 5 franceses - 3 homens e 2 mulheres. Os dois casais eram simpáticos, mas o outro acompanhante que, pelo menos ali não tinha mulher, era mais falador e logo ali me foi interpelando. Era de la Provence, a terra onde, segundo Alphonse Daudet, toda a gente se tratava por tu. Dei-lhe o meu site e ele deu-me o seu www.guide-estienne.com. A Damaris ofereceu-nos um cálice uma aguardente francesa (45%) e eu passei para a mesa deles. Foi um bom bocado, pelo convívio, também porque desta vez, o digestivo não estava baptizado.18
  
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006 - A propósito de digestivos baptizados. Devo ou não alertar o Alexis com o que, na minha opinião, se passa no bar, sem que ninguém se aperceba? Uma certa prudência, leva-me a não me arriscar, mas o reconhecimento para com os donos do hotel impelem-me pela abertura. Já falei com a Ana, que nenhuma culpa tem no assunto: nem ela nem nenhum das colegas. Na minha opinião há, ali, mão masculina. É certo que, uma vez que já disse à Ana, seria a ela que competeria investigar ou alertar o Alex. Por outro lado, tanto a Damaris como o Alexis pouco falam comigo e, embora sejam muito delicados, não me proporcionam ocasião para interferir no assunto.19
  
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006 - O Hôtel Valrose fica a uma altitude de 1000 m e a uma distância do aeroporto de Genève de 145Km e de Zurich de 210Km. Fecha às 3ªs feiras e duas vezes cada ano para férias. Este ano vai fechar de 14 de Abril a 3 de Maio. O segundo período de férias, no ano passado, isto é, em 2005, foi de 27 de Outubro a 6 de Dezembro. Mas o Alexis já me disse que poderia continuar a ocupar o quarto 16 durantes esses períodos.20
  
Sábado, 21 de Janeiro de 2006 - As noites, nesta época, são muito grandes, convidativas para o sono e para o amor, se fosse o caso. Os dias são pequenos, e, se não os aproveito bem, pouco consigo trabalhar. O sol nasce poucos minutos depois das oito e esconde-se alguns minutos antes das dezassete e trinta. São cerca de catorze horas e meia contra cerca de nove horas e meia. Ou vice-verso? É claro que muita gente até trabalha melhor de noite. Mas não é o meu caso.21
  
Domingo, 22 de Janeiro de 2006 - Quando, faz hoje 15 dias, fui com o Anton e o Michel a VIDEMANETTE, mais uma vez me indignei com a escassez de pessoal tanto na assistência aos utentes das telecabines como no Restaurante d'altitude. Naquelas, era a insegurança que estava em jogo, neste, o conforto. O Michel só me disse: - Cada empregado a mais custa à empresa CHF 100 000,00 (cem mil francos suíços) por ano. Por isso...22
  
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006 - Às 11.11 fui a Frisbourg (via Bulle) e às 18.11, já noite, estava de volta. Almocei no ELVETINO entre Frisbourg e Lousanne. Em Montreux tomei um expresso - PARADISE EXPRESS - no subterrâneo da gare, ou, mais exactamente no subterrâneo superior. É só subir um lance de escada automática e estou na linha 5, a de GOLDENPASS. Gosto muito de viajar e passear, e sobretudo de ter contactos humanos (femininos de preferência), mas é uma alegria retornar à estalagem que elegi para moradia de metade do ano.23
  
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006 - Quando me levantei, pelas oito da "madrugada", na varanda (balcon, dizem aqui), a temperatura estava a catorze negativos. No interior, quinze positivos, porque, ao adormecer, baixo sempre a chauffage. Durante o dia, isso sim, mantenho o quarto a vinte positivos. Ao jantar - estou sempre ansioso pelo jantar das 3ªs feiras em que o hotel está fechado -, a Damaris desdobrou-se em amabalidades. A minha visinha do quarto 17, pesarosa por não ter sol como no meu, o 16, também falou pela primeira vez comigo. Depois chegou o David e a Ana, esta, eufórica com a dupla folga e o passeio a Bulle. A Damaris convidou-nos a todos (mais amigos destes) para "o la fondue".24
  
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006 - Hoje mostrei a Damaris como eu arrumava o meu quarto: gabinete de trabalho durante metade do dia. Perguntei-lhe porque, na numeração doa quartos, se saltava do 12 para o 14. Superstição? Ninguém queria o 13? Não sabia: supunha ter acontecido em qualquer remodelação do hotel. Disse que, depois de informada, me diria. Levei-a à escada, perguntei-lhe o motivo da preciana estar meio fechada, tornando o interior mais escuro, limitando a paisagem, tornando o interior menos airoso. "Passo muitas horas aqui..." - quis-me justificar! Disse-me que o motivo era a necessidade de ir buscar um escadote e subir a ele. Hoje não podia, mas amanhã fá-lo-ia. Será verdade?25
  
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006 - Acordei entre as 5 e as 6, mas fiquei muito quietinho, dormi de novo e só pelas 8 senti entusiasmo suficiente para me levantar. A neve começou a cair, aumentando a sua espessura no solo e esbranqueando cada vez mais o verde/castanho das árvores. Fora, rondava pelos 5 negativos; dentro pelos 20 positivos. Depois de um duche bem quente, reactivado por toalhas turcas, envolvido num roupão largo, felpudo, branco como a neve (!), abri a porta da varanda para arejar o quarto e fazer os meus habituais, 5 minutos de ginástica dinarmaquesa. Já tinha efectuado 3 minutos de ginástica ocular e 2 de ginástica maxilar. às 9, quando desci para o pequeno almoço e folhear os jornais, a neve continuava a cair. Pelas 10.30, porém, o sol rompeu, a beleza e a alegria redobram.26
  
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2006 - Pouco depois do meio dia apareceu a Paula, com aspirador em punho para limpar o quarto. É claro que lhe disse que àquela hora não me convinha. Uma das coisas que me atraíu para este hotel foi o terem aceitado tratar do quarto apenas durante o tempo em que eu estivesse a tomar o pequeno almoço. Doutro modo, como poderia trabalhar tranquilamente? Primeiro apareceriam para fazer a cama, passados tempos, para limpar o quarto de banho, depois para aspirar, depois para colocar toalhas lavadas. E sempre às horas que lhes conviesse.27
  
Sábado, 28 de Janeiro de 2006 - De novo me apareceu o agricultor de vinhas e olivais, sempre muito atarefado e falador, não fosse ele de Saint Tropez, na Provence.28
  
Domingo, 29 de Janeiro de 2006 - Pouco antes das quinze horas - tinha-me levantado da habitual sesta de meia hora/quarenta e cinco minutos - deparo em frente à minha varanda, perto da estação das telecabines, um balão branco, azul e preto, parado em terra. Pouco depois foi-se elevando com pessoal dentro, rumo ao oriente. Saí e ainda vi a sobrevoar a aldeia. Pela primeira vez saí apenas com o plover pelos ombros. A temperatura tinha subido para os dez graus positivos (à sombra). À noite, antes de me deitar, pela RTPI, que tinha nevado em Lisboa, Alentejo, Algarve, Nordeste, evidentemente, e em quase todo o País. Foi um gozo para muita gente, que nunca vira tal espectáculo.29
  
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006 - 30
  
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006 - 31
  
Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2006 - 32
  
Quinta-feira, 02 de Fevereiro de 2006 - 33
  
Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2006 - 34
  
Sábado, 04 de Fevereiro de 2006 - 35
  
Domingo, 05 de Fevereiro de 2006 - 36
  
Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2006 - 37
  
Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2006 - 38
  
Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2006 - 39
  
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006 - 41
  
Sábado, 11 de Fevereiro de 2006 - 42
  
Domingo, 12 de Fevereiro de 2006 - 43
  
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Domingo, 09 de Abril de 2006 - 99
  
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006 - 101
  
Quarta-feira, 12 de Abril de 2006 - 102
  
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006 - 104
  
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2006 - 109
  
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Sábado, 22 de Abril de 2006 - 112
  
Domingo, 23 de Abril de 2006 - 113
  
Segunda-feira, 24 de Abril de 2006 - 114
  
Terça-feira, 25 de Abril de 2006 - 115
  
Quarta-feira, 26 de Abril de 2006 - 116
  
Quinta-feira, 27 de Abril de 2006 - 117
  
Sexta-feira, 28 de Abril de 2006 - 118
  
Sábado, 29 de Abril de 2006 - 119
  
Domingo, 30 de Abril de 2006 - 120
  
Segunda-feira, 01 de Maio de 2006 - 121
  
Terça-feira, 02 de Maio de 2006 - 122
  
Quarta-feira, 03 de Maio de 2006 - 123
  
Quinta-feira, 04 de Maio de 2006 - 124
  
Sexta-feira, 05 de Maio de 2006 - 125
  
Sábado, 06 de Maio de 2006 - 126
  
Domingo, 07 de Maio de 2006 - 127
  
Segunda-feira, 08 de Maio de 2006 - 128
  
Terça-feira, 09 de Maio de 2006 - 129
  
Quarta-feira, 10 de Maio de 2006 - 130
  
Quinta-feira, 11 de Maio de 2006 - 131
  
Sexta-feira, 12 de Maio de 2006 - 132
  
Sábado, 13 de Maio de 2006 - 133
  
Domingo, 14 de Maio de 2006 - 134
  
Segunda-feira, 15 de Maio de 2006 - 135
  
Terça-feira, 16 de Maio de 2006 - 136
  
Quarta-feira, 17 de Maio de 2006 - 137
  
Quinta-feira, 18 de Maio de 2006 - 138
  
Sexta-feira, 19 de Maio de 2006 - 139
  
Sábado, 20 de Maio de 2006 - 140
  
Domingo, 21 de Maio de 2006 - 141
  
Segunda-feira, 22 de Maio de 2006 - 142
  
Terça-feira, 23 de Maio de 2006 - 143
  
Quarta-feira, 24 de Maio de 2006 - 144
  
Quinta-feira, 25 de Maio de 2006 - 145
  
Sexta-feira, 26 de Maio de 2006 - 146
  
Sábado, 27 de Maio de 2006 - 147
  
Domingo, 28 de Maio de 2006 - 148
  
Segunda-feira, 29 de Maio de 2006 - 149
  
Terça-feira, 30 de Maio de 2006 - 150
  
Quarta-feira, 31 de Maio de 2006 - 151
  
Quinta-feira, 01 de Junho de 2006 - 152
  
Sexta-feira, 02 de Junho de 2006 - 153
  
Sábado, 03 de Junho de 2006 - 154
  
Domingo, 04 de Junho de 2006 - 155
  
Segunda-feira, 05 de Junho de 2006 - 156
  
Terça-feira, 06 de Junho de 2006 - 157
  
Quarta-feira, 07 de Junho de 2006 - 158
  
Quinta-feira, 08 de Junho de 2006 - 159
  
Sexta-feira, 09 de Junho de 2006 - 160
  
Sábado, 10 de Junho de 2006 - 161
  
Domingo, 11 de Junho de 2006 - 162
  
Segunda-feira, 12 de Junho de 2006 - 163
  
Terça-feira, 13 de Junho de 2006 - 164
  
Quarta-feira, 14 de Junho de 2006 - 165
  
Quinta-feira, 15 de Junho de 2006 - 166
  
Sexta-feira, 16 de Junho de 2006 - 167
  
Sábado, 17 de Junho de 2006 - 168
  
Domingo, 18 de Junho de 2006 - 169
  
Segunda-feira, 19 de Junho de 2006 - 170
  
Terça-feira, 20 de Junho de 2006 - 171
  
Quarta-feira, 21 de Junho de 2006 - 172
  
Quinta-feira, 22 de Junho de 2006 - 173
  
Sexta-feira, 23 de Junho de 2006 - 174
  
Sábado, 24 de Junho de 2006 - 175
  
Domingo, 25 de Junho de 2006 - 176
  
Segunda-feira, 26 de Junho de 2006 - 177
  
Terça-feira, 27 de Junho de 2006 - 178
  
Quarta-feira, 28 de Junho de 2006 - 179
  
Quinta-feira, 29 de Junho de 2006 - 180
  
Sexta-feira, 30 de Junho de 2006 - 181
  
Sábado, 01 de Julho de 2006 - 182
  
Domingo, 02 de Julho de 2006 - 183
  
Segunda-feira, 03 de Julho de 2006 - 184
  
Terça-feira, 04 de Julho de 2006 - 185
  
Quarta-feira, 05 de Julho de 2006 - 186
  
Quinta-feira, 06 de Julho de 2006 - 187
  
Sexta-feira, 07 de Julho de 2006 - 188
  
Sábado, 08 de Julho de 2006 - 189
  
Domingo, 09 de Julho de 2006 - 190
  
Segunda-feira, 10 de Julho de 2006 - 191
  
Terça-feira, 11 de Julho de 2006 - 192
  
Quarta-feira, 12 de Julho de 2006 - 193
  
Quinta-feira, 13 de Julho de 2006 - 194
  
Sexta-feira, 14 de Julho de 2006 - 195
  
Sábado, 15 de Julho de 2006 - 196
  
Domingo, 16 de Julho de 2006 - 197
  
Segunda-feira, 17 de Julho de 2006 - 198
  
Terça-feira, 18 de Julho de 2006 - 199
  
Quarta-feira, 19 de Julho de 2006 - 200
  
Quinta-feira, 20 de Julho de 2006 - 201
  
Sexta-feira, 21 de Julho de 2006 - 202
  
Sábado, 22 de Julho de 2006 - 203
  
Domingo, 23 de Julho de 2006 - 204
  
Segunda-feira, 24 de Julho de 2006 - 205
  
Terça-feira, 25 de Julho de 2006 - 206
  
Quarta-feira, 26 de Julho de 2006 - 207
  
Quinta-feira, 27 de Julho de 2006 - 208
  
Sexta-feira, 28 de Julho de 2006 - 209
  
Sábado, 29 de Julho de 2006 - 210
  
Domingo, 30 de Julho de 2006 - 211
  
Segunda-feira, 31 de Julho de 2006 - 212
  
Terça-feira, 01 de Agosto de 2006 - 213
  
Quarta-feira, 02 de Agosto de 2006 - 214
  
Quinta-feira, 03 de Agosto de 2006 - 215
  
Sexta-feira, 04 de Agosto de 2006 - 216
  
Sábado, 05 de Agosto de 2006 - 217
  
Domingo, 06 de Agosto de 2006 - 218
  
Segunda-feira, 07 de Agosto de 2006 - 219
  
Terça-feira, 08 de Agosto de 2006 - 220
  
Quarta-feira, 09 de Agosto de 2006 - 221
  
Quinta-feira, 10 de Agosto de 2006 - 222
  
Sexta-feira, 11 de Agosto de 2006 - 223
  
Sábado, 12 de Agosto de 2006 - 224
  
Domingo, 13 de Agosto de 2006 - 225
  
Segunda-feira, 14 de Agosto de 2006 - 226
  
Terça-feira, 15 de Agosto de 2006 - 227
  
Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006 - 228
  
Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006 - 229
  
Sexta-feira, 18 de Agosto de 2006 - 230
  
Sábado, 19 de Agosto de 2006 - 231
  
Domingo, 20 de Agosto de 2006 - 232
  
Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006 - 233
  
Terça-feira, 22 de Agosto de 2006 - 234
  
Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006 - 235
  
Quinta-feira, 24 de Agosto de 2006 - 236
  
Sexta-feira, 25 de Agosto de 2006 - 237
  
Sábado, 26 de Agosto de 2006 - 238
  
Domingo, 27 de Agosto de 2006 - 239
  
Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006 - 240
  
Terça-feira, 29 de Agosto de 2006 - 241
  
Quarta-feira, 30 de Agosto de 2006 - 242
  
Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006 - 243
  
Sexta-feira, 01 de Setembro de 2006 - 244
  
Sábado, 02 de Setembro de 2006 - 245
  
Domingo, 03 de Setembro de 2006 - 246
  
Segunda-feira, 04 de Setembro de 2006 - 247
  
Terça-feira, 05 de Setembro de 2006 - 248
  
Quarta-feira, 06 de Setembro de 2006 - 249
  
Quinta-feira, 07 de Setembro de 2006 - 250
  
Sexta-feira, 08 de Setembro de 2006 - 251
  
Sábado, 09 de Setembro de 2006 - 252
  
Domingo, 10 de Setembro de 2006 - 253
  
Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006 - 254
  
Terça-feira, 12 de Setembro de 2006 - 255
  
Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006 - 256
  
Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006 - 257
  
Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006 - 258
  
Sábado, 16 de Setembro de 2006 - 259
  
Domingo, 17 de Setembro de 2006 - 260
  
Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006 - 261
  
Terça-feira, 19 de Setembro de 2006 - 262
  
Quarta-feira, 20 de Setembro de 2006 - 263
  
Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006 - 264
  
Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006 - 265
  
Sábado, 23 de Setembro de 2006 - 266
  
Domingo, 24 de Setembro de 2006 - 267
  
Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006 - 268
  
Terça-feira, 26 de Setembro de 2006 - 269
  
Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006 - 270
  
Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006 - 271
  
Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006 - 272
  
Sábado, 30 de Setembro de 2006 - 273
  
Domingo, 01 de Outubro de 2006 - 274
  
Segunda-feira, 02 de Outubro de 2006 - 275
  
Terça-feira, 03 de Outubro de 2006 - 276
  
Quarta-feira, 04 de Outubro de 2006 - 277
  
Quinta-feira, 05 de Outubro de 2006 - 278
  
Sexta-feira, 06 de Outubro de 2006 - 279
  
Sábado, 07 de Outubro de 2006 - 280
  
Domingo, 08 de Outubro de 2006 - 281
  
Segunda-feira, 09 de Outubro de 2006 - 282
  
Terça-feira, 10 de Outubro de 2006 - 283
  
Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006 - 284
  
Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006 - 285
  
Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006 - 286
  
Sábado, 14 de Outubro de 2006 - 287
  
Domingo, 15 de Outubro de 2006 - 288
  
Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006 - 289
  
Terça-feira, 17 de Outubro de 2006 - 290
  
Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006 - 291
  
Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006 - 292
  
Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006 - 293
  
Sábado, 21 de Outubro de 2006 - 294
  
Domingo, 22 de Outubro de 2006 - 295
  
Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006 - 296
  
Terça-feira, 24 de Outubro de 2006 - 297
  
Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006 - 298
  
Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006 - 299
  
Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006 - 300
  
Sábado, 28 de Outubro de 2006 - 301
  
Domingo, 29 de Outubro de 2006 - 302
  
Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006 - 303
  
Terça-feira, 31 de Outubro de 2006 - 304
  
Quarta-feira, 01 de Novembro de 2006 - 305
  
Quinta-feira, 02 de Novembro de 2006 - 306
  
Sexta-feira, 03 de Novembro de 2006 - 307
  
Sábado, 04 de Novembro de 2006 - 308
  
Domingo, 05 de Novembro de 2006 - 309
  
Segunda-feira, 06 de Novembro de 2006 - 310
  
Terça-feira, 07 de Novembro de 2006 - 311
  
Quarta-feira, 08 de Novembro de 2006 - 312
  
Quinta-feira, 09 de Novembro de 2006 - 313
  
Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006 - 314
  
Sábado, 11 de Novembro de 2006 - 315
  
Domingo, 12 de Novembro de 2006 - 316
  
Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006 - 317
  
Terça-feira, 14 de Novembro de 2006 - 318
  
Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006 - 319
  
Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006 - 320
  
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006 - 321
  
Sábado, 18 de Novembro de 2006 - 322
  
Domingo, 19 de Novembro de 2006 - 323
  
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006 - 324
  
Terça-feira, 21 de Novembro de 2006 - 325
  
Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006 - 326
  
Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006 - 327
  
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Sábado, 25 de Novembro de 2006 - 329
  
Domingo, 26 de Novembro de 2006 - 330
  
Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006 - 331
  
Terça-feira, 28 de Novembro de 2006 - 332
  
Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006 - 333
  
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Epístolas postais



13     2     74  1
  
Destinatário do ofício 8/74 
  
8   74 
  
Em resposta ao questionário enviado em 26/11/73, temos o prazer de enviar também o nosso contributo, ficando ainda ao dispor para qualquer outra troca de impressões. 
1 - Nos movimentos religiosos africanos do vosso conhecimento, será possível encontrar quaisquer elementos de inspirição franciscana? Quais? 
  
Existiu, na Missão de Coalane, a Ordem Terceira de S.Francisco durante cerca de uns 8 anos, talvez até 1963. Era uma estrutura a mais que em vez de ajudar a cristianização a estorvava - quer pelo folclorismo e até superstição (uso da corda à cinta, uso do hábito nas procissões e dias de festa), quer por estar adstrita a uma Ordem Primeira que estava longe de viver e trabalhar segundo o verdadeiro espírito franciscano. Em Inhassunge parece que ainda existe, talvez mais ou menos nos mesmos ou em semelhantes moldes. 
  
2 - Qual é a eventual relação entre a espiritualidade de S.Francisco de Assis e a espiritualidade das diversas religiões africanas? 
  
Vamos referir-nos apenas à religião banta, que, a despeito das muitas tribos que a professam e das muitas diferenças externas, folclorísticas, apresenta uma unidade fundamental impressionante, exactamente como a cultura e a língua desses povos bantos. 
a - DEUS: 
1) Transcendência e Imanência de Deus: Muluku (Deus) está no alto, sobre todas as coisas, mas está também presente através dos makolo (antepassados), dos athu (homens) e do elabo (cosmos). O dom da Ciência seria facilmente explicado aos bantos, e o cântico das criaturas ecoaria profundamente neles. 
2) "Meu Deus e meu Tudo": Muluku até etimologicamente é a união de todas as coisas, o Soldador... 
3) Deus é Pai e Mãe: no pensamento deste povo Deus é a plenitude da perfeição - difusor do bem (paternidade) e concentrador (maternidade) - que conduz os homens ao pleno desenvolvimento. 
b - POBREZA: 
1) Enquanto confiança: maior segurança em Muluku do que nos bens terrestres, por mais poderosos que se apresentem. 
2) Enquanto colectiva: pôr em comum os bens, no sentido de que os bens devem servir a comunidade ( em sentido extenso), o desenvolvimento deve ser comunitário e não individual, os rendimentos devem surgir do trabalho directo, com repúdio pelos rendimentos sem trabalho (como acontece no capitalismo em sentido jurídico). 
3) Enquanto disponibilidade: receptividade e respeito dos valores humanos; uso criterioso dos bens, que nunca são, para este povo, obstáculo para os ritos ao serviço do homem. 
4) Enquanto liberdade: não se deixar ligar a estruturas que obstaculizem o desenvolvimento do "muthu" (pessoa humana) e do "mudhi" (família de extensão africana). 
5) Enquanto luta: a luta não é contra os ricos, os capitalistas, mas contra a riqueza individual, o capitalismo, não contra as pessoas, mas contra o mal; mesmo quando executam um que quis enriquecer sozinho, não querem visar o "muthu" (a pessoa), que para eles até já não existe naquele indivíduo (uma vez que repudiou o bem comum), mas o "mukwiri" (o demónio) que está nele. 
c - OBEDIÊNCIA À COMUNIDADE: 
1) Diálogo: nada se resolve sem o diálogo a partir da base; os jovens são ouvidos até ao fim; nada se decide sem ouvir as mulheres. O vértice (os abibi, os grandes pais) não é para impor a própria vontade, mas para auscultar as diversas opiniões, coordená-las, e só depois fazê-las executar. 
2) Objecção de consciência: Para S. Francisco de Assis a obediência só obriga quando não é contrária nem à Regra nem à consciência. Para os africanos, "murima wawe", cada um tem o próprio coração, isto é: não obstante a unidade familiar ou, melhor, exactamente por causa e para manter essa unidade, respeita-se a diversidade e a liberdade de cada um. Tanto se zela por que não seja lesado o bem comum de um modo grave, como sucede quando a comunidade é contaminada pelo "okwiri" (agente primeiro de todo o mal), como se zela por que o coração, a consciência de cada um seja respeitada. 
  
3 - Trabalharam e trabalham em África religiosos e religiosas que se dizem de S.Francisco. Segundo o vosso conhecimento, quais são os elementos específicos desses missionários e dessas missionárias e do seu trabalho? 
  
Não se vivendo nem sequer o que há de essencial no franciscanismo, será difícil descobrir diferenças específicas entre os diversos ramos e filiações. Um só exemplo: um pormenor, um acidente, que não deixa de ter capital importância: o hábito. A incarnação no meio levou S.Francisco a querer que os seus frades vestissem como os pobres vestiam naquela época e naquela terra, não como vestiam ou vestiriam em outras épocas ou noutros locais. Vestir hoje como os pobres de há 7 ou 8 séculos ( salvo no caso de teatro histórico) não só é uma caricatura de espírito de pobreza e uma paródia da Regra, como é ainda um sinal de riqueza e de casta. Vestir o tradicional hábito entre os bantos é um folclorismo ofensivo da pobreza do ambiente e da mentalidade simbólica deste povo: é sobretudo dar uma falsa noção do cristianismo e do franciscanismo. 
  
4 - A fraternidade desempenha um papel na vida africana. Poderieis definir-ma e dar o seu fundamento? 
  
a - A nível tribal: O fundamento da fraternidade é o "nlogo" (povo), conjunto de "mahimo" (clãs) e de "midhi" (famílias de extensão africana), que participa da mesma vida (EGUMI) que vem de "Muluku" (Deus) através do "makolo" (antepassados). Exprime essa fraternidade a palavra "muthu" (pessoa humana), que se aplica a homem ou mulher, velho ou novo, desde que se não tenha isolado numa tentativa de crescer sozinho, renegando o seu povo para se assimilar a opressores ou tornando-se seus servidores ("mukunya") ou ainda convertendo-se em possessos do espírito mau ("mukwiri"). É a fraternidade a nível do povo, do povo de Deus, "nlogo" na "Muluku", o tal conjunto de clãs e famílias. 
b - A nível clânico: Temos a seguir uma fraternidade clânica, de sangue, de todos quantos descendem do mesmo "nikolo" (antepassados). A noção desta fraternidade é de tal ordem que duas pessoas do mesmo "nihimo" (clã) jamais podem casar-se: seria incesto: são irmãos. 
c - A nível familiar: A nível familiar, dando sempre a este termo o significado e a extensão africana, temos uma outra fraternidade ou um outro aspecto da fraternidade a que melhor chamaríamos comunidade: o "mudhi", o conjunto de toda a parentela. É aqui que o "muthu" concreto se desenvolve, cresce, dedicando-se consciente e livremente ao bem dos outros, numa hierarquia que é de serviço, num primeiro estádio de governo que já é colegial, numa diversidade de funções que respeita a vocação de cada um. É aqui que se toma consciência da igualdade do "muthu", quando adulto, em relação a outro "muthu", do "mudhi" em relação a outro "mudhi", do "nlogo" em relação a outro "nlogo", de uma pessoa humana em face de outra pessoa humana, de uma família em face de outra família, de uma tribo em face de outra tribo. 
  
5 - Podeis dar-me outras informações úteis para este estudo? 
  
Supomos já termos dito o suficiente para se verificar como quase se poderia dizer que os bantos são franciscanos por natureza, querendo com isto afirmar que têm uma grande predisposição para o franciscanismo. Infelizmente parece que essas sementes nunca foram devidamente fertilizadas, e muitas vezes até foram esterilizadas pela falsa imagem que lhes foi transmitida de Francisco. No entanto estavam no caminho acertado aqueles primeiros franciscanos que chegaram a Àfrica sem a protecção dos poderes civis ou militares. Foram mortos, é certo, mas,se tivessem persistido, atingiriam o seu escopo, como mais tarde o atingiram os missionários do Cardeal Lavigerie, apesar das primeiras levas também terem sido assassinadas. Estava também no caminho acertado Francisco quando se insurgiu contra a cruzada preconizada pelo IV Concílio de Latrão e que deveria ser comandada pelo próprio Papa Inocêncio III, se não tivesse falecido em 16/7/1216. Estava no caminho acertado Francisco quando nessa altura, no desejo de evitar que se usasse da violência em nome de Cristo, se deslocou ao norte de África. (Vid. BASETTI-SANI, Giulio - Francisco de Assis. "Concilium", Lisboa (Av. 5 de Outubro, 297 - 1º Dt), Livraria Morais, IV (7), Setembro de 1968, p. 10-24). 
  
6 - Podeis indicar-me quaisquer fontes bibliográficas referentes ao assunto tratado? 
  
Salvo erro, François-M.LUFULUABO faz um referência ao franciscanismo no final da sua obra Vers une théodicée bantoue (separata da revista "Église Vivante", de Louvain - Belgique). Podem ter ainda interesse para conhecimento dos povos africanos, além das restantes obras desse franciscano, os livros e publicações indicados em 3 listas que juntamos. 
Esperamos ter satisfeito o seu pedido e desejamos-lhe os maiores sucessos quer no estudo, em Roma, que no apostolado que com certeza me seguirá (juntamente com um permanente estudo da cultura banta) em Angola. 
  
Moradas 


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Epístolas eletronicas



  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Otimista irritante
Data: Domingo, 29 de Maio de 2016 18:13
23
Eu bem quero ser fraternalista, Zita, mas descaio sempre num paternalismo insolente. Ou será uma alegria incontida de ter deixado que me abrissem os olhos a tempo de estar a viver os melhores dias da minha vida. 
No 8 de Março último, aliado a um grupo de militantes, em vez de flores, distribuímos livros. 
Uma ONG convida-me para sócio honorário em vista do que arrisquei na luta pela igualdade de direitos. 
A revista de bordo de uma companhia aérea reedita o artigo de um escritor moçambicano em que se recorda o meu esforço bem sucedido para que os jovens pudessem abrir os olhos em locais e tempos de obscurantismo colonialista. 
Um professor universitário do hemisfério norte incita-me a continuar. 
Trabalho atualmente com um grupo de mulheres organizadas, com objetivos convergentes. E tudo isto me dá muta alegria. 
E encanta-me ter uma amiga como tu, Zita. Eu não quero viver do passado, mas deste presente, muito melhor do que o passado, e do futuro que teimo em ajudar a construir. Inte! bjs. Júlio 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Confraria Vermelha- Livraria de Mulheres
Data: Sábado, 26 de Dezembro de 2015 19:34
22
Não sei, Aida, se ontem à noite ouviste o concerto na Casa da Música, transmitido pelo canal 2. Começou pela oratória de Natal, seguiu-se outra denominada Magnificat, e terminou por um coro debaixo de neve. 
Centro-me na segunda. Duas mulheres, prenhes, cada qual da maneira mais insólita, conspiram nos montes, e proclamam uma estratégia revolucionária que ainda hoje é a mais científica que o género humano produziu. A tática ficou para os respetivos filhos, três décadas depois. 
Mas planear é uma cousa, passar à ação é outra. E uma delas, preocupada com os perigos que uma revolução acarreta, mesmo ou sobretudo sendo não violenta ativa, chega ao ponto de aliar-se a outros familiares para dissuadirem o chamado Nazareno, mesmo que fosse à força. Tentam interromper uma reunião, avisam-no de que a mãe e os irmãos estão a procurá-lo, mas ele repudia-os e aproveita a ocasião para o grande golpe no conceito de família: QUEM É A MINHA MÃE E QUEM SÃO OS MEUS IRMÃOS? 
Noutra ocasião, encontramo-lo numa longa e profunda conversa com uma mulher chamada de má vida. E doutra vez, escrevendo umas simples palavras na areia, põe em debanda um grupo de valentões, que, de pedras na mão, se dispunham a matar uma dita adúltera. 
Estratégia no feminino, sem excluir os homens. Tática no masculino sem excluir as mulheres. Pessoa humana, antes de tudo. 
Inte! bjs. Júlio 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Justificação de vida
Data: Segunda-feira, 9 de Março de 2015 11:36
21
O Café Cruzeiro reabriu e eu apareci. É um dos meus lugares de trabalho e encontros. O Zé foi falar comigo e eu logo lhe atirei: --Vê lá a falta de respeito para com os mais velhos! Passam-me à frente, sem pedir licença, e eu continuo a estorvar. Agora foi um meu antigo companheiro das lides jornalísticas. Querem justamente homenageá-lo. Os outros vão, sem dúvida, falar do escritor, do historiador, do diplomata, e até do jornalista. é claro. Mas talvez só eu o tenha acompanhado nas perigosas lutas jornalísticas na segunda metade dos anos 58 do século passado. E até já tive de cancelar duas visitas (eu que tanto gosto de convívio) para atempadamente corresponder ao novo desafio. 
Resposta: --Olha. Júlio, às vezes, é por cortesia.. Há dias, Fulano (esquece-me o nome, mas trata-se de um que também já vai nos noventa e tais) sentiu-se mal e chamou o médico. Este sentenciou que não passaria daquela noite e que era melhor não medicar nada. Mas enganou-se. Ao acordar, logo reclamou o pequeno almoço. Agradável espanto para todos. Justificou-se o referido nonogenário: --Eu estava, efetivamente, quase no topo da fila, mas, olhando para trás, ao ver uma chorosa a pedir, alta voz, que o Senhor a levasse, num gesto de cortesia, estendi a mão e disse: --Passe, passe, por favor! 
Até aqui, Maria, preocupava-me em fazer provas de vida: agora, passo a ter de justificar ainda viver. 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Clã duplo
Data: Thursday, July 26, 2012 1:31 PM
20
Como podes esquecer, minha querida, que o meu estatuto já seria de bisavô e não de avô? 
Um professor da Universidade Eduardo Mondlane, bastante antes de se ter fisicamente invisibilizado, numa das raras conversas que teve comigo (a última e decisiva para o meu futuro), ao sabor de um bom café e ao som de um supermercado (na COOP), ia-me alertando: 
--Lembra-te, Júlio, de que o teu clã, agora, já não é o de sangue e de afinidade, mas o de todas e todos que, parcial ou totalmente, aceitam a tua mensagem. 
Felizmente há quem saiba escolher a melhor parte. Inte! bjs. Júlio 
  
 19
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Data:Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011, 12:12
 
Cada vez mais entusiasmado, Lurdes, nas minhas andanças e nos meus trabalhos. 
Entusiasmo na luta pela vida (1), 
pelo testemunho da alegre nova (2), 
pela dignificação da mulher (3), até para que o homem também seja dignificado, 
pela palavra (4) libertadora, 
pela comunicação sororal / fraternal (5), 
pela não violência ativa (6) tanto na política como na medicina, 
pela transformação (7) de estruturas domesticadoras em sustentavelmente recriadoras, 
por um amor (8) sempre revivido em novas formas, que resista a formalismos e rotinas, 
e tudo isto num dia a dia (9) sempre em plenitude,
umas vezes com umas companheiras e companheiros, outras vezes com outras e outros, consoante a vocação de cada uma, cada um, e consoante as circunstâncias.
 
Há quem desista, mas há quem surja, e isto é entusiasmante. 
Quem entra no meu sítio talvez se perca. Preparo, por isso, um exórdio. 
O que acima digo refere-se a cada um dos nove filões, fascinantes, penso eu. Mas exigem luta. E, sozinhos, desconseguimos. bjs. Júlio 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Data:Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
18
Cada vez mais entusiasmado, meu exemplar casal! E, então, quando recebo notícias da Confederação helvética, sinto-me renovado. 
Entusiasmo na luta pela vida, pelo testemunho da alegre nova, pela dignificação da mulher (até para que o homem também seja dignificado), pela palavra libertadora, pela comunicação sororal/fraternal, pela não violência ativa tanto na política como na medicina, pela transformação de estruturas domesticadoras em sustentavelmente recriadoras, por um amor sempre revivido em novas formas, que resista a formalismos e rotinas, e tudo isto num dia a dia sempre em plenitude, umas vezes com umas companheiras e companheiros, outras vezes com outras e outros, consoante a vocação de cada uma, cada um, e consoante as circunstâncias. Há quem desista, mas há quem surja, e isto é entusiasmante. 
Fiquei muito contente pelas vossas férias em França. É uma questão de empatia: por vezes a minha alegria é tanta que até me parece também eu estar a partilhar.  
Mandai sempre notícias: elas dão-me vida. Júlio 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Ubuntu
Para: Alípio Machado
Data: Domingo, 7 de Agosto de 2011 13:05
17
Alípio: 
Este texto ilustra de uma maneira maravilhosa o que eu com dificuldade tenho tentado transmitir em diversas partes do meu sítio, por exemplo, em PROFESIONES INCREIBLES, mas também em muitos outros recantos do mesmo. Como poderia ser aproveitado? 
De: Carlos Miguel M. M. Ribeiro
Assunto: Ubuntu =
Para: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Data: Quarta-feira, 15 de Junho de 2011, 8:08
 
Ubuntu = pra você !!! 
Ubuntu 
UBUNTU 
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. 
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva. 
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.  
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. 
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.  
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?" 
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo? 
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"  
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos... 
UBUNTU PARA VOCÊ! 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto:J'ai faim
Data:Quinta-feira, 5 de Maio de 2011, 12:36
16
-- É perigosa essa doutrina, Sr. Bispo! 
-- Mas o Júlio não está a exprimir exatamente a doutrina do magistério romano? 
Estávamos, se a memória me não atraiçoa, numa reunião magna da Ação Católica da Diocese de Quelimane. Eu defendia o direito, em caso de fome, a tirar do que sobra aos ricos. Estaríamos na primeira década da segunda metade do século passado. A minha posição até poderia, no ambiente em que vivíamos, ter conotações rácicas. De facto, os ricos eram brancos, os pobres, eram pretos, negros, eu chamava-lhes africanos, e eles gostavam (nessa altura, bem entendido). 
Meio século depois, já debilitado, não pelos anos nem pela doença, mas por desgostos e incompreenções, refugio-me na Confederação Helvética para encontrar segurança no meu trabalho e reconfortar-me nas amizades que há muito lá tenho e na beleza de lagos e montanhas -- fonte inesgotável de energia. 
Pois é exatamente aí que, talvez por atitudes interiores negativas, como tu, Maria, e muito bem, dizes, é exatamente aí que sou alvo de uma tentativa de assalto. 
E agora, Júlio? Medo de quê? De restituires os francos suiços que tinhas nos bolsos? O que é mais convincente: "J'ai peur!" ou "J'ai faim!"? Onde está a tua não violência ativa? Refugiando-te nas saias da mãezinha polícia e nas calças do paizinho polícia? 
É fácil ser forte quando se tem o poder do nosso lado! Não foi assim em Moçambique, Júlio? Talvez tivesses tido algum mérido até 17 de Setembro de 1974, como tu próprio reconheceste. Mas, depois, tinhas do teu lado as Forças Populares de Libertação Nacional. Já podias falar alto e bom som. 
Pois é, Maria, de nada adiantam os meus irrealizáveis desejos de ajudar, de qualquer maneira que fosse, aquele que me amedrontou no Manor.  
Não há bons e maus: somos todos uma cousa e outra, só Deus sabe em que proporção.  
Talvez, um ano depois, já nem de lembravas. Mas devia-te este complemento do "J'ai peur", um complemento muito mais convincente: "J'ai faim". O prometido é devido. bjs Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Jura e Alpes
Data: Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
15
Ótimo, Jerónimo: continua, conforme o combinado. Mesmo que o dito Lóios estivesse fechado, os Correios guardariam tudo. Somos clientes seculares: a minha livraria ficava no 50 (agora galeria de arte), a dois passos do 15. A mim é que não me apetece nada deixar o Jura, os pre-Alpes e os Alpes. 
Domingo,12 de Setembro de 2010, tomei o pequeno almoço a 584 metros de altitude, o almoço, a 1540, o digestivo, a 1080, uma cerveja, de novo simplesmente a 584. Tudo de combóio e num raio que pouco ultrapassou uma hora de viagem... panorâmica, é claro. 
Terça-feira, 7 do corrente, num raio semelhante, mas utilizando um combóio e dois teleféricos, pequeno almoço cá por baixo, simplesmente a 584 metros, Saída do caminho de ferro e entrada no teleférico a 1739 metros, almoço a 2653, digestivo, minutos depois, a 2015. Jantar... apenas nuns míseros 584. 
Os quinze dias em que a Maria João esteve comigo a passar férias e em que fizemos cruzeiros em três lagos (que pareciam mares) e fomos ao Monte Branco, na parte francesa (Chamonix é um ponto dos Alpes muito perto das fronteiras entre Suiça, França e Itália) voltaram a dar-me gosto (alguma vez o teria perdido?) conhecer novos recantos da Suiça e do mundo. E a verdade é que não parei depois dela ter regressado às aulas. 
Há décadas, já tinha estado em Chamonix a almoçar com a Maria Ester, mas era de inverno e vínhamos do norte de Itália. Pisávamos neve... 
É nestes ambientes que me dá gosto escrever e estudar, (mesmo lutando) construir o futuro... Ilusão ou realidade? Abraços. Júlio 
  
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Do romântico ao conforto?!
Data: Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010, 10:43
14
Sim, Maria: tive de mudar de hotel (um com o nome de romântico, outro, de confortável). No primeiro, pelo menos, três falam português, e talvez uma meia dúzia fala francês. Neste, nem francês... mas eu faço-me entender(*). E tem uma grande vantagem: gabinete de informática até com café... mas sem impressora. Mesmo antes de estar aqui hospedado, já me davam livre acesso à internet. 
Desta última vez que estive no STERN, conheci uma empregada de quarto de nome Fátima e vinda da Amarante. Exatamente como as outras, desfez-se em amabilidades, mas sempre dentro dos limites das suas atribuições. Pareceu-me até muito mais confiável do que as outras. E eu, com as minhas exigências. Varanda, mesa e cadeiras impecavelmente limpas (referia-me à chuva e ao pó). Quanto ao quarto, mais uma muda de toalhas, e nada de mecher: tenho a minha papelada espalhada e uma maneira própria de fazer a cama. Tudo acertado, num misto de seriedade e brincadeira... como sempre. Não sei se alertada por um sexto sentido, se pelas colegas que já me conheciam, Fátima, num dos próximos encontros no estreito corredor do quarto andar, atirou-me: --Nem para te meter umas joaninhas, posso entrar no teu quarto? Rejubilei: --Ó Fátima, para levar-me joaninhas, podes entrar sempre no meu quarto: só não queria que mechesses na papelada e na maneira de eu fazer a cama. (Ref. a chocolates embrulhados em forma de joaninhas: quando eu frequentava o liceu, usava uma joaninha no ombro. Perguntado pelos colegas e professores ou professoras sobre o motivo, eu, de onze ou doze anos, respondia descontraidamente: --É para atrair as pegas!) 
À tarde, bem olhei para a mesa e para a cama, mas nada de chocolates. Filha da mãe! No dia seguinte, ao sair do banho, deparo com cinco joaninhas em cima da caixa dos lenços de papel! O encontro não se fez esperar: 
--Filha da mãe, enganaste-me. --Queres mais? --Nem se pergunta, e podes escodê-las onde quiseres, Se estivesses presente, até jogávamos ao frio e quente. À noitinha, lá encontrei no mesmo sítio quatro chocolates. Menos um do que ontem, mas já dá para vários cafés. A história, porém, não acaba aqui. Ao outro dia, ia eu para o banho, e deparo numa prateleira, formada pela própria parede do quarto de banho, mais umas tantas joaninhas. 
Moral da história: pelo menos quando sou capaz tanto de falar de cousas sérias, como de fazer humor ou até brincar, penso não estar a erradiar energias negativas. Pena é que, de outras vezes, até atraia tentativas de assalto, como e muito bem me alertaste ao dirigirmo-nos para o MANOR. Por isso, quando não me sinto 100%, recolho ao quarto, consciencializo-me, coloco à mão a pequenina farmácia, alimentos e bebida, e um livro. Logo que sinto forças, volto ao convívio das ruas, dos cafés ou bares, ou das viagens panorâmicas. Tem sido a minha maneira de vencer, se é que a isto se pode chamar vencer. Que te parece? bjs. Júlio
 
(*) Afinal já encontrei duas e um a falar português: uma em especial! 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Situação
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 20:24
13
António: 
Sei que estás muito ocupado, mas atrevo-me a contar-te o que se passou, na semana passada, com um nosso colega, chamado, salvo erro, Acácio. 
Subi as escadas do Arquivo, ansiosa e cautelosamente, como sempre: apesar de convertido em casa fantasma, continua a ser o paraíso, na expressão da Joana. 
Deparei com dois soldados(?) / enfermeiros(?) a saborear a ração de combate. A bata e a mácara (para defenderem o próprio corpo ou os corpos enfermos acantonados?) surpreenderam-me, quase me alarmaram. 
--Há situação, camaradas!... E todos fomos passando a palavra: situação... situação... situação... Recordei a minha última ascenão à montanha do Vumba, do lado moçambicano. 
Ia num grupo de doadores, salvo erro, noruegueses, e estruturas da Agricultura da província e da nação. Era assim que se falava, não é? 
As tropas rodesianas não nos poupavam... e tivemos que bater em retirada, ao menos para salvar os estrangeiros. Não tive medo: apenas fiquei pesaroso por não ir até o cume. Os cumes fascinam-me. 
Mas desta vez, à entrada da casa fantasma (eu apelido-me alma do outro mundo sempre que a penetro), desta vez alarmei-me com a possível situação. E não era caso para menos: já estava, de novo, bloqueado o acesso ao espólio que leguei ao AMH. 
Na antiga hemeroteca, tinha rebentado uma bomba e os estilhaços impediam a passagem. Perdão, não eram estilhaços nem bomba: era uma grande caixa que caíra e espalhara a documentação poeirenta. E eu não tinha máscara... nem tanque para galgar aquele chão que se tornara acidentado e escorregadio. Era a senilidade a avolumar os acontecimentos. 
Vinha ansioso para consultar, ler e estudar certos documentos, a fim de continuar o trabalho que me foi proposto há década e meia, e que eu sempre levei a sério, embora os outros, talvez, de certeza, nunca o tenham valorizado. Não vim matar saudades, não vim descansar: vim continuar. A luta continua... -- era a palavra de ordem, e eu, o ingénuo, continuo a acreditar. 
Com a cautela de sempre (falta-me o corrimão) e a ansiedade de sempre (acreditei no AHM), logo no primeiro dia que, em 2010, subi aquelas escadas, três baldes de água gelada me petrificaram: o tal espólio (eu não gosto da palavra) estava bloqueado em três frentes: sete mil livros, cinco centenas de caixas e até a parte mais valiosa (para mim, é claro: não haja ilusões) do meu gabinete. 
Recuei, desanimado (para que voltei a Moçambique?), mas com uma leve esperança de recuperar as forças no dia seguinte. Durante três semanas, a cena repetia-se. Batia em retirada, abatido. Pedi ajuda à Qudsiah, e, um dia, cheio de forças, comecei o desbloqueio. 
Cem caixas e cem boletins oficiais, uma ou duas décadas antes, seria muito pouco. Aguentei muito mais, se quis um espaço para trabalhar e acesso ao que me era indispensável. Os serventes cansavam-se ao fim de me trazerem uma meia dúzia de caixas, e o chefe dos ditos vinha logo perguntar-me se, para as próximas vinte e quatro horas, aquelas caixas não eram suficientes... 
SEM COMENTÁRIOS! Só voltei a recorrer a eles, por ordem da Diretora, quando as águas mal cheirosas da vizinhança me começaram a molhar os pés... E mesmo nessas circunstâncias, muitas vezes fui eu a limpar o chão, de calções e de joelhos. Evitava pedir apoio. 
...E eu, sempre entusiasmado, porque tinha força e gosto, subia o escadote quase até o teto, e, com uma mão, agarrava-me bem, e, com a outra, carregava caixas de vinte a vinte e cinco quilos (uma de cada vez, é claro). Depois, com um carrinho (a invenção da roda é maravilhosa -- dizia eu aos colegas) lá transportava as caixas até o gabinete que me foi disponibilizado. 
...E eu até gostava do trabalho e sobretudo de me sentir auto-suficiente. Mas lastimava imenso que aquele tempo e aquelas forças e aquele entusiasmo não fossem aplicados no trabalho para o qual fora convidado. 
Dezasseis anos depois, embora a idade não me pese (vou só nos oitenta e sete!), os desgostos acumulados (que não desvarios, a não ser o da minha ingenuidade), esses sim, vão minando o meu somático. E, de vez enquando, graças à homeopatia, como que vou ressuscitando. E fico felicíssimo quando me consideram (será de verdade?) bem humorado e erradiando alegria. 
Pedi desculpa aos soldados ou enfermeiros de interromper a ração de combate, mas eles também limitaram-se a chamar aquele que eu pensava ser o comandante das operações. 
Intimidei-me ao ouvir chamá-lo em voz alta e em plena via pública. Mas o dito, de poucas falas, e, de certeza, muito espantado com as minhas reclamações, logo desobstruiu uma das passagens. E deu resultado: até hoje não se repetiu a situação (com os rodesianos teria sido bem pior!). 
Mas o sr. tempo, esse, não teve condescendências e ainda fez pouco de mim: 
--Para que foste parvo em vir? Não tinhas outros sítios para trabalhar? (Estou de abalada para as Mankele Mountains.) É claro que o dito sr. tempo que me falou assim não tem a menor estima por aquilo que me foi proposto fazer no AHM. E eu continuo a vangloriar-me de ser ingénuo... à maneira do Aquinense, é óbvio! 
Desculpa o tempo que te roubei com as minhas prosas e as minhas necessidades de informação e apoio. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: COMMONWEALTH
Data: Terça-feira, 20 de Julho de 2010, 19:10
12
Oi, Michel! 
Cá continuo a trabalhar neste recanto do COMMONWEALTH, mesmo sem saber inglês nem nenhuma língua nacional. Vou conseguindo tempo para tudo, menos para isso... que seria o principal. Incongruência minha... eu que me tenho por tão coerente! 
Obrigado pelo que me dizes sobre o segundo parto, aquele em que já não vou ser recebido, como no primeiro, por uma mãe e um pai com letra minúscula, mas por uma Mãe/um Pai com letra maiúscula. 
Obrigado, também, pelos textos do grupo de partilha da Association Vivre et Aimer. 
É maravilhoso ir sabendo do que se pensa e sente nos vários quadrantes geográficos e noosféricos. 
A luta continua... nem imaginas em quantas frentes. Inte! Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto:(In)segurança no Porto
Data:Domingo, 18 de Julho de 2010, 17:45
11
Quando, há tempos, Maria, te enviei o J'AI PEUR, disseste-me que talvez o Porto, onde sou muito conhecido, fosse, para mim, o local mais seguro. Nesse momento, espontaneamente e como em filme, foram-se-me sucedendo na memória muitos dos maus bocados que por lá passei, devido à incómoda insegurança. Mesmo antes de escrever o projetado J'AI FAIM, aí vão, conforme remorizei: 
1 - Ameaça de corte de relações com efeitos imediatos e para sempre à mesa de um café em centro comercial da periferia. 
2 - Violação de segredo profissional na área da saúde. 
3 - Acusação de desrespeitar o marido. 
4 - Em plena rua, intimidação com cães e troça. 
5 - Conto do vigário: oferta de objetos de prata (roubados?)... a troco de dinheiro.  
6 - Ao entrar num autocarro, subtração (do bolso esquerdo dos calções brancos) de passe de Lisboa e dinheiro. 
7 - Não atendimento num posto policial para turistas estrangeiros, por falar português... e apesar de me identificar como moçambicano. Cansado, tive de subir uma rua para encontrar outra esquadra... não VIP. 
8 - Forte empurrão para me ser subtraída do bolso da camisa uma caneta de tinta permanente "Pelikan".  
9 - Ter de sair de um taxi para fugir a uma zaragata entre dois colegas. 
10 - Abortagem física (mesmo à tangente) de um gigantão à saída do Majestic. 
11 - "Engano" de ruas para o taxímetro marcar mais. 
12 - Idem, mas em estradas da periferia. 
13 - Violação da tua e da minha varanda, num domingo à tarde, com insistência para eu abrir a porta. 
14 - Numa paragem de autocarros, insistência para eu entrar num automóvel de desconhecidos. 
15 - Motorista de autocarro abandona-nos numa paragem para correr atrás de um suposto larápio. 
16 - Por duas vezes, entalado na porta de saída, ficando de uma delas ainda dentro do autocarro, e, de outra, já fora, mas com a mochila ainda dentro... e o motorista a arrancar com velocidade. (Os berros de umas mulheres salvaram-me.) 
Diz o salmo: Se o Senhor não guardar a cidade... em vão vigiam os que a guardam! 
Faz parte das minhas aventuras. bjs. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Saramago
Data: Domingo, 20 de Junho de 2010, 23:50
10
Estava a preparar-me para o café depois do almoço, quando me chamaram a atenção para o noticiário de Lisboa. Como deves calcular, Maria, senti uma forte comoção: embora nunca o tivesse visto pessoalmente, era um grande companheiro naquela frente de luta a que, no meu sítio, convencionei intitular de MULUKU. 
Também ele nos alertou contra a falsidade do deus de Constantino, dos Estados Pontifícios e do Vaticano, na linha sacerdotal do Antigo Testamento. E agora é maternal e paternalmente acolhido pelo Deus de Jesus de Nazaré, na linha profética concretizada na boa nova.
 
Recordei também o nosso almoço na mesa intitulada de Saramago, no Martinho da Arcada. 
E senti-me feliz por também eu ser ateu dos falsos deuses. Inte!bjs. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto:J'ai peur
Data:Quarta-feira, 19 de Maio de 2010, 16:48
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Foi na tarde de ontem, segunda-feira, 17 de Maio de 2010. Podes rir à vontade, Maria, mas olha que desta vez não foram gambuzinos: foi uma agressão que só não passou de psicológica a física porque me encostei ao balcão do terceiro andar do centro comercial MANOR, em Fribourg, e, depois das minhas habituais brincadeiras, disse, em surdina: --Este senhor segue-me não sei por quê: tenho medo. --Não é seu conhecido? --Nunca o vi, a não ser agora, desde aquele semáforo. 
Este cara de calções... e eu ainda não!? -- disse para os meus botões. Ninguém deve ter ouvido: eles não são como as paredes (questão de género?). Apesar de estarmos perto do verão, a temperatura tem ido dos 8 aos 15 graus centígrados positivos e quase todos os dias chovisca. Atravessando a rua (aqui ainda se vai respeitando as leis de trânsito), tinha, à direita, UBS, em frente e à esquerda, MANOR, pela qual opto: umas compras preventivas. O cara, tembém. No semáforo, sempre me junto a muita gente e muita gente se junta a mim. Manor, também atrai a muitos, mas esta coincidência já me admirou. Sigo para a secção de perfumaria, e o cara também. Aqui já fico de prevenção. O cara segue-me todos os movimentos com uma proximidade física quase à tangência. Preocupo-me, mas disfarço. Peço informações a uma empregada sobre determinado produto, não sei o nome exato, falo por mímica, para rir e fazer rir, e o cara continua, como que dando a entender que era meu conhecido e andava comigo.  
Mudo de andar: primeiro, segundo, hesito, olho, e subo ao terceiro. O cara, sempre silencioso, mesmo quando os olhares se cruzam, insiste. Encontro o empregado que, dias antes, me tinha servido e com o qual até me tinha rido por desconseguir recolocar uma almofada em boa forma, e ter sido uma colega a ajudá-lo. --Presta atenção; aprende com as mulheres!  
Bom ponto de partida para a minha segurança. Digo-lhe que as almofadas me proporcionaram um bom sono. Mas o cara não desiste. Eu não quero enfrentá-lo. Com o meu pouco francês e as reduzidas forças, paraceu-me imprudente iniciar uma discussão cujo termo é sempre uma incógnita.  
Alertado para o problema, o empregado pergunta ao meu "acompanhante" se desejava alguma cousa. Ele disfarça, pegando nuns prospetos de publicidade. Vou com o empregado à secção de malas, e aproveito para insistir nas minhas preocupações. O cara insiste e também nos segue, centímetro a centímetro, para não ir aos milímetros.  
Alertado, o chefe do andar (presumo eu) aparece-me, dirige-se ao meu potencial agressor (para não dizer atual, porque de fato já o era) e convida-o delicada e discretamente a sair. Pela primeira vez notei nele um certo e mal disfarçado nervosismo, deita no lixo os papeis em que tinha pegado, e, um ou dois metros antes da escada rolante pela qual ia descer, olha para mim e diz em bom francês: --Vem comigo. (É o vais, é claro!) 
Começa então uma conversa descontraída. E logo me aparece uma segurança da empresa: uniformizada, no feminino, na elegância, na gentileza, mais parecia uma psicóloga. Nem precisava de exibir sobre o peito uma placa: SECURITÉ. Inteira-se de tudo, sei que estou seguro, e ausenta-se, mas nunca me deixam só.  
Eu tinha perguntado se podia telefonar, mas era mais para mostrar que teria a quem recorrer. Logo acederam, mas diferi para o fecho do estabelecimento, caso precisasse. Perguntam-me se me quero sentar, mas agradeço e digo sempre que apenas quero segurança e essa está evidente. Mas não perco a ocasião de fazer humor: --E eu que escolhi a Suiça exatamente por nela me sentir sempre seguro, de dia e de noite, em casa ou na rua! Um, o primeiro, ainda me disse, timidamente: --As cousas mudam... Os outros e as outras perceberam logo que o meu desejo era manter a boa disposição e refazer-me do susto.  
Se queria beber água... Por todos os lados é costume encontrar filtros com água à temperatura normal (e, por vezes, até gelada, como vi no banco cantonal). Na minha boa disposição, nada forçada, logo me saíu: --Se fosse whisky... 
Logo de início me haviam perguntado se queria que chamassem a polícia. Não hesitei em afirmar que o problema era deles: eu só queria segurança, e mais nada. E brincava dizendo que para isso elegera a Suiça. Algum tempo depois, informaram-me: o cara tinha sido intercetado, não percebi se ainda dentro do centro comercial, se já na rua; a Polícia tomara conta do ocorrido e estava no local; eu seria acompanhado por duas pessoas (isto já me tinham prometido logo de início). 
Perguntaram-me se ia para casa a pé ou de autocarro. Respondi que, dadas as circunstâncias, preferia chamassem um taxi. Mas insisti sempre em não voltar a encontrar-me com o agressor, e em sair sem ele me voltar a ver. Garantiram-me que sairia por outra porta. Perguntaram-me também se estava apressado. --Tenho todo o tempo: só quero segurança e estar acompanhado. 
Então aguardaram o fecho, às 19.00. O pessoal vai saindo, a luzes vão se apagando, a Polícia aguarda-me no piso 0. 
Surge-me pela frente uma mulher com todos os dotes da segurança que me aparecera no quarto andar, mas irradiando uma beleza... aquela beleza que nos enche de energia. Pareceu-me ser quem comandava a operação policial. Quis ouvir-me, disse-me que o cara estava lá fora, na rua, sob vigilância, garantiu-me que ele não me veria nem eu a ele (poupando-me àqueles acareamentos que eu temia), que eu seria acompanhado por duas pessoas, saindo discretamente pelos fundos. Mas perguntou-me se eu trazia comigo o bilhete de identidade. 
Nem calculas, Maria, a vaidade que senti em sacar de imediato o passaporte da República de Moçambique, e logo com um visto de 3 anos da Embaixada da Confederação! (Portugal só me concedera 2 anos.)  
Enquanto ela (à luz de uma boa lanterna de mão) tirava notas e procurava a minha idade, eu continuava a falar com os outros acompanhantes e não pude deixar de fazer humor (até para não ser apanhado em falso) sobre o ano em que nasci: 1925, mas... minha mãe e meu pai abraçaram-se em 1924. E fiz um gesto delicado com as duas mãos. 
Dentro de momentos, lá saía eu pelos fundos. Na rua, aproxima-se um carro, mas o alto funcionário que me aparecera no quarto andar disse que se tratava da sua mulher, que o vinha buscar. Mais uns momentos, mas sem nunca me deixarem só, encosta um carro conduzido pela polícia que me atendera.  
Por segurança, faz questão em me sentar no banco de traz, com aqueles vidros escuros que só deixam ver para fora, e um polícia, também jovem e simpático, prontifica-se a ajudar-me e apertar o cinto. E senta-se à frente. Entretanto vou dizendo que, de fato, me haviam prometido duas pessoas, mas eu já fazia confiança numa só. (Se te parece...) 
Peço à *motorista* que me leve para casa e não para o hospital (sei como a polícia está habituada a altas velocidades). Mas ela conduzia maravilhosamente.  
Pelo caminho o outro polícia vai falando comigo muito amigavelmente e eu vou contando as minhas aventuras e opções de vida. 
Quando vejo que não sou conduzido pela via mais curta, alerto de novo a querida "motorista". Mas ela de novo me tranquiliza, e, dentro de pouco tempo, o carro pára mesmo à porta de casa.  
Não cheguei a perceber se foi para me passear e ainda ouvir mais de mim, se foi para despistar qualquer observação de terceiros que pretendessem saber a minha morada. Nunca me esqueci de que polícia é sempre polícia, mesmo que, à competência, alie uma grande humanidade. 
Descem os dois para se despedirem de mim. Mais uma vez me perguntam se o cara não me terá tirado nada dos bolsos.! --Tenho doze! -- esclareci.  
Agradeço-lhes e repito que estou pronto a pagar à corporação as despesas que ocasionei. Mas já antes me haviam dito com um sorriso: --Pagar? à Polícia? (Desta vez... seria de córar, de vergonha, da polícia de certo país africano.) 
Em vez de entrar logo em casa, dou a volta ao carro, aproximo-me um pouco da porta do lugar do volante para um último agradecimento e adeus. Ela abre o vidro, e eu posso, ao vivo, testemunhar-lhe todo o meu encanto pela polícia que conheci, pela mulher que estava ali, e sobretudo pela pessoa humana que descobri nela. Tudo só em três palavras a intermediarem um ENCHANTÉ e um MERCI.  
Mas nem calculas, Maria, como toda esta operação decorreu discretamente: o aparato policial que envolveu só seria perceptível a quem estivesse por dentro da ocorrência. (Recordei as zaragatas que presenciei no Porto e até em Lisboa.) 
Tem razão a Jesús, quando, em Réus, se despede de mim: --Lá vais tu iniciar uma nova aventura! 
Inte! bjs. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Enviada: sexta-feira, 12 de Março de 2010 12:55
Assunto: Túmulo vazio
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A todas e todos que se solidarizaram comigo, reconhecendo-me o direito de dispor daqueles sete palmos de terra em Lhanguene, quero manifestar a minha alegria. 
Jesus de Nazaré disse que o Pai trabalha sempre. Eu desde há muito repudio o trabalho forçado, ou desagradável que seja. Por isso também repudio os epitáfios DESCANSO ETERNO! E que descanso, imaginai: num cemitério! Ou PAZ de um cemitério! Ou ÚLTIMA MORADA... num cemitério! Não foram essas moradas que Jesus de Nazaré disse o Pai ter preparado para nós. Qualquer cristão ou ateu entende bem esta linguagem. 
É claro que não é para ser chamariz de pessoas e/ou flores que pedi ao arquiteto Cochofel para colocar na minha campa de Lhanguene aquelas pedras. A Maria Ester nunca foi de reuniões de conveniência social, muito menos se pintadas de religiosidade. O túmulo vazio é para a procurarem em outros sítios: não no cemitério. Serve também de mensagerm pascal, mensagem de alegria. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Almas do outro mundo ou
Data: Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010, 11:53
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Almas do outro mundo ou... a boa notícia de Jesus de Nazaré, que Madalena não teve medo (como os homens) de proclamar? 
Também eu ainda hoje andaria enredado no culto dos mortos, se, a tempo, não me tivesse deixado gerar, de novo, pela Maria Ester, para a cultura dos vivos, reencontrando, assim, o Deus da alegria, e deixando para sempre, espero, o deus e/ou os deuses da morte, o seu culto e a sua (anti)cultura. 
Também a ela, entre muitas outras cousas, sempre na linha da beleza e a alegria da vida, devo ter saltado do patamar da naturopatia para o seu ramo homeopático, sem dúvida o que, cientificamente, mais está a atualizar-se, com respostas atempadas às doenças que vão aparecendo, graças ao concubinato entre a alopatia e os poderes do estado, da banca e do templo. 
Foi para testemunhar esta minha opção pela vida (que, em grande parte, devo, como disse, à Maria Ester) que pedi ao arquiteto Cochofel, assistente do célebre Forjaz, para cercar a minha campa em Lhanguene de doze pedras com o nome de cada um dos doze filhos, e colocando, na cabeceira, uma pedra maior com o seguinte texto: 


 
28-11-1921 
Maria Ester
 
NÃO ESTÁS AQUI !

E POR QUE CONTINUAREMOS
A PROCURAR NOS CEMITÉRIOS
QUEM VIVE -- E AGORA EM PLENITUDE?

 
Júlio
 
28-9-2003
 



 
Nas minhas andanças por vales e montanhas, planícies e planaltos, rios e mares, nem sempre tenho acesso aos espaços cibernéticos. 
A todas e todos que se lembraram do meu aniversário, um comovido agradecimento. Aumentaram muito a minha alegria. 
Vou dar conhecimento deste texto a quem me parece poder interessar. Abraços. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Enc: [NSI-PT 354] OS PADRES E OS BISPOS NÃO SÃO A IGREJA, SIX ENSEIGNEMENTS A TIRER DE LA CRISE INTEGRISTE & Audição Pública
Para:"Voz Cidadão" - "provedor.telespectador@rtp.pt"
Data: Segunda-feira, 9 de Março de 2009, 9:11
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...e, no entanto, Sr. Provedor, a RTP (e, infelizmente, não só) está frequentemente a humilhar-nos em público, a nós, católicos, 
atribuindo à Igreja todas as enormidades de certos eclesiásticos que se armam em doutores infalíveis. Que os jornalistas confundam certos termos como benzer e abençoar (aquele refere-se a cousas, este, a pessoas), ainda passa, que digam que o cardeal de Lisboa é o chefe da Igreja em Portugal, já é bastante grave, mas que confundam Hierarquia católica com Igreja católica, ultrapassa todos os limites. Só peço à RTP verdade e justiça, e respeito por nós, católicos,
Os meus cumprimentos. Júlio
 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Informação errada
Para: "Voz Cidadão" - "provedor.telespetador@rtp.pt"
Data: Sábado, 20 de Dezembro de 2008, 11:52
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Na página que inclui a programação da RTP1 de terça-feira, 16 de Dezembro de 2008,Na página que inclui a programação da RTP1 de terça-feira, 16 de Dezembro de 2008 
O PRIMEIRO DE JANEIRO informava: 
14.21 - Amor e Intrigas 
15.13 - Portugal no Coração 
18.00 - Portugal em directo 
O DESTAK informava: 
14.15 - Natal nos Hospitais 
O METRO informava: 
14.21 - Amor e Intrigas 
15.23 - Portugal no Coração 
O JORNAL DE NOTÍCIAS: 
14.15 - Natal nos Hospitais 
20.00 - Telejornal 
Estas divergências são frequentes tanto em jornais como em revistas da especialidade (TV) e tanto em Portugal como no estrangeiro, onde chega a RTP. Na Suiça, por exemplo, até cheguei a colecionar recortes para mostrar a quem de direito, mas as pessoas pareceram-me pouco interessadas na VERDADE INFORMATIVA / PUBLICITÁRIA, seja ela ética, lógica ou ôntica. Quando tive conhecimento do "provedor.telespectador" fiquei com esperança de que desapareceria esta falta de respeito para com o público. 
É claro que isto pode não ter qualquer importância para quem só abre o televisor para queimar tempo. Mas tem muita importância para quem o utiliza criteriosamente e até grava em video os programas selecionados a que não pode assistir. 
Penso que existirão mecanismos para evitar esta falta de verdade e responsabilizar os negligentes. 
Ainda há poucas semanas ia perdendo a ocasião de voltar a apreciar os filmes de António Silva, exatamente por não constarem dos periódicos que me vieram à mão. 
Grato pelas providências que forem tomadas. Os meus cumprimentos. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto:Falar ao mesmo tempo
Para:"Voz Cidadão" - "provedor.telespetador@rtp.pt"
Data:Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008, 19:00
4
Uma das cousas que mais me indigna é, nas mesas redondas, assistir a duas ou mais pessoas falarem ao mesmo tempo, impedindo a boa compreensão do pensamento e dos sentimentos de cada um, e num desrespeito pelos espetadores e pelos próprios protagonistas.  
Participei, na África bantófona, a colóquios entre dezenas de pessoas (às vezes, mais de cem) e, mesmo sem moderador, só falava um de cada vez. Quando um ou uma terminava, havia uns momentos de silêncio, e só depois uma outra ou um outro inciava a sua intervenção. É uma questão de cultura, mas também de educação.
Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto Preço Justo (2)
Data: Domingo, 16 de Novembro de 2008, 18:31
3
--Preço Justo? -- pergunto a uma monitora que se dirigia, a meu lado, à máquina do café. --Exatamente! E logo falámos da maneira como o Norte paga as matérias primas do Sul, como são injustiçadas as camponesas produtoras de Moçambique. E da esperança depositada nestas novas gerações... e olhámos para o comedor cheio de jovens e adolescentes de ambos os sexos, aqui reunidos para estudar e planear o preço justo, o comércio justo... num segundo Encontro Nacional. 
Fiquei contente comigo mesmo por não ter feito a menor alusão ao sucedido ainda há poucas horas. Depois de uma longa conversa com o simpático gerente, insisti para que ele fosse dormir (ainda havia vozes no meu andar), que eu ainda passeraria pelo r/c a ler. Mas foi por pouco tempo. Regressei pela escada de serviço, preparei um bom lanche (um primeiro pequeno almoço: já passava das quatro horas), tomei um chá verde, e ainda dormi umas duas horas. Às oito da madrugada, caso raro, estava no comedor, para um segundo pequeno almoço. E, depois daquela breve conversa com uma das monitoras, saí para o trabalho, bem disposto, sem vestígios de cansaço. 
À tardinha, à saída, tinha mensagens: o gerente abordou-me: rejubilámos por nem ter sido preciso cercar o hotel de polícias (como já acontecera uma vez, não por causa de roubo, mas de saias) nem de ambulâncias (saltar do teu para o meu quarto, não oferece o menor perigo, mas do meu para os do outro lado... já é bastante diferente!). E elogiámos o entusiasmo de toda aquela malta pela beleza da paisagem e pela sinceridade em tudo explicarem. 
Logo a seguir uma outra monitora. Elogiei o sentido estético daquelas e daqueles adolescentes. Ela deixa-me, contente, para tomar o autocarro de regresso a Lisboa, penso eu. 
E logo a seguir sou rodeado pelas ditas e pelos ditos. Foi maravilhoso conhecê-las/conhecê-los. Todas entusiasmadas / todos entusiasmados pela paisagem. O clarão foi para ser possível fotografar a ponte. Uma delas explica-me que foi ela a espreitar para dentro com as mãos em pala lateral para ver melhor. Ficaram de me enviar e-mails. Foi maravilhoso, Maria. bjs. Júlio 
E.T. - No dia seguinte, ainda encontrei um grupo de monitoras e monitores a tomar o pequeno almoço. Uma delas até foi terna comigo. À saída, abordei-os, agradeci o trabalho que estão a realizar pelo PREÇO JUSTO e aludi ao sentido estético daquelas e daqueles adolescentes e jovens: pessoas que amam o belo têm de ser boas pessoas. 
Nunca falei disto a ninguém. Só com a co-gerente. É um episódio da minha vida lindo de mais para ser banalizado. Mas como podia deixar de o narrar também àquelas duas que não sabem que mais fazer para que eu me sinta confortável na minha tenda!? E elas riram a bom rir com as cenas da minha fuga: quase se engasgavam, quase choravam de tanto rir. É bom, Maria, ter companheiras destas no meu corredor. 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Preço Justo (1)
Data: Domingo, 16 de Novembro de 2008, 17:19
2
Maria: 
No dia de S.Martinho, (imagina lá!) no Garçon, deram castanhas, mas não tinham jeropiga. Como pode acontecer isto no norte de Portugal! Lá se vão as tradições, esmagadas pela dita e galopante globalização. 
E como um mal nunca vem sozinho, imagina a aventura que fui forçado a enfrentar (esta não procurei, acredita!) na noite de 11 para 12! Não sei se a pensar na jeropiga (que não passa de melhor que nada -- diga-se de passagem) ou porque no dia seguinte tinha encontros importantes e queria ir bem dormido e refeito (do desgosto da referida bebida), logo às 22 horas apaguei o televisor, apaguei as luzes e toca a dormir, tranquilo e seguro (?). 
Três horas depois, acordo para dar aquela volta na cama na habitual passagem de um ciclo do sono para outro. Como sabes, nunca uso as cortinas, a não ser na emergência de um sol que, de agradável, às vezes passa a incomodativo. Semi-olho para a varanda e surgem-me silhuetas a circular. Estarei no Pierre's a ouvir e ver os simpáticos primos macacos? Não: estou na margem direita do Rio Douro. Só podem ser assaltantes. 
Fico muito quieto, debaixo dos cobretores, a observar: circulam com grande à vontade da janela do quarto x ou mesmo do y para o teu quarto. A minha varanda é a ponte. O portão de saída, é mesmo ali. São eles e elas e em razoável número. Parecem jovens. Devem estar a esvaziar os quartos de cobretores, lençóis, toalhas... e não devem vir ao meu, que está ocupado. Sou só ponte de passagem.. Que fazer? Como ficarei mais seguro? Fingindo dormir ou levantando-me? 
De repente, vejo uma silhueta de mulher dirigir-se à porta da varanda, encostar a cabeça ao vidro, colocar as mãos ao lado dos olhos para ver melhor. Não há dúvida: chegou a hora do meu recheio. Sem acender a luz nem provocar qualquer ruído, visto-me o mais rasteiro ao chão possível. Entretanto todo o céu se ilumina com um grande clarão. Gang bem equipado -- penso eu. Pego na lanterna e num livro para se tiver de ficar muito tempo num refúgio. Abro cautelosamente a porta que dá para o corredor. As luzes estão escancaradamente acesas, ouço falar, mas não vejo ninguém, porque, como sabes, o corredor faz uma pequena curva no final. O murmúrio não é incompatível com a hipótese de assalto. Estes quartos ficam muito longe da receção, onde permanece durante toda a noite um único segurança, que até pode ter sido neuralizado. Saio, fecho a minha porta e dirijo-me para a porta em frente (felizmente mesmo em frente) que dá para uma escada e elevadoires de serviço e de emergência. (Ainda há dias estiveram a ser assistidos e aperfeiçoados os alarmes que iam dando cabo dos meus tímpanos!) Optei pelo elevador, mas não funcionou, subi para a garagem (situada, como sabes, no andar logo a seguir ao nosso). Agora havia que optar: usar o intercomunicador para a receção, abrir a porta dos carros e sair para a rua, ou subir para a receção no andar 0? Entrei no elevador e saí mesmo em frente da porta de saída. O segurança não estava, mas apareceu em breve, nada preocupado. Era o Carlos, um dos seguranças da noite, de poucas falas, que, comigo, porém, até era razoavelmente simpático, quando chegava das minhas noitadas, às vezes quase de madrugada (nunca depois das quatro. como nós, por vezes, em Lisboa). 
Perguntei-lhe (para espanto dele!) se não se apercebera de nada. Disse-lhe que tinham invadido a minha varanda, espreitado para dentro... Que tinha de agir, talvez chamar a polícia. Respondeu-me que o meu andar estava cheio de hóspedes, que tinham chegado tarde, e que eram miúdos de Lisboa. --Mas que confiança posso ter? sei lá bem quem são... e as pegadas podem ser identificadas pela Judiciária. Como posso admitir que invadam a minha varanda, saltando, de mais a mais, de quarto para quarto e, ainda por cima, a uma hora daquelas! Já passava da uma e meia! Devo ter estado a observá-los/observá-las uma boa meia hora, antes de decidir a aventura da fuga para alertar o segurança. Parecia-me até um dever de lealdade e também de prudência. A contra-gosto, lá foi o Carlos (o segurança, não o gerente, que tu conheces) ao meu andar, apesar de eu lhe ter pedido que, primeiro, fosse por fora, pelo parque exterior dos carros, junto ao comedor do andar -4, para, com os próprios olhos, assistir ao que eu tinha visto. 
Não, não foi por conta própria, como guarda da noite que é: foi dizer que o hóspede tal se estava a queixar dos hóspedes recém-chegados. Estes até podiam negar tudo, e eu passaria por visionário, e nunca me livraria dessa suspeita. Para maior desplante, põe-se a chamar-me do fundo do corredor para eu descer, porque queriam falar comigo. Aproximei-me dele, por delicadeza, e disse-lhe que não desceria, que ia ficar no andar 0 a ler, e que, se alguém me quisesse abordar, era só dirigir-se a mim. 
Eu já tinha, porém, tomado a providência de acordar o gerente. E ele logo compareceu no local do "crime" e, depois, na recepção, onde eu estava. 
Vou almoçar e, depois, continuo. 
bjs. Júlio 
  
De: Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro
Assunto: Vegetarianismo
Para: "Voz Cidadão" - "provedor.telespetador@rtp.pt"
Data: Segunda-feira, 12 de Maio de 2008, 21:19
1
Oi, Paulo! 
O vegetarianismo (isto é, regime ovo-láteo-vegetalino) é a minha opção preferencial. E estou convencido de que é o melhor para a saúde, se soubermos, evidentemente, escolher e medir o que comemos. 
Diversas circunstâncias durante estes 85 anos levaram-me a nem sempre ser fiel, a pretexto de pragmatismo, ser flexivel, saber conviver, experimentar certos sabores, etc. etc. O que nunca fiz foi retorcer a verdade para justificar as minhas incoerências. Sou convicto, mas fraco. Inte! Abraços. Júlio 



    
 

 
    


Livros que já li



Em construção
 



    
 

 
    


Peças de teatro de que gostei



  
Chico Buarque(?) BUARQUE, Chico 
  
Ópera do Malandro(?)de Chico Buarque(?)1
  
Nos Anos 40 malandro elegante e popular figura do boêmio bairro carioca da Lapa explora cantora de cabaré e vive de pequenos trambiques. Até que surge Ludmila, a filha do dono do cabaré, que pretende tirar proveito da guerra fazendo contrabando.

Ópera do Malandro(?)de Chico Buarque(?)

 
"A superprodução assinada por Charles Möeller (direcção, cenários e figurinos) e Cláudio Botelho faz uma pausa nos palcos brasileiros e traz o Barão da Ralé para os palcos portugueses, 25 anos depois de sua estreia, e depois de um sucesso estrondoso e casas lotadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com mais de 300 mil bilhetes vendidos."
Coliseu do Porto
"Irresistivelmente charmoso e sedutor, o contrabandista Max Overseas, personagem-título do musical A Ópera do Malandro, está na praça outra vez e vai percorrer caminhando na ponta dos pés - as ruas da Lapa carioca dos anos 40."
 
"O musical de Chico Buarque, inspirado na Ópera do Mendigo de John Gay e na Ópera dos Três Vinténs de Brecht/Weill, sobe aos palco do CCB e do Coliseu do Porto. Esta montagem grandiosa faz jus às mais belas canções da música brasileira, compostas para esta peça. Trata-se da, mais que merecida, homenagem a esta obra-prima, proporcionando aos espectadores uma encenação de primeiríssima linha e grande impacto artístico e técnico."
 
"Desde sua estreia no Rio de Janeiro, em agosto de 2003, o espectáculo lotou inteiramente o Teatro Carlos Gomes (tradicional reduto das revistas na antiga capital federal brasileira). Rapidamente a Ópera do Malandro se configurou como um dos mais impactantes fenómenos de público e crítica já vistos na cidade do Rio. Capturou a unanimidade da emoção de quem assistiu, impressionou pela lotação sempre antecipada da casa, foi abençoada pelo carinho do próprio autor - Chico foi aos ensaios e ao espectáculo, mandando flores a todos."
 
"Com direcção, cenários e figurinos de Charles Möeller e direcção musical de Cláudio Botelho, a Ópera do Malandro volta ao palco com vinte actores em cena, um elenco de raro talento que canta, dança e representa como poucos no país. Os intérpretes dos consagrados Lucinha Lins e Mauro Mendonça a revelações como Alexandre Schumacher e Alessandra Maestrini estão acompanhados ao vivo por uma orquestra de 12 músicos."
 
"A cenografia de Charles Möeller reconstrói o espaço cénico. São três palcos giratórios, montados num cenário de três andares. Os figurinos, cerca de 75, também assinados pelo director, foram confeccionados com estampas especialmente desenhadas. O cuidado técnico detalhadíssimo prevê microfones de cabeça e três mesas de som, sendo uma delas digital de última geração."
 
""Sim, somos buarquemaníacos" dizem Charles e Cláudio. "O que vocês vão ver nos palcos portugueses é a nossa paixão pela obra deste compositor/autor. Não há uma única palavra que não tenha sido escrita por ele. Adaptou-se um pouco, mas a estrutura das cenas, nunca os diálogos; cortou-se apenas o necessário para que o espectáculo durasse o tempo justo do prazer"."
 
" Entre deusas e bofetões, entre parangolés e patrões: enredo e elenco"
 
"O cenário é a Lapa carioca das prostitutas e da pancadaria; o período, a década de 40, com a Guerra assolando o mundo e mandando seus ecos para o Brasil. A Ópera do Malandro põe em cena a rivalidade entre o contrabandista Max Overseas (Alexandre Schumacher) e Fernandes de Duran (Mauro Mendonça), o dono dos prostíbulos da Lapa. Bem no meio da briga está Terezinha (Soraya Ravenle), a filha única de Duran e de Vitória (Lucinha Lins) que se casa com Max sob as bênçãos do Inspetor Chaves, o Tigrão (Cláudio Tovar), que "trabalha" para ambos os contraventores. O casamento é o golpe final na família Duran: o desgosto dos pais de Terezinha e, naturalmente, a ameaça aos negócios - é o gatilho da trama em que todos tentam tirar vantagem de todos. A peça criou ainda outros personagens inesquecíveis como Geni (vivido por Thelmo Fernandes e Sandro Christopher) e Lucia (Alessandra Maestrini), a filha de Tigrão e rival de Terezinha."
 
"Um samba em homenagem à nata da malandragem - As canções da peça"
 
"Costurada pelas obras-primas de Chico Buarque, a Ópera do Malandro é "uma história viva e pulsante, um musical sobre o poder", definem Charles Möeller e Cláudio Botelho. "Incluímos algumas das músicas feitas para a versão do cinema, assim como as canções cortadas da versão original", dizem os directores. E os olhos e ouvidos do público ganham a ciranda feita dos clássicos Palavra de Mulher, O Meu Amor, Uma Canção Desnaturada (Curuminha), Homenagem ao Malandro, Folhetim, Viver do Amor, Geni e o Zepelim, As Muchachas de Copacabana e Pedaço de Mim, entre outras num total de 20 canções."
 
"Os antecedentes:"
 
"A ópera do Mendigo de John Gay em 1728, ...Três vinténs de Brecht/Weill em 1928 e a Ópera do Malandro em 1978"
 
"Baseada em The Beggar’s Opera, de John Gay - a Ópera dos Três Vinténs de Bertolt Brecht (1898-1956) e de Kurt Weill (1900-1950) -, estreou em Berlim em 1928, contando a derrocada do elegante anti-herói Machead/Mac The Knife, cercado de mendigos, prostitutas, ladrões e vigaristas. Brecht adaptou a peça de Gay, que havia estreado duzentos anos antes na Inglaterra, reforçando o entrelaçamento do gênero refinado com os temas e as situações do submundo."
 
  
Filipe La Féria FÉRIA, Filipe La  
  
Música no Coração2
  
Globo de Ouro. O espectáculo do ano. Música No Coração decorre em 1938, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, em Salzburgo na Áustria.

Música no Coração

 
"Acto I"
Filipe La Féria
"Maria Rainer, uma noviça transbordando de vida e rebeldia, da Abadia de Nonnberg, é enviada, pela Madre Superiora, para a casa do Capitão Georg von Trapp, como preceptora dos seus sete filhos. O Capitão von Trapp, que tinha servido na marinha austríaca, viúvo desde há alguns anos, educa os seus filhos com disciplina militar. Maria é a décima quarta preceptora em casa dos von Trapp, mas, ao contrário das suas antecessoras, está determinada a ficar. À sua maneira e através da música, Maria conquista rapidamente os corações de Friedrich, Louisa, Kurt, Brigita, Marta e Gretl. Até Liesl, a filha mais velha, tem de admitir que gosta de Maria, quando numa noite, depois de um encontro secreto com o seu grande amor Rolf, se apercebe da cumplicidade da sua nova preceptora."
 
"Após uma viagem a Viena, o Capitão von Trapp regressa a Salzburgo acompanhado da sua noiva, a Baronesa Elsa Schräder, e do grande amigo Max Detweiler. Para seu grande espanto, que mais tarde se revela uma agradável surpresa, Maria, juntamente com os seus filhos, prepara uma canção de boas vindas para Elsa. Max Detweiler, um empresário que procura arduamente um coro para o festival de Salzburgo, fica positivamente surpreendido quando ouve as crianças a cantar."
 
" Também o Capitão von Trapp se comove quando se apercebe do quanto Maria significa para os seus filhos. A jovem preceptora traz a vida e a música de volta à sua casa e a pouco e pouco, a paixão surge entre os dois. Quando Maria, numa festa em casa dos Von Trapp, é informada pela própria Elsa Schräder que o Capitão está apaixonado por ela, Maria foge para o convento, onde confessa o seu segredo à Madre Superiora que, cheia de sabedoria, lhe explica que não pode nem deve fugir dos seus sentimentos. Maria decide voltar para a casa dos Von Trapp."
 
"Acto II"
 
"Depois da inesperada partida da Maria, o Capitão anuncia o seu noivado com Elsa. Mas quando Maria, para surpresa de todos, regressa, o Capitão deixa de conseguir controlar os seus sentimentos e termina o seu noivado com a Baronesa. Para grande alegria dos seus filhos, o Capitão Von Trapp pede Maria em casamento. A lua-de-mel do recente casal é, porém, perturbada pela anexação da Áustria ao III Reich. Rolf, o namorado de Liesl, adere ao nacional socialismo. Quando o patriótico Capitão von Trapp é chamado para se alistar na marinha alemã, decide fugir do seu país com a família. Após uma actuação no Festival de Salzburgo, a família Von Trapp consegue, com a ajuda de Max Detweiler, iludir os Alemães e, com a cumplicidade da Madre Superiora e das freiras da Abadia de Nonnberg, fugir aos Nazis através das suas tão amadas montanhas austríacas."
 
  
Franz Lehár LEHÁR, Franz 
  
Viúva Alegre3
  
A Viúva Alegre é uma ópera de Franz Lehár, estreada em Viena em Dezembro de 1907. O enredo de "A Viúva Alegre" desenvolve-se em Paris, onde o embaixador de um país europeu imaginário empenha-se em fazer com que a rica viúva Ana Glawary se case com um compatriota, para que sua fortuna permaneça na pátria.

Viúva Alegre

 
"Naquela época, as relações sociais eram movidas pela intensa valorização da libido e, também, pelo interesse financeiro. O prazer e o dinheiro eram coisas fundamentais."
 
"Tudo isto é mostrado através de três situações básicas: o assédio de todos os homens à viúva, que é bela e, principalmente, rica; a paixão entre a viúva e Danilo, o namorado com quem não se casou porque, na época, ela era uma plebéia pobre; e o triângulo amoroso vivido por Valentina, seu marido Barão Zeta e o conquistador Camilo."
 
  
  
Wolfgang Amadeus Mozart MOZART, Wolfgang Amadeus 
  
La clemenza di Tito4
  
La Clemenza di Tito (em português "A clemência de Tito") é uma ópera composta por Wolfgang Amadeus Mozart. É a sua última ópera, sendo começada logo depois da ópera A Flauta Mágica. A ópera foi terminada em apenas 18 dias - com os recitativos simples que foram fornecidos por outros, provavelmente pelo discípulo de Mozart Süssmayr. A ópera foi encomendada para a coroação do imperador da Boêmia Leopoldo II irmão de José II.

La clemenza di Tito

 
"Acto I"
 
"Vitélia, filha do Imperador deposto Vitellius, quer assassinar o atual Imperador romano, Tito, já que ele não a corresponde a seu amor, escolhendo em lugar dela, a princesa Berenice para ser sua esposa. Vitélia quer usar o seu admirador Sesto como assassino de Tito. Mas quando ela pede a Sesto que mate Tito, ele hesita, relutante em cometer tão grave crime. Vitélia ameaça substituir Sesto por um pretendente mais digno se ele se negar a ajudá-la."
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"Annio, amigo de Sesto, vem buscá-lo para uma audiência com o Imperador. Ele revela que, afinal de contas, Tito decidiu que não se casará com Berenice. Escutando a novidade, Vitélia compreende que ela ainda tem chances de tornar-se a imperatriz e pede a Sesto que esqueça a história do assassinato."
 
"Ânnio, que deseja casar com Servília, irmã de Sesto, pede a seu amigo que solicite permissão do imperador para o matrimônio. Sesto diz que ele terá prazer em fazê-lo."
 
"Numa praça em frente ao templo de Júpiter em Roma, a multidão saúda Tito e oferece vários presentes. Tito declara que ele irá utilizar os presentes para ajudar os sobreviventes de uma recente erupção do Vesúvio em Pompéia. A multidão sai de cena."
 
"Sozinho em cena, juntamente com Sesto e Ânnio, Tito expressa o seu desejo de se casar com a irmã de Sesto, Servília. Ânnio fica desanimado, mas é o primeiro a dizer a Tito que ele bendiz a união. Tito declara que, algum dia, Sesto poderá ter seu lugar no trono. Os dois saem, deixando Ânnio sozinho em cena. Servília entra e Ânnio conta-lhe a novidade. Eles conversam sobre os sentimentos que compartem um pelo outro e Servília assegura a Ânnio que ele sempre será seu verdadeiro amor."
 
"Públio, comandante da Guarda Pretoriana, apresenta a Tito uma lista de todos aqueles que se expressaram contra imperadores do passado. Tito censura a investigação, dizendo que se há verdade na crítica alheia, então ele está grato, e se os comentários são imprudentes, ele tem pena dos que o fizeram."
 
"Servília interrompe a discussão para implorar uma audiência com Tito. Ela confessa seus sentimentos por Ânnio. Tito, inspirado por sua bravura, diz-lhe que ela é livre para casar-se com Ânnio. Enquanto sai, ele encoraja Servília a deixar que sua honestidade se torne inspiração para outras pessoas. Vitélia chega e Servília lhe conta que talvez ela seja a próxima escolhida de Tito. Vitélia porém fica enfurecida de ciúmes, colocada em segundo plano por Tito duas vezes em favor de outras mulheres. Ela roga a Sesto que prossiga com o assassinato de Tito, reprimindo-o e chamando-o de covarde por já não tê-lo feito (mesmo apesar de seu pedido anterior de que ele não o assassinasse). Relutante, Sesto parte para assassinar Tito, amaldiçoando os deuses por ter dado tal poder à beleza. Pouco depois que Sesto sai, Públio e Ânnio chegam e informam Vitélia que Tito a escolheu para ser sua imperatriz. Caindo na real, ela chama por Sesto na esperança de pará-lo, mas ele já está fora do alcance da voz. Em frente ao templo de Júpiter em Roma, Sesto que colocou fogo no prédio, fica carregado com tremenda culpa. Vendo Ânnio, Servília, Públio e Vitélia aproximando-se, Sesto rapidamente adentra o Capitólio com sua espada pretendendo matar Tito pessoalmente. Quando ele reaparece, ele anuncia que um homem horrível assassinou Tito. Ele está prestes a confessar que ele é este homem, mas Vitélia o silencia."
 
"Acto II"
 
"No palácio, Ânnio conta a Sesto que o imperador sobreviveu o atentado. Sesto confessa a Ânnio seu papel no crime, dizendo que ele planeja fugir do país e nunca mais retornar. Ânnio encoraja Sesto a dizer a verdade, sugerindo que todos os seus anteriores atos de lealdade somados a seu óbvio arrependimento podem ainda valer a piedade de Tito. Ânnio sai."
 
"Vitélia, que teme que Sesto venha a revelar seu papel no plano de assassinato, aconselha-o que fuja. Públio entra e exige a espada de Sesto. Ele revela que o homem que Sesto esfaqueou era Lentulo, um cúmplice na conspiração. Sesto deve ser levado ao Senado para um interrogatório. Num grande salão para audiências públicas, a multidão dá graças pela salvação de Tito. Hoje é o dia dos jogos no Coliseu e Públio aconselha Tito a estar presente. Tito diz que ele se sentiria mais feliz em saber o destino de Sesto primeiro. Públio entrega ao imperador uma folha de papel contendo a confissão de Sesto e a pena de morte outorgada pelo Senado. Tudo o que o documento precisa é da assinatura de Tito para que a sentença seja carregada. Ignorando os pedidos de Ânnio por clemência, Tito encoleriza-se pela traição de Sesto. Ele fica à beira de assinar o documento sentenciador, mas dá-se conta de que necessita escutar de Sesto pessoalmente antes de mandá-lo à sua morte. Sesto entra e Tito dispensa Públio e seus guardas para que ele possa conversar a sós com seu velho amigo. Desprendendo-se de qualquer formalidade, ele pergunta a Sesto quais foram seus motivos. Escondendo o envolvimento de Vitélia na conspiração, Sesto declara que uma fraqueza em seu caráter o levou a tentar o assassinato. Tito pede mais informações, porém Sesto firmemente nega-se a revelar seus motivos. Ofendido, Tito exige que o levem embora. A sós, enquanto pondera sobre o destino de Sesto, Tito compreende que ele ainda sente piedade e o respeita apesar de tudo o que fez. Ele luta com sua consciência, sem saber se assina ou não a ordem condenando seu velho amigo à morte. Finalmente Tito assina o papel, mas logo compreende que não é de sua natureza condenar um amigo tendo o poder para perdoá-lo. Ele quer que a história lembre-se dele como um líder misericordioso ao invés de cruel. Tito rasga o documento, dizendo aos deuses que se um coração cruel é requisito para governar um império, ele é incapaz de governar. Ele pede a Públio que entre e diz-lhe que o destino de Sesto será decidido na arena. Depois que Tito sai, Vitélia encontra Públio e diz que deseja ver o imperador. Servília e Ânnio entram e pedem a ela que poupe Sesto, assinalando que ao tornar-se a imperatriz de Tito no por-de-sol, ela terá o poder para fazê-lo. Vitélia, surpreendida pelo fato do imperador ainda querer casá-la, entende que Sesto está sacrificando sua vida por ela. Servília implora outra vez para que ela salve Sesto, mas Vitélia pede para ser deixada a sós. Censurando Vitélia por sua inércia, Servília sai, levando Ânnio consigo. Sozinha, Vitélia decide que se viesse a tornar-se imperatriz de Tito, ela nunca poderia viver com o conhecimento de que Sesto morreu por sua causa. Ele sempre viveria com medo de que algum dia seu envolvimento na conspiração pudesse ser revelado. Ele se apressa à arena para confessar seu crime para Tito. Os conspiradores são levados à arena, onde eles serão atirados a feras selvagens. Tito pede para ver Sesto uma última vez. É então que aparece Vitélia e confessa que ela foi a autora do plano de assassinato. Traído uma vez mais, desta vez por sua futura esposa, Tito decide ser forte, crendo que sua misericórdia sobreviverá mais que a traição alheia. Ele perdoa todos os três conspiradores, dizendo que sob seus olhos o arrependimento verdadeiro vale muito mais do que a fidelidade constante. A ópera termina enquanto os súditos de Tito o glorificam."
 
  
Las Bodas de Fígaro5
  
A personagem de Fígaro foi criada pelo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, professor de música dos filhos do Rei Luís XV. Caron escreveu, nos finais do século XVIII, três comédias para teatro: O Barbeiro de Sevilha (1775), As Bodas de Fígaro (1784) e A Mãe Culpada (1792), partilhando aquelas duas primeiras obras mencionadas a personagem de Fígaro. Beaumarchais tinha uma sólida posição económica que lhe permitia efetuar muitas viagens, nomeadamente a Espanha, em 1764. A obra, O Barbeiro de Sevilha, foi transformada em ópera por Giovanni Paisielo, em 1782, cuja estreia foi em São Petersburgo. Mais tarde, foi orquestrada para uma outra ópera, com o mesmo nome, por Rossini.

Bodas de Fígaro

 
"As Bodas de Fígaro foram imortalizadas pela ópera, em quatro atos, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreada em 1786, em Viena, com libreto em italiano, escrito por Lorenzo da Ponte. Esta história é uma continuação da vida de Fígaro, iniciada em O Barbeiro de Sevilha, na qual Fígaro é barbeiro e, inteirando-se dos amores do Conde de Almaviva e de Rosina, decide uni-los através de um plano."
Infopedia
"A trama das Bodas de Fígaro, situada 30 anos depois da ação d'O Barbeiro de Sevilha, começa com os preparativos do casamento de Fígaro (serviçal do Conde de Almaviva) com a donzela Susana, que está ao serviço da condessa Rosina. Fígaro fica ofendido quando Susana lhe conta que o Conde pretende exercer o direito de "pernada", direito ancestral que consistia em tomar o lugar do noivo na noite de núpcias, direito que era comum nos tempos medievais e exercido pelos nobres sobre as suas criadas. "
 
"Fígaro resolve então enganar o Conde. Começa por se apresentar no palácio com um grupo de camponeses, que homenageiam o Conde, atirando-lhe pétalas de flores aos pés, por este ter, alegadamente, eliminado o direito de "pernada". O Conde apercebe-se de que Fígaro está a tentar alguma artimanha e resolve enganá-lo também. Entretanto, a Condessa confessa a Susana que gostaria de recuperar a paixão do seu marido. Susana conta-lhe as insinuações do Conde relativamente a ela própria, assim como os ciúmes que o Conde tem da Condessa por causa dos amores que esta dedica ao seu criado Querubim."
 
"Fígaro urde o plano de enviar um aviso ao Conde, dizendo-lhe que a Condessa tem um amante com quem se reunirá no jardim nessa noite. Entretanto Querubim disfarça-se de Susana para, mais tarde, juntar-se ao Conde que, pensando ter Susana, julgará estar, ao mesmo tempo, a vingar a sua honra. O Conde irrita-se por encontrar os aposentos da Condessa fechados à chave, enquanto esta e Susana disfarçam Querubim. Segue-se uma cómica troca de pessoas que culmina com a revelação da Condessa que afirma que Querubim se encontrava fechado no seu toucador mas, quando o Conde abre a porta, encontra Susana. A Condessa e Susana confessam ao Conde que a carta enviada por Fígaro é falsa, mas este continua a desconfiar de Querubim."
 
"A data da boda estava a aproximar-se e o Conde, que também suspeitava da trama de Fígaro, diz a Susana que Fígaro deve dinheiro a Marcelina e que, portanto, terá que casar-se com esta. Susana quer entregar o dote que o Conde lhe deu para desobrigar Fígaro, mas o Conde lembra-lhe o direito de "pernada" implícito na promessa do dote. Entretanto, no momento da decisão, uma tatuagem no braço de Fígaro identifica-o como o filho desaparecido de Marcelina e Bártolo, que lhe perdoam a dívida e abençoam o seu casamento com Susana. Com mais algumas peripécias cómicas, a peça termina com o casamento de Fígaro e Susana e com o Conde ajoelhado aos pés da Condessa, pedindo-lhe perdão e assegurando-lhe o seu amor."
 
"Em termos musicais, a ópera de Mozart, composta em 1785, apresenta, na Abertura, a sua parte mais famosa, introduzindo pela primeira vez o clarinete numa orquestra sinfónica e usando um tempo extremamente rápido, o prestissimo, que era dificilmente executado na época. O tempo da música acompanha desta forma o ritmo alucinante da narrativa encadeada de intrigas e situações cómicas, que se sucedem em catadupa."
 
  
Giacomo Puccini PUCCINI, Giacomo 
  
Madame Butterfly6
  
Madama Butterfly é uma ópera em três atos (originalmente em dois atos) de Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no drama de David Belasco, o qual por sua vez se baseia numa história escrita pelo advogado americano John Luther Long.

Madame Butterfly

 
"O Japão era um país quase totalmente isolado do resto do mundo, até que por volta de 1870 um presidente americano mandou uma expedição de reconhecimento a Sua Majestade Imperial, cujo intuito era forjar laços de amizade com o Império do Sol Nascente. Nas décadas que se seguiram, vários oficiais da marinha americana visitaram o Japão e contraíram matrimônios temporários com jovens japonesas. A história de Cio-Cio-San (Butterfly, ou Borboleta), portanto, se baseia em fatos reais, e descreve as trágicas consequências de um desses matrimônios contraídos com leviandade."
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"Acto I"
 
"Benjamin Franklin Pinkerton, oficial da marinha dos Estados Unidos em Nagasaki, acaba de fazer um excelente negócio: comprou não somente uma casa na colina, com vista para o mar e o porto de Nagasaki, mas também leva de brinde uma gueixa, Cio-Cio-San, garota de apenas quinze anos de idade, que irá morar com ele na casa. Goro, o agente imobiliário e matrimonial, mostra a Pinkerton sua nova casa, quando chegam Suzuki, sua nova serva, aia de Butterfly, e Sharpless, cônsul dos Estados Unidos em Nagasaki. Pinkerton oferece um uísque ao amigo, e explica a ele o negócio que acaba de fazer. Sharpless o adverte, porém, de que seria um grande pecado machucar os sentimentos da garota, que parece acreditar na seriedade desse casamento e está perdidamente apaixonada por ele. Pinkerton, numa atitude discriminatória e ignorante, ergue um brinde ao dia em que se casará de verdade com uma esposa americana."
 
"Chega Butterfly com suas amigas, que cantam um hino à beleza da paisagem e à ternura das garotas do Japão, enquanto Cio-Cio-San canta seu amor por Pinkerton. Chegam convidados, os parentes todos de Butterfly, com exceção do tio, um monge budista que se opõe a esse casamento. Butterfly, porém, confessa que visitou a missão americana em Nagasaki e se converteu à religião de Pinkerton - prova da sinceridade dos seus sentimentos."
 
"A cerimônia de casamento de Butterfly e Pinkerton é interrompida pela chegada do tio bonzo, que ficou sabendo que Butterfly havia renunciado à fé dos seus antepassados, e lança uma maldição contra ela. Butterfly chora, mas é consolada pelo marido. Os convidados se retiram, e Butterfly e Pinkerton estão finalmente a sós. A noite cai. Segue-se um dueto de amor entre ambos."
 
"Acto II"
 
"Pinkerton regressou aos Estados Unidos; prometeu, porém, que voltaria "quando os pintarroxos fizerem os seus ninhos." Já se passaram três anos. Butterfly chora, e Suzuki reza o tempo inteiro, ajoelhada diante da imagem do Buda. Suzuki diz a Butterfly que suspeita que seu marido não voltará mais. "Cala a boca, ou te mato!", responde Butterfly. Ela chora, mas não perde a esperança: Un bel dì vedremo - um belo dia veremos um fio de fumaça no horizonte - o navio de Pinkerton!"
 
"Chega Sharpless, que traz uma carta de Pinkerton para Butterfly, cujo objetivo é prepará-la para o golpe que ela vai receber, ao saber que ele se casou com uma americana. Butterfly lhe pergunta quando fazem seus ninhos na América os pintarroxos. "Não sei," responde Sharpless, "nunca estudei ornitologia." Logo após chega Goro, trazendo um novo candidato à mão de Butterfly: o Príncipe Yamadori, homem rico e perdidamente apaixonado por Butterfly. Butterfly o repele com zombarias, reafirma que está casada com Pinkerton, e manda o príncipe e o insolente nakodo embora de sua casa."
 
"Sharpless começa a ler a carta, mas não consegue terminar a leitura, porque Butterfly o interrompe o tempo todo com manifestações de carinho e fidelidade ao marido, e ele também não tem coragem de revelar-lhe a rude verdade. Num gesto brusco, ele fecha a carta, a põe de volta no bolso, e pergunta a ela o que ela faria se ele não voltasse. Voltaria a ser gueixa, responde Butterfly; ou, melhor ainda - "me mataria." Sharpless pede a ela que pare de alimentar ilusões e aceite a proposta do rico Yamadori. Sentindo-se ultrajada, Butterfly mostra a ele o filho que ela teve com Pinkerton, cuja existência tanto o cônsul como Pinkerton ignoravam. Sharpless promete escrever a Pinkerton para revelar a ele a existência desse seu filho, e se retira."
 
"Lá fora, Suzuki golpeia Goro, acusando-o de espalhar calúnias a respeito do filho de Butterfly, dizendo que ninguém sabe quem é o pai do garoto."
 
""
 
"Ouve-se um tiro de canhão vindo do porto. Uma nave de guerra! Butterfly olha com seus binóculos e lê o nome do navio: é o Abraham Lincoln, o navio de Pinkerton. Suzuki e Butterfly decoram a casa com flores primaveris, para aguardar a chegada de Pinkerton (Scuoti quella fronda di ciliegio, o famoso Dueto das Flores). Sem poder dormir, Butterfly esperará a noite toda pelo marido."
 
"Acto III"
 
"Butterfly, que não dormiu a noite inteira, canta uma cantiga de ninar para o filho, que adormece nos seus braços. Suzuki aconselha a ela que durma também; quando Pinkerton chegar, ela virá despertá-la. Exausta, ela por fim cai no sono. Falta pouco para amanhecer quando batem à porta; Suzuki vai atender, são Sharpless e Pinkerton. Pinkerton, ao ver todas as flores e ao ouvir de Suzuki como Butterfly o esperou todos esses anos, é tomado de um súbito remorso. De repente, Suzuki nota uma mulher no jardim, e pergunta quem é ela. Sharpless não aguenta mais essa farsa e conta-lhe toda a verdade. Suzuki leva as mãos ao rosto e diz: "Santas almas! Para a pequena, o sol se apagou!" Sharpless pede a Suzuki que vá ao jardim falar com Kate Pinkerton. Enquanto isso, este último, possuído por um remorso avassalador, por fim reconhece que foi naquela casinha pequenina que ele conheceu a verdadeira felicidade (Addio, fiorito asil). Pinkerton sai correndo; ele não tem coragem de enfrentar a jovem cuja vida ele destruiu."
 
"Butterfly desperta e, ao sair do quarto onde estava dormindo, entra na sala e se depara com Sharpless, Suzuki, e uma mulher estranha. Suzuki chora. Num átimo, Butterfly compreende tudo. "Não! Não me digam nada. Eu já sei. Aquela é a mulher de Pinkerton?" Kate pede a ela que lhe entregue o seu filho. "Serei como uma mãe para ele." Butterfly promete que o entregará dentro de meia hora. Sharpless e Kate se retiram, e Butterfly pede a Suzuki que vá buscar seu filho. Enquanto isso, ela retira de um baú um punhal, com o qual seu pai havia cometido seppuku, também conhecido como hara-kiri, um suicídio ritual japonês, e lê a inscrição: "Com honra morre aquele que não mais com honra viver pode." Suzuki volta com o garoto, e Butterfly pede a ela que a deixe a sós com ele. Ela beija ternamente o seu filho, e pede a ele que nunca se esqueça da sua mãe japonesa. Venda os olhos do menino, dá-lhe uns brinquedos para que brinque, e enfia a faca no ventre. É o fim."
 
  
Manon Lescaut7
  
Manon Lescaut é uma ópera em quatro atos de Giacomo Puccini, com libreto baseado na novela do Abade Prévost, L'Histoire du Chevalier des Grieux et de Manon Lescaut. Estreou em 1° de fevereiro de 1893, no Teatro Regio de Turim.

Manon Lescaut

 
"Acto I"
 
"Um pequeno hotel à beira da estrada em Amiens, na França."
 
"À porta da hospedaria há um belo jardim com mesas ao ar livre, onde os viajantes bebem cerveja, jogam cartas, conversam. Edmondo, um jovem estudante, recita uns versinhos burlescos e picantes para umas jovens donzelas, quando chega seu amigo Des Grieux, que parece um pouco sério e preocupado. Edmondo lhe pergunta se ele está apaixonado. Des Grieux responde ao amigo que o amor é uma espécie de comédia ou tragédia na qual ele não está nem um pouco interessado."
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"Chega um coche de Arras, do qual descem vários passageiros, entre os quais uma jovem de rara beleza, que imediatamente chama a atenção de Des Grieux; junto com ela estão seu irmão, Lescaut, sargento da guarda real, e um senhor que eles conheceram durante a viagem, chamado Geronte. O jovem e o velho entram na hospedaria e conversam com o dono; enquanto isso, a jovem senta-se sozinha num dos bancos do jardim, com uma pequena bagagem de mão e um olhar triste mas doce. Des Grieux não resiste à tentação, aproxima-se da jovem e pergunta como ela se chama. "Chamo-me Manon Lescaut," diz ela, e explica que vai dormir naquele hotel só por uma noite, e partirá na manhã seguinte para um convento. É desejo do pai que ela seja uma freira. A curta conversa dos dois, contudo, mostra claramente que este não é o desejo da jovem. Ouve-se a voz do irmão chamando Manon de dentro da hospedaria. "Ver-nos-emos mais tarde?" pergunta Des Grieux. Ela responde que sim. "Eu nunca vi uma mulher como esta," exclama ele numa ária, Donna non vidi mai simile a questa que exprime a paixão por Manon que acaba de despertar nele. Des Grieux concebe um plano: raptar Manon e levá-la para Paris. Só que o velho lúbrico, Geronte, teve a mesma idéia. Lá dentro da hospedaria, ele oferece uma boa soma em dinheiro ao dono da mesma para que prepare uma carruagem dentro de uma hora, pronta a partir voando para Paris. Edmondo, que entreouviu a conversa de Geronte com o dono da hospedaria, vem correndo avisar Des Grieux. Chega Manon, como prometeu, e Des Grieux e Edmondo contam a ela que o velho pretende raptá-la. Des Grieux convence Manon a fugir com ele. Eles fogem na mesma carruagem que Geronte havia ordenado. Quando Geronte percebe que lhe passaram a perna, fica enfurecido, mas Lescaut o consola. Afinal, diz ele, bolsa de estudante logo fica vazia. Os dois seguem para Paris."
 
"Acto II"
 
"O palacete de Geronte em Paris."
 
"Assim como Lescaut previra, o caso de amor entre Manon e Des Grieux não durou muito tempo. Assim que as condições materiais de subsistência do jovem casal desceram ao nível do proletariado, não foi difícil convencê-la a instalar-se na mansão do velho indecente. Nós a vemos cercada de luxo, com cabeleireiros, costureiros, peruqueiros, e um batalhão de criados satisfazendo seus mais ínfimos caprichos - chegou a hora dos minuetos e pó-de-arroz, dos quais Puccini havia acusado Massenet - talvez inescapáveis, em se tratando da Manon. Chega seu irmão Lescaut. Numa ária, In quelle trine morbide, ela exprime seu enfado com aquela vida vazia. Lescaut conta que seu amigo Des Grieux não para de importuná-lo: onde está Manon? Onde vive? Com quem fugiu? Lescaut vai buscar Des Grieux, que entra pela janela. Nem é necessário dizer que, quando eles estão no auge dos amassos amorosos, Geronte entra no quarto, arregala os olhos, abre bem a boca, põe a mão na cara num gesto de estupefação, e se retira do quarto. Manon e Des Grieux pretendem fugir; Manon enche a bolsa de jóias roubadas que ela pretende levar consigo. Geronte chamou a polícia; a casa está cercada. Policiais entram no quarto. A bolsa cai da mão de Manon e se espatifa no chão, esparramando todas as jóias. Manon é presa."
 
"Acto III"
 
"O porto francês de Le Havre."
 
"Manon é processada por prostituição, e agora deve enfrentar o destino de todas as prostitutas: deportação para a América. O comandante do navio vai lendo um por um os nomes de todas as prostitutas "convidadas" a subir a bordo do navio para a deportação: Rosetta Madelon Claretta Ninon Violetta Manon! Ao ouvir o nome de sua bem-amada, Des Grieux cai aos pés do comandante do navio e, chorando, canta para ele uma ária de tenor, suplicando a ele que o deixe embarcar como descascador de batatas. "Vai, meu rapaz! Vai povoar a América" diz o comandante."
 
"Acto IV"
 
"Um deserto na Luisiana, perto de Nova Orleans."
 
"Numa região constantemente devastada por furacões e inundações, Manon e Des Grieux fogem de Nova Orleans, em busca de água e comida. Eles cantam um longo dueto de amor. Des Grieux se afasta um pouco para ver se avista alguma caravana ou algo parecido. É então que Manon canta sua famosa ária, Sola, perduta, abbandonata, um verdadeiro teste para as habilidades dramáticas e musicais das melhores sopranos. Parece que o pior pesadelo de Manon tornou-se realidade: ela vai morrer sozinha, abandonada por todos. Des Grieux retorna, e Manon morre feliz nos braços dele. A cortina cai."
 
"Com o passar dos anos, Puccini comporia outras obras musicais que caíram mais no gosto do público. No entanto, Manon Lescaut foi, provavelmente, a ópera que projetou Puccini à fama e, a partir daí, muitos italianos passaram a considerá-lo como sucessor de Verdi. É uma partitura extremamente rica e complexa. Este último ato, por exemplo, não tem atrativo cênico algum. O cenário é um deserto, não há qualquer movimentação ou elemento visual que nos possa distrair. A atenção fica toda concentrada na música de Puccini."
 
  
Tosca8
  
Tosca é uma ópera em três atos de Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado na peça de mesmo nome de Victorien Sardou.

La Tosca

 
"A "TOSCA" foi levada a cena pela primeira vez no Teatro Costanzi em Roma no dia 14 de Janeiro de 1900, início dum novo século, e é, curiosamente, uma ópera de mudança, reflexo das mudanças e das convulsões profundas sofridas pela sociedade daquele tempo: a revolução industrial, o início da utilização da energia eléctrica como fonte de luz nas grandes cidades, os progressos da Psiquiatria que tenta interpretar os comportamentos buscando causas adormecidas nos mais secretos esconderijos da mente, as grandes correntes ideológicas que tomam o lugar dos nacionalismos dominantes do século anterior, enfim toda uma série de mudanças que iriam marcar progressivamente o século que nascia. A "TOSCA" simboliza, de forma quase perfeita, esse confronto de viragem de século entre decadência e progresso apresentando não os heróis tradicionais a que a ópera nos habituara (reis, príncipes ou semideuses), mas sim os anti-heróis para os quais a miséria deixara as cores baças da vergonha que se quer escondida para tomar o fulgor do escândalo que se proclama."
Antena 2 <br />A arte que toca
"Curiosamente a acção da ópera situa-se precisamente um século antes, no Verão de 1800, quando, logo a seguir à queda da República Romana, a Rainha Maria Carolina, mulher de Fernando IV, Rei de Nápoles, se instala em Roma incumbindo o Barão Scarpia de criar uma Polícia Secreta para assegurar a restauração da Monarquia."
 
"1º Acto"
 
"O 1º acto passa-se no interior da Igreja de Santo André onde o ex-cônsul ANGELOTTI se vem esconder depois de se ter evadido da Prisão de Sant'Angelo. O Pintor MARIO CAVARADOSSI chega passados instantes para retomar o trabalho num quadro que representa a Santa Maria Madalena, para o qual se inspirara precisamente na figura da irmã do ex-cônsul que vem regularmente àquela igreja. Ao descobrir o fugitivo, CAVARADOSSI oferece-lhe comida e auxílio, mas o diálogo é interrompido pela chegada intempestiva da Cantora FLORIA TOSCA, amante do Pintor, que o acusa de a trair com a mulher que ela reconhece no retracto e que acredita encontrar-se com ele ali furtivamente. Depois de apaziguada a fúria com as juras apaixonadas do Pintor, a Cantora parte e o ex-cônsul deixa o esconderijo e combina com CAVARADOSSI refugiar-se na sua casa, para onde deverá dirigir-se disfarçado de mulher com as roupas que a irmã lhe deixara na igreja. Nesse instante ouvem-se tiros disparados pelos canhões da Prisão de Sant'Angelo que indicam que fora descoberta a evasão. ANGELOTTI e CAVARADOSSI saem apressados e quando o Barão SCARPIA chega à igreja em busca do fugitivo encontra apenas o SACRISTÃO, os Monges e o Coro, que exprimem o seu júbilo pela recente derrota das tropas napoleónicas. Mas o fugitivo deixara algumas pistas: a porta da capela da família ANGELOTTI está aberta, o Pintor, conhecido pelas suas ideias republicanas, está ausente, e o cesto da sua merenda está vazio. A Cantora regressa à procura do amante e encontra o Barão SCARPIA. O Barão tem velhas pretensões ao amor da Cantora e decide atiçar a sua raiva e os seus ciúmes mostrando-lhe um leque que diz ter encontrado ali mesmo, no local onde o Pintor trabalha, (leque que tem pintadas as armas dos ATAVANTI), e sugere encontros furtivos entre CAVARADOSSI e a irmã do ex-cônsul. A Cantora deixa a igreja desesperada."
 
"2º Acto"
 
"A acção do 2º acto desenrola-se no apartamento do Barão SCARPIA no Palácio Farnese. O Barão está a jantar enquanto espera a chegada dos dois revolucionários que mandara prender por guardas que tinham seguido a Cantora até à casa do Pintor. Só que, durante as buscas, tinham encontrado apenas CAVARADOSSI, já que o Pintor se escondera no poço do jardim. Os guardas trazem o Pintor à presença do Barão. Logo a seguir chega a Cantora, que fica surpreendida com aquilo que está a acontecer. O Barão diz que CAVARADOSSI é cúmplice na fuga do ATAVANTI e que o ex-cônsul está escondido em sua casa, ordenando aos guardas que o façam falar. Só que, mesmo sob tortura, o Pintor não fala, e o esconderijo de ANGELOTTI acaba por ser revelado por FLORIA TOSCA que não consegue mais suportar ouvir os gritos de sofrimento de CAVARADOSSI, que contra ela se enfurece acusando-a de traição. Nesse momento chega a notícia da vitória das tropas de Napoleão, e é por entre exclamações de alegria por esse avanço das forças republicanas que o Pintor é levado para a Prisão de Sant'Angelo enquanto SCARPIA ordena o seu fuzilamento. O Barão fica a sós com a Cantora que lhe implora o perdão para o seu amante, chegando mesmo a perguntar quanto é que ele quer em troca da vida do Pintor. E SCARPIA diz que CAVARADOSSI poderá partir em liberdade se a Cantora ceder aos seus desejos - é esse o preço. TOSCA revolta-se, mas acaba por dizer que aceitará esse troca desde que, além da Liberdade, lhe seja também entregue um salvo-conduto para que ela e o Pintor possam abandonar o país essa mesma noite. O Barão dá então ordem para que o fuzilamento seja fictício, acentuando que deve ser tão fictício quanto o fora o fuzilamento do Conde Palmieri. A Cantora ignora-o, mas o Conde Palmieri fora realmente fuzilado, e a ordem do Barão mais não é do que a confirmação do fuzilamento do Pintor. SCARPIA assina o salvo-conduto e quando se aproxima de TOSCA para a abraçar, ela mata-o com uma das facas que apanhara sobre a mesa da ceia. A Cantora pega no salvo-conduto que o morto segura ainda numa das mãos e parte para a Prisão de Sant'Angelo onde acredita irá libertar o Pintor."
 
"3º Acto"
 
"A acção do 3º acto passa-se na Prisão de Sant'Angelo onde CAVARADOSSI aguarda o fuzilamento. A Cantora chega com a notícia da morte do Barão SCARPIA e diz que conseguira que, antes de morrer, ele desse ordem para que o fuzilamento fosse simulado. Mostra também o salvo-conduto que lhes irá permitir a fuga para o estrangeiro. Chegada a hora da execução o Pintor enfrenta o pelotão de fuzilamento. Só que os disparos são reais e CAVARADOSSI cai morto. Julgando que ele está a simular, a Cantora tenta fazê-lo levantar-se, até que compreende aquilo que realmente aconteceu. Gritando vingança, e marcando um encontro com SCARPIA diante de Deus, TOSCA atira-se do alto das muralhas no instante em que chega a Polícia para a prender."
 
  
Gioacchino Rossini  ROSSINI, Gioacchino 
  
Barbeiro de Sevilha9
  
A personagem de Fígaro foi criada pelo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, professor de música dos filhos do Rei Luís XV. Caron escreveu, nos finais do século XVIII, três comédias para teatro: O Barbeiro de Sevilha (1775), As Bodas de Fígaro (1784) e A Mãe Culpada (1792), partilhando aquelas duas primeiras obras mencionadas a personagem de Fígaro.

Barbeiro de Sevilha

 
"Em 1809 o magnate Domenico Barbaia assumiu a direcção do Teatro de São Carlos de Nápoles, sendo o principal responsável pelo prestígio conseguido por aquela sala de espectáculos que se tornaria a mais reputada em toda a Europa. O Teatro de São Carlos de Nápoles sempre tivera uma programação de carácter conservador. Foi assim que a vinda de Gioacchino Rossini, em 1815, iria ser uma lufada de ar fresco. Essa vinda do compositor, então com 24 anos, ficou a dever-se precisamente a Domenico Barbaia. Para o Teatro de São Carlos de Nápoles Rossini escreveu, entre 1815 e 1822, 9 óperas dum total de 18. As outras 9 destinaram-se a outros teatros, já que o contrato assim o permitia. Entre estas 18 óperas escritas em Nápoles conta-se um dos maiores, se não o maior, sucesso do compositor. Estamos a falar de "O Barbeiro de Sevilha". O libreto é de Sterbini que se baseou numa comédia homónima de Beaumarchais. A estreia teve lugar em Roma em 1816."
Antena 2 <br />A arte que toca
"1º Acto"
 
"A acção passa-se em Sevilha e a ópera inicia-se numa rua em frente da casa de Don Bartolo, que tem a tutela da muito rica Rosina com quem, por isso mesmo, pretende casar, apesar da grande diferença de idades. É junto das janelas dessa casa que o Conde de Almaviva canta uma serenata à dita Rosina, quando aparece o barbeiro Figaro a quem o Conde facilmente suborna para o ajudar a chegar junto da sua amada. E Figaro elabora um plano astucioso: o Conde entrará em casa de Don Bartolo sob o disfarce de Lindoro, um oficial acabado de chegar à cidade, que, para facilitar as coisas, deverá fingir estar completamente embriagado."
 
"O 2º quadro passa-se no interior da casa de Don Bartolo onde Rosina confessa a Figaro estar apaixonada por um jovem que lhe fizera uma serenata, e que ela julga chamar-se Lindoro. É assim que entrega ao barbeiro uma carta que este deverá fazer chegar ao jovem. Chega Don Bartolo, e Figaro esconde-se. E é do esconderijo que escuta uma conversa entre Don Bartolo e Don Basilio, o mestre de música, durante a qual os dois velhos combinam difamar o Conde de Almaviva, e assim apressar o casamento do tutor com a sua pupila. Figaro revela o que ouviu a Rosina e, juntos, discutem o que fazer em semelhante conjuntura. Don Bartolo regressa e pretende saber o que se passa, mas Rosina consegue disfarçar. É então que surge o Conde disfarçado de oficial e fingido estar completamente embriagado, ao mesmo tempo que apresenta a Don Bartolo o título de aboletamento em sua casa. Este fica assustadíssimo e quer desfazer-se do intruso alegando estar dispensado dum tal dever. Então o Conde desembainha a espada, e aproveita a confusão que esse gesto provoca para passar um bilhetinho a Rosina. Alertados pelo barulho chegam o barbeiro e Don Basilio, seguidos duma patrulha que quer levar o pretenso oficial sob prisão. Só não o fazem porque o fidalgo revela, em segredo, ao Comandante, a sua verdadeira identidade. Don Bartolo e Don Basilio ficam consternados."
 
"2º Acto"
 
"O 2º acto passa-se também em casa de Don Bartolo onde o Conde de Almaviva tenta um novo disfarce para se aproximar de Rosina. Desta vez é um professor de música que vem substituir Don Basilio, pretensamente doente. Para acalmar as suspeitas de Don Bartolo, o falso professor mostra-lhe uma carta escrita por Rosina, alegando tê-la obtido junto duma das amantes do Conde. A lição de música começa, sendo interrompida primeiro por Figaro, que se apresenta para barbear Don Bartolo, depois por Don Basilio que, conquistado pelo dinheiro, se finge doente. Entretanto Almaviva e Rosina planeiam a fuga, mas Don Bartolo desconfia e decide não adiar mais o casamento com a pupila. Desgostosa com as calúnias acerca do seu amado, Rosina aceita casar com o velho tutor, que manda Don Basilio a casa do Notário para preparar o contracto. Despeitosa, Rosina denuncia mesmo o plano de fuga, o que leva Don Bartolo a sair para ir buscar a polícia. Surge uma tempestade, durante a qual o Barbeiro e o Conde aproveitam para entrar por uma janela. Almaviva revela a sua verdadeira identidade a Rosina e os dois renovam as suas juras de amor preparando-se para fugir. Entretanto aparece Don Basilio com o Notário. O casamento realiza-se, não entre o tutor e a pupila mas entre Rosina e o Conde. As testemunhas são o Barbeiro e Don Basilio. Quando Don Bartolo chega com a polícia já é tarde. Resta-lhe resignar-se - o que não é assim tão difícil já que Almaviva renuncia ao dote de Rosina."
 
  
Pyotr Tchaikovsky TCHAIKOVSKY, Pyotr Ilyich 
  
Lago (O) dos cisnes10
  
O Lago dos Cisnes de Pyotr Tchaikovsky, interpretado pela Moscow Tchaikovsky Ballet. Esta companhia conta com a participação de bailarinos de notoriedade Internacional provenientes dos prestigiados Teatros Bolshoi, Mariinsky, Perm, Kiev e Odessa.

Lago dos Cisnes

 
" As presenças habituais em tournées no Reino Unido, Itália, Estados Unidos da América, Austrália e Nova Zelândia conferem o estatuto desta companhia."
Tivoli<br />Cine Teatro
"O Lago dos Cisnes é considerado o mais espectacular dos bailados clássicos, repleto de romantismo e beleza, é epítome dos bailados clássicos; a coreografia exige dos bailarinos destreza e aptidão técnica na representação das personagens da história. A sua popularidade é por outro lado motivada pela música inspirada de Tchaikovsky, mas também a coreografia inventiva e expressiva de Petipa que, relacionando o corpo humano com os movimentos de um cisne, revela a sua genialidade, o seu potencial coreográfico e criatividade artística."
 
"O Lago dos Cisnes narra a história de um príncipe que procura a mulher ideal e vê na figura do cisne a suavidade e o encanto feminino, que o deixam loucamente apaixonado. Mas, na verdade, o cisne é a transfiguração de uma bela princesa encantada, um tema de verdadeira poética romântica."
 
"Acto I"
 
"No castelo realiza-se com toda a pompa o aniversário do príncipe Siegfried. A rainha oferece ao filho como presente um arco e flechas e pede-lhe que, no dia seguinte, escolha uma esposa entre as convidadas da festa. Quando os convidados saem do castelo, um grupo de cisnes brancos passa perto do local. Enfeitiçado pela beleza das aves, o príncipe decide caçá-las."
Wikipedia
"Acto II"
 
"O lago do bosque e as suas margens pertencem ao reino do mago Rothbart, que domina a princesa Odette e todo o seu séquito sob a forma de uma ave de rapina. Rothbart transformou Odette e as suas donzelas em cisnes, e só à noite lhes permite recuperarem a aparência humana. A princesa só poderá ser libertada por um homem que ame apenas ela. Siegfried louco de paixão pela princesa das cisnes, jura que será ele a quebrar o feitiço do mago."
 
"Acto III"
 
"Na corte da Rainha aparece um nobre cavalheiro e sua filha. O principe julga reconhecer que a filha do nobre cavalheiro Odile é a sua amada Odette, mas na realidade por baixo das figuras do nobre cavalheiro e a sua filha escondem-se o mago Rothbart e a feiticeira Odile. A dança com o cisne negro decide a sorte do principe e da sua amada Odette: enfeitiçado por Odile, Siegfried proclama que escolheu Odile como sua bela futura esposa, quebrando assim o juramento feito a Odette."
 
"Acto IV"
 
"Os cisnes brancos tentam em vão consolar a sua princesa. Mas Odette destroçada pela decisão do príncipe, aceita a sua má sorte. Nesse momento surge o príncipe Siegfried que explica a donzela como o mago Rothbart e a feiticeira Odile o enganaram. Odette perdoa o príncipe e os dois renovam os votos de amor um pelo o outro. O mago Rothbart, impotente contra esse amor, decide se vingar dos dois e então inunda as margens do lago, Odette e as suas donzelas logo se transformam em cisnes novamente e o príncipe Siegfried tomado pelo desespero se afoga nas profundas e turbulentas águas do lago dos cisnes. O príncipe não sobrevive. É a morte de amor."
 
  
Giuseppe Verdi VERDI, Giuseppe 
  
Aida11
  
Aida é uma ópera em quatro atos com música de Giuseppe Verdi e libreto de Antonio Ghislazoni, com estréia mundial na Casa da Ópera, Cairo, aos 24 Dezembro de 1871.

Aida

 
"A ópera Aida nasceu, em 1869, de um convite de Ismail Paxá, soberano egípcio, a Verdi, para que compusesse um hino para os festejos nacionais da inauguração do canal de Suez, em pleno Egipto. Inicialmente, Verdi começou por não aceitar, por recusar compor peças para fins comemorativos ou de ocasião. O soberano chegou a endereçar o mesmo convite a Gounod e a Wagner. Já a congeminar a ideia de uma ópera grandiosa Verdi acabaria por aceitar o repto de Ismail, convencido pela leitura do argumento de um grande egiptólogo da época, Auguste Mariette, que foi decisivo para convencer o compositor italiano. Mariette é tido, em algumas fontes, como o autor do libreto da Aida, a par de C. du Locle (o texto destes franceses poderá, talvez, ter inspirado Ghislanzoni, tradicionalmente referido como autor oficial do libreto da ópera). Recorde-se que o canal foi inaugurado antes da estreia da ópera, pois o convite apenas foi aceite em Junho de 1870 e a composição da partitura por Verdi demorou mais que o previsto, além de que deflagrou, em 1870, na Europa, a Guerra Franco-Prussiana, um conflito que agitou o mundo e tornou perigosas viagens e deslocações ao exterior."
Infopedia
"Ópera de carácter épico, de grande aparato cénico (à francesa, com coros, ballets, grandes cenários, actos muito longos), dividida em quatro actos e oito cenas, cantada em italiano, é uma das mais populares de Giuseppe Verdi. Exótica, cenicamente grandiosa, com grandes efeitos, plenos de dramatismo e intensidade narrativa, com grande modernidade em termos de mensagem, é um das maiores criações operáticas de todos os tempos, que afamou anda mais um dos grandes compositores daquele tempo, Verdi. A sua estreia no Egipto, a par da intensidade dramática, deu ainda uma maior espectacularidade a Aida."
 
"A ópera narra o drama do amor entre uma escrava etíope chamada Aida, mas de origem nobre (e escravizada no reino faraónico) e um general egípcio chamado Radamés, comandante das forças de ocupação do país da escrava (Etiópia). Pelo meio desta paixão, surge a sua condenação pelo pai de Aida, Amonasro, rei da Etiópia, que exige também vingança pela prisão e escravatura da filha. A juntar a esta oposição de Amonasro, pai de Aida, aparece o amor de Amnéris, filha do faraó do Egipto, por Radamés. O faraó tinha concedido a mão de sua filha a Radamés como prémio pela conquista da Etiópia, mas o militar, apaixonado por Aida, a princesa etíope reduzida à condição de escrava, tenta fugir para longe quer do seu país quer do da amada. Projecto falhado, pois os amantes foram descobertos na sua fuga, por sacerdotes egípcios, do culto de Ísis. Râmfis, um sumo-sacerdote egípcio, é a voz da condenação religiosa e do Egipto a este amor de Aida e Radamés e à sua fuga, considerada traição à pátria por parte do jovem general. Condenado, recebeu como pena o subterramento. Amnéris clamou para que indultassem o seu amado, não correspondido, Radamés, que entretanto sofria por não mais ver o seu amor, Aida. Apesar dos pedidos de Amnéris, que apelidou os sacerdotes de "tigres sedentos de sangue", de tirânicos e cruéis, o jovem Radamés estava irreversivelmente condenado."
 
"Aida, na última cena, ao tomar conhecimento da condenação e pena a que votaram Radamés, decide também enterrar-se viva, na sepultura onde mais tarde Radamés, na execução da sua pena, a haveria de encontrar. Juntos os dois amados, enterrados vivos, encerra-se então a bela ópera com o celebérrimo O Terra, addio."
 
"O segundo acto, Gloria all'Egitto, espectacular e colossal tornou-se a parte mais célebre da Aida, com Ismail Paxá a adoptá-lo então como hino do Egipto. Ainda hoje serve para encenar ou avivar actos solenes grandiosos, espectáculos grandiosos, como aliás foi, em pleno Teatro da Ópera do Cairo, a primeira exibição desta ópera."
  
Rigoletto8
  
Rigoletto, ópera em três actos de Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave, e baseada na obra de Victor Hugo "Le Roi s'amuse", tem direcção musical de Vladimir Jurowski. A acção gira em torno das escapadas amorosas do duque de Mântua, sob a cumplicidade do seu bobo, Rigoletto, um corcunda que, por causa do seu espírito cáustico e da sua falta de escrúpulos, não é bem aceite na corte...

Rigoletto

 
"Em Novembro de 1832 foi pela primeira vez a cena em Paris a peça "Le Roi S'amuse" de Victor Hugo - um drama recebido com risos pelo público e que as autoridades iriam proibir de voltar a ser apresentado por o considerarem imoral. Isto acontecia apesar da imensa popularidade de que o Escritor gozava bem como da existência duma lei que garantia a Liberdade de Expressão.
Antena 2 <br />A arte que toca
""Le Roi S'amuse" regressaria aos palcos parisienses apenas em 1882, passados 50 anos, e transformada numa ópera de enorme sucesso escrita por um dos mais conceituados compositores italianos daquele tempo."
 
"Estamos a falar de "Rigoletto" de Verdi."
 
""Rigoletto" não fora a primeira ópera que Verdi escrevera sobre texto de Victor Hugo. Em 1844 fora levada a cena em Veneza "Ernani" com libreto de Francesco Maria Piave inspirada também numa obra do grande escritor francês. A ideia de escrever uma nova ópera com base em textos de Victor Hugo surgiu em meados de 1849 quando Verdi leu "Le Roi S'amuse", que o compositor considerou ter qualidades que a podiam transformar numa das maiores criações teatrais dos tempos modernos, e que põe em cena, segundo Verdi, uma das mais extraordinárias personagens de todos os tempos, um tal Triboulet. Ao pensar nesta sua nova ópera Verdi manifesta no entanto alguma preocupação quanto a conseguir obter autorização, por parte do poder constituído, para apresentar aquele texto. Esses seus temores iriam, de facto, confirmar-se já que a censura dos ocupantes austríacos iria opor-se de imediato. Foi apenas depois de sofrer diversas metamorfoses, de caracter essencialmente exterior, que "Le Roi S'amuse" irá conseguir autorização para ser apresentada. O título é alterado, primeiro para "La Maledizione", depois para "Il Duca de Vendôme" , e, finalmente, para "Rigoletto". Quanto à personagem do rei transformou-se num duque, e Triboulet acabria por passar a chamar-se Rigoletto. Mas Verdi teve ainda de enfrentar as reticências do Director do Teatro La Fenice quanto ao carácter das personagens que considerava fugirem aos padrões habituais, achando aliás que um herói corcunda e disforme iria afugentar o público. Só que, para Verdi, era precisamente essa diferença que dava força às personagens disformes e corcundas - não no plano físico mas no plano moral. E Verdi iria provar ter razão. "Rigoletto" estreou em Veneza em Março de 1851 no teatro La Fenice, o mesmo onde estreara "Ernani", com texto do mesmo libretista, Francesco Maria Piave, e obtendo um sucesso ainda maior do que aquela primeira ópera sobre texto de Victor Hugo."
 
"1º Acto"
 
"A acção de "Rigoletto" desenrola-se em Mântua no século XVII. No palácio o Duque fala dum recente plano para seduzir uma jovem que viu algumas vezes na igreja - uma jovem de quem não sabe o nome. Mas sabe onde mora, e sabe que recebe visitas diárias dum homem. A conversa é interrompida pelo aparecimento duma outra possível conquista mais próxima: a mulher do Conde Ceprano, um seu vassalo. Mas o Duque vê frustradas as suas intenções com o aparecimento marido. O bobo, Rigoletto, aconselha então do Duque a raptar a mulher, ou então a mandar o marido para o exílio, conselhos que são ouvidos pelo próprio Conde que se enfurece contra Rigoletto, e que convida os outros cortesãos a ajudarem-no na sua vingança raptando nessa mesma noite aquela que todos julgam ser a amante do bobo, uma jovem que ele visita furtivamente todos os dias. Nessa altura chega o Conde Monterone desesperado. Ele diz que o Duque desonrou a sua filha."
 
"Rigoletto troça do Conde e da sua dor, e Monterone, antes de partir, lança uma maldição sobre o bobo. À noite, ao regressar a casa, Rigoletto está ainda perturbado pela ameaça do Conde. É que também tem uma filha, uma jovem que esconde dos olhos de todos, precisamente a mesma jovem que os cortesão julgam ser a sua amante. No caminho Rigoletto é abordado por Sparafucile, um assassino profissional que lhe oferece os seus serviços. Rigoletto recusa-os, mas fica a pensar na semelhança que existe entre si e aquele homem: Sparafucile mata com a espada, Rigoletto mata com as palavras. O bobo entra em casa onde Gilda, a sua filha, o espera na companhia da ama, e repete com especial veemência os mesmos conselhos que sempre lhe dera: não sair de casa, manter-se afastada do olhar de estranhos. Gilda sossega-o dizendo que sempre seguiu esses conselhos, que sai apenas para ir à missa. Ouve-se um ruído na rua e Rigoletto sai preocupado. Então o Duque, disfarçado, aproveita a saída do bobo para entrar e esconder-se no pátio da casa. É desse esconderijo que ouve a jovem dizer que se sente culpada por ainda não ter falado ao pai dum jovem que tem visto na igreja, e por quem se confessa apaixonada. Esse jovem é o Duque que aparece e confessa também o seu amor combinando encontrar-se com Gilda mais tarde. Depois do Duque partir chegam alguns cortesãos que vêm cumprir o plano do Conde Ceprano de raptar a amante do bobo. Rigoletto encontra-se com eles e pergunta-lhes o que fazem ali àquelas horas. Eles respondem que estão a seguir os seus conselhos e que vão raptar a mulher do Conde. Rigoletto ri-se, divertido, e diz que quer participar no rapto. Os cortesãos então vendam-no e pedem-lhe para ficar a segurar na escada por onde sobem para o interior da casa do próprio Rigoletto para raptar a sua filha. Só depois deles partirem é que o bobo compreende aquilo que realmente aconteceu e fica desesperado."
 
"2º Acto"
 
"O 2º acto passa-se no palácio onde o Duque se queixa de não ter encontrado a jovem Gilda quando a foi procurar como combinara. Mas os cortesão sossegam o Duque dizendo que Gilda o espera nos seus aposentos. Passados instantes chega Rigoletto em busca da filha sem nunca, no entanto, revelar o seu verdadeiro desespero, até ao instante em que os ouve dizer, por entre risos, "que o Duque não deve ser incomodado", o que vem confirmar aquilo que mais temia. Exige então ver Gilda, a sua filha, revelando o seu verdadeiro parentesco aos cortesãos que se afastam quando Gilda aparece. Nesse mesmo instante passa o Conde de Monterone que os guardas levam para o calabouço. É com essa imagem da maldição que sobre ele fora lançada, e por entre juras de vingança do bobo que o acto termina."
 
"3º Acto"
 
"O 3º acto passa-se próximo duma estalagem situada junto dum rio. Essa estalagem pertence assassino Saparfucile e à sua irmã Maddalena. É aí que Rigoletto leva a filha para que ela compreenda quem é o homem por quem continua apaixonada. O Duque está na estalagem cantando e bebendo na companhia da estalajadeira, para raiva do bobo e desespero de Gilda. Então Rigoletto manda a filha regressar a casa e disfarçar-se com trajes masculinos para que possam deixar Mântua em segurança ainda essa noite. Depois combina com Sparafucile a morte do Duque dizendo que lhe deverá entregar o cadáver para que ele próprio o lance ao rio. Ao tomar conhecimento do plano Maddalena implora ao irmão que poupe o Duque. Sparafucile sede e decide entregar a Rigoletto o cadáver do primeiro forasteiro que aparecer. Gilda regressara disfarçada com trajes masculinos tendo a intenção de ver o Duque pela última vez. Ao escutar a conversa dos estalajadeiros decide sacrificar-se pelo seu amor e bate à porta. Sparafucile disfere-lhe um golpe mortal e entrega-a como morta ao pai dentro dum saco dizendo tratar-se do cadáver do Duque. Rigoletto arrasta o corpo até junto do rio mas, ao ouvir a voz do Duque cantar na estalagem, abre o saco e, para seu desespero, vê a filha moribunda. Gilda morre nos seus braços e Rigoletto recorda, horrorizado, a maldição do Conde."
 
  
Andrew Lloyd Weber e Tim Rice WEBER, Andrew Lloyd e RICE, Tim 
  
Jesus Cristo Superstar3
  
Em 1970, Andrew Lloyd Weber e Tim Rice criaram o primeiro verdadeiro musical rock. Jesus Cristo Superstar baseia-se na vida de Jesus Cristo através dos olhos de Judas. Tecnicamente era uma ópera rock: todos os diálogos são canções.

JesusCristoSuperstar

 
"Quando foi produzido pela primeira vez ainda não era uma peça. Jesus Cristo Superstar era um álbum, que depressa alcançou os maiores tops de venda. O álbum surgiu porque Webber e Rice não arranjaram financiamento para o levar para o palco. Mas, devido ao seu sucesso, rapidamente tal aconteceu. Em 1973, Jesus Cristo Superstar passou para as tela do cinema pela mão de Norwan Jewison, transformando-se num enorme êxito que apaixonou corações."
Filipe La Féria
"Relevante e intemporal, Jesus Cristo Superstar é o musical inspirado na maior história de todos os tempos e, nos nossos dias, mais actuante e revolucionária do que no tempo em que pela primeira vez subiu ao palco. O século XXI trouxe-nos o Terrorismo, a hegemonia dos Estados Unidos da América (a nova Roma do tempo de Cristo), o mundo super-capitalista e os fundamentalismos religiosos árabes. A ideia de contar a história de Cristo, identificando-a com as grandes audiências de agora, é revolucionária. Aqui estamos, vinte e um séculos mais tarde, talvez a precisar da mensagem desta História, agora mais do que nunca."
 
"I Acto"
 
"O Paraíso nas suas cabeças"
 
"Judas chega à conclusão que tudo está perdido e que a obra de Jesus irá, em breve, ser destruída. A situação tornou-se perigosa e as autoridades já suspeitam e vigiam Jesus e os seus seguidores."
 
"O que irá acontecer/ É realmente estranho"
 
"Os apóstolos questionam Jesus sobre os seus planos. Judas observa, em silêncio, até que Maria Madalena surge. Judas não compreende a razão porque Jesus perde tempo com uma meretriz."
 
"Vem Noite Serena"
 
"Maria Madalena tenta acalmar Jesus com os seus bálsamos. Judas acusa-a de gastar, em luxos fúteis, o dinheiro que poderia ajudar os pobres. Jesus e Judas enfrentam-se e Maria Madalena tenta apaziguá-los."
 
"Jesus tem que morrer"
 
"Entretanto, Caifás e os sacerdotes discutem a situação causada pela multidão de seguidores de Jesus. Eles acreditam que Jesus se tornou uma séria ameaça à sua autoridade e à relação frágil que têm com o exército de Roma que ocupa Israel."
 
"Hosanna"
 
"Uma imensa multidão segue Jesus na sua triunfal chegada a Jerusalém."
 
"Simão Zelotes/ Pobre Jerusalém"
 
"A multidão aclama Jesus e demonstra-lhe o seu amor e crença. Simão tenta convencer Jesus que ele tem poder para persuadir o seu povo a revoltar-se contra os Romanos."
 
"Sonho de Pilatos"
 
"Acordando a meio da noite, Pilatos sonha com um estranho homem. Há vários meses que este sonho se repete. Pilatos vê-se numa sala com uma grande multidão que exige a morte daquele homem. Ele tenta desesperadamente salvá-lo. O sonho termina com a imagem de milhões de pessoas chorando a morte desse homem e acusando Pilatos por o ter condenado."
 
"O Templo"
 
"Traficantes, agiotas e vendedores apregoam os seus serviços no Templo; o dinheiro pode comprar tudo naquele lugar. Jesus irrompe, gritando que o Templo deve ser uma casa de oração e expulsa-os. Exausto e desesperado, Jesus desmaia e sonha que está rodeado por pobres, doentes e necessitados. Neste sonho descobre que há demasiada gente que precisa da sua ajuda."
 
"Eu não sei como o amar"
 
"Com Jesus a dormir nos seus braços, Maria Madalena reflecte sobre a sua relação com este homem. Nunca tinha amado na sua vida e apercebe-se que o mundo está diferente devido a Jesus."
 
"Para sempre amaldiçoado/ Dinheiro de Sangue"
 
"Os sacerdotes querem saber onde encontrar Jesus longe da multidão. Judas revela-lhes que Jesus irá estar sozinho no Monte das Oliveiras, na próxima Quinta-feira à noite. Judas sabe que a sua traição irá ser amaldiçoada para todo o sempre."
 
"II Acto"
 
"Última Ceia"
 
"Jesus junta-se com os doze apóstolos para a Ceia da Páscoa. Ele sabe o que está para acontecer e pede aos seus amigos que, sempre que comerem pão e beberem vinho, se lembrem dele. Olhando para os seus rostos apáticos, dirige-se a Pedro e revela-lhe que ele irá negá-lo ainda antes do fim daquela noite e que um dos doze irá traí-lo. Judas confronta-se com Jesus que lhe ordena para continuar o que tinha planeado. Judas acusa Jesus de ter traído os ideais que ambos tinham sonhado."
 
"Monte das Oliveiras"
 
"Só, no Monte das Oliveiras, Jesus reflecte sobre o seu destino, questionando se consegue suportar a dor que o espera nos próximos três dias antes da sua morte."
 
"A Prisão"
 
"Os soldados cercam o Monte das Oliveiras. Judas atraiçoa Jesus com um beijo. Os soldados prendem Jesus e levam-no ao Sumo-sacerdote Caifás."
 
"Negação de Pedro"
 
"Três mendigos reconhecem Pedro como um dos homens que acompanhava Jesus. Ele nega três vezes conhecer Jesus."
 
"Pilatos e Cristo"
 
"Jesus é levado a Pilatos. No entanto, como Jesus é da Galileia, Pilatos não o considera sob a sua jurisdição e ordena aos guardas que o levem a Herodes."
 
"Nunca te esquecerei"
 
"Maria Madalena e os apóstolos apercebem-se que Jesus irá ser condenado à morte e, com amor e saudade, recordam o tempo em que juntos viveram."
 
"Canção de Herodes"
 
"Herodes ouviu falar dos muitos milagres de Jesus e quer que ele, à sua frente, prove a sua divindade transformando água em vinho ou que caminhe sobre as águas da sua piscina! Jesus permanece sereno perante a humilhação de Herodes que, enfurecido pela sua reacção, expulsa Jesus do seu palácio."
 
"Morte de Judas"
 
"Chicoteado pelos guardas, Jesus quase não resiste. Judas, que presencia a tortura de Jesus reconhece a sua culpa. Apercebe-se que o seu destino faz parte de um plano de Deus e que ele é completamente impotente para o mudar. Desesperado, Judas suicida-se."
 
"Julgamento de Pilatos"
 
"Jesus é levado de novo a Pilatos. Uma multidão liderada pelos Sacerdotes exige que Jesus seja crucificado. Pilatos acredita que Jesus está inocente. Pergunta-lhe se ele é o Rei dos Judeus ao que Jesus responde que Pilatos sabe quem Ele realmente é. Para apaziguar a multidão, Pilatos ordena que o fustiguem com trinta e nove chicotadas."
 
"Superstar"
 
"Em delírio, Jesus é assombrado pela alucinação de Judas."
 
"A Crucificação"
 
"Condenado por Pilatos, Jesus é crucificado."
 
"São João"
 
"Os apóstolos retiram da cruz e levam o corpo de Jesus."
 
"No lugar em que ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo no qual ninguém fora ainda depositado."
 

Nota do feitor: A descrição e as imagens das peças de teatro foram retiradas das páginas disponibilizadas sobre a matéria na Internet .




    
 

 
    


Filmes que me interessaram



  
A canção da terra1
Na Ilha de Porto Santo, conta-se a história da gente local, dos seus costumes e conflitos... Ilha de Porto Santo, M a d e i r a, P o r t u g a l.

A Canção da Terra

 
"A luta pela vida assume aspectos dolorosos com a seca, pois não chove na ilha. Gonçalves procura obviar ao infortúnio com o alento que lhe traz o amor de Bastiana, apesar da rivalidade com João Venâncio, um rico proprietário com uma nascente de água nas suas terras e que se recusa a partilhá-la com Gonçalves. A resignação e o sacrifício, a ansiedade, a paixão e o ódio, ateiam conflitos humanos sob os caprichos da natureza."
RTP
  
A Canção de Lisboa2
"A Canção de Lisboa" é, sem exagero, um dos mais célebres e admiráveis filmes portugueses de sempre, a que não é alheio o talento de um elenco portentoso com o mítico trio Vasco Santana/Beatriz Costa/António Silva à cabeça.

A Canc?a~o de Lisboa

 
"Vasco Leitão, estudante de Medicina em Lisboa, vive da mesada de umas tias de Trás-os-Montes que nunca vieram à capital e o consideram um excelente aluno. O Vasco, porém, prefere os retiros de fado, os arraiais, os bailes e as mulheres bonitas. Especialmente Alice, uma costureira do Bairro dos Castelinhos, o que não agrada ao seu pai, o intratável alfaiate Caetano, que conhece bem o rol das dívidas do Vasco e a sua vida de boémio. Um dia, o Vasco chumba no exame, é posto pelo seu senhorio na rua e, para cúmulo, aparecem as tias..."
RTP
  
"Cottinelli Telmo é aquilo que se pode chamar um caso singular do Cinema Português. Arquiteto de formação, assina o primeiro filme sonoro em Portugal, que é também a sua única longa-metragem já que morreu prematuramente. "A Canção de Lisboa" é ainda a primeira grande comédia populista do cinema português, o género de maior sucesso de sempre em todo o cinema nacional, e hoje continua a ser aclamado como um filme de culto. Dos diálogos inspirados ao humor irresistível, onde a tradição da Revista e a comédia de costumes se fundem de forma notável, "
 
  
  
A Menina da Rádio3
Cipriano Lopes e D.Rosa Gonçalves são lojistas na mesma rua e detestam-se. Mas os respectivos filhos amam-se apaixonadamente. E gostam de música. Para raiva de D.Rosa, o Cipriano Lopes lança-se na criação do Rádio Clube da Estrela, onde a filha provaria os seus dotes musicais, graças ao talento do namorado como compositor.

A Menina da Rádio

 
"Em Lisboa, Cipriano Lopes e Rosa Gonçalves são lojistas na mesma rua. Detestam-se, de um ponto de vista comercial, embora a nível sentimental as coisas sejam diferentes, mas a rivalidade abafa tudo. Os respectivos filhos, a doce Geninha e o simpático Óscar, não escodem os seus sentimentos e amam-se apaixonadamente. Ambos partilham o gosto pela música, que Cipriano partilha mas Rosa detesta. Cipriano, lembra-se de montar uma estação de rádio muito local, o Rádio Clube da Estrela, onde Geninha poderia exibir os seus dotes vocais e Óscar o seu talento de compositor. Porém, entre ciúmes, raivas e invejas tudo se vai complicar no bairro e na rádio."
RTP
  
"Artur Duarte foi um dos nomes maiores da chamada comédia populista dos anos 40, bem patente em obras como "O Costa do Castelo", "O Leão da Estrela" ou "O Grande Elias". Em 1944 assinou um dos seus maiores êxitos, "A Menina da Rádio", com a habitual colaboração de João Bastos no argumento e diálogos. Mais uma divertidíssima história de pequenas rivalidades, ciúmes, invejas e desencontros num típico bairro lisboeta que se rendia aos encantos da rádio, das canções e dos amores cruzados e nem sempre confessados. Uma grande realização de Duarte, apoiada na excelente fotografia de Aquilino Mendes, agora extraordinariamente valorizada pelo magnífico trabalho de restauro, e servida por um notável elenco, de António Silva a Manuel Santos Carvalho, passando por Maria Matos, Maria Eugénia, Ribeirinho, Óscar de Lemos e Fernando Curado Ribeiro."
 
  
Aldeia da Roupa Branca4
A Aldeia da Roupa Branca é um filme português de 1938, realizado por Chianca de Garcia. Esta longa-metragem estreou-se em 1939, sendo uma comédia de cunho popular. É a história de uma lavadeira...

Aldeia da Roupa Branca

 
"Gracinda, jovem lavadeira, vive com o padrinho, o Tio Jacinto, e juntos têm um negócio familiar, que trata de lavar a roupa dos habitantes de Lisboa, na aldeia onde moram, nos arredores de Lisboa. Infelizmente, a vida não lhes tem corrido bem. Mas tudo muda de figura quando a rapariga decide ir à cidade tentar convencer Chico, o filho do Tio Jacinto por quem Gracinda se apaixonou, a voltar à terra para recuperar o negócio. Na mesma altura, preparam-se as festas populares da aldeia, ocasião propícia às disputas entre o Tio Jacinto e a sua eterna rival, a viúva Quitéria, em que ambos tentam trazer a melhor banda para animar a festa."
The Internet Movie Database
  
Helga5
Helga - Vom Werden des Lebens menschlichen. Em 1967, o filme Helga, sobre a educação sexual, foi um grande sucesso na Alemanha e noutros países.

Helga

 
"Helga é um documentário que trata dos aspectos físicos da anatomia humana e da reprodução. Desde os primeiros estágios da gravidez, ao parto, a câmera segue Helga por todo lado, até que ela tenha o seu bebê.Este filme é um documentário que se baseia fortemente na informação médica e educacional.O parto é filmado em "close-up" com notáveis sequências."
Wikipedia
  
Marcelino, Pão e Vinho6
Um frade franciscano conta para uma menina doente a lenda de Marcelino, um bebê que foi deixado na porta do mosteiro e criado pelos religiosos. Após frustradas tentativas de entregá-lo para adoção, acaba sendo criado pelos doze frades franciscanos.

Marcelino, Pão e Vinho

 
"Marcelino cresce fazendo travessuras e levando todos no convento à loucura com sua desobediência e imaginação; mediante a solidão e a falta de crianças de sua idade para brincar, se diverte inventando apelidos para os frades, cria um amigo imaginário chamado Manuel, inventa histórias inacreditáveis."
Wikipedia
  
"Uma das histórias que relata, porém, desafia a curiosidade dos religiosos, que a resolvem conferir pessoalmente, constatando com surpresa o divino poder da inocência, e Marcelino se torna o protagonista de um milagre que marcará para sempre o vilarejo espanhol onde ocorre a história."
 
  
  
Música no Coração7
Originalmente intitulado The Sound of Music, data de 1965 e foi realizado por Robert Wise. Tornou-se num dos mais famosos filmes musicais de sempre, contando com Julie Andrews, Christopher Plummer e Eleanor Parker nos principais papéis.

Música no Coração

 
"A acção desenrola-se na bela cidade de Salzburgo, numa Áustria anexada por Adolf Hitler às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Andrews interpreta o papel de Maria, uma jovem noviça com talentos musicais e pouca predisposição para a religião, que é contratada para tomar conta dos problemáticos sete filhos do Capitão Von Trapp (Plummer), um viúvo austero e dedicado anti-nazi. Aos poucos, Maria foi conquistando o coração das crianças e até do próprio capitão com quem acaba por casar. Contudo, quando a guerra estala e devido às posições políticas do Capitão, a família Von Trapp é obrigada a refugiar-se no antigo convento. Uma das cenas mais brilhantes do filme é exactamente aquela em que se escondem de um batalhão nazi e conseguem fugir para a Suíça com a própria ajuda da Madre Superiora (A veterana actriz Peggy Wood, nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária) e das restantes freiras. Apesar de ter sido uma adaptação da peça da Broadway, o filme tornou-se um estrondoso sucesso à escala mundial, muito devido à mensagem de esperança veiculada e à espontaneidade e versatilidade da sua partitura musical com canções inesquecíveis como The Sound Of Music, Climb Every Mountain, How Do You Solve a Problem Like Maria, Do, Re, Mi, Edelweiss e My Favourite Things. O filme venceria cinco Óscares: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Som, Melhor Montagem e Melhor Banda Sonora. A actriz Julie Andrews, apesar de nomeada, perderia o galardão de Melhor Actriz para Julie Christie."
Infopedia
  
Nome (O) da Rosa8
Estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos.

Nome (O) da Rosa

 
"O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas."
HISTORIANET
  
"A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição."
 
  
Contexto histórico  
  
"A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica (crescimento do comércio monetário), social (projeção da burguesia e sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517."
 
  
"Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento, enquanto movimento cultural, resgatou da antiguidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período, entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja."
 
  
"No filme, o monge franciscano representa o intelectual renascentista, que com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro."
 
  
  
O Costa do Castelo9
Um jovem de boa condição social aluga um quarto na humilde e simpática casa onde mora a jovem empregada bancária que o enfeitiçou. Tudo por amor, nada contra o furor de viver na Lisboa dos anos 40.

O Costa do Castelo

 
"Daniel aluga um quarto na humilde casa da sra. Rita e do sr. Januário, na Costa do Castelo, onde moram ainda Luizinha, uma bela orfã, e Simplício Costa, professor de guitarra. Daniel, que é rico e fidalgo, faz-se passar por pobre e apaixona-se por Luizinha. Os dois vivem dias felizes até que a sua verdadeira identidade é revelada pela sua autoritária tia Mafalda, o que põe em risco o romance. Mas entra então em cena Simplício Costa, um homem com soluções para todos os problemas. Nem sempre pelos caminhos mais simples."
RTP
  
""O Costa do Castelo" é um dos filmes mais conhecidos, vistos e aclamados de Artur Duarte, sem dúvida um dos mais talentosos cineastas portugueses do período da chamada Comédia Populista. Autor de obras tão célebres como "A Menina da Rádio", "O Leão da Estrela" ou "O Grande Elias", Duarte foi na verdade um hábil criador de sentimentais e hilariantes comédias de sabor genuinamente português e lisboeta. Assim, entre complicados e sinuosos equívocos, delirantes jogos de aparências, suaves confrontos entre ricos e pobres e felizes histórias de amor, se materializou o melhor cinema de Duarte. "O Costa do Castelo" combina tudo isto de forma particularmente inteligente, ao longo da complicada história do rico fidalgo que se refugia em casa de gente modesta na Costa do Castelo e se apaixona pela bela orfã. Um romance que a intratável tia rica vai contrariar e o inimitável, irresistível e truculento professor de guitarra resolver no meio das mais loucas peripécias. Destaque para António Silva em mais uma das suas superlativas criações de arrebatador "Homem das Arábias" e galante vigarista lisboeta, capaz dos mais irresistíveis trocadilhos e das mais ousadas impertinências, à cabeça de um elenco de luxo em que se contam os nomes de Curado Ribeiro, Milú, Maria Matos, Manuel Santos Carvalho e Hermínia Silva."
 
  
  
O Leão da Estrela10
Uma típica família da pequena burguesia lisboeta, liderada por um inflamado sportinguista, desloca-se ao Porto, com o objectivo mais ou menos velado de casar a sua filha com um rico herdeiro do Norte, rapaz das melhores referências, nascido de uma família de indefectíveis portistas. Dos jogos de amor para as rivalidades futebolísticas, o único árbitro deste filme será a comédia.

O Leão da Estrela

 
"Anastácio, um alucinado e fanático adepto do Sporting, vai ao Porto assistir a um desafio decisivo. Instala-se com a família em casa dos Barata, que conheceram nas Caldas da Rainha e cujo filho Eduardo namorisca a bela Jujú, a filha de Anastácio. Este, um compulsivo farsante e imaginativo mentiroso, faz-se passar por um abastado homem de negócios e as coisas correm da melhor forma no Porto. Mas quando Barata anuncia uma visita a Lisboa com a família, Anastácio fica em pânico. Porém, não se deixa abater e monta uma engenhosa farsa de aparências e mentiras, que vai terminar numa monumental confusão."
RTP
  
"Uma das mais notáveis comédias de Artur Duarte, "O Leão da Estrela" continua a ser um filme irresistivelmente hilariante e um dos mais perfeitos exemplos da comédia populista do período dourado do cinema português. Centrando-se nas loucas atribulações de um ferrenho adepto do Sporting, que monta uma alucinante encenação de forma a poder estender até aos limites do impossível uma série de mentiras em que se faz passar por um rico homem de negócios, Artur Duarte assina uma comédia admirável, dos seus gags visuais aos seus fabulosos trocadilhos verbais, que é um retrato delicioso, irónico e envolvente dos costumes, das ilusões e dos anseios pequeno-burgueses da sociedade lisboeta dessa época. Um dos mais queridos e memoráveis filmes portugueses de sempre, servido por um fabuloso elenco, onde se contam os nomes de António Silva, Milú, Maria Eugénia, Curado Ribeiro, Laura Alves e Artur Agostinho"
 
  



    
 

 
    


Telenovelas que me entusiasmaram



  
A Jóia de África1
A JÓIA DE ÁFRICA desenrola-se em Moçambique, nos fins dos anos cinquenta, numa zona de plantações, banhada por um rio, apoiada por um povoado típico da época, a sanzala, e todo o esplendor, tanto da fauna animal como da paisagem que fazem deste continente o mais impressionante e fascinante de todo o globo.

A Jóia de África

 
"A história abre com um momento de grande dramatismo: Romão, nascido em Moçambique, que se formou em Medicina em Coimbra e que tem no sangue a arte do caçador, caça no momento em que é avisado que a sua mãe está às portas da morte.
TVI
Ela, antes de morrer, diz-lhe que Romão não é seu filho natural, nem do seu pai adoptivo, o Engenheiro Francisco.
 
Coloca-lhe com os dedos trémulos, em torno do pescoço, um belo colar da zona do Zambeze.
 
Aí estão as suas origens. Margarida, a mãe adoptiva, morre antes de dizer quem é a verdadeira mãe de Romão.
 
Este fica confuso e decide-se a voltar para Lisboa, para aí casar com a sua noiva, uma enfermeira, de seu nome Paula.
 
Mas é na então Lourenço Marques que o seu grande amigo Domingos, de cor negra, que estudou com ele em Coimbra, onde se licenciou em Direito, lhe diz que aquele colar é da zona onde ele nasceu, colar usado pelas «donas», mulheres que se tornaram grandes herdeiras da região do Zambeze, fruto da mistura entre brancos e pretos.
 
Romão vai com o amigo, já advogado em Lourenço Marques em busca dos seus verdadeiros pais, subindo o rio com todos os seus mistérios. Entretanto, na espectacular região onde se vai centrar a história, dá-se o regresso da linda Joana.
 
Regressa para casar com Miguel, com quem estava comprometida, filho do aristocrata Romão da Cunha e da sua snobe mulher Isabel.
 
Os Cunhas são proprietários de grandes plantações que estão em decadência, em contraste com as do pai de Joana, Eliseu, de origens humildes, que possui plantações em franca ascensão.
 
O sangue de África corre-lhe nas veias, e é ali que ela se sente feliz.
 
A sua chegada coincide com a marcação da festa do seu noivado com Miguel.
 
Mas entre eles há contrastes e visões completamente diferentes do relacionamento com os negros, que no fundo espelham todas as contradições do colonialismo. Joana desde criança que se misturou, sem preconceitos, com os da terra, tendo como seu melhor amigo Domingos, que precisamente sobe o rio com Romão. Miguel sempre andou em conflito com Domingos e trata de uma forma desumana e racista os negros.
 
Miguel tem como seu aliado Amílcar, o chefe do posto, homem bruto e de pouco carácter.
 
E para agravar mais esta tensão e o lado mais negativo de uma colonização, Miguel cobiça Biti, uma jovem negra, de uma beleza rara e filha do Régulo.
 
É uma violenta tempestade, como só há em África, com toda a sua espectacularidade que impede que se realize a festa de noivado, mas que faz com que a embarcação onde vem Domingos e Romão naufrague.
 
É Domingos que salva Romão. E é na sanzala tratado por Biti que Romão recupera.
 
A velha Nefuca, a feiticeira, já cega, neta de escravos, que se senta à sombra da imensa árvore que foi plantada em honra da libertação dos seus antepassados, sabe que a chegada de Romão vai trazer a revelação de grandes segredos e a mudança em muitos dos que ali vivem.
 
Nefuca, a sábia de África, é ela própria possuidora da chave do grande segredo que envolve os pais de sangue de Romão que ali fica a viver até descobrir a verdadeira origem do seu colar que entretanto desaparece...
 
Numa noite de luar, Joana está prestes a ser atacada por um leão, quando Romão, um exímio caçador, dispara mesmo a tempo, fazendo com que o leão tombe aos pés de Joana.
 
Entre Joana e Romão nasce um amor escaldante, que tem como testemunho a tremenda e inesquecível paisagem africana.
 
Mas esse amor vai ter a feroz oposição de Miguel e da sua mãe Isabel. Por outro lado e para adensar mais a intriga, chega de Lisboa Paula, a noiva de Romão... Vencerá o amor entre Joana e Romão?"
 
  
  
Alto Astral2
A novela de Daniel Ortiz, baseada na sinopse de Andrea Maltarolli, engloba uma trama de encontros e reencontros desta e de outras vidas, segredos de pessoas acima de qualquer suspeita e mistérios instigantes. Com direção geral de Jorge Fernando e Frederico Mayrink, direção de núcleo de Jorge Fernando e supervisão de texto de Silvio de Abreu, 'Alto Astral' tem como tema central a história de amor entre Caíque (Sérgio Guizé) e Laura (Nathalia Dill).

Alto Astral

 
"Por algum motivo que a razão desconhece, Caíque desenha incansavelmente, há anos, o rosto de uma mulher sem saber o por quê. Ele, que desde a infância vivencia experiências sobrenaturais, sempre relutou a essa situação e, para não se expor, esconde esses desenhos de todos para esquivar-se de maiores questionamentos. Anos mais tarde, ao voltar de uma longa viagem para fora do Brasil, o destino encarrega-se de colocá-lo frente a frente com aquele rosto que até então era apenas a face de uma desconhecida. Caíque e Laura são tomados imediatamente por um sentimento arrebatador. Tudo se encaixa e ele tem a certeza que esta é a mulher da sua vida.
SIC
Seria perfeito não fosse Laura estar prestes a casar com Marcos (Thiago Lacerda), irmão de Caíque. Ambos são filhos adotivos de Maria Inês (Christiane Torloni) sendo que Marcos sempre nutriu uma intensa rivalidade pelo irmão. Os dois são médicos e herdeiros de um grande hospital. Marcos é um cirurgião de renome, e Caíque clínico geral que, mesmo tendo pavor de sangue, é capaz de realizar, com sucesso, operações e procedimentos médicos muito delicados e em condições extremas onde faltam todos os recursos. O que Marcos abomina, já que considera o irmão um irresponsável.
 
O que quase ninguém sabe é que Caíque recebe, contra a sua vontade, a orientação de um guia chamado Castilho (Marcelo Médici), o espírito de um médico que tem uma missão do passado para resgatar. "Caíque muitas vezes não distingue esses espíritos das pessoas vivas. Em diversas situações, quem o vê de fora pensa que ele está falando sozinho, e isso traz uma série de conflitos para o rapaz mas, ao mesmo tempo, é muito engraçado", completa Silvio de Abreu. Quando Caíque menos espera, lá está o Dr. Castilho sentado à mesa de seu consultório para uma conversa. E se a conversa aquece e ele se vê contrariado, não pensa duas vezes: atravessa portas e paredes e desaparece, deixando o pobre mortal sozinho.
 
Assim como Caíque, Samantha (Claudia Raia) também tem poderes paranormais. Mas, ao contrário dele que resiste a esta condição, ela não poupa esforços para chamar atenção e conquistar prestígio através dessa sua sensibilidade especial que com o tempo vai enfraquecendo. "A Samantha é meio trambiqueira, ouve uma voz que antecipa fatos que ainda vão acontecer. Mas ela faz um mau uso desses poderes e por isso acaba perdendo essa habilidade. A paranormal é capaz das coisas mais inusitadas e acaba se metendo em situações engraçadas para recuperar seus poderes", conta Daniel Ortiz.
 
Samantha forja desastres e até derruba uma ponte para poder chamar atenção. Como isso não está lhe a render a repercussão que deseja, ela vê em Caíque a solução dos seus problemas. Além de apaixonada pelo médico, ela sabe que ele também tem poderes sobrenaturais e tem certeza de que os dois foram escolhidos pelo universo e, juntos, farão fama e dinheiro.
 
As armações de Samantha, as trapalhadas dos espíritos, a força do destino na realização do amor de Laura e Caíque e os pequenos e grandes segredos que rondam a vida dos vários personagens de Alto Astral".
 
  
  
Amanhecer3
A história de "Amanhecer" começa num hospital, com João Santos Semedo (Diogo Martins), que segura o seu irmão Pedro Santos (Manuel Custódia) ao colo... Está claramente nervoso e apreensivo. Finalmente, surge um médico que lhe diz que a mãe, Clara Santos (Gracinda Nave), terá que ficar no hospital. João fica sem palavras. O médico pergunta à criança pelo pai e, ao contrário do que seria esperado, João responde que só o viu duas vezes e que não sabe onde ele está mas que, certamente, a mãe terá o contacto.

Amanhecer

 
"É assim que em Mafra, o professor Luís Carlos Semedo (João Reis) recebe o telefonema de um hospital de Lisboa informando-o de que Clara vai ser operada de urgência e que o seu filho João não tem com quem ficar. Um pouco atormentado lá vai, ao encontro de uma grande surpresa... Clara recebe-o já na maca, no Serviço pré-operatório do Hospital. Ela pede-lhe que se ocupe do seu filho pois vai ser operada à cabeça e o pior pode acontecer... Luís Carlos compromete-se a encarregar-se de João, embora mal o conheça...
TVI
Já no corredor, Clara levanta um braço indicando que pretende ainda falar uma vez mais com o pai do seu filho. Luís Carlos vai ter com ela. Ela agarra-lhe a mão, pede-lhe que jure que se ocupará de facto do filho e nisto surpreende-o ao dizer-lhe: "Ele não é teu filho!..."
 
Luís Carlos fica atónito. Nessa noite vai falar com Anabela Gomes (Fernanda Serrano), uma amiga de Clara que é prostituta... Ao vê-la, Luís Carlos fica claramente perturbado com a sua beleza e logo aí se apaixona por ela!
 
No decorrer da conversa, pergunta-lhe quem é o pai de João e conta-lhe a revelação de Clara. Anabela fica bastante surpresa e diz que não sabe de nada pois Clara sempre lhe disse ser ele o pai de João. Já de saída, Luís Carlos pergunta a Anabela o que é que uma mulher tão bonita faz naquela vida, mas Anabela sai sem lhe responder.
 
No dia seguinte, no hospital, Luís Carlos é informado pelo médico que, depois da operação, Clara entrou em coma.
 
A indefinição do estado de saúde de Clara e a terrível revelação que esta lhe fizera levam Luís Carlos a partir para o Douro, sua terra natal e também a de Clara, em busca do verdadeiro pai de João... e também de algumas surpresas e alguns segredos!"
 
  
  
Anjo Meu4
Da cosmopolita Nova Iorque a uma pequena vila do Alentejo, Anjo Meu revisita o Portugal dos anos 80 e a sua relação com o resto do mundo.

Anjo Meu

 
"A família Rebelo da Cunha perde o seu poderoso império empresarial, nacionalizado depois do 25 de Abril, assim como a herdade da Tamargueira, propriedade da família, ocupada no verão quente de 1975. Sendo eminente a prisão de Geraldo, a família prepara a fuga, mas não sem antes passar pela tragédia da morte da mulher de Geraldo, vítima de uma bala perdida. Geraldo parte com a filha, Eva, para Nova Iorque e confia as jóias da família a uma criada de confiança, Joana Rita, para que ela as entregue, mais tarde. Mas tal nunca chega a acontecer.
TVI
Dez anos depois, em Nova Iorque, Geraldo ainda não recuperou do desaire financeiro e emocional. Frequenta casas de jogo clandestino e contrai dívidas com a Mafia. Um dia, a sorte de Geraldo muda, ao ganhar uma fortuna ao jogo, e decide voltar para Portugal.
 
No Alentejo, Joana Rita passou de criada a patroa. Comprou a herdade da Tamargueira e é figura de proa na Vila do Anjo, preparando-se para concorrer a Presidente da Câmara. Mas a chegada de Geraldo pode mudar tudo. Ele quer descobrir a verdade sobre a morte da mulher e desaparecimento das jóias da família. Joana Rita é, naturalmente, o alvo das suas suspeitas. O regresso desencadeia uma segunda revolução, na Vila do Anjo. Uma guerra de onde ninguém sairá incólume. Nem mesmo Eva e Matias.
 
Eva e Matias conheceram-se em circunstâncias dramáticas, antes da fuga. Desde então, os dois trocaram cartas apaixonadas. De volta a Portugal, Eva espera encontrar Matias e, finalmente, viver o romance que alimentou durante dez anos. Está longe de suspeitar que Matias é filho de Joana Rita, porque ele nunca lho revelou. Mas a inimizade dos pais não é a única barreira que separa Eva e Matias.
 
Na Vila do Anjo vamos reviver os anos 80 através das histórias que se cruzam entre personagens que amam, odeiam, sonham, vencem ou vivem dramas e desilusões. Dos triângulos amorosos, à ambição política e à eterna procura da felicidade, famílias irão lutar pelos seus lares, emigrantes vão regressar à sua terra natal e os fantasmas do passado irão adensar os mistérios que a vila e seus habitantes podem esconder."
 
  
  
Anjo Selvagem5
Mariana de Jesus (Paula Neves) nasceu e cresceu num convento. Desde logo revela um jeito de maria-rapaz, como companheira de rua dos miúdos da aldeia onde fica o convento. Mas Mariana tem outra faceta. Gosta muito de cantar e dançar, escapando-se pela janela a meio da noite com a sua amiga São (Teresa Tavares), companheira de quarto, para ir às discotecas da zona. Numa dessas saídas, Mariana conhece Pedro Brandão Salgado (José Carlos Pereira), filho de Álvaro Salgado (Alexandre de Sousa) e Helena Brandão Salgado (Manuela Carona), donos da Quinta de Nossa Senhora do Carmo.

Anjo Selvagem

 
"Essa quinta já havia sido, em tempos, palco de um amor proibido. Passou-se quando Álvaro, o único filho do casal Sebastião Salgado e Angélica Salgado (Isabel de Castro), se apaixonou pela empregada da casa, Rosário Medeiros (Sílvia Balancho). O resultado foi a gravidez de Rosário, protegida por Angélica e proibida por Sebastião. Face aos problemas financeiros da sua empresa, Sebastião associa-se a Vicente Brandão, que prometeu socorrê-lo, na condição de casar a sua filha Helena com Álvaro.
TVI
Cobardemente, Álvaro aceita o casamento por conveniência e a quinta prepara-se para a grande festa. Entretanto, Rosário sabe do motivo da festa pelo irmão e, desesperada, foge da casa, numa noite de tempestade. Acaba por desmaiar em frente a um convento, onde é recolhida com uma grave pneumonia. Na quinta, nunca mais se sabe do seu paradeiro.
 
Álvaro compra o silêncio do irmão de Rosário, Luciano Medeiros (Manuel Cavaco), dando-lhe o cargo de mordomo. Anos mais tarde, Álvaro passa a tomar conta dos negócios. Apesar dos filhos Pedro e Marta Brandão Salgado (Sara Moniz), o casamento com Helena, que se torna uma alcoólica não assumida, é um desastre. Álvaro tem um caso com Andreia Barroso (Vera Alves), a secretária, uma mulher bonita e sofisticada que planeia o "golpe do baú".
 
Existem ainda dois quartos na quinta. Um ocupado por Angélica, viúva, que passa o tempo fechada, prisioneira do passado, e outro quarto onde vive Francisco Brandão (António Pedro Cerdeira), isolado, e preso a uma cadeira de rodas desde que a mãe e a noiva morreram num acidente.
 
Mas as histórias passadas, que se julgavam enterradas, ressurgem quando Mariana completa dezoito anos, tendo que sair do convento e arranjar um emprego. O seu destino passa pela Quinta de Nossa Senhora do Carmo, onde fará amigos, mas também alguns inimigos".
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anjo_Selvagem
 
  
  
Babilónia6
"Babilônia" é a novela escrita por Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares. Com direção de Dennis Carvalho, a trama recebeu esse nome por causa do Morro da Babilônia, que fica na Zona Sul do Rio de Janeiro, região onde é ambientada a história. E faz referência também à babilônia metafórica.

Babilonia

 
"Ancorada nas três protagonistas, a obra vai mostrar três lados da ambição. Um positivo, com a heroína Regina (Camila Pitanga) e dois negativos, através das vilãs Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). Um assassinato, que ocorre no primeiro capítulo, cruza os destinos das três personagens e serve como ponto de partida para a trama, que se desenrola a partir daí e avança 10 anos ainda na primeira semana.
SIC
Regina é moradora do Morro da Babilônia e trabalha numa barraca de côco na praia do Leme. Seu par romântico, Vinícius (Thiago Fragoso) é um advogado idealista que vai lutar contra injustiças. A inescrupulosa Beatriz não mede as consequências de seus atos para conseguir o que quer e usa sua sensualidade para consegui-lo. Sempre em busca de poder, ela é viciada em sexo, mas usa seus amantes como objetos. Rica e bem-sucedida, a filha de Estela é alvo da inveja de Inês, que se decepciona ao reencontrar a amiga da adolescência e ser rejeitada, por isso agarra uma oportunidade de chantageá-la e a partir de então as duas se tornam rivais, porém parceiras nas tramoias.
 
E formam um casal de lésbicas no folhetim, Teresa e Estela, respectivamente. Marcos Pasquim e Marcello Melo Jr. também viverão um relacionamento gay, na pele dos personagens Carlos Alberto e Ivan.
 
Encarna Murilo, um cafetão que se apaixona por Alice ( ) e tenta tranformá-la em uma de suas garotas de programa de luxo. A jovem, filha de Inês, se apaixona por de Evandro (Cássio Gabus Mendes), o marido de Beatriz, que também se apaixona por ela.
 
Marcos Veras faz sua estreia em novelas nesta obra, em que interpreta Norberto, um aspirante a chef de cozinha, irmão do mulherengo Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes) e melhor amigo do naturista Clóvis (Igor Angelkorte), com quem vai disputar o coração de Valeska (Juliana Alves)".
 
http://www.purepeople.com.br/famosos/novela-babilonia_p3183
 
  
  
Caras e Bocas7
Caras & Bocas é uma história de amor entre pais e filhos, da descoberta de emoções, do entendimento através das gerações e classes sociais diferentes.

Caras e Bocas

 
"Inicialmente, a novela Caras & Bocas começa 15 anos antes da data actual. O milionário Jacques (Ary Fontoura) é avô de Dafne (Flávia Alessandra) que, por sua vez, conhece o aluno bolseiro Gabriel (Malvino Salvador).
SIC
Pensando que Gabriel está com Dafne apenas por causa do dinheiro, Jacques dá uma bolsa de estudos para Gabriel estudar em Inglaterra, porém, logo em seguida descobre que sua neta está grávida. Arrependido de tudo o que fez para separar o casal, Jacques tenta desfazer toda a confusão criada por ele mesmo, mas os seus planos correm mal.
 
Os anos passam e Dafne está fechada para o amor, pois o único homem que amou na vida nunca voltou para os seus braços. Entretanto, ao seu lado está Vicente (Henri Castelli), advogado atrapalhado e divertido que é loucamente apaixonado por ela.
 
Enquanto isso, Gabriel nunca soube da gravidez de Dafne e só não voltou para a amada porque precisava ajudar sua família. Ele foi obrigado a abandonar todos os seus estudos e sonhos artísticos. Hoje ele é dono de um bar e pinta os seus quadros para sobreviver.
 
Nas palavras do autor Walcyr Carrasco, Caras & Bocas é "uma grande história de amor, porque é através da filha Bianca (Isabelle Drummond) e das confusões geradas por esse relacionamento, que a sofisticada Dafne (Flávia Alessandra) e o machão Gabriel (Malvino Salvador) vão viver seus sonhos".
 
http://sic.sapo.pt/Programas/carasebocas
 
  
  
Cheias de Charme8
É a história de Maria da Penha (Taís Araújo), Maria do Rosário (Leandra Leal) e Maria Aparecida (Isabelle Drummond), empregadas domésticas que se conhecem após uma noite de muita confusão.

Cheias de Charme

 
"Do caos nasce uma grande cumplicidade, mostrando que na vida, assim como na música, a harmonia é fundamental. E como num conto de fadas, elas se transformam num bem sucedido trio de cantoras. A pedra no sapato dessas heroínas é Chayene (Cláudia Abreu), a rainha do eletroforró. A cantora amarga uma má fase na carreira e tentará se reerguer às custas do cantor Fabian (Ricardo Tozzi), sucesso do ritmo sertanejo universitário.
SIC
'Cheias de Charme' tem autoria de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, colaboração de Daisy Chaves, Isabel Muniz, João Brandão, Lais Mendes Pimentel, Paula Amaral e Sergio Marques, supervisão de Ricardo Linhares, direção de núcleo de Denise Saraceni e direção geral de Carlos Araújo."
 
  
  
Chocolate com Pimenta9
A telenovela atravessa duas fases da década de 20, com uma passagem de tempo de sete anos. A trama começa em 1922. Ana Francisca perde seu pai, já viúvo, assassinado por grileiros no interior do sul do Brasil, e vai morar na cidade de Ventura com um ramo da família que ela não conhece: a avó Carmem; o tio Margarido; seus primos distantes Márcia e Timóteo, que diariamente travam hilárias batalhas para esconder a atração que sentem um pelo outro; e a "agregada" Dália no pobre (porém acolhedor) sítio da família.

Chocolate com Pimenta

 
"Em Ventura, Ana se apaixona por Danilo, que também é alvo da paixão da perversa Olga. Danilo se envolve com Ana, mas graças a uma armação de sua tia Bárbara em parceria com Olga (que fazem com que Ana seja humilhada na frente de toda a cidade com um banho de tinta verde diante de todos num baile), ele se separa da moça, que acaba se casando com o bondoso Ludovico Canto e Mello, pois ela descobriu estar grávida de Danilo. Ela conta apenas a Ludovico sobre isso e ele casa-se com ela para Ana não ser uma mulher desonrada. Ludovico é dono da fábrica de chocolates "BomBom'", um império do ramo. Os dois vão morar em Buenos Aires e se passam 7 anos. Ludovico morre e Ana decide retornar a Ventura com o seu filho, Tonico (na verdade filho de Danilo) e com sua governanta, Dona Mocinha, para se vingar de todos aqueles que lhe fizeram mal um dia.
SIC
Para começar, ela resolve tirar a fábrica de chocolates da cidade, o que preocupa os poderosos de Ventura: Jezebel, irmã perversa de Ludovico que dirigiu a fábrica nesse tempo; Vivaldo, tio de Danilo e prefeito da cidade; Conde Klaus Von Burgo, o principal banqueiro; e o delegado Terêncio, pai de Olga. Eles se juntam para armar maneiras de fazer com que Ana não tire a "Bombom" da cidade, já que a fábrica é a principal fonte de renda da região.
 
Enquanto isso, o triângulo amoroso entre Ana, Danilo e Olga volta a se formar com a volta da moça, e muita emoção acontece, enquanto Jezebel, Vivaldo, Klaus e Terêncio armam planos mirabolantes e não menos cômicos e diabólicos para atingir seus pérfidos objetivos."
 
  
  
Coração d'ouro10
Em Coração d´Ouro conta-se a história de Maria (Rita Blanco), disposta a todos os sacrifícios pela filha Catarina (Mariana Pacheco). E o sacrifício mais doloroso começa quando António (João Perry), um antigo patrão de Maria, sabendo-se no fim dos seus dias e querendo repor alguma justiça, decide incluí-la no seu testamento. O seu objetivo é, de alguma forma, compensar Maria e garantir que ela e Catarina não tenham de passar por mais dificuldades e possam esquecer as dificuldades do passado. Este passado acarreta um segredo que poucas pessoas conhecem e que Maria quer esconder a todo o custo: Catarina é neta de António, fruto de uma relação com o seu filho Henrique (João Reis).

Coração d'ouro

 
"Todavia, Catarina, ao descobrir que o seu futuro vai mudar com a morte de António, não consegue esperar mais e decide matá-lo. Sem saber, mata o próprio avô. Ao descobrir este crime, Maria tem de decidir entre tornar-se cúmplice ou denunciar a filha.
SIC
Entretanto, e uma vez na posse dos bens que lhe foram deixados por testamento - que incluem participações numa quinta do Douro e numa clínica do Porto pioneira na área de imunologia -, Maria tem de enfrentar a oposição firme de Henrique, que está convencido de que ela e a filha (sua filha também) são umas oportunistas. Ele não vai desistir enquanto não conseguir expulsá-las de casa e reaver a fortuna do seu falecido pai.
 
Henrique, vive para a ostentação, e tem como oposto o seu irmão mais novo - Duarte, que é a imagem do regresso à terra e aos valores fundamentais.
 
Duarte (Victor Gonçalves) é o responsável pelo famoso vinho que se produz na Quinta. Depois de passar por uma situação em que podia ter morrido decide mudar a sua vida, apaixonando-se por Joana (Lúcia Moniz), investigadora na Clínica. São duas personagens a despir a pele do que já foram: Duarte passa por um doloroso processo de divórcio, com Beatriz (Maria João Bastos), a sua mulher, que vai fazer de tudo para não o perder, incluindo manipular emocionalmente o filho de ambos, enquanto Joana vive ainda as saudades do marido recentemente falecido num acidente no dia do seu aniversário.
 
Mas o amor de Duarte e Joana vai resistir a tudo e fazer-nos sonhar, porque duas pessoas que já caíram e se levantaram têm a força para lutar contra o que for preciso para serem felizes.
 
No Final da novela, Catarina mata o Pai (Henrique), em Miami, para roubar a fortuna de Maria Helena ( Rita Lello ), mas as coisas não correm como ela desejava, pois Catarina é apanha pela polícia, no aeroporto, e é condenada à morte na Prisão da Flórida.
 
Momentos antes de morrer, Catarina grita pela sua mãe (Maria).
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora%C3%A7%C3%A3o_d%27Ouro
 
  
  
Dancin' days11
A telenovela Dancyin Days, de Gilberto Braga, foi um sucesso no Brasil no final dos anos 70 e mais tarde também em Portugal. Agora é Pedro Lopes que lidera o desafio de adaptar a novela à atualidade.

Dancin' Days

 
"1996. A história começa na noite de passagem de ano quando duas irmãs, Júlia e Raquel, à data com 18 e 24 anos, saem com um grupo de amigos para comemorar a entrada no novo ano. Júlia acaba por confidenciar que está grávida.
SIC
Ao regressarem a casa de carro, Raquel atropela um homem. Numa reação de pânico, foge do local, contra a vontade de Júlia, que insiste que têm de voltar para prestar auxílio, mas Raquel recusa fazê-lo porque esteve a beber.
 
Durante esta discussão surge a polícia e Júlia acaba por assumir que era ela quem conduzia o carro quando atropelaram o homem. Mas o que Júlia não esperava é que a vítima acabasse por morrer no hospital, o que transforma o caso em homicídio e fuga.
 
A coincidência do homem ser credor do pai de Júlia e Raquel agrava as suspeitas de crime premeditado, levando a que Júlia seja condenada a uma pena de prisão de 18 anos por homicídio qualificado.
 
Poucos meses depois de ser presa, Júlia dá à luz uma rapariga, Mariana, que entrega à sua irmã para que esta a eduque até que saia da prisão, pedindo-lhe ainda que nunca conte à menina que a mãe está presa, mas sim que está em viagem pelo mundo. Nos primeiros meses, Raquel ainda visita a irmã todas as semanas, mas depois de casar com Zé Maria e de lhe ser diagnosticado um mioma no útero, que a obriga a uma histerectomia, vai-se afeiçoar a Mariana. A juntar a tudo isto, a própria vontade de Júlia em não querer que a filha cresça a vê-la na prisão, leva Raquel a desligar-se por completo de Júlia, abandonando-a à sua sorte.
 
Júlia acaba por sair em liberdade condicional ao fim de cumpridos 16 anos de prisão e o inevitável confronto com a irmã acontece, com Raquel conseguindo manter Júlia afastada de Mariana. É nesta fase conturbada da sua vida que Júlia conhece Duarte, um diplomata desiludido acabado de chegar de Bruxelas.
 
Para Júlia, a vida passa a ter um só objetivo: aproximar-se da filha, criando condições para lhe contar tudo o que se passou sem que esta a rejeite."
 
  
  
Depois do Adeus12
A história de uma época refletida nas "estórias" da família Mendonça que, de repente, se vê estrangeira no seu próprio país. Uma série que retrata Portugal no rescaldo do 25 de abril.

Depois do Adeus

 
"Álvaro e Maria do Carmo Mendonça tinham uma vida feliz em Angola. Álvaro era um empresário de sucesso e Maria do Carmo uma dona de casa tranquila. Juntos têm dois filhos, Ana e João, que estudavam e viviam a adolescência nas ruas de Luanda. Até que chegou a guerra civil e tudo se precipitou. Entre anúncios de independência, estala uma onda de violência e todo o bem-estar e a ordem estabelecida desaparecem.
RTP
Em julho de 1975, deixando para trás todos os pertences de uma vida de trabalho, a família Mendonça, juntamente com mais de quinhentas mil pessoas, embarca numa ponte aérea que marcaria o maior êxodo da história do povo português, rumo a uma terra que a maioria conhecia apenas das fotografias e a que chamavam então de "Metrópole".
 
Em Lisboa, no pequeno apartamento de Joaquim e Natália Cardoso, cunhado e irmã de Álvaro, os Mendonça encontram a base para a reconstrução das suas vidas. Porém, naquele verão quente de 1975, a integração não se adivinhava fácil. Com um Portugal subitamente reduzido às suas dimensões verdadeiras e empenhado num processo revolucionário que, em determinados momentos, deixaria o país num estado próximo da anarquia, a família tem de começar do zero, convivendo com estranhos que os recebem com desconfiança (na rua e mesmo dentro de casa) e lhes colam o rótulo de ?os Retornados? (palavra incompreensível para os seus dois filhos, que nasceram em África). Álvaro tem de arranjar emprego e todos têm de sacudir o orgulho e aceitar a humildade, sofrendo em silêncio a nostalgia de tudo o que se viram forçados a abandonar.
 
Álvaro, um sobrevivente, de espírito empreendedor, chega sem nada mas disposto a fazer tudo para ?salvar? a família da miséria. À imagem de muitos portugueses que sofrem a atual crise económica, Álvaro tem de fazer pela vida e lutar contra o desemprego.
 
Maria do Carmo é o elemento agregador da família Mendonça, apesar de sofrer muito com a tragédia da mudança e sentimento de perda, sentido nas pequenas coisas do dia-a-dia: no trato com a cunhada Natália (mulher conservadora e reprimida) e com as vizinhas, na falta de dinheiro, na falta de condições básicas de vida. Um desespero que a fará questionar, por vezes, até o seu casamento.
 
Ana Maria e João caminham para vida adulta, descobrindo o amor, descobrindo-se a si próprios, tomando opções, cumprindo os sonhos. Ana Maria vai viver um romance atribulado ao apaixonar-se por Gonçalo, um estudante brilhante e o namorado da sua prima Luísa. João vai querer crescer da maneira mais rápida, vivendo a vida intensamente, na companhia dos amigos Paulo e Nando, cometendo erros e armando trapalhadas ? típicas da adolescência da época ? e, ao mesmo tempo, explorando a nostalgia do público da forma mais inocente e descontraída.
 
Com cada episódio a começar por um acontecimento relevante da época (do foro político ou social), recorrendo a imagens de arquivo da RTP, "Depois do Adeus" conta a história de uma época refletida nas "estórias" de uma família que, de repente, se vê estrangeira no seu próprio país. Este é o retrato da família Mendonça, desde o dia em que "retorna" a um mundo onde nunca esteve e que nunca foi o seu, até encontrar o seu lugar; bem como o retrato de um novo Portugal que, tal como os Mendonça, tem de largar o passado e viver o futuro.
 
Depois do Adeus - Uma parte da história que muitos portugueses desconhecem - Um outro lado do pós-25 de Abril e a vida dos retornados na nova série de época da RTP. "Depois do Adeus" o retrato fiel de uma época que foi tudo, menos ficção!
 
  
  
Destinos Cruzados13
Na Novela Destinos Cruzados vai ver Amor, ódio, troca de identidades, o luxo e o lixo da sociedade dão mote à história destas duas mulheres, cujas vidas jamais serão as mesmas depois de verem os seus Destinos Cruzados.

Destinos Cruzados

 
"Há quem diga que todos temos uma cópia no mundo. E se, de repente, o nosso destino se cruzasse com o dessa pessoa e, por uma circunstância trágica, fôssemos obrigados a "trocar de vidas"?
TVI
Este é o mote do novo projecto de António Barreira. o autor da trama. "É uma novela que vai mostrar muitos extremos da sociedade, onde os mais ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres. A classe média está a desaparecer, está a criar-se um país de fossos e é esse país que vamos ver em Destinos Cruzados", diz, acrescentando que "quero passar uma mensagem de esperança e temos de lutar para chegar a qualquer lado".
 
Laura Veiga de Andrade e Sílvia Candeias Moreira são fisicamente iguais, mas não têm quaisquer laços familiares nem sabem da existência uma da outra. São duas sósias que vivem em mundos completamente opostos. mas sua vida vai fazer com que se cruzem, mudando as rotas dos destinos de ambas. Esta personagem dupla é interpretada por Alexandra Lencastre e vai dar muito que falar."
 
  
  
Direito de Nascer14
Uma história de amor, entre Maria Helena de Juncal e Alfredo Martins. O romance que se passa em Cuba, é rejeitado pelas famílias...

Direito de Nascer

 
"A história de Maria Helena, uma mãe solteira na sociedade moralista de Cuba (cidades de Havana e Santiago) do início do século XX.
RTP
A família de Alfredo Martins, seu amante, é rival da sua família. A gravidez surge depois de muitos encontros escondidos. Alfredo tenta o aborto, mas Maria Helena não aceita. Assim, o filho do casal, que cresce no ventre de Maria Helena, é ameaçado pelo seu pai tirano, Dom Rafael Zomora de Juncal, que não aceitava a ideia de um neto bastardo.
 
A negra Dolores, a empregada da família Juncal, foge levando a criança.
 
Enquanto Maria Helena entra para um convento, Mãe Dolores, noutra cidade, cria e educa Albertinho Limonta, que se forma em medicina e se apaixona pela prima Isabel Cristina. Os anos e ironias da vida mostrarão que Dom Rafael, o avô poderoso, estava errado.
 
A novela O DIREITO DE NASCER da SBT, produzida no ano de 1997, foi dirigida por Roberto Talma e José Paulo Vallone."
 
  
  
Doce Tentação15
Esperança caiu dos céus. Ninguém sabe quem é, de onde veio, nem porque está em Ribeira das Flores. Tiago nunca teve muito na vida. Desde pequeno que toda a gente lhe vira as costas e agora que já é um homem, todos aprenderam a receá-lo. Não tem motivos para confiar em ninguém, muito menos numa rapariga misteriosa que nem sequer sabe o próprio nome.

Doce Tentação

 
"É na fictícia vila de Ribeira das Flores, durante a Festa da Santa Padroeira que se dá o insólito. Contra todas as previsões meteorológicas, rebenta uma enorme e violenta tempestade. No meio da tormenta, o povo refugia-se em casa e na igreja, pondo os bens a salvo, trancando tudo e receando uma catástrofe. Destemido, Tiago é o único que enfrenta a tempestade. No meio da floresta, um ruído ensurdecedor sobressalta-o. É surpreendido pela aproximação de uma avioneta que desafia a tormenta e com a queda do aparelho. Embrulhada num pára-quedas estragado, Esperança despenha-se sobre Tiago, atingindo-o com demasiada força. Ficam ambos inconscientes, como mortos.
TVI
O dia seguinte amanhece soalheiro e os ribeirenses saem finalmente à rua, ainda assustados com a intempérie da véspera. Todos se encaminham para a floresta, esperando ver o pior. E ninguém está preparado para encontrar uma bela e misteriosa rapariga nos braços de Tiago.
 
Esperança acorda sem saber onde está e sem saber de onde veio, ou como foi ali parar. Não se lembra sequer do próprio nome. Extremamente sensível, Esperança liga-se de imediato a Tiago. Mas ele é um homem arredio, quase selvagem, e por mais que ela tente aproximar-se, ele não confia nela.
 
Tiago Marques Flor é dono de um pequeno terreno que herdou dos pais e que trabalha com as próprias mãos, fazendo disso o seu sustento. Perdeu os progenitores aos 16 anos e, desde então, ficou sozinho no mundo. Tiago sabe que a vida dos seus pais era muito diferente do que aquela que herdou. Os seus antepassados fundaram Ribeira das Flores e os Marques Flor foram, outrora, uma família poderosa e influente. No entanto, de um dia para o outro, as coisas mudaram. Alvos de uma chantagem, que Tiago desconhece, os pais perderam tudo para a família Vieira da Silva.
 
Crescendo com a amargura dos pais, Tiago transformou-se num homem lutador, duro e desconfiado que culpa instintivamente os Vieira da Silva pelo marasmo que os arruinou. Nunca conheceu outra vida para além da que leva com bastante sacrifício. Na vila, os homens receiam-no e as mulheres desejam-no em segredo. Tiago é um homem de poucas palavras, imprevisível, que gosta de se manter à distância. Ninguém se atreve a faltar-lhe ao respeito, porém nas suas costas são incontáveis as calúnias que se inventam. Quando Esperança aparece em Ribeira das Flores, Tiago fica fascinado. Ela é de uma doçura que ele nunca conheceu e sente-se irremediavelmente atraído. No entanto, a sua natureza desconfiada esforça-se por lutar contra estes sentimentos. Tiago nunca teve nada de mão beijada e o amor que Esperança lhe oferece é demasiado bom para ser verdade.
 
Quem não gosta nem um bocadinho da chegada de Esperança é Francisca Vieira da Silva. É a primeira a assumir-se contra a presença de Esperança em Ribeira das Flores. Rica e nada escrupulosa, Francisca domina a vila. Ninguém fala sobre isso, mas quase toda a gente faz as suas vontades. O certo é que ela possui algo que lhe foi deixado pela sua defunta mãe (Antónia Santinho Vieira da Silva) que lhe permite reinar Ribeira das Flores, juntamente com o seu padrinho, o temido Ricardo Sequeira. Mas nem ele conhece o trunfo de Francisca, que sempre desejou Tiago. Apaixonou-se por ele quando era uma adolescente, tentou seduzi-lo, mas ele recusou-a. Isto feriu-a no seu orgulho de mulher e ela não o esquece até hoje. As persistentes recusas de Tiago só a fazem querê-lo ainda mais. Tenta convencê-lo de que a sua família nada teve a ver com a falência dos Marques Flor, mas Tiago não acredita, não quer nada com gente da “espécie” dela, e está determinado em descobrir a verdade. Contra tudo e contra todos.
 
Francisca percebe que Esperança é uma ameaça muito antes de realizar os sentimentos que Tiago começa a ter por ela. Mas quando se apercebe que Esperança está prestes a roubar-lhe o amor do homem que sempre quis, Francisca perde a cabeça e tenta afastar a rival de qualquer maneira. Está disposta a tudo, desde abusar da influência que tem sobre as pessoas da vila, a usar esquemas maquiavélicos e perigosos. Francisca jura que se Tiago não for seu, também nunca será de Esperança! Conta com o apoio de Miguel, seu irmão adoptivo, nesta luta hercúlea.
 
Miguel reconhece a beleza de Esperança assim que a vê. Altivo e habituado às atenções das mulheres mais belas, acha-a demasiado simplória e inferior a si. Quando Francisca o manda aproximar-se de Esperança e investigar de onde ela vem, Miguel “obedece” contrariado. Mas aos poucos percebe que ela é diferente das outras mulheres e isso cativa-o mais profundamente do que esperava. Começa então a tentar seduzi-la. Achando que ele é bem-intencionado, Esperança cede àquilo que considera ser uma amizade sem segundas intenções.
 
Quem se enfurece com a aproximação dos dois é Tiago, que faz de tudo para alertar Esperança para o verdadeiro carácter de Miguel. E se a rivalidade entre Tiago e Miguel já era lendária na vila, a partir daqui torna-se visceral.
 
Tem início uma luta sem tréguas pelo coração de Esperança.
 
Ribeira das Flores é também palco de outras histórias paralelas a este enredo. Desde o bêbado que é procurado pelo filho, e que afinal não é quem se pensa; das princesas falidas que tentam a todo o custo recuperar a riqueza perdida, com a matriarca a empurrar as filhas para um marido rico; do merceeiro que quis poupar a filha do desgosto de saber que foi abandonada pela mãe, que inventou que esta partiu numa missão humanitária e que agora terá que lidar com o regresso dela; do padre que esteve para casar e que vive às turras com a ex-noiva; da solteirona pudica que se vê disputada por dois homens; do rapaz simples e humilde que é rejeitado pelo pai e alvo fácil de gozo; até ao jovem activo e desportista que descobre que tem uma doença e terá de aprender a lidar com ela."
 
  
  
Equador16
Equador é uma série televisiva portuguesa de ficção histórica, de drama e romance, produzida pelo canal TVI, baseada na obra Equador de Miguel Sousa Tavares.

Equador

 
"Equador é a história de um homem, Luís Bernardo, que é nomeado para o cargo de governador-geral de São Tomé e Príncipe.
TVI
Luís Bernardo é um jovem empresário lisboeta, no início do século XX. Dotado de visão estratégica, facilmente se apercebe que as potências estrangeiras tentam, sob a capa de um "humanismo hipócrita", eliminar a concorrência dos produtores portugueses de cacau, alegando o uso ilegal do trabalho escravo e incentivando o boicote à compra do cacau de São Tomé.
 
Mas a realidade não é diferente da dos outros países colonizadores. Luís Bernardo escreve um artigo denunciando a situação e é convidado pelo próprio Rei D. Carlos a ocupar o lugar de governador das ilhas de S. Tomé e Príncipe durante três anos, sendo-lhe atribuída a missão de averiguar se há ou não trabalho escravo na referida colónia e convencer o cônsul inglês de que o trabalho escravo em Portugal já faz parte do passado. Aqui se ligam as vertentes históricas e pessoais da obra. Facilmente se conclui que Luís Bernardo terá que enfrentar alguns dos mais importantes produtores de cacau portugueses, não sendo certo que, dada a instabilidade política que existia na época, tenha um apoio total de Lisboa na execução dessa tarefa.
 
No plano pessoal, esta missão representa, para Luís Bernardo, o fim de uma vida mundana na capital do Império e o princípio de um longo exílio numa ilha distante de todas as partes do mundo. Será aqui que, para ele, o amor se revela. Mas, como em todas as coisas na vida, também o amor nem sempre é certo. Um dos pontos mais fortes desta obra é, precisamente, o percurso individual (no sentido interior) do personagem central, Luís Bernardo.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Equador_(teless%C3%A9rie)
 
  
  
Éramos Seis 17
Dona Lola, é mãe dedicada de quatro filhos (Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho), com personalidades bem distintas entre si, e esposa de Júlio, um homem austero...

Éramos Seis

 
"O quotidiano da vida de Dona Lola, ao lado do marido Júlio e dos quatro filhos (Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho) desde quando estes eram pequenos até a idade adulta, quando Dona Lola termina os seus dias sozinha num lar para idosos.
RTP
A história percorre todos os factos marcantes da sua vida: a dura luta para criar os filhos; a morte do marido; a morte de Carlos, o filho mais velho, vítima na Revolução de 1932; os problemas com Alfredo, envolvido com movimentos políticos; a união precoce de Isabel com um homem bem mais velho e casado; o casamento de Julinho com uma rapariga da sociedade que culmina com a ida de Dona Lola para um lar de idosos.
 
Entre tanto sofrimento, alguns momentos leves, como a amizade de Lola com a vizinha Genú, casada com Virgulino, e os passeios à casa da sua mãe, Dona Maria, no interior, onde moram as suas duas irmãs, Clotilde e Olga, e a sua tia doente, Candoca. A espevitada Olga, casa-se com o farmacêutico Zeca e juntos dão início a uma grande prole. Clotilde apaixona-se por Almeida, um amigo de Júlio, mas não consegue romper com os padrões morais da sociedade quando tem de decidir morar com ele que é divorciado."
 
  
  
Espírito Indomável18
Duas famílias, separadas há décadas por uma rivalidade mortal, reencontram-se no tempo presente para um último ajuste de contas. No seio deste rancor antigo, no turbilhão da escalada de vingança, dois jovens vão viver um amor impossível, cujo desenlace poderá ser fatal.

Espírito Indomável

 
"Zé, é uma mulher jovem, independente, com uma beleza selvagem a que ela própria é indiferente. Zé nunca imaginou ver os seus sentimentos fraquejarem por um homem, por isso, é surpreendida ao sentir algo por alguém que é o seu oposto: Rafael, um jovem bem-parecido e um pouco leviano, filho do patrão, Joaquim Figueira, que a recolheu com a mãe adoptiva, há quase duas décadas no Uruguai. Apesar da atracção entre Zé e Rafael ser inevitável, no início nenhum o quer admitir. Rafael, apesar de fascinado por Zé, está noivo; e Zé, coerente com a sua independência e rebeldia, mantém a sua distância que, no caso do seu espírito indomável, passa por pegar numa espingarda se tal for preciso.
TVI
Foi no Uruguai que, há vinte anos atrás, uma amizade acabou em tragédia transformando-se num antagonismo mortal.
 
Joaquim e o seu melhor amigo Rodrigo Monteiro Castro, emigraram para o Uruguai onde fizeram a sua fortuna tornando-se proprietários das maiores fazendas de criação de gado da região. As duas famílias viveram lado a lado. As crianças cresceram como irmãos. Mas a ambição desmedida de Monteiro Castro encontra um travão indesejável na honestidade de Figueira e a amizade de ambos torna-se numa brutal rivalidade, atingindo o clímax quando Rodrigo descobre que a sua mulher, Teresa, vive um romance com Joaquim. A tragédia abate-se no dia em que Teresa, decidida a acabar com o casamento infeliz, foge de casa com os filhos. Rodrigo enceta uma perigosa perseguição que acaba com a queda do carro de Teresa ao rio e o desaparecimento de Constança, a filha ainda bebé, que é dada como morta.
 
A família Monteiro Castro muda-se para Portugal, assim como Beatriz, a mulher de Joaquim, que traz o filho mais velho do casal, Rafael, e a sua irmã, Joana. Joaquim permanece pelo Urugai com o seu outro filho, Júnior.
 
Duas décadas depois, durante uma visita de Rafael ao pai e irmão, Júnior é morto a tiro por um atirador furtivo, durante uma caçada com Rafael. Joaquim tem a certeza de ter sido obra do seu inimigo Rodrigo, regressado ao Urugai para se vingar. Consequentemente, Joaquim decide mudar-se para Portugal para uma herdade em Coruche, onde tal como o inimigo se irá dedicar ao negócio do gado e da cortiça. Compra a propriedade vizinha à de Rodrigo, com o intuito de o arruinar, reactivando a guerra sem tréguas que opõe as duas famílias.
 
É nesta circunstância que Rafael e Zé se vão encontrar. Mas quando Rafael consegue finalmente derrubar as defesas de Zé, ambos descobrem que estão, fatalmente, em lados opostos de uma guerra. Será que o amor vai ser mais forte do que o sangue?"
 
  
Estação da minha vida19
A "vida real" de uma comunidade do interior do país... Numa aldeia da Beira Interior, junto ao Tejo, o Chefe Horácio e a mulher vivem no próprio edifício da estação de comboios.

Estação da minha vida

 
"Os seus hábitos, o seu ritmo de vida, são marcados pela espaçada passagem das composições e pelo rio, mesmo em frente. Tudo ali se mantém tranquilo e calmo até ao dia em que chega o Engº Tiago para fazer umas medições ...
RTP
Vem aí a modernização? A estação irá fechar? O que podem então fazer Horácio, os seus colegas ferroviários e aquela gente, para que nada lhes aconteça ?"
 
  
  
Feitiço do Amor20
Até que ponto uma mulher traída pode confiar novamente no amor? O CONTO DE FADAS ALICE SANTOS é uma força da natureza. Jovem, bonita, impetuosa, teimosa, aventureira, mas ao mesmo tempo doce, carinhosa, simples e terna.

Feitiço do Amor

 
"Alice espalha alegria ao seu redor. Adora crianças e é igualmente afectuosa com os animais. Desde pequena que Alice sente especial afinidade por cavalos. Sempre aventureira, em criança costumava fugir para a coutada do vizinho para montar às escondidas o único cavalo que ele tinha. Alice cresceu com intenção de ser veterinária e foi por causa disso que se mudou de Aveiro (onde morava com os pais) para o Porto. Habituada a tomar conta de si e não querendo sobrecarregar os pais, que já tinham bastantes dificuldades financeiras, Alice meteu mãos à obra e arranjou part-times para custear os estudos e a estadia noutra cidade. Serviu em cafés e restaurantes, trabalhou em lojas de animais, fez o que pode para se desenrascar.
TVI
É atrás de um balcão que Alice conhece AFONSO MENEZES e os dois apaixonam-se à primeira vista. Começam a namorar, vivem um sonho cor-de-rosa e o inevitável acontece. Encantado com a sua simplicidade, doçura e alegria contagiantes, Afonso pede-a em casamento. Feliz e apaixonada, Alice aceita de imediato. A novidade apanha todos de surpresa, sobretudo o pai de Afonso, que não vê com bons olhos que o filho case com alguém fora do seu universo social. E logo alguém como Alice, que é tão dona do seu nariz que não se deixa pisar, nem curvar à vontade dos Menezes!
 
Envolvida numa bolha de felicidade, Alice não quer saber das opiniões negativas do sogro. Ela quer é ser feliz e fazer os outros felizes, sobretudo Afonso! Porém, no dia do casamento, o sonho cor-de-rosa de Alice desmorona-se. No copo-dágua, Alice apanha Afonso aos beijos com a sua prima, VERÓNICA SANTOS, uma mulher interesseira e sem escrúpulos.
 
ALICE abandona o marido e foge, protagonizando uma fuga espectacular que deixa os convidados de boca aberta. Decidida a não deixar que ninguém saiba onde ela está, toma o rumo da capital. Alice chega a Lisboa apenas com a roupa que tem no corpo e alguns trocados na carteira, mas com uma grande vontade de dar a volta por cima. À chegada, entusiasma-se por uma prova de equitação.
 
É aí que conhece HENRIQUE SACRAMENTO, dono de um dos cavalos que está em competição. Os dois chocam de imediato. Entretanto, na pista, o cavalo de Henrique assusta-se e foge para a rua com a sua pequena cavaleira, SUSANA, na garupa. O pânico instala-se e cavalo e cavaleira sofrem um acidente. JOAQUIM MESTRE, capataz do Centro Hípico dos Sacramento e avô de Susana, percebe que Alice não tem para onde ir e pede-lhe que passe a noite a velar pelo cavalo. Ela acaba por aceitar com pena do animal. Alice vai ficando e Joaquim contrata-a como tratadora. Mais tarde, Joaquim vai ensiná-la a ser equitadora e ela começa a dar aulas às crianças do Centro Hípico.
 
Quando tudo parece correr sobre rodas, o destino volta a pregar mais uma partida a Alice. A proximidade com Henrique é cada vez maior e a atracção acaba por surgir. O pior é que Henrique representa tudo aquilo que ela mais detesta num homem. Playboy rico, mulherengo inveterado, está habituado a ter tudo o que quer, incluindo mulheres.
 
Interessa-se por Alice, mas ela não quer envolver-se com um homem que ainda é pior do que o seu marido no que toca à fidelidade. Ele não está disposto a desistir e, enquanto ela faz tudo para o afastar, Henrique vai fazer tudo para adicionar Alice ao seu rol de conquistas. Mais uma vez o destino decide intervir e, inevitavelmente, os dois acabam por se apaixonar. Porém, a relação de ambos não será fácil. É que além de Henrique ter os seus próprios dramas pessoais para resolver, Afonso aparece à procura da mulher, querendo-a de volta na sua vida."
 
  
  
Filha do Mar21
Filha do Mar é uma história de amor e desencontro. Marta Barquinho (Dalila Carmo), recém formada em Medicina, vive com o seu pai, um pescador reformado, na Ilha do Faial, Açores.

Filha do Mar

 
"Um dia, Marta apaixona-se por Salvador Silva Valadas (Marcantónio Del Carlo), um ribatejano que acabou o curso de Arquitectura e que, decide viajar para os Estados Unidos com dois amigos, num veleiro, passando pelos Açores, exactamente pelo Faial. Marta conhece Salvador quando esta é chamada para ir ao veleiro salvar um dos amigos de Salvador que, tinha entrado em coma alcoólico.
TVI
Vivem uma louca paixão, mas o veleiro acaba por zarpar, rumo ao seu destino final, os Estados Unidos. Quando regressa aos Açores, Marta está grávida de três meses. No cais, espera, em vão, Salvador. Um dos seus amigos diz-lhe que Salvador morreu.
 
Passados dez anos e após a morte do seu pai, Marta diz a Maria Barquinho Valadas (Diana Marquês Guerra), a filha daquela paixão, que nada mais as liga aos Açores. É com grande emoção que Maria se despede daquele mar imenso, pois a mãe sempre lhe disse que ela era Filha do Mar.
 
Marta é colocada em Santarém como médica. E é precisamente aí que vive Salvador, com a sua mulher Sofia Moreira de Campos Valadas (Fernanda Serrano) e o filho Tomás de Campos Valadas (Luís Simões). Salvador é de uma família abastada, conservadora e, tradicional, que tem a maior herdade da região, a "Lusitana".
 
Maria vai para a mesma turma de Tomás e entre eles nasce, desde logo, uma grande amizade. É assim que Marta vai acabar por saber que Salvador está vivo e que Maria e Tomás são meio irmãos. Tudo vai mudar nas vidas de Salvador e Marta.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Filha_do_Mar
 
  
  
Fina Estampa22
A história de "Fina Estampa" é protagonizada por Lília Cabral, Dalton Vigh, Christiane Torloni e pelo ator português Paulo Rocha, este que pela primeira vez integra o elenco de uma novela da Globo.

Fina Estampa

 
"A trama conta a história da açoriana Griselda. De família muito pobre, ela veio para o Brasil aos cinco anos. Aos catorze, se casou e, aos quinze anos, foi mãe. Sozinha, criou os três filhos: Joaquim José (o "Quinzé"), José Antenor e Maria Amália. Seu marido, Pereirinha, era pescador e morreu em alto-mar, seu corpo nunca mais aparecendo.
SIC
Para sobreviver e criar seus meninos, passou a fazer uma das únicas tarefas que havia aprendido fora do serviço doméstico: mecânica. Griselda conserta de tudo um pouco, desde trocar pneus a mexer com eletricidade, ou reparos em eletrodomésticos, fazendo pequenos serviços de casa em casa, sempre usando um macacão de oficina. É conhecida como 'Marido de Aluguel' ou 'Pereirão' por seus serviços."
 
  
  
Gabriela23
O romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela, já foi adaptado para a TV por três vezes, em 1960 na extinta TV Tupi, 1975 e em 2012 pela Rede Globo de Televisão. A trama da novela Gabriela passa-se na década de 20, época de grandes secas no nordeste brasileiro e é neste ponto que dá início a história de Gabriela da Silva, a protagonista da série.

Gabriela

 
"Para tentar uma vida melhor, longe da seca, Gabriela e o tio partem para Ilhéus na Bahia, a região mais prospera da época, em busca do sonho de conseguir um emprego.
SIC
A jornada é árdua em meio ao deserto escaldante, mas Gabriela não está sozinha, com toda a dificuldade do caminho, acabam encontrando mais dois retirantes: Clemente e Negro Fagundes. Gananciosos, os dois convencem Gabriela e o tio a caminharem rumo as terras de plantio do cacau e logo o caminho se torna ainda pior.
 
Como “desgraça pouca é bobagem”, o tio de Gabriela morre e a moça fica na companhia dos dois jagunços, Clemente se mostra companheiro e ao mesmo tempo encantado, consequentemente acaba se envolvendo com Gabriela. Depois da longa e árdua jornada Gabriela chega à Ilhéus, onde logo é contratada por Nacib para ser cozinheira em seu bar Vesúvio. Clemente e Fagundes tornam-se capatazes do Coronel Melk e dali em diante a história se passará na cidade de Ilhéus, entre a política coronelista, a grande riqueza proporcionada pelo cacau, as diferenças culturais, pessoais e morais de uma época onde as mulheres não tinham sequer o direito básico de tomarem as próprias decisões e é neste ambiente que a liberdade natural de Gabriela se destacará.
 
Depois de todas as dificuldades, incluindo fome, morte, desespero, solidão e miséria, Gabriela se sente no paraíso ao estar na cidade, onde as coisas se tornam um pouco mais “acessíveis” e mais fáceis, em vista de tudo aquilo que ela já havia enfrentado até ali. É na cidade de Ilhéus que desenrolará a história cativante da vida de Gabriela.
 
O foco da história e a trama de Gabriela está na própria protagonista que mostrará toda sua liberdade de mulher em plena década de 20, época em que as mulheres estavam longe de serem livres plenamente, e Gabriela por ser sofrida, primitiva, humilde e ingênua não tem tabus, não poupa palavras, nem esforços. Assim faz amigos e inimigos, cativa os homens e crianças, pelo seu jeito natural de ser, de ser livre."
 
  
  
Ganância24
A história de dois irmãos gémeos, separados à nascença. Ao fim de 25 anos de afastamento, os destinos dos irmãos Rómulo e Rodrigo cruzam-se.

Ganância

 
"Pelo meio, aparece Isabel, uma bela mulher, para acentuar ainda mais as diferenças que existem. Inevitavelmente, Rómulo e Rodrigo apaixonam-se por ela."
RTP
  
I Love Paraisópolis25
Marizete (Mari) e Pandora (Danda) são irmãs de criação e moradoras da comunidade de Paraisópolis, que sonham com uma vida melhor. Eva e Jurandir (Juju), pais biológicos de Danda, adotaram Mari depois que sua mãe, grande amiga de Eva, morreu durante o parto. Mari e Danda cresceram juntas e além da relação como irmãs, desenvolveram uma grande amizade.

 I Love Paraisópolis

 
"Mari dedica-se aos estudos e trabalho com o sonho de dar uma casa própria a sua mãe adotiva. Danda, muito atraente e vaidosa, tem objetivos mais modestos, trabalhando apenas para sustentar sua vaidade, porém muito dedicada à irmã, sua melhor amiga.
SIC
A poucos metros da comunidade, está o luxuoso bairro do Morumbi, separados apenas por uma rua, onde mora o arquiteto Benjamin. Este tem um projeto particular, reurbanizar Paraisópolis, projeto bastante criticado por sua mãe (Soraya) e seu padrasto (Gabo).
 
Soraya reprova a convivência do filho com os moradores da comunidade. O casal tem participação majoritária na construtora Pilartex e vê a área de Paraisópolis como uma oportunidade de negócios, com especulação imobiliária. A trama toma um rumo inesperado depois que Benjamin, noivo de Margot, conhece Mari e se apaixona por ela.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/I_Love_Parais%C3%B3polis
 
  
  
Império26
Primeira fase 
Final dos anos 1980, bairro carioca de Santa Teresa. O pernambucano José Alfredo (Chay Suede), 22 anos, chegou há dois meses ao Rio de Janeiro "para tentar a vida na grande cidade", mas ainda não arranjou trabalho. Hospedado na casa do irmão Evaldo (Thiago Martins), logo se vê completamente apaixonado pela mulher deste, Eliane (Vanessa Giácomo). A paixão é mútua. A irmã de Eliane, Cora (Marjorie Estiano), candidata a solteirona e ressentida, que vive com o casal, é a primeira a perceber o que está acontecendo. E, já prevendo o desastre, pressiona a irmã a "acabar com aquela loucura". Mas José Alfredo e Eliane já planejam uma fuga para recomeçar uma nova vida juntos. No dia da fuga, Eliane descobre que está grávida, e num plano ardiloso de Cora, acaba abandonando José Alfredo, que decide "sumir no mundo".

Império

 
"Sozinho, José Alfredo parte rumo ao desconhecido e acaba sendo apresentado, no meio da viagem, a Sebastião (Reginaldo Faria), que sugere que o rapaz comece a trabalhar com a exploração de pedras preciosas. Sebastião decide então levar José Alfredo para a Suíça. No avião, José Alfredo vai conhecer Maria Marta (Adriana Birolli), uma jovem proveniente de família tradicional decadente, mas ele vê nela a possibilidade de ter o seu nome conhecido na alta sociedade e casa-se com ela. José Alfredo também vai conhecer a empresária portuguesa Maria Joaquina (Regina Duarte), que vai infiltrá-lo no mercado de contrabando de pedras preciosas, meio pelo qual o dinheiro aparece mais fácil e rapidamente do que o trabalho lento e honesto, na visão deles.
SIC
Segunda fase
 
Anos depois, José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero) é um homem milionário, chamado de Comendador. Maria Marta (Lília Cabral) por sua vez, dedica a sua vida a infernizar a do marido e ter participação ativa nos negócios da joalheria Império, o empreendimento que enriqueceu a família. Os três filhos do casal são a designer de jóias Maria Clara (Andreia Horta), preferida do pai; o ambicioso José Pedro (Caio Blat), preferido da mãe, com quem vive armando para tirar o pai do poder; e João Lucas (Daniel Rocha Azevedo), o problemático caçula cujo apego ao pai não impede que este detecte nele todos os sinais de um caráter fraco, indolente e irresponsável. Enquanto isso, José Alfredo se dedica a realizar expedições pelo mundo e a se encontrar com a amante Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa), uma ninfeta do interior, incentivada pela mãe Magnólia (Zezé Polessa) e pelo pai Severo (Tato Gabus Mendes), um casal aproveitador e sem escrúpulos, a tirar dinheiro de José Alfredo. Entretanto, Maria Ísis sente um amor sincero pelo Comendador José Alfredo, e apesar de ser uma jovem ingênua, descobre que está sendo manipulada e explorada pelos pais. Maria Isis é honesta e tem caráter, e rompe o relacionamento com os pais exploradores.
 
O Comendador José Alfredo (Alexandre Nero) e Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) ficam loucamente apaixonados, e vivem uma linda história de amor. O Comendador que viveu um casamento infeliz, encontra na sua pequena "Sweet Child", apelido que ele chama carinhosamente a "Maria Ísis", o grande amor da sua vida. O momento mais emblemático desse lindo romance é a poética cerimônia de casamento, que aconteceu em segredo, no cume do Monte Roraima.
 
A queda do império de José Alfredo começa quando seu talismã, um poderoso diamante rosa da África do Sul, símbolo de status e poder, desaparece no Monte Roraima. Em sua visão mística, José Alfredo acredita que tudo vai por água abaixo caso ele não encontre a sua pedra preciosa favorita e se livre de um falso brilhante que ficou no lugar. E uma história do seu passado, que ele julgava morta e enterrada, ressurgirá em sua vida cheia de som e fúria através de Cristina (Leandra Leal), a filha de Eliane (Malu Galli). Influenciada por Cora (Drica Moraes) após a morte dos pais, e para conseguir meios de tirar da cadeia o irmão, que foi responsabilizado por um incêndio no camelódromo onde trabalham, ela exige do Comendador um teste de paternidade graças ao qual se tornará o mais novo membro de sua família, para o desespero de Maria Marta e seus filhos.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_(telenovela)
 
  
  
Jardins Proibidos27
Jardins Proibidos é a história de Teresa, uma menina de 15 anos extraordinariamente inteligente e dotada de uma grande capacidade de trabalho. Teresa é a melhor aluna do seu ano na escola secundária da zona, e imbatível nas aulas de natação. À sua volta, todos a consideram uma espécie de anjo, que espalha harmonia por onde quer que passe. O que obviamente suscita grandes invejas...

Jardins Proibidos

 
"Teresa mora num bairro popular de Lisboa com os seus avós adotivos (que ela julga serem os seus avós verdadeiros). Os avós sempre lhe disseram que os pais tinham morrido num desastre de automóvel, pouco depois dela ter nascido.
TVI
Mas antes de morrer, a avó de Teresa confidenciou-lhe a existência de um segredo na família. Teresa suspeita que esse segredo esteja relacionado ao seu pai, mas o avô não lhe explica mais nada - até ao dia em que Teresa encontra uma medalha - uma Cruz de Guerra - pertencente ao seu suposto pai. Perante esta descoberta, o avô vai ter que confessar que ela foi adotada. E é então que Teresa parte à descoberta dos seus verdadeiros pais..."
 
  
  
Lenda da Garça28
A "Quinta da Garça" propriedade da família Faria de Castro,ao longo dos tempos um palco trágico, carrega uma lenda de amores infelizes...

Lenda da Garça

 
"A história da telenovela "A Lenda da Garça" centra-se na Quinta da Garça, propriedade da família Faria de Castro.
RTP
Mergulhada em pleno Minho, a Quinta da Garça tem sido ao longo dos tempos um palco trágico, carregando uma lenda de amores infelizes. Diz-se que lá terá vivido breves meses Inês de Castro (a dita de "Colo de Garça", que logo apelidou a Quinta) de passagem para o seu destino português. E lá também terá pernoitado Beatriz de Castro, a sempre noiva que se tornou lenda mais a Sul, no Alentejo.
 
Hoje, a Quinta é uma terra muito cobiçada. Nela se pretende construir um autódromo e toda uma série de infra-estruturas hoteleiras. Tal hipótese gera discórdias no seio da família Faria de Castro. Outrora viveram na Quinta Da Garça, José e Madalena Faria de Castro e as suas duas filhas: Inês e Mariana.
 
Quando Madalena adoeceu com Lúpus, a sua irmã Beatriz mudou-se de ¿armas e bagagens¿ para a Quinta, onde vive até hoje. Inês e Mariana despontavam então para a adolescência e por isso foram criadas pela tia e pelo pai. José Faria de Castro dirigia a fábrica têxtil que pertencera à família da mulher.
 
Após o 11 de Março de 1975, na sequência da descapitalização da fábrica pelos dois outros sócios, o pai de Inês e Mariana viu-se obrigado a sair do país. Nessa altura deixou apenas uma carta à cunhada Beatriz dizendo-lhe que ia tentar "encontrar a luz num país distante" e confiando-lhe a gestão da Quinta da Garça e a educação de Inês, a filha mais nova, que então estudava medicina. Ninguém mais soube dele e o seu paradeiro é desconhecido há 24 anos.
 
Hoje, a possibilidade de venda da Quinta da Garça lança a discussão entre Inês e Mariana e torna necessária a procura do paradeiro do pai. Inês nem quer ouvir falar da venda da Quinta. Mariana não quer outra coisa... deseja proceder às partilhas e começa a receber "adiantamentos" pela preferência dada a determinados interessados que o negócio far-se-á pela certa, garante. No entanto, nem tudo correrá como Mariana previra.
 
A tia Beatriz vai dificultar-lhe a vida pois também ela se opõe à ideia e Inês acaba por descobrir a chave fundamental para fechar de vez a desavença..."
 
  
  
Liberdade 2129
Neste mundo de competição, em que ninguém quer revelar as fragilidades, a vitória é a única saída!... Série de televisão portuguesa do género judicial.

Liberdade 21

 
"Raul Vasconcelos e Helena Brito fundaram uma sociedade há mais de vinte anos que com o tempo foi ganhando prestígio com perto de uma centena de advogados ao serviço.
RTP
A relação dos dois fundadores é intempestiva, mas, apesar de todos os conflitos, sabem que a força da sociedade reside na união muito pouco provável daquelas duas personalidades.
 
Raul tem o ego do tamanho do mundo e foi essa auto-confiança que o tornou célebre nos tribunais, lutando por casos que mais ninguém aceitava e conseguindo ganhar.
 
Para além de advogado astuto é também um eterno conquistador, embora um pouco fora de moda, e com a idade permitiu-se dizer e fazer tudo o que lhe passa pela cabeça.
 
O problema é que abusa constantemente deste privilégio, o que leva a que esteja permanentemente envolvido em situações embaraçosas e em pequenos escândalos.
 
Helena é uma mulher muito segura de si, mas mais discreta e preocupada com a imagem pública da empresa, pensando sempre se as suas acções podem afectar negativamente, e também financeiramente a sociedade.
 
Este traço de personalidade levou-a a tomar as rédeas da gestão, tratando de toda a parte burocrática e do funcionamento do dia-a-dia.
 
No escritório outros advogados destacaram-se, como é o caso de Pedro Pimentel que acabou de subir a partner sénior.
 
Pedro tem uma figura impecável e um sorriso que deixa as mulheres rendidas, mas por detrás daquela simpatia artificial está uma pessoa com uma grande sede de poder e protagonismo.
 
Sofia, uma das advogadas mais novas, e com uma ascensão meteórica dentro da empresa, tornou-se a protegida de Helena por ter conseguido trazer uma área de negócio que estava em deficit dentro da empresa: os processos de divórcio.
 
Mas, se a nível profissional a sua vida é um sucesso, a parte pessoal é um completo vazio.
 
Afonso, outro dos advogados principais da empresa, e um dos mais velhos a seguir aos fundadores, é considerado pelos colegas como um dos mais brilhantes advogados que se tem visto na barra dos tribunais.
 
A sua capacidade argumentativa tornou-o temido por todos, e odiado por muitos.
 
No entanto, a sua dedicação extrema ao trabalho levou a mulher a pedir o divórcio.
 
Este acontecimento recente vai marcar profundamente a sua vida, não só porque ainda ama a mulher, mas também porque vê o filho revoltar-se contra ele, considerando-o o culpado pelo desmoronamento da família.
 
Neste mundo de competição, em que ninguém quer revelar as fragilidades, a vitória é a única saída."
 
  
  
Louco Amor30
Um ato de amor pode ter as piores consequências. A vida ensina-nos que quanto mais queremos controlar os acontecimentos, mais eles ficam fora de controlo. O destino prega-nos sempre as maiores partidas.

Louco Amor

 
"Esta é a história de Carlos, que está preso há dezoito anos. Confessou ter acabado com a vida da mulher, Ana Maria, poupando-a ao sofrimento de uma doença incurável, e apanhou a pena máxima. A sua vida acabou no dia em que entrou na cela. Na prisão, Carlos isolou-se completamente de tudo e de todos, desistindo dos seus afetos e, de alguma forma, da vida.
TVI
Quando estala um motim na cadeia onde está preso, Carlos é obrigado a reagir. Vem ao de cima o homem valente e nobre que sempre foi e prova pelos seus atos que está longe de ser um assassino.
 
Carlos está num momento de viragem. Cá fora só tem memórias e fugir delas não é a solução. Margarida está também num momento de transição, acaba de saber que entrou na faculdade em Lisboa. A boa notícia significa uma mudança enorme na sua vida. Tem de abandonar Castelo de Vide, a terra onde vive desde pequena com a avó, os amigos e a segurança de um meio que conhece e que domina, para se fazer à aventura na capital.
 
Margarida perdeu a mãe quando era muito nova. Na verdade, nunca a conheceu. A avó, Lucinda, é a única família que lhe resta ou assim ela pensa. Na véspera da partida, descobre que o pai, que ela nunca conheceu, está em Lisboa. Para Margarida, a partida para a capital já não é apenas a concretização de um sonho, mas é o início de uma aventura.
 
O passar de uma adolescência tardia, para uma idade adulta onde o amor e a paixão vão aparecer como fatores principais. Margarida vai conhecer Duarte, o primeiro homem por quem se vai apaixonar de verdade. Mas também vai aprender que a sua forma audaciosa e ingénua de olhar a vida e o mundo, não são suficientes para a proteger da maldade e da inveja que a rodeiam. Vai ter de crescer.
 
Os destinos de Carlos e Margarida vão cruzar-se. De alguma maneira sempre estiveram ligados. Depois de se conhecerem, nunca mais serão os mesmos. Esperam-nos grandes conquistas, pesadas revelações e enormes tarefas.
 
Carlos tem uma vida para refazer e não vai ser fácil. O filho, Chico, não o conhece e quando o revê, renega-o. A irmã, Leonor, está internada numa clínica desde o dia em que Ana Maria morreu. Sofreu um forte trauma emocional e, tal como Carlos, viveu os últimos dezoito anos numa clausura imposta. E há ainda Rafael, o irmão.
 
Nunca se deram bem e depois da confissão de Carlos, nunca mais falaram. Rafael tomou a seu cargo a educação de Chico e assumiu a figura de um verdadeiro pai para o rapaz. O regresso de Carlos é para ele um reviver de ódios antigos. Mas não é apenas o afeto de Chico que Carlos vai ter de disputar com Rafael.
 
Entre os dois irmãos vai surgir uma mulher ¿ Violeta. Há 20 anos, Carlos conheceu Violeta e apaixonou-se por ela. Violeta era uma acompanhante de luxo e depois de um tórrido romance desapareceu de Lisboa por um ano. Quando regressou, afastou-se de Carlos e fez os possíveis para os seus caminhos não se voltarem a cruzar. Mas nunca o esqueceu.
 
Ambos refizeram as suas vidas, Carlos casou com Ana Maria e até ela morrer, foi-lhe fiel. Violeta transformou-se numa empresária de sucesso. Gere a Broadway, um clube noturno de grande prestígio, cujo sócio principal é Rafael. Os dois são amantes.
 
Violeta guarda muitos segredos e um deles tem a ver com Margarida. Ela sabe quem é o pai da rapariga. Quando Margarida surge na Broadway a pedir emprego é como se o passado caísse de repente aos pés de Violeta. Ela também vai ter de enfrentar os seus fantasmas e tomar decisões sobre o futuro de Carlos e de Margarida. Há sempre um dia em que o Passado nos confronta. Há sempre um dia em que surge uma nova oportunidade, muitas vezes única, para fazer escolhas diferentes, que nos permitam alcançar a felicidade e tomar o destino nas mãos."
 
  
  
Mar Salgado31
Leonor Trigo (Margarida Vila-Nova) tem dezesseis anos quando se apaixona por Gonçalo (José Fidalgo), homem de 24 anos e piloto de motos famoso, acabando por engravidar de gémeos. Como percebe que Gonçalo nunca aceitará ser pai, esconde a gravidez de todos. Quando está de nove meses, o seu pai, Alberto Trigo (José Raposo), descobre o que se passa e exige que Gonçalo assuma as suas responsabilidades. Gonçalo entra em pânico, com medo de um processo judicial e com a certeza de que um escândalo destes irá afastar os patrocinadores e causar-lhe problemas graves na família.

Mar Salgado

 
"Gonçalo recorre a um amigo médico e alicia Patrícia Santos (Joana Santos), a melhor amiga de Leonor, para o ajudar. O parto é feito na clínica do seu amigo, com o apoio da mulher do médico, Alice Amorim (Rita Loureiro), que é enfermeira. Leonor está inconsciente enquanto o parto é feito. Quando acorda, não lhe dizem que eram gémeos e garantem que o bebé nasceu morto. Um dos bebés (a rapariga) é entregue à irmã de Gonçalo - Amélia (Maria João Pinho) - que não podia ter filhos. A outra criança (o rapaz) é deixada por Patrícia numa igreja.
SIC
Dezesseis anos depois, Leonor Trigo é instrutora de mergulho nos Emirados Árabes, mas nunca conseguiu esquecer a noite do parto e é um choque quando Alice lhe aparece a contar a verdade. Todas as certezas que Leonor tinha são abaladas ao saber que deu à luz duas crianças saudáveis e que o mais provável é estarem vivas. Ela não hesita e decide de imediato voltar a Portugal para procurar os filhos e vingar-se de quem lhe mentiu.
 
Patrícia Santos entretanto casou com Gonçalo Queiroz e já têm uma filha, "Kika" Queiroz (Catarina Rebelo). Patrícia usou o que sabia para chantageá-lo e obrigá-lo a casar-se com ela. Eles ficam em pânico quando percebem que Leonor voltou e sabe a verdade. Tudo fazem para tentar silenciá-la por todos os meios possíveis.
 
Quando chega a Portugal, Leonor também reencontra André Queiroz (Ricardo Pereira). Ela foi a primeira grande paixão de André, que nunca a esqueceu verdadeiramente. Leonor aproxima-se dele para saber informações sobre os filhos. Pretende apenas usá-lo, mas os dois acabam por se apaixonar e viver uma história de amor.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_Salgado_(telenovela)
 
  
  
Mistura fina32
A vida e o dia a dia das famílias do Largo do Girassol. A história centra-se no Largo do Girassol onde, entre o Mercado e as lojas, as famílias Mimoso, Fraga, Côrte-Real, Lampreia e Benfeito vão ver as suas vidas entrelaçadas, quer pelas habituais lutas entre vizinhos, quer por conflitos de interesses, quer por histórias de amor.

Mistura fina

 
"Outrora um sítio calmo, pacato e sossegado, o Largo do Girassol vive dias de profunda algazarra, desde que um grupo de feirantes ali montou um mercado.

RTP
Uma das famílias de feirantes mais conhecida é a Lampreia. Guadalupe (Eunice Muñoz), a matriarca da família, excessiva nas suas emoções, é quem dirige os negócios e os ditames da família.
 
A construção do silo de estacionamento ilude, durante algum tempo, os moradores do Largo do Girassol.
 
Induzidos em erro por Madalena e Rosarinho, os habitantes da zona vêem-nas como almas boas que só querem afastar os feirantes e trazer o progresso ao largo.
 
Mas as ilusões desaparecem quando percebem que para construírem o silo, as suas habitações e casas comerciais irão ser demolidas.
 
Nessa altura as posições vão extremar-se. De um lado teremos os ricos a querer concretizar um projecto que lhes dará mais dinheiro; do outro, teremos as pessoas do largo, unidas aos feirantes, a bater-se pela manutenção das suas casas e postos de trabalho. Será uma luta sem tréguas."
 
  
  
Morangos com Açucar33
Morangos com Açúcar é uma série juvenil portuguesa transmitida pela TVI desde 2003, da autoria da Casa da Criação. As histórias das personagens principais são estabelecidas durante o ano lectivo e resolvidas nas Férias de Verão.

Morangos com Açucar

 
"A cada ano lectivo, o elenco da série é renovado. Algumas personagens antigas saem e entram outras personagens novas num sistema rotativo para manter o interesse do público, ficando apenas personagens que não excedem os dois anos de existência.
Séries
Série 1 - Morangos com Açúcar
Série 2 - Morangos com Açúcar O Regresso às Aulas
Série 3 - Morangos com Açúcar - Geração Rebelde
Série 4 - Morangos com Açúcar - Espírito Rebelde
Série 5 - Morangos com Açúcar - Geração Rebelde
Série 6 - Morangos com Açúcar - Geração Rebelde
Série 7 - Morangos com Açúcar - Vive o Teu Talento
Série 8 - Morangos com Açúcar - Agarra o Teu Futuro
Série 9 - Morangos com Açúcar - Segue o Teu Sonho"
TVI
  
  
Nunca digas adeus34
Uma história de ficção que questiona a Vida e o Amor. "Nunca Digas Adeus" foi uma telenovela transmitida pela TVI em 2001 e 2002, adaptada pela Casa da Criação do original mexicano "Mirada de Mujer".

Nunca digas adeus

 
"Um relato das escolhas de uma mulher que decidiu dedicar a vida à família abdicando de si para apoiar a carreira de advogado do marido e para se dedicar à educação dos seus três filhos."
TVI
  
Pai à força35
Uma história repleta de emoções... Aos quarenta anos, Miguel está no topo da carreira tendo alcançado o sucesso e a fortuna com que tanto sonhou.

Pai à força

 
"Miguel é um solteiro inveterado, que vive de relações ocasionais, sobretudo conquistas de uma noite. Mais do que uma opção consciente, esta maneira de estar na vida é um trauma. É que Miguel nunca conheceu os pais, tendo crescido num lar de acolhimento.
RTP
A falta de referências paternais, e de afecto, fizeram com que nunca conseguisse estabelecer uma relação adulta e estável com as mulheres.
 
Por isso, Miguel concentrou grande parte da sua energia nos estudos, porque via que essa era a única forma de sair da pobreza a que estava votado.
 
Este esforço foi mais que recompensado. Com a ajuda de uma bolsa de estudo, conseguiu entrar em medicina e especializou-se em cirurgia plástica, estando neste momento a viver o melhor período da sua carreira.
 
Mas, de um dia para o outro, o seu mundo vai sofrer uma revolução.
 
Um telefonema vai fazê-lo recordar uma fase da sua vida que tentou esquecer e que ocultou de todos com quem se relaciona. O seu melhor amigo dos tempos do internato, acabou de morrer num acidente de automóvel, juntamente com a mulher, mas deixou escrito que, no caso de um dia lhe acontecer alguma coisa, entregava a guarda dos seus três filhos - Simão de 12, Jaime de 8 e Beatriz de 6 anos - ao seu grande amigo de infância, para que as crianças não tivessem que passar pelo mesmo que eles e crescer sem uma família.
 
Numa primeira fase, Miguel vai tentar escapar das responsabilidades, mas depois de conhecer os miúdos, e de passar um fim-de-semana alucinante com eles, percebe que não lhe resta outra alternativa senão levá-los para a sua casa.
 
O que não imaginava é que a sua vida pudesse mudar tanto. "
 
  
  
Paixões proibidas36
Inspirada na escrita de Camilo Castelo Branco, eis a sua telenovela, Paixões Proibidas que conta três histórias de amores proibidos.

Paixões proibidas

 
"Inspirada na escrita de Camilo Castelo Branco, a telenovela, que se divide entre Portugal e o Brasil, recua ao século XIX, período que o escritor português retratou como poucos.
RTP
Numa adaptação de Aimar Labaki, a história gira à volta de três histórias de amor vividas num tempo em que as pessoas circulavam com facilidade entre Portugal e Brasil - graças à Carreira das Índias que ligava Lisboa, Rio de Janeiro e Goa - e assume-se como um retrato do antigo Império.
 
Três histórias de amor têm por pano de fundo os conturbados anos do século XIX.
 
Simão e Teresa, filhos de famílias divididas por ódios, que atravessam os anos, apaixonam-se perdidamente e este amor vai desdobrar-se em diversas tragédias e aventuras.
 
O padre Dinis é um homem misterioso que tem mais duas identidades, um poeta fidalgo e um duque francês, mas dedica a sua vida a ajudar os jovens amantes e os injustiçados, tentando assim purgar a sua culpa por erros do passado.
 
O padre luta ainda contra o amor que sente por Antónia Valente, uma mulher que dedica a vida ao padre e à procura da sua filha, roubada ainda no berço.
 
Alberto de Miranda deixa a sua vida como corsário e regenera-se por amor a Eugénia.
 
Mas o seu passado ressurge na figura de Eilsa de Mandeville, mulher cujo o único objectivo é destruir Alberto, seu antigo amante..."
 
  
  
Pantanal37
O fascínio da beleza natural do Pantanal, a autenticidade da história, o erotismo e sensualidade formam o sucesso desta novela logo a partir dos primeiros episódios.

Pantanal

 
"A novela Pantanal, de Ruy Barbosa, quebrou um antigo paradigma. As novelas que tinham somente a capital do Rio de Janeiro como cenário eram bem aceitas. No entanto, Ruy Barbosa percebeu uma monotonia e inseriu o Pantanal Mato-Grossense, a sua cultura e a idéia de dramatizar a história simples de uma família típica da região. Com o ícone da mulher que se transforma em onça, a arisca Juma Marruá, interpretada pela bela e então desconhecida atriz Cristiana Oliveira, a trama conseguiu um enoreme sucesso em 1990.
RTP
A saga da família Leôncio, desde os anos 40, quando Joventino chega ao Pantanal do Mato Grosso, acompanhado pelo filho de 10 anos, José Leôncio. Este instala-se na região e torna-se um dos principais criadores de gado, iniciando um clã de peões e boiadeiros. Envolve-se com Madeleine, uma carioca mimada, da qual tem um filho Jove.
 
Anos mais tarde... Jove apaixona-se por Juma Marruá, uma jovem sensual, enquanto seu pai, abandonado por Madeleine, encontra carinho ao lado de Filó, uma ex-prostituta que José Leôncio protege ao levá-la para casa como empregada."
 
  
  
Poder paralelo38
A máfia e a espontaneidade do povo italiano fazem parte da trama de Poder Paralelo. A história começa em Palermo, cidade onde se encontra o brasileiro Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes), suspeito de ligações com a máfia.

Poder paralelo

 
"O delegado da Polícia Federal Téo (Tuca Andrada) consegue interceptar a ordem enviada do Brasil para que Tony seja assassinado. Ele consegue impedir que Tony morra com a explosão de uma bomba no seu carro, mas não chega a tempo de salvar a Condessa Marina di Salaparuta (Daniela Galli), a mulher de Tony, e as suas filhas gémeas.
RTP
Tony descobre que a ordem para o matar partiu do Brasil e decide vingar-se. Ele vai para o Brasil acompanhado do filho Eduardo (João Vitor Silva) e instala-se em casa dos pais, os italianos Don Caló (Gracindo Jr) e Mamma Freda (Lu Grimaldi).
 
Misterioso, Tony levanta muitas suspeitas sobre a sua relação com a máfia. Viúvo, Tony não resiste à paixão por Lígia (Miriam Freeland), uma repórter que se aproxima dele para conseguir um furo jornalístico, mas acaba por se apaixonar. Ela terá que se decidir pela paixão ou pela ética profissional."
 
  
  
Poderosas39
Esta é a história de três mulheres com diferentes motivos que se unem para se vingar de um homem. Amélia, Jacinta e Luísa são as Poderosas. José Maria o alvo a abater. A primeira viu a sua mãe morrer e quer justiça. A segunda foi enganada e presa injustamente. A terceira quer proteger a família e o património. As três têm de enfrentar o lado mais esperto e mais perigoso de José Maria, mas ele não é o único obstáculo a ultrapassar.

Lenda da Garça

 
"Querem coisas diferentes. Sentem coisas diferentes. Pensam de formas diferentes. Mas juntas são mais fortes. Juntas, Amélia, Luísa e Jacinta têm o poder de fazer justiça, de destruir o homem que mais as prejuicou.
SIC
Juntas, podem mudar o mundo. O que será mais poderoso? A vontade de três mulheres ou o destino?
 
http://sic.sapo.pt/Programas/poderosas
 
  
  
Rainha das Flores40
É em Tomar, no Médio Tejo, que a história de Rainha das Flores transcorre: conhecida por todos na cidade, Rosa Severo (Sandra Barata Belo) é proprietária de uma das maiores áreas de estufas do Distrito de Santarém, onde chegou há cerca de dez anos, sem dinheiro e com apenas uma mochila nas costas. O seu objetivo era construir a sua própria estufa. É num terreno baldio pertencente a Carmen de Sousa (Rosa do Canto) que o seu sonho começou a ganhar forma. Faz negócio com a dona do terreno e ergue uma pequena estufa em troco de uma percentagem na venda das flores. Assim, nascia a Floriz, que posteriormente se tornaria uma grande empresa do ramo. Entretanto inicia-se a relação entre Rosa e o designer de móveis Daniel de Sousa (Pêpê Rapazote), filho de Carmen, que mantém uma oficina/loja, em Lisboa onde trabalha com o amigo e sócio Tomás (Marco Costa).

Rainha das Flores

 
"Tudo estava perfeito mas dá-se uma grande reviravolta. Aquando da inauguração da maior estufa da Floriz, Rosa, bastante religiosa, decide iniciar uma peregrinação entre Lisboa e Fátima, para pagar uma promessa e assim agradecer o cumprimento de mais uma etapa do seu sonho e a relação apaixonada com Daniel. Durante a peregrinação Rosa sofre um grave acidente, resultando na perda de sua consciência. Ela é salva pelo médico Marcelo (Marco Delgado) que a recebe no hospital. Enfrentando um período em coma, Rosa consegue sobreviver mas não reconhece a família. O diagnóstico médico revela que sofreu uma lesão grave no cérebro, afetando sua memória. A lembrança mais recente é de há 12 anos e apenas se lembra da sua irmã Narcisa Severo (Isabel Abreu) cuja identidade era desconhecida da família atual. Daniel e os demais familiares não compreendem o motivo de Rosa nunca falar a respeito desta irmã.
SIC
Assim, Daniel parte para encontrar Narcisa, que vive em condições humildes na região do Algarve com o seu filho Bruno Severo (Luís Garcia) a quem incentiva a estudar para saírem daquela vida. Todos aceitam Narcisa e passa a ter uma vida completamente diferente com direito a diversos luxos. Eles desconhecem a relação que as irmãs tinham pois a memória de Rosa guarda diversos segredos sobre a relação conturbada entre as duas irmãs. Acostumada ao novo estilo de vida Narcisa tentará fazer o que for possível para que a irmã não recupere a memória e Rosa irá tentar, a todo o custo, recuperar as suas lembranças.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rainha_das_Flores
 
  
  
Regra de Jogo41
Romero Rômulo (Alexandre Nero) é um ex-vereador que tem uma vida menos óbvia do que parece - isso porque ele sabe como ninguém camuflar quem é de verdade. O que a maioria das pessoas vê é um homem altruísta e corajoso, disposto a ajudar ex-detentos em busca de reintegração. Mas será que existe outra camada escondida por debaixo? Romero se envolverá com a sensual e perigosa Atena (Giovanna Antonelli).

Regra de Jogo

 
"A princípio, Romero não sabe, mas Atena não deixa passar nenhuma oportunidade sem tirar proveito. Impulsiva e imoral, ela não dá ponto sem nó, o que vale é identificar alguém para aplicar algum golpe que lhe renda grana no bolso. No início da história, ela é surpreendida por Victor (João Baldasserini), um comparsa do passado que volta para um belo acerto de contas, e a quem vai permanecer presa.
SIC
Um dos maiores desafetos de Romero Rômulo é Zé Maria (Tony Ramos), homem misterioso que está foragido. Ele é pai de Juliano (Cauã Reymond) e companheiro de Djanira (Cássia Kis Magro), moradora do Morro da Macaca e quem mais conhece Romero - talvez a única que saiba do que a sua essência é feita. Desde que Zé foi obrigado a fugir por causa de um crime que ele jura não ter cometido, Djanira, que dedica ao amado uma confiança incondicional, ficou encarregada da criação de Juliano.
 
Djanira tem ainda outro amor em sua vida: sua segunda filha adotiva, Maria Vitória, a Tóia (Vanessa Giácomo), jovem que sempre correu atrás dos seus sonhos, nunca recebeu nada na vida de bandeja e cujo caráter não levanta suspeitas. Ela cresceu ao lado de Juliano na casa de Djanira, e os dois começaram a namorar desde cedo. O desejo deles, e da mãe de criação, é de se casarem e viverem felizes para sempre, mas os planos de vingança de Juliano podem acabar atrapalhando esse destino.
 
Juliano decidiu abrir mão da sua carreira como lutador de MMA para se tornar professor de artes marciais. E tudo seguia na mais perfeita ordem até ele ser vítima de uma armação e acabar atrás das grades, acusado injustamente por tráfico de drogas. A prisão foi muito nociva para o rapaz, e muita gente passou a olhar para ele com desconfiança, principalmente no Morro da Macaca. Agora, o jovem está livre, mas só tem uma coisa na cabeça: vingança. Quem não gosta nada dessa história é a sua amada Tóia.
 
Outro personagem que também nutre um desejo vingativo é Dante (Marco Pigossi), policial e filho adotivo de Romero Rômulo. Mas o seu alvo é justamente Zé Maria, quem ele acredita ter matado seu pai biológico, e isso o torna inimigo também de Juliano, filho do foragido. Sobre seu pai de criação, o policial acredita que ele é um homem corajoso e que vive para ajudar o próximo, ou seja, um verdadeiro herói.
 
Djanira tem uma amizade rompida com Adisabeba (Susana Vieira), mulher do passado de Zé Maria. A rixa, porém, é discreta, até porque Tóia é sua gerente de confiança na Caverna da Macaca, uma boate que faz com que a galera do asfalto suba o Morro da Macaca para ter experiências incríveis. Adisabeba manda e todos no morro obedecem. É como se ela fosse a dona da comunidade.
 
Uma das atrações mais disputadas da Caverna da Macaca é o MC Merlô (Juliano Cazarré), filho de Adisabeba. Super protetora com o rapagão, ela é aquela mãe que tenta expulsar todas as mulheres que ele quer. Como Ninfa (Roberta Rodrigues) e Alisson (Letícia Lima), com quem ele sobe ao palco como o trio de funk "MC Merlô e suas Merlozetes". Além de administrar outras confusões da comunidade, Adisabeba mantém uma relação com Abner (Douglas Tavares), seu funcionário. Um novinho que faz de tudo para agradar "Bebinha".
 
A família Stewart
 
Orlando (Eduardo Moscovis) não vê nada nem ninguém à sua frente quando tem um objetivo a alcançar. Frio e calculista, ele passa por cima de qualquer um, de qualquer coisa. O psicopata já é rico, mas isso não o impede de querer sempre mais. Da noite para o dia, Orlando passou de químico medíocre a referência no mercado farmacêutico. Fato muito mal explicado, cujas respostas se escondem em seu passado obscuro. Aliás, nem químico ele é, pois seu diploma é forjado. Ele trabalha na empresa do riquíssimo Gibson Stewart (José de Abreu), mas parece que isso ainda é muito pouco. Com uma precisão quase milimétrica, Orlando vai se aproximar cada vez mais da família Stewart e usará o seu ponto mais frágil, Nelita (Bárbara Paz), para conseguir, de fato, se tornar um membro do clã. Nelita é bipolar e terá problemas com a filha, Belisa (Bruna Linzmeyer), uma rebelde cheia de causas, mas vai ter uma boa relação com o filho Cesário (Johnny Massaro) e com a mãe, a calma e centrada Nora (Renata Sorrah).
 
A vida já foi muito generosa com Feliciano Stewart (Marcos Caruso), primo de Gibson. Mas, como ele não é muito chegado ao trabalho e nunca soube administrar suas posses, a única coisa que tem hoje em dia é seu apartamento, uma cobertura decadente na zona sul do Rio de Janeiro. Mas isso nunca lhe roubou o bom humor e a leveza na forma como leva a vida. Se tem uma coisa que ele adora é ter a família reunida. Feliciano é pai de Vavá (Marcello Novaes), Dalila (Alexandra Richter) e Úrsula (Júlia Rabello). Dalila é casada com Breno (Otávio Muller) e teve dois filhos: Luana (Giovanna Lancellotti) e Kim (Felipe Roque). Ele é um pai e avô carinhoso, mas o clima na casa não é tranquilo, principalmente quando Mel (Fernanda Souza) aparece. Ela é amante de Vavá e faz o personal trainer rebolar para que sua esposa, Janete (Suzana Pires), não descubra esse caso.
 
Uso do "Quem matou?"
 
O recurso narrativo "Quem matou?" foi usado notoriamente pela primeira vez no Brasil na telenovela Véu de Noiva (1969) da Rede Globo, quando o personagem Luciano (Geraldo Del Rey) se retirou da trama e a autora Janete Clair usou a artimanha para justificar a ausência do ator.[21] A expressão se consagrou após a personagem Odete Roittman de Vale Tudo (1988), também da Globo, ser assassinada e virar assunto no país interio e aumentar os índices da trama.[22] Nas primeiras semanas da novela, a personagem Djanira (Cássia Kis Magro), é assassinada durante a tentativa de casamento de Tóia e Juliano;[23] o crime ficou sem culpado até o último capítulo da trama, quando foi revelado que Zé Maria (Tony Ramos) foi o responsável pelo crime.[24] Na última semana, entretanto, ocorre o assassinato de maior impacto na trama. Após ser descoberto pela família, Gibson (José de Abreu) rende todos os seus familiares dentro da sua casa. Dante (Marco Pigossi) arma uma operação policial para tentar negociar, mas não consegue. Além disso, Zé Maria também invade a casa e Juliano (Cauã Reymond) também entra. Ocorre um tiroteio, Gibson corre para o seu escritório e tenta fugir, mas é assassinado. Foram gravados quatro finais para a história, com quatro responsáveis pelo crime.[25] Revelou-se, numa das últimas cenas da trama, que Kiki (Deborah Evelyn) matou o seu pai, enquanto que Nora (Renata Sorrah) limpou a arma para não deixar pistas.
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Regra_do_Jogo_(telenovela)
 
  
  
Remédio Santo42
Um ambiente místico e quase mágico, em que cada um procura um remédio santo para todos os seus males.
Há trinta anos, Violante estava de casamento marcado com o ambicioso Daniel, inconformado com a pobre vida que tinha. Sequioso de ascensão social, Daniel não hesitou em trocar a namorada pobre e que esperava um filho seu, pela milionária Eugénia Monforte. Eugénia e Violante eram amigas e a traição aconteceu da pior maneira possível. No dia do casamento, Daniel fugiu com Eugénia, deixando Violante no altar.

Remédio Santo

 
" Trinta anos depois, Violante vê-se obrigada a regressar de Espanha - para onde foi viver e onde casou por conveniência - para Portugal. Nesse regresso, mata acidentalmente o marido, descobrindo posteriormente que este lhe escondera um filho bastardo durante toda a vida. Sentindo-se enganada, Violante entra em guerra aberta com Armando Ferreira, o filho bastardo do marido, com quem tem que disputar a herança do falecido, ao mesmo tempo que reencontra Daniel, o homem que mais a fizera sofrer.
TVI
Na origem desta reviravolta total da vida de Violante, está a sua filha Helena, cuja rebeldia e inconsequência não têm limites.
 
Helena está envolvida com Gonçalo Monforte, um dos filhos do antigo namorado da mãe.
 
Tal como o pai fizera no passado, Gonçalo abandona Helena e esta, enlouquecida de amor, inventa que está grávida e vem atrás dele para Portugal, para o obrigar a ficar com ela.
 
Mas Gonçalo não a ama, nem quer saber dela. O seu coração vai pertencer a Aurora, sem saber que esta é uma mulher proibida para ele e para todos os homens, pois foi erigida à condição de santa praticamente desde o seu nascimento.
 
Gonçalo e Aurora terão sempre Helena entre eles, disposta a fazer a vida negra a quem se atravessar no seu caminho para impedir o seu casamento com o rapaz.
 
Em Viseu e na aldeia de Mundão, circulam tipos pitorescos com quem as duas «espanholas» se vão cruzar: Hortense, conhecida como «Viúva Branca», por já ter despachado três maridos, mas ter esperança no quarto; Evangelina, uma aristocrata falida, que recorre a uma série de disfarces para ganhar dinheiro; as irmãs Muleta Negra - Maria Polícia, Maria Coveira e Maria dos Caixões - sempre a lidarem com a vida e com a morte, desde a agência funerária «Conforto Eterno» até aos bailes das viúvas, divorciadas, solteiras e mal casadas que organizam em sua casa; ao falso coxo Renato, o maior «pintas» da região, que se aproveita duma suposta deficiência para viver à custa da mulher, Sara, que se mata a trabalhar em prol da família; o pastor Ângelo, cuja flauta tem poderes mágicos, provocando boas sensações em quem a ouve; até a uma figura misteriosa, vestida de preto, encapuzada e munida de um cajado, que atravessa o rio durante a noite numa jangada, deixando cartas à porta de pessoas a avisá-las que morrerão no dia seguinte, mortes essas que se concretizam.
 
Amor, romance, humor, fantasia, ódios, traições e invejas, santos e demónios, misturam-se num ambiente místico e quase mágico, em que cada um procura um remédio santo para todos os seus males. Basta apenas descobri-lo..."
 
  
  
Revelação43
Lucas e Vitória apaixonam-se em Lisboa. Mas sobre eles paira um misterioso personagem. A história inicia-se em Lisboa, quando Victória (Tainá Müller) e Lucas (Sérgio Abreu) se conhecem quando fazem um curso em Portugal.

Revelação

 
"Toda a história se passa na cidade fictícia de Tirânia onde mora o patrão dos pais de Lucas, Ermírio Fernandes (Antônio Petrin), que é dono da maior fazenda do local.
RTP
Ermirio conversa pelo telefone com um personagem Oculto (Henrique Martins) que desperta interesse em separar Lucas de Victória.
 
Lucas e Victória apaixonam-se, mas esbarram nos interesses de Ermírio que quer coordenar a vida do jovem e a política da pequena cidade.
 
Lucas conclui o seu doutorado em Portugal, mas não consegue deixar Victória que ainda fica a estudar no país.
 
Voltando para Tirânia, Lucas recebe fotos forjadas do personagem oculto, que o faz tomar a decisão precipitada de se casar com a vilã Beatriz Castelli (Thaís Pacholeck), filha da sensível Sofia Castelli(Renata Zhaneta) e do ambicioso George Castelli (Flávio Galvão), que por sua vez, apresenta problemas emocionais e vive um caso com a interesseira Lara Penteado (Talita Castro).
 
Decidida a contar a Lucas que está grávida, Victória vai para Tirânia, atrás do rapaz e sofre ao descobrir que ele se casou com Beatriz Castelli.
 
Para piorar, Victória acaba por ir trabalhar no mesmo local em que Lucas trabalha.
 
A situação agrava-se quando, Fausto Maia (Marcelo Saback), um mau-carácter que se envolve em vários tipos de ilegalidade, se apaixona por Victória e faz de tudo para se conseguir casar com a amada. Além disso, Beatriz Castelli, encontra as falsas fotos de Victória e passa a infernizar a vida da rapariga para que se esqueça de Lucas.
 
Victória de Castro e Lucas Nogueira vão ter que enfrentar muitos desafios para finalmente conseguirem ter um final feliz... E o público terá que desvendar o grande mistério que envolve a cidade: o do personagem Oculto.
 
Além de grandes nomes brasileiros, no elenco de "Revelação" estão dois atores portugueses: Diogo Morgado e Joana Solnado. Diogo Morgado é Antônio, um jovem português bonito, inteligente, que é ex-namorado de Victória (Tainá Müller) e que nunca se conformou com o fim do relacionamento. Já Joana viverá a personagem de Maria João, uma grande amiga de Victória."
 
  
  
Ribeirão do Tempo44
A combinação entre humor e política rende boas gargalhadas e reflexões. Tudo isso, é claro, recheado com grandes emoções e crimes misteriosos...

Ribeirão do Tempo

 
"Uma novela que aborda temas universais como democracia, ditadura e preservação histórica e do meio ambiente.
RTP
Na trama, o público vai acompanhar as histórias dos moradores e visitantes da pequena cidade de Ribeirão do Tempo, como Eleonora Durrel (Jacqueline Laurence), Arminda (Bianca Rinaldi), Joca (Caio Junqueira), Tito (Ângelo Paes Leme), Karina (Juliana Baroni), Filomena (Liliana Castro) e Querêncio (Taumaturgo Ferreira), entre outros.
 
Já no começo, vários acontecimentos transformam a vida dos habitantes de Ribeirão, cidade que conta com uma bela natureza além de ter um centro histórico.
 
Calmaria e tranquilidade cedem espaço para dias agitados. De um lado está a multinacional presidida por Madame Durrel, que investe pesado na cidade. De outro, estão os desportos radicais, que invadem o dia-a-dia do local e atraem turistas.
 
Para completar, uma série de crimes bárbaros aterrorizam todos, sem que ninguém consiga prender os criminosos nem entender o porquê."
 
  
  
Sol de Inverno45
«Sol de Inverno» é uma telenovela portuguesa da SIC, produzida pela SP Televisão, protagonizada por Rita Blanco e Maria João Luís e escrita por Pedro Lopes, autor de «Perfeito Coração», «Laços de Sangue» (que ganhou um International Emmy Award em 2011) e «Dancin' Days». Com personagens secundárias fortes e uma história de vingança, «Sol de Inverno» estreou em 16 de setembro de 2013 e tem 190 episódios previstos.

Sol de Inverno

 
"Sofia Ferreira Bívar (Rita Blanco), 51 anos, e o marido, Álvaro Bívar (João Reis), são sócios de Laura Teles de Aragão (Maria João Luís), 53 anos, e seu marido Francisco (Ricardo Carriço), numa empresa que detém a BOHEME. Durante a década de 80 criaram esta marca de sapatos de gama alta (revitalizando uma velha fábrica de calçado pertença da família de Francisco). Abriram uma loja em Lisboa, outra no Porto e, mais tarde, com a expansão do negócio, entraram no mercado internacional e abriram uma loja em Madrid e outra em Paris. Os dois casais mantêm uma relação de franca amizade. São uma equipa otimista quanto ao futuro da empresa e todos ponderam abrir mais lojas pelo mundo
SIC
Esta harmonia chega, no entanto, ao fim quando Sofia e o marido são acusados de desviarem dinheiro da empresa e são obrigados a fugir do país para não serem presos.
 
Laura nunca é relacionada com o caso, mas é ela quem forja as provas que incriminam os sócios, depois de se convencer que Sofia tem um caso com o seu marido Francisco.
 
Isto acontece no momento em que Francisco sofre um acidente enquanto pratica ski aquático e lhe é declarada morte cerebral. As circunstâncias do sucedido levam Laura a aceder à caixa de correio eletrónico do marido, onde descobre vários e-mails para Sofia em que Francisco confessa a grande atração que sente por ela. Laura sabe que Sofia e Francisco namoraram quando eram jovens mas para ela era um assunto que tinha ficado encerrado no passado. Por isso, quando vê os e-mails acredita que Francisco e Sofia mantinham uma relação adúltera em segredo. Apesar de, em boa verdade, Sofia nunca ter cedido aos avanços do sócio. Não conseguindo ultrapassar os ciúmes e a raiva que sente, decide cumprir um castigo implacável: contrariando a vontade dos filhos, desliga a máquina que liga Francisco à vida e arruína a vida de Sofia.
 
Sofia e Álvaro, apanhados de surpresa pelas acusações de burla qualificada e na iminência de serem presos preventivamente, vêem-se forçados a fugir para Moçambique, onde Álvaro vivera na infância e terra com que mantem contacto, visto ter por lá muitos amigos. Será em África que a vida se reconstrói, que se começa mais uma vez do zero. Sofia sempre teve jeito para o negócio, o que a leva, com o seu sócio moçambicano, a abrir uma padaria que irá crescer, transformando-se numa cadeia de lojas e de distribuição. Quando finalmente é ilibada do crime de que foi acusada, deixa tudo nas mãos do seu sócio, e regressa a Portugal após cumprir cinco longos anos de exílio. «Agora que ficou provada a minha inocência e a do meu marido, vou recuperar tudo o que perdi e o que me foi roubado. Com juros!», proclama Sofia. A guerra contra Laura, a antiga sócia, está declarada. O embate entre estas duas mulheres determinadas vai começar."
 
  
  
Sonhos Traído46
Esta é a história de Luísa, Susana, Zé e Benedita. Quatro irmãs solteiras, filhas de António Garrido, um rico empresário português de 65 anos que se estabeleceu há longos anos na Venezuela, onde tem interesses na extracção de diamantes. A história começa na Venezuela, na época actual.

Sonhos Traído

 
"Luísa, Susana, Zé e Benedita esperam o pai, quando ouvem a notícia no telejornal: uma tremenda explosão numa mina, deixou soterradas algumas dezenas de mineiros e o proprietário, o português António Garrido.
RTP
A notícia da sua morte confirma-se com o passar dos dias e as operações de salvamento terminam. No entanto, o corpo de António nunca foi encontrado. As quatro irmãs dependem agora exclusivamente de si mesmas. Dos negócios do pai pouco sabiam. António sempre fora um homem fechado e enigmático, características que se acentuaram com a morte da mulher. Tinha longas ausências, sempre explicadas pelas viagens de negócios à Europa e aos Estados Unidos.
 
A mina de diamantes, a sua principal fonte de rendimentos, ficou destruída com a explosão. Da fortuna que se supunha possuir, nada resta. Os advogados explicam que todo o dinheiro teria sido investido em negócios, entretanto comprometidos pela instável situação no país e pelas últimas grandes cheias, que arruinaram a produção agrícola. António deixou atrás de si empresas falidas, um monte de dívidas e quatro filhas abandonadas à sua sorte.
 
A situação na Venezuela está complicada, é difícil arranjar emprego, sobretudo para quem, como as quatro irmãs, nada sabe fazer. Até agora, nunca tinham precisado de trabalhar. A própria casa deixam de a conseguir manter, pois está hipotecada. Sem dinheiro e sem apoios, as quatro irmãs sentem-se perdidas e a terra onde nasceram já não as quer.
 
No meio do desespero, é uma herança esquecida que aparece como salvação. É uma velha casa no Bairro Stº António, um bairro típico, em Lisboa, que ficou na família após a morte de uma tia solteira, irmã da mãe. Ninguém faz ideia de como será Portugal, ou Lisboa, muito menos o Bairro Stº António. Partir não é uma decisão fácil. Nada as liga a Portugal. Não têm lá família próxima, nem conhecem o país.
 
Luísa terá que deixar Miguel. O estado de saúde de Benedita desaconselha mudanças bruscas. Susana, que nunca gostou da Venezuela, acha que Portugal é uma terra sem oportunidades e advoga a escolha de outro destino. Só Zé como sempre, está disposta a partir à descoberta de uma vida nova.
 
http://mundocinemabd.tripod.com/tsonho.htm
 
  
  
Velhos Amigos47
Uma série divertida... mas com um tema para refletir... Uma série que retrata um encontro de gerações de avós e netos."Velhos Amigos" é o retrato comovente de três idosos e uma criança numa aventura de redescoberta da vontade de viver e de um país de beleza e património inigualáveis.

Velhos Amigos

 
" Carlos, José e Matias são três amigos, entre os setenta e os oitenta anos que se conhecem desde o tempo de criança.
RTP
José vive com a filha, o genro e o neto, Pedro de nove anos. Tem no neto o único motivo de contentamento.
 
Carlos é reformado e passa o seu fazendo pequenos biscates.
 
Matias é viúvo e vive sozinho, quase ao abandono, já que o filho está no estrangeiro.
 
Os três têm personalidades muito vincadas, mas estão ao mesmo tempo unidos por uma grande amizade."
 
  
  
Vidas em Jogo48
A história gira em torno de um grupo de dez amigos que habitualmente apostam juntos na lotaria, até que, um dia, ganham o tão sonhado prémio. A partir daí, muita coisa vai acontecer... cheios de dinheiro e também de problemas

Vidas em Jogo

 
"Um grupo de amigos conhecido como ”bolão da amizade” joga há dois anos na lotaria. No sorteio de fim-de-ano, cujo prémio é um valor extraordinário, o “bolão” acerta nos números e todos ficam milionários. Eles realizam os seus sonhos, mas também são envolvidos num terrível pesadelo porque os amigos tinham feito um pacto: cada um tem uma missão a cumprir no prazo de um ano e somente aqueles que conseguirem realizar a sua missão terão direito à divisão da outra metade do prémio, que está guardada numa conta poupança.
RTP
Os conflitos agravam-se quando os participantes do “bolão” começam a morrer misteriosamente; os vencedores entram num jogo de vida ou morte, no qual, ou descobrem quem é o assassino ou podem ser a próxima vítima. “Vidas em Jogo” revela as dificuldades de uma recolocação no mercado de trabalho, particularidades da terceira idade e os valores da sociedade atual.
 
E como não poderia deixar de ser, como toda boa novela, tem histórias de amor, recheadas de romances e intrigas."
 
  
  
Vila Faia49
Actual, controversa, e inquietante, você vai voltar a apaixonar-se por Vila Faia 25 Anos depois, a maior novela portuguesa de sempre vai ser recontada.

Vila Faia

 
"Vila Faia é um conto português. Um conjunto harmónico de predestinações e tentativas de operar a revolução e escapar ao que de cada um de nós se espera.
RTP
No centro do drama, a vinha, o vinho, a sua indústria, marca-registada de Portugal e metáfora perfeita da importância da reputação, do prestígio conquistado ao longo de anos e que, no entanto, se pode desvanecer num estalar de dedos: mas também a amostra simbólica da casa, do nome que se carrega ou deseja ostentar.
 
Mais que qualquer outro tema, Vila Faia fala da família; isto é, o Deus desafiado e que faz mover os acontecimentos não e o amor ou o dinheiro, como é habitual no género telenovela, é a família, O desejo de se ser parte de uma; as duas famílias que qualquer homem ou mulher tem: aquela onde nasce e a que construirá por si próprio e que podem ou não substituir-se uma à outra.
 
A trama está povoada de órfãos, de filhos desencontrados dos pais, de mães que não conseguem comunicar, de irmãos que se afastam e procuram, de homens e mulheres que buscam seguir à risca o caminho trilhado pelos pais e outros que desejam fazê-lo em sentido precisamente inverso.
 
No final, todos correm de encontro ao cumprimento do seu destino; uns porque nunca lhe souberam fugir, outros porque o reinventaram."
 
  
  
Windeck - O Preço da Ambição50
O Preço da Ambição" mostra o que as pessoas são capazes de fazer para atingir uma riqueza fácil e rápida. É uma história emocionante passada em Luanda e que revela os golpes daqueles que não medem esforços para alcançar os seus fins.

Windeck - O Preço da Ambição

 
"Centrada no dia-a-dia da redação da revista Divo, um local onde o glamour se mistura com a ambição.
RTP
Victória é uma mulher sensual que vem do Moxico e é capaz de tudo para subir na vida. Em Luanda vai viver para casa da irmã, Ana Maria, que é fotógrafa na Divo e muito diferente dela. Honesta e trabalhadora, tem uma vida sossegada, até ao dia em que Vitória aparece. Para esta mulher ambiciosa, tudo não passa de um jogo de interesses para conseguir riqueza e poder. O seu alvo está escolhido: o filho do dono da Divo, Kiluanji. Este jovem rico e honesto é quem Victória quer conquistar para enriquecer.
 
O dono da revista é Xavier, um empresário de sucesso, arrogante e prepotente que acredita poder comprar todas as pessoas que o rodeiam. Tem confiança na sua filha, Luena, uma mulher glamourosa e determinada que se torna chefe da Divo. Já com o irmão, Xavier tem uma relação muito conflituosa. Wilson é um homem honesto, dedicado aos filhos Lukeny e Lwejy, e com muita paciência para Ofélia, a sua mulher ambiciosa que vive das aparências.
 
Quem torna a vida de muitos num inferno é a produtora de moda, Rosa Bettencourt, uma mulher que só pensa em ter poder de forma fácil. Para isso conta com a ajuda da filha Kássia, formando assim uma dupla de oportunistas dispostas a tudo para enriquecer. Ao aperceber-se do interesse de Vitória em Kiluanji, Rosa elabora um plano para Kássia o seduzir, e começa assim a guerra entre Vitória e Kássia. O que as duas não esperavam é que ele e a humilde Ana Maria estivessem apaixonados.
 
Na Divo trabalha ainda Artur, o diretor financeiro, um homem responsável e muito diferente de Henda, o jornalista que quer enriquecer seduzindo uma mulher rica. E para tornar todos mais bonitos, a maquilhadora Mariza é a mais indicada.
 
Esta é também a novela das tradições e dos sabores angolanos, uma história de pessoas reais. É na empresa de catering Mufete que Nazaré cozinha deliciosas receitas, um negócio criado pelo filho, Yuri, e o seu sócio italiano, Giorgio. Também eles querem ter sucesso e triunfar na vida, mas com trabalho honesto e longe dos esquemas fáceis."
 
  

Nota do feitor: A descrição e as imagens das telenovelas foram retiradas das páginas disponibilizadas na internet sobre a matéria.




    
 

 
    


Programas seguidos com regularidade



  
Alta Definição
Alta Definição
1

SIC
Entrevista semanal, numa abordagem intimista a um convidado central. Gravada em Alta Definição, num local especial escolhido pelo entrevistado.
Cada programa pretende ser um retrato biográfico do convidado(a), que é desafiado(a) a apresentar-se sem maquilhagem, na sua mais pura essência.
Conduzida por Daniel Oliveira.
  
As escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
2

RTP1
  
As notas soltas de António Vitorino
António Vitorino
3

RTP1
  
E Se Fosse Consigo?
E Se Fosse Consigo?
4

SIC
Temas do programa:
O racismo.
O peso da imagem.
O bullying.
A homofobia.
A violência no namoro.
Idosos Maltratados.
Os jovens e o álcool.
A violência doméstica.
Compilação dos melhores momentos dos temas e das reações suscitadas nas redes sociais.
  
Entre Nós
Entre nós
5

RTP aFRICA
  
Entre Nós
Entre nós
6

RTP1
  
Grande Entrevista
Grande Entrevista
7

RTP1
  
Jogo Duplo
Jogo Duplo
8

RTP1
  
Marcelo Rebelo de Sousa
Jornal Nacional
9

TVI
  
Mezzo
Mezzo
10

MEZZO
É um canal de televisão francês que transmite música clássica (incluindo ópera e ballet), jazz e world music.
  
Portugal no Coração
Portugal no coração
11

RTP1
  
Praça da Alegria
Praça Alegria
12

RTP1
  
Querido Mudei a Casa
Querido Mudei a Casa
13

TVI
  
Universidade Aberta
Universidade Aberta
14

RTP1
O conhecimento e a aprendizagem num processo aliciante e inovador. 
Ensino a distância e a aprendizagem ao longo da vida são os dois fios condutores dos programas da Universidade Aberta. Durante 30 minutos vamos ver reportagens, entrevistas e debates sobre o que de mais importante acontece no mundo do ensino superior. Especialistas de várias universidades, estudantes e pessoas com actividades cívicas, culturais e sociais vão mostrar a exigência permanente que a sociedade moderna tem no campo dos conhecimentos: aprender, aprender sempre deve ser o lema de todos nós.
http://www.rtp.pt/programa/tv/p27342
 
  
 15

National Geographic Channel
  
 16

Odisseia
  
 17

People + Arts
  
 18

RTP International
  



    
 

 
    


Séries seguidos com regularidade



Bons Vizinhos
Bons Vizinhos
1

TVI
A História de "Bons Vizinhos" decorre numa aldeia algures nos arredores de Lisboa: a aldeia da Maranhota, uma aldeia muito singular e genuína. E com uma curiosidade peculiar. Foi nesta aldeia, criada por São Junito, que um monge da zona em viagem com o seu burro parou a meio do caminho e recusou-se a andar mais... São Junito olhou para o companheiro e disse-lhe: «Vou chamar a esta terra Maranhota. Esta é a terra de todos os burros»...e a partir desse dia, São Junito e o seu burro ficaram a viver naquele lugar...E hoje a aldeia da Maranhota, que foi crescendo, é uma aldeia onde ser-se burro não é um defeito mas uma virtude e um orgulho. Os seus habitantes tratam-se entre si como burro isto ou burro aquilo, em sinal de reconhecimento...e até mesmo na Praça central há uma estátua em homenagem ao Burro. A Maranhota é a aldeia defensora do burro ibérico...
Com um cenário real e com grandes nomes da comédia portuguesa como José Raposo, Maria João Abreu, Almeno Gonçalves, Natalina José, Anita Guerreiro, entre outros, vai estar esta sua nova série televisiva. Não perca...É já este fim de semana!
A história passa-se numa localidade junto ao rio Tejo denominada de Gaio-Rosário. A mesma tem uma grande vista para a capital, Lisboa, e usufrui de boas paisagens para observação de várias espécies animais.
Guida e Júlio (Maria João Abreu e José Raposo) são os protagonistas da trama. Desde o primeiro dia que os dois vizinhos se dão como cão e gato. Ao longo da história da série "Bons Vizinhos", a faísca entre os dois vai crescendo.
"O Júlio Ferreira é um homem extremamente humano, bom chefe de família, bom trabalhador, honesto e pacato", caracterizou José Raposo, na altura em que a série estreou na TVI, em 2002. É um homem com uma vida perfeitamente normal, até ao dia em que Guida Santos, chega à aldeia da "Maratonha", que é conhecida como a "terra de todos os burros", desde que um monge, que por lá passou, assim a baptizou.
"A Guida Santos tem um bocadinho de pêlo na venta, chega-lhe a mostarda ao nariz com muita facilidade", explicou Maria João Abreu. "Ela era casada, mas o marido enganou-a e ela decidiu ir viver para a "Maratonha". A partir daí o papel da "Guida" passa a ser o de, fundamentalmente, destabilizar a vida do Júlio e de toda a aldeia. Para a população eu sou a finória, cheguei ali armada em rica", contou.
  
Casos da Vida
Casos da Vida
2

TVI
Casos da Vida é uma minissérie portuguesa e cada episódio é um telefilme baseado numa história verídica.
  
Conta-me como foi
Conta-me como foi
3

RTP1
"Conta-me como foi" tem o objetivo de retratar, em forma de ficção, a vida e o país desde 1968...
"Conta-me como foi" é uma série de ficção adaptada da série espanhola "Cuéntame...como pasó".
A ficção acompanha o quotidiano de uma família de classe média, os Lopes, que habitam um andar de um bairro social na Lisboa do final dos anos 60. António, o pai, Margarida, a mãe, Hermínia, a avó, Toni, Isabel e Carlos, os filhos, vivem com dificuldades financeiras, que ainda assim permitem a aventura de comprar uma televisão. Um "novo elemento da família" que vai ocupar lugar de destaque na casa dos Lopes.
É a voz adulta de Carlos, o filho mais novo, com 8 anos em 1968, que narra "Conta-me como foi". É através do seu olhar de criança, que nos é contada a história da família e também de factos sociais, económicos, políticos, episódios da História do país e do mundo.
http://www.rtp.pt/programa/tv/p20133#sthash.PBb5Y9tC.dpuf
  
Inspetor Max
Grande Entrevista
4

TVI
Inspetor Max é uma série de televisão portuguesa criada por Virgílio Castelo e as Produções Fictícias, transmitida pela TVI e agora também pela TVI FICÇÃO.
Tem como história um cão chamado "Max", que é encontrado pelos dois filhos do inspetor Jorge Mendes (Fernando Luís). Jorge Mendes é um homem solitário, cuja mulher morreu, quando os filhos ainda eram pequenos, em virtude de um despiste de automóvel, causado por um cão que se atravessou na estrada. Trabalha no DIC de Setúbal, Departamento de Investigação Criminal, na 1ª temporada.
A equipa bem sucedida do DIC de Setúbal foi convidada para ir para o DECC (Departamento Especial de Combate ao Crime) e assim começou a 2ª temporada. A sua chefe, Graça Madureira (Fátima Belo), depois de alguns casos resolvidos no DECC foi convidada a integrar a Interpol. Na 2ª temporada o lugar é ocupado pela atriz Sílvia Rizzo, no papel de Teresa. Max, Jorge e Sérgio, o melhor amigo e parceiro de Jorge, constituem o trio vitorioso. Uma série pautada pelo mistério, e pela resolução de casos.
• Casa Assombrada
• Táxi para o Inferno
  



    
 

 
    


Viagens




* Capital da África do Sul: Pretória(administrativa), Cidade do Cabo (legislativa), Bloemfontein (judicial).
** Capital da Suazilândia: Mbabane (administrativa), Lobamba (real e legislativa).
*** Tanzânia: sede do governo em Dar es Salaam.
****
***** Reunião: Departamento e região ultramarina da França






Localidades


Nota do Feitor: Locais de trabalho
ÁFRICA DO SUL
Sudwala Caves, nas Mankele Mountains
CATALUNYA
Réus (Tarragona)
ITÁLIA
Roma e Trento
MOZAMBIQUE
Alto Molocué, Báruè, Beira, Inhassunge, Maputo, Milange, Mocuba, Munhamade, Namacurra, Nauela, Zalala, Zóbuè.
PORTUGAL
Lisboa, Porto e Vila Real
SUIÇA
Alpes


Postais


Nota do Feitor: Alguns locais visitados

África