Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro

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IHATITI




Maria Ester Gonçalves Alves Machado Ribeiro
e
Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro



   



IHATITI



Arquivo Histórico de Moçambique

Maputo
2 de Julho de 1994



    
   
 
    


Índice



indice




    
 

 
    


Agradecimentos



Esta obra,
sem dúvida imperfeita (tanto no sentido etimológico como semântico),
nem nesta fase estaria, se não tivesse sido apoiada,
sucessivamente,
de um modo directo ou indirecto,
e em proporções muito variadas,
por todas estas e outras pessoas, a quem recordamos com gratidão,
e que procuramos nomear
de um modo aproximadamente cronológico
(isto é, pela ordem em que foram surgindo os respectivos apoios):


  Cesare Bertulli 1
  Ludovico Festi 2
  Gian Battista Brentari 3
  José Capela 4
  Elia Ciscato 5
  Alípio Jaime Meneses Machado Ribeiro 6
  Maria Celeste de Melo Nobre Teixeira Alves de Vasconcelos Ribeiro 7
  Leone Zeni 8
  Gerhardus Alexander Kirchner 9
  Eugeniusz Rzewuski 10
  José Mateus Muária Katupha 11
  Benilde Machava 12
  Carlos Serra 13
  Inês Nogueira da Costa 14
  António Jorge Diniz Sopa 15
  Brazão Mazula 16
  Odete de Jesus Costa 17
  Américo Correia de Oliveira 18
  António José Meneses Machado Ribeiro 19
  Eduardo Medeiros 20
  Mark Lancaster 21
  Joel das Neves Tembe 22
  Carlos Miguel Meneses Machado Ribeiro 23
  Jacques Waliser-Dolivo 24
  Jerónimo Ernesto Meneses Machado Ribeiro 25

Muitos talvez nem se lembrem de quando e em quê nos ajudaram, mas nós não o esquecemos, e até poderíamos pormenorizar o importante que foram em determinado momento, e só temos pena da possível omissão de muitos outros nomes.


    
   
    




À guisa de Preâmbulo



Mitos, orações, história, leis, dizeres comuns, cânticos, contos, adivinhas são os diversos géneros literários da oralidade banta. 1
Géneros
Adágios (gnomas), aforismos, anexins, apodos, apotegmas, axiomas, brocardos, conselhos, ditados (prolóquios), ensinanças, exemplos, juízos, máximas, parémias, provérbios, rifões, sentenças são as diversas espécies literárias dos dizeres comuns. 2
Espécies
11 - Adágios (ou gnomas) são sentenças breves e vulgares quase sempre morais. 3
Adágios
12 - Aforismos são poucas palavras contendo um princípio de grande alcance. 4
Aforismos
13 - Anexins são ditos bastante baixos, picarescos, cheios de ironia, usados por gente sem papos na língua. 5
Anexins
14 - Apodos são comparações ridículas, zombarias, mofos, motejos. 6
Apodos
15 - Apotegmas são ditos sentenciosos de pessoas célebres. 7
Apotegmas
16 - Axiomas são proposições em si evidentes. 8
Axiomas
17 - Brocardos são axiomas jurídicos e de boas maneiras. 9
Brocardos
18 - Conselhos são pareceres sobre o que convém fazer em determinadas circunstâncias. 10
Conselhos
19 - Ditados (ou prolóquios) são frases que têm algo de pedagógico, à maneira de lições. 11
Ditados
10 - Ensinanças são lições práticas, tiradas como conclusões de fábulas, de contos, da experiência da vida. 12
Ensinanças
11 - Exemplos são adágios especiais que, pelo conceito que encerram, devem ser seguidos. 13
Exemplos
12 - Juízos são pareceres em que se mostra a relação entre dois termos. 14
Juízos
13 - Máximas são ditames ou regras axiomáticas indiscutíveis, porque baseados num máximo de experiência. 15
Máximas
14 - Parémias são alegorias curtas que, por isso mesmo, forçam a pensar demoradamente. 16
Parémias
15 - Provérbios são verdades incontestadas aceites por todos. 17
Provérbios
16 - Rifões são ditados populares que andam na boca de todos. 18
Rifões
17 - Sentenças são máximas não axiomáticas, mas discutíveis. 19
Sentenças
Toda esta literatura oral é uma das artes rítmicas do povo banto. As outras são: a eloquência, a música, a dança, o teatro. 20
Arte rítmica
Nas artes plásticas, encontramos a escultura (máscaras, baixos relevos, etc.) e a pintura. 21
Arte plástica
Os padrões de acção não se esgotam, porém, na arte: a técnica desempenha um papel fundamental - quer na arquitectura quer na economia (agricultura, caça e pesca, artesanatos, comércio). 22
Técnica
A par - talvez antes - dos padrões de acção, teríamos de colocar os de pensamento: uma possível revelação primitiva contida nos mitos) e os conhecimentos filosóficos, matemáticos (aritmética e geometria) e (pré-)científicos. 23
Padrões de pensamento
Se acrescentarmos as instituições - familiares, educativas, económicas, políticas, religiosas e recreativas - teremos, não digo um esquema completo, mas, ao menos, um esboço significativo da cultura banta. 24
Instituições
Para efeitos deste estudo, entende-se :
  1. por cultura a maneira própria de um povo pensar e agir,
  2. por instituição,a maneira de agir dos grupos,ou seja,como diz o Nouveau Petit Larousse de 1972,p. 548, o conjunto de regras estabelecidas em ordem à satisfação de interesses colectivos,
  3. por padrão, modelo de comportamento, a maneira como as pessoas pensam e agem para satisfazer as necessidades sentidas como vitais.
25
Cultura
É neste tecido cultural que se entrelaçam os dizeres comuns que nós seleccionámos para classificar literária e tematicamente. 26
Enquadramento
Para efeitos deste estudo, também empregamos sempre com carácter específico e não genérico os termos provérbio, sentença, máxima, axioma, rifão, ditado, etc. E isto, muito embora haja dicionários que os considerem sinónimos. 27
Falsos sinónimos
A precisão de termos é indispensável até para penetrarmos na conexão entre determinado dizer e determinado agir. Cada espécie de dizer tem, por natureza, um liame a uma precisa espécie de agir. Pode ser mesmo uma identidade não apenas intrínseca, mas essencial: apenas com diversidade existencial, isto é, no modo de existir e na concretização circunstancial. 28
Correspondências
estruturais
Há, por isso mesmo, que distinguir sempre, e muito clara e nitidamente, costumes, usos e hábitos, e não englobar tudo na expressão usos e costumes, à semelhança do que também é frequente fazer, e disso mesmo acabámos de falar, com o termo provérbios, nos quais se teima em amalgamar dezassete espécies bem diferentes. 29
Três espécies de agir
Costume é lei, é coesão. Só os costumes fazem lei (a lei consuetudinária). São de uma universalidade e de um conteúdo tal que a sua transgressão, ou por si mesma ou pelo precedente criado, constituiria um grave perigo para a coesão da comunidade. É a defesa contra a desagregação, a desordem. É a promoção do bem comum, da harmonia. (Cf. DA VIDA AFRICANA À VIDA RELIGIOSA, p. 51) 30
Costumes
Uso é rotina generalizada. Os usos, embora também gerais, não têm força de lei. Nisto, talvez por o seu conteúdo não ser de tanta importância, ou não se lhe ligar tanta importância, se distinguem dos costumes. São seguidos praticamente por todos (senão, deixariam de ser usos), por comodidade ou por rotina, espontânea e livremente. Se, no entanto, alguém os não segue, não passa de uma excepção, talvez duma excentricidade. 31
Usos
Há usos na comida e na bebida, no dormir, no vestuário, no banho, na tatuagem, na depilação, na vida sexual, no convívio familiar e social, nos móveis e utensílios domésticos, na construção, situação, limpeza e arrumação da casa, na agricultura, pesca, caça, etc. (Id., p. 52) 32
Variedade
Finalmente os hábitos nem obrigam sob força de lei nem são gerais: são particulares e individuais. Já nos usos há certa liberdade, embora o senso comum os leve a segui-los. O banto não gosta de singularizar-se, mas integrar-se no conjunto. Mas também é caracterizado por um grande respeito pela liberdade: pela determinação dos próprios hábitos pode dar expansão à iniciativa privada, à liberdade de acção. (Id., p. 52, final) 33
Hábitos
Foi nesta base antropológica que tentámos classificar literariamente estes mais de quatro mil dizeres comuns do norte ao sul de Moçambique. Nada existe de absolutamente objectivo ou subjectivo, mas enquanto nesta classificação predomina sem dúvida o objectivo, já na classificação temática há uma dose bem maior de subjectividade. 34
O objectivo e o subjectivo
Os campos da classificação literária escolhidos há décadas seriam os mesmos ainda hoje. A escolha dos temas, pelo contrário, foi fortemente influenciada por imensas circunstâncias de lugar, de tempo, de preferências, de interesses, de objectivos, de ideologias. 35
Relatividade
Hoje, evidentemente, proporíamos outros campos temáticos. Mesmo assim, pensamos que ainda têm alguma validade. Ei-los: 36
Temas
  
I Amizade
II Celibato
III Deus
IV Educação
V Egoísmo
VI Experiência
VII Exploração
VIII Família e Casamento
IX Feiticismo
X Hospitalidade
XI Justiça
XII Liberdade e Futuro
XIII Mulher
XIV Organização
XV Paciência e Resignação
XVI Reflexão
XVII Sorte
XVIII Trabalho e Preguiça
XIX União e Divisionismo
XX Vaidade
XXI Verdade
XXII Vida e Morte
XXIII Vigilância
 
Mas, com tudo isto, qual o contributo que pretendemos dar à cultura? Pará-la no tempo? Mantê-la num trilho circular, numa perspetiva sempre confinada às raízes, obcecada pela tradição, numa nostalgia - saudade que lhe queiram chamar - do passado? Fazê-la girar sobre si mesma, repetindo-se sempre, talvez, no máximo, com uma ou outra inovação esporádica? 37
Tempo circular
Ou ir buscar, ao que de mais profundo e belo existe nesse património, a força de arranque para uma cultura sempre em transformação, numa corrida em espiral, visando o futuro e afastando-se cada vez mais do passado? 38
Tempo em espiral?
Nem uma coisa nem outra: o que pretendemos é contribuir para que a cultura se renove sem cessar, mas sempre alimentada pelas raízes, isto é, que os círculos da caminhada, corrida talvez, sempre mais dinâmicos e vastos, não se desliguem do núcleo inicial. 39
Tempo holístico?
Cultura talvez seja memória informatizada desde o Big Bang e, sempre em saltos quânticos, corrida vertiginosa - em todas as direcções e dimensões - para o futuro. 40
Computarização
ortogénica


    
   
    




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 Anexins
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 Apotegmas
 Axiomas
 Brocardos
 Conselhos
 Ditados
 Ensinanças
 Exemplos
 Juízos
 Máximas
 Parémias
 Provérbios
 Rifões
 Sentenças
  
Classificação temática 
  
 Amizade
 Celibato
 Deus
 Educação
 Egoísmo
 Experiência
 Exploração
 Família e Casamento
 Feiticismo
 Hospitalidade
 Justiça
 Liberdade e Futuro
 Mulher
 Organização
 Paciência e Resignação
 Reflexão
 Sorte
 Trabalho e Preguiça
 União e Divisionismo
 Vaidade
 Verdade
 Vida e Morte
 Vigilância
  
Idioma 
  
 Todos
 Elomwe
 Etakwane
 Ecuwabo
 Chichope
 Chichangane
 Cisena
 Chinhungwe
 Chizulo
 Changane
 Etxaubo
 Macua
  
Origem geográfica 
  
 Todas
 Alta Zambézia
 Gaza
 Inhambane
 Lugela - Zambézia
 Mocumburo
 Nampula (Mutuáli)
 Nampula (Malema)
 Nampula (Ribáuè)
 Nampula (Iapala)
 Nampula (Lalaua)
 Quelimane
 Sena
 Sofala
 Sul de Moçambique
 Tacuane Zambézia
 Tete
 Zambézia Central


    
   
    




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Autoria das classificações
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Subcampos















Recolector Data da recolecção Fonte bibliográfica
Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro 1947 - 1980 Mjai Mali Muhiwa
Lodovico Festi 1947 - 1987 Wineliwa Kumnala
Cesare Bertulli 1960 Da Vida Africana à Vida Religiosa
Armando Ribeiro 196? Misibe dha Alomwe
Alexandre Valente de Matos, ajudado por uma equipa de professores 1971 Provérbios Changanas
Júlio Meneses Rodrigues Ribeiro com P. Giovanni Battista Brentari 1982 Provérbios Macuas





Autoria das classificações
Classificação literária e temática de Ester e Júlio M. Ribeiro
Resumo da interpretaçao e circunstância, e classificaçao literária e temática de Ester e Júlio M. Ribeiro





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Base de Dados





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Cultura




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Excursos



Imposição da Medalha da Nachingwea que a Assembleia Popular, por Resolução nº 13/89, em 22 de Setembro de 1989 atribuíu a Maria Ester Gonçalves Alves Machado Ribeiro

Medalha da Nachingwea

21 de Agosto de 1993

Dia da cidade de Quelimane

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

Imposição da Medalha da Nachingwea

O cartão que acompanha a medalha tem o nº 069 e está assinado por Marcelino dos Santos. A lei que regula os deveres e direitos dos titulares é a nº6/81, de 17/06/1981

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